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sexta-feira, 17 de abril de 2009

OS LIDERES NO DIVÃ


O PENSAMENTO DE MANFRED KETS DE VRIES.

Fontes: “Os Lideres no Divã.”, Revista Época Edição 569 –

Quem é Manfred Kets de Vries?

Professor titular de desenvolvimento de liderança da escola de administração INSEAD na França é responsável pelo Centro de Liderança Global da instituição. Escreveu mais de trinta livros, entre eles “O líder e o Divã – Uma analise clínica para transformar as organizações” e “A equação de Felicidade”.  Não editados ainda no Brasil.

Considerado pela revista britânica The Economist como um dos principais pensadores mundiais nas áreas de liderança e recursos humanos, o professor e consultor Manfred Kets de Vries leva ao limite a interseção entre a psicologia e a administração.

“As pessoas gastam tanto tempo no trabalho, que as empresas têm que ser uma comunidade.”

Afirma que as emoções, tradicionalmente negligenciadas pelas empresas, estimulam o envolvimento e o comprometimento dos funcionários. Que para tirar o melhor das pessoas os lideres do século XXI devem ter uma boa dose de inteligência emocional.

De acordo com seus estudos, os lideres autênticos prestam muita atenção ao ambiente de trabalho. Ajudam as pessoas acreditar nelas mesmas, percebem e atendem às necessidades e a os desejos das pessoas. Eles são capazes de despertar um extraordinário esforço de seu pessoal. Embora o dinheiro seja importante os lideres autênticos sabem que seus subordinados querem mais que isso. “Eles querem que as pessoas acreditem que eles estão fazendo a diferença para a organização e, em alguma medida para o mundo”

“As pessoas só tem uma vida. Não querem ser as mais ricas do cemitério. Querem fazer algo que tenha significado para ser lembradas” afirma.

“A felicidade é ter algo que fazer, alguém a quem amar e algo que esperar.” Provérbio chinês.

Para a maioria, a busca da felicidade é o objetivo máximo da existência: dá-nos esperança e uma razão para viver, ao tempo que nos motiva para que sigamos adiante apesar dos contratempos da vida.
Em seu trabalho de formador de altos executivos, Manfred Kets de Vries chegou à conclusão de que o conhecimento de si mesmo e a felicidade, estão inextricavelmente vinculados e que ante a ausência desse conhecimento, a verdadeira felicidade sempre se nos escapará. Temos que refletir sobre o que é importante para nós e estabelecer nossas prioridades a fim de poder viver a vida plenamente.

Muita da literatura de negócios sobre a liderança parte do pressuposto de que os líderes são seres racionais. Mas a irracionalidade é inerente á natureza humana, e os conflitos internos muitas vezes contribuem ao impulso de triunfar. Embora vários acadêmicos de escolas de negócios indagassem na psicologia dos executivos, Manfred F.R. Kets de Vries há dedicado sua vida ao analise dos CEO. Neste caso, recorre três décadas de estudo para descrever o perfil psicológico dos CEO exitosos. Explora suas vulnerabilidades, as que a miúdo se intensificam por efeito dos intentos de seus seguidores por manipular lhes. Os líderes, diz Kets, possuem uma assombrosa habilidade para despertar processos de transferência --aqueles mediante os quais as pessoas transferem as dinâmicas de suas relações passadas às atuais-- em seus empregados e em eles mesmos. Estes processos podem apresentar se de numerosas maneiras, às vezes negativamente. Mais ainda, muitos altos executivos que estão na idade madura sofrem de depressão. A esta idade surge o impulso de reavaliar a própria identidade em função da carreira profissional, e quando um líder se converte em CEO, uma crise existencial é muitas vezes iminente. Isto lhe pode acontecer a qualquer um, mas a probabilidade é maior com os CEO e os altos executivos, porque muitos deles dedicaram sua vida exclusivamente ao trabalho. Por suposto, não todos os CEO tem problemas psicológicos. O líder saudável assinala Kets de Vries, possui talento para observar se e analisar se a ele mesmo, e os melhores estão altamente motivados para dedicar tempo à auto-reflexão. Levam uma vida equilibrada, são capazes de brincar, são criativos e inventivos e possuem a capacidade de ser inconformistas. Aqueles que aceitem a própria loucura podem ser os líderes mais sadios de todos?


