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terça-feira, 11 de agosto de 2009





V Curso de Ética y RSE en el Agro

Comenzará el 30/9 bajo la organización de Eticagro y la Universidad de Bologna. La modalidad es virtual y la experiencia de participar es más que enriquecedora (eso va a modo de consejo). Más info: http://bit.ly/H3vA5

RSE, WEB 2.0 E COMUNICAÇÃO CORPORATIVA.

ENTREVISTA A PAUL CAPRIOTTI

Paul Capriotti é um dos máximos especialistas em imagem corporativa. Foi a figura principal no marco do Primeiro Congresso Internacional de Comunicação organizado pela consultora organizacional Claudia Martínez & Associados. Antes de sua dissertação na ex capela do Passeio do Bom Pastor, este rosarino com sotaque “galego” conversou sobre o impacto da Web nas relações das empresas com seus públicos.

“Sempre me interessei muito à forma em que as pessoas consomem a informação, e como isto influi na visão que têm os públicos sobre as empresas. Hoje, a Web 2.0, com suas redes sociais, blogs e Facebook, estão afetando o processo de comunicação e as formas de relacionar-se que as empresas tinham com seus diferentes públicos”, explica Capriotti apenas começa a entrevista.

“Estes câmbios, são impactantes como todos os câmbios; porém como profissionais há que saber aproveitar-los. Agora, os que estamos em comunicação somos ‘infoseekers’, é dizer, passamos de controlar o discurso público da empresa a fazer de ‘monitores’ do discurso público sobre a empresa. Porque as relações interpessoais já não são de boca-orelha, agora são massivas”, assegura o experto.

“Agora, os que estamos em comunicação somos ‘infoseekers’, passamos de controlar o discurso público da empresa a fazer de ‘monitores’ do discurso sobre a empresa”

–Que acontece com as empresas que não percebem e não se adaptam a estes câmbios?

–Agora um pode estar em muitas partes e obter muito mais informação que há três anos, e com mais pontos de vista, sem necessidade de estar em contacto direto com a fonte; então, a Internet 2.0 potencia, não só as relações das empresas com seus públicos, senão também, as relações entre os membros de diferentes públicos entre si.

Por isso acredito que se as empresas não percebem estes câmbios terão um problema, porque agora a organização passa a ser um ator mais, junto com outros 300 ou 5.000 que também estão falando dela. Eu como profissional não posso administrar as relações ou as comunicações como administrava um par de anos atrás, quando não havia uma grande difusão destas ferramentas e controlávamos o que íamos dizer, a quem e como. Agora devemos monitorar permanentemente as publicações que falam sobre a empresa. Internet nos aporta várias e novas ferramentas como profissionais, só que há que saber manejar-las adequadamente, já que nos apresentam uma nova forma de relacionar-nos. Já não podemos falar de Management das relações com os públicos, devemos começar a falar de diálogo e negociação com estes.

As redes sociais, os blogs corporativos e os celulares multimídia são alguns destas ferramentas com as que podemos chegar à maior quantidade de pessoas, mas há que investigar e atuar com prudência antes de usarmos. Como profissionais do mundo da comunicação, devemos colaborar para que as empresas se acostumem a estes câmbios, porque geram uma perda de poder sobre o controle da informação corporativa e sobre a forma de relacionar-se com os públicos.

Como influem as redes sociais no mundo corporativo?

–A importância das redes sociais radica na enorme base de dados que nos permitem criar. A rede tem uma grande capacidade viral e multiplica aos receptores. Se eu tenho 500 pessoas em minha rede social e publico um artigo, os 500 contactos de uma destas pessoas o verão também, então aí indiretamente gere uma publicação viral que me permitirá contatar com muitas pessoas. As empresas devem considerar isto, porque as redes sociais e os blogs são uma arma de duplo fio. Estamos num processo que nos permite gerar mais interações, mas este processo ainda não é massivo porque nossa cabeça está começando a mobilizar-se, e recém agora estamos conhecendo todas estas ferramentas.

“Já não podemos falar de Management das relações com os públicos, devemos começar a falar de diálogo e negociação com estes”

–Como influi a Web 2.0 sobre as ações de Responsabilidade Social Empresarial?

–A Responsabilidade Social Empresarial (RSE) é cada vez mais importante e ganha mais influência nas empresas, já seja porque realmente a consideram importante e acreditam em elo, ou bem porque a usam para gerar mais vendas desde outro ponto de vista e ter melhor imagem.

Um dos critérios essenciais da RSE é a transparência, porque não só é dar um copo de leite ou plantar árvores, a essência está em ser responsável em teus negócios e por teus negócios.

A Web 2.0 nos obriga a ser transparentes, porque se uma empresa, só por questão de imagem, sai a plantar árvores e logo nos informamos que não têm ISO 14.000, e ademais achas que num blog um empregado está dando a conhecer a verdade, se vem abaixo a imagem da empresa. Se um ativista ecológico te difama com isso, é uma coisa, mas já quando é um empregado, é dizer, uma parte interna da empresa, a imagem e a reputação se derrubam, e aí é quando a empresa deixa de ser transparente para os públicos. Então, ao haver tantas fontes de informação, tantos pontos de vista e tantas pessoas com possibilidade de opinião, (sejam críveis ou não) deveriam atuar transparentemente e com a verdade, comunicando em termos de comportamento corporativo. Já não é uma questão de fazer-lo por fazer-lo, agora é fazer-lo porque se não, temos uma punição. Tudo o que tem a ver com a Web 2.0 está facilitando às empresas a ser transparentes, porque a gente pode contrastar.

Demonstrando-nos a todo o pouco que nos lembramos de teorias físicas e históricas, Capriotti alude a que o mundo das comunicações está passando de “Ptolomeu a Copérnico”, já que as empresas devem deixar de atuar pensando em que são o centro do universo, dado a que hoje em dia se vem obrigadas a girar em torno aos diferentes públicos que a compõem, já que este processo de câmbios de paradigma está influindo na relação dos públicos com as empresas e dos públicos entre se.

“Isto é Web 2.0, os profissionais da comunicação devemos adaptar-nos, porque isto chegou para ficar e seguir crescendo”, finaliza Capriotti.

“Que tantas pessoas tenham possibilidade de opinião nos obriga a ser transparentes, porque as pessoas podem contestar”

Paul CAPRIOTTI. Gradua-se de licenciado em Comunicação Social na Universidade Nacional de Rosário e logo de doutor em Ciências da Comunicação na Universidade Autônoma de Barcelona. É vice-presidente da Associação de Investigadores em Relações Públicas (AIRP) e Professor de Relaciones Públicas e Comunicação Corporativa na Universidade Rovira i Virgili (Tarragona, Espanha). Foi Consultor de Estratégias de Marca e Comunicação de empresas espanholas destacadas e escreveu diversos artigos e vários livros, entre os que se encontra “Branding Corporativo” sua última publicação.

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