Manfred Kets de Vries assegura que a felicidade é um estado mental, a maneira em que vemos o mundo. Em seu livro “A equação da felicidade expõe as três chaves da felicidade. Estas são, em primeiro lugar, ter algo que fazer. Em segundo lugar, algo que esperar. E em terceiro lugar, alguém a quem amar.

Mas vamos por partes. Algo que fazer significa uma atividade laboral e/ou extra laboral que motive. Neste sentido, é de grande ajuda ter una agenda de atividades que nos satisfaça e que pudermos controlar e dirigir. Se conseguimos um trabalho motivador, desenvolveremos uma atividade que contribuirá de forma importante a nossa felicidade. O que fazemos tem que equilibrar adequadamente o trabalho com o resto de nossa vida. Quantas pessoas são tremendamente infelizes o dia em que chega a esperada aposentadoria, já que não sabem que fazer com seu tempo!

Algo que esperar, tem a ver com o futuro, com os sonhos que todos temos acerca do que esperamos fazer ou conseguir no futuro. Para ser felizes temos de ter desafios, aspirações que nos motivem a fazer com mais empenho nossas atividades do dia a dia.

Finalmente, alguém quem amar, todos têm a necessidade de amar, e ser amado, o que tem que ver com o casal, a família, os filhos, os pais... Quando falha um destes três pilares é possível que nosso estado de felicidade se veja afetado.

Em conclusão, ser feliz não é um estado de ânimo, senão uma atitude constante e cada um têm sua própria idéia da felicidade. Para algumas pessoas é fundamental a família para ser feliz, mas também estar com a pessoa amada e rodeado de bons amigos.

Em geral a popularidade, o dinheiro e a religião não aportam mais felicidade.

Uma das grandes surpresas que cativam a muitas das pessoas que visitam a Índia é que apesar do estado de extrema pobreza em que vivem milhões de indianos, os rostos da maioria deles refletem um estado de grande felicidade.

Simultaneamente, em países opulentos como Suécia o Suíça, por exemplo, se vem muitos rostos que refletem infelicidade e, a miúdo, surpreende o alto índice de suicídios nestes países.

Não parece que a felicidade seja proporcional ao nível de riqueza dos países.

Com certeza um mínimo de dinheiro é imprescindível para a felicidade. Estou-me referindo ao dinheiro que permite alimentar se e dispor de outros elementos básicos para poder viver dignamente, como o aceso a serviços médicos, por exemplo. Sem dúvida, se uma pessoa passa fome o não pode aceder a um médico que cure uma enfermidade importante, é mais difícil que possa ser feliz.

Portanto, um mínimo de dinheiro se necessita em qualquer caso para poder ter felicidade.

Perguntado pela revista Época (José Fucks) sobre qual seria o melhor modelo de uso inteligente das emoções no mundo dos negócios; a resposta foi:

“É uma boa pergunta. Só posso responder com as empresas que estou trabalhando. Fiz um longo trabalho com o National Australian Bank, com os 120 principais executivos. Fiz uma lavagem cerebral nesse pessoal. Gastei bastante energia com eles. Espero que tenham ganhado alguma consciência emocional.

Acho que uma empresa como a Novo Nordisk (Dinamarca) também é bem inteligente emocionalmente. Em 2003 foi escolhido pela Economist para ajudar a escolher as melhores empresas do mundo. Dividimos o mundo em três regiões e escolhemos a Infosys, da Índia, Johnson & Johnson dos Estados Unidos, e a L´Oreal, na Europa.

Minha filha trabalhava na L´Oreal na época, e me disse que a cultura da empresa deixava algo a desejar. Agora eles estão tentando fazer alguma coisa. “È uma empresa sólida, mas ela também pode ser de um jeito por fora e bem diferente por dentro”  

 

 

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