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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

ECO-DESENHO


O eco-desenho é uma versão ampliada e melhorada das técnicas para o desenvolvimento de produtos, através da qual a empresa aprende a desenvolver-los de uma forma mais estruturada e racional.

O eco-desenho conduz a uma produção sustentável e um consumo mais racional de recursos. O conceito de eco-desenho está contemplado na agenda de negócios de muitos países industrializados, e é uma preocupação crescente em aqueles em desenvolvimento.

Reunir informação é parte importante da metodologia para obter uma

perspectiva do contexto ambiental e econômico. A análise e a informação reunida permitem respaldar as decisões e possibilitam o controle de ingressos e egressos. Os projetos de desenvolvimento de produtos abarcam muitas considerações e ao seguir um processo estruturado dará confiança nas decisões e estratégias escolhidas.

Outro aspecto inovador do eco-desenho é seu enfoque sobre todo o ciclo de vida do produto, que é parte integral de sua aplicação.

Porém o aproveitamento desta oportunidade implicará a reformulação dos produtos a partir do desenho mesmo e a atuação proativa ao longo de todo seu ciclo de vida: desde a obtenção das matérias primas-que em muitos casos são recursos naturais -, até sua reintegração ao ciclo mesmo, ao final de sua vida útil. Integrando estas oportunidades como parte dum mesmo esquema é possível obter múltiplos benefícios: minimizar os custos de produção e o consumo de materiais e recursos, aperfeiçoarem a qualidade dos produtos, melhorarem a vida útil dos produtos, selecionar os recursos mais sustentáveis ou com menor conteúdo energético, buscar a utilização de tecnologias mais limpas e minimizar os custos de manejo de resíduos e desfechos.

Em termos gerais, o termo eco-desenho significa que ‘o ambiente’

ajuda a definir a direção das decisões que se tomam no desenho. Em outras palavras, o ambiente se transforma no co-piloto no desenvolvimento dum produto. Neste processo se lhe assina ao ambiente o mesmo ‘status’ que aos valores industriais mais tradicionais: lucros, funcionalidade, estética, ergonomia, imagem e, sobre todo, qualidade. Em alguns casos, o ambiente pode inclusive ressaltar os valores tradicionais do âmbito comercial.

Passos do eco-desenho:

Uma ferramenta efetiva

O Eco-desenho é uma metodologia amplamente provada e os resultados de projetos levados a cabo tanto na Europa como em América Central prometem uma redução duns 30% a uns 50% do deterioro do ambiente que a miúdo é factível em curto prazo. A experiência tem demonstrado que começar o processo é relativamente simples. O enfoque “passo a passo” nos guia através do processo e a metodologia está planejada de maneira muito prática. Através de sua aplicação em empresas centro-americanas se há comprovado que este método é capaz de gerar excelentes resultados desde a primeira vez que se aplica.

Eco-desenho combina proteção do ambiente e economia sustentável

Por Francesca Colombo

ROMA - Uma cozinha de papelão construída com 70 quilos de publicações, um abrigo de plástico e uma luminária de papel são alguns exemplos do eco-desenho italiano, que combina proteção do ambiente e economia sustentável. O desenho verde soma estratégias, métodos e instrumentos inovadores para prevenir e reduzir os impactos ambientais negativos em todas as fases do ciclo de um produto sem descuidar da estética, disse ao Terramérica a arquiteta Lucia Pietrosi, professora de Desenho Industrial da Universidade La Sapienza de Roma.

Em 2002, a Itália desperdiçou 29,8 milhões de toneladas de plástico, segundo a Agência para Proteção do Meio Ambiente italiana. No ano seguinte foram recuperadas 900 toneladas, sobretudo para fazer móveis e vestuário. De cada dez garrafas de plástico que foram para o lixo são obtidas fibras sintéticas para fazer uma cadeira, com 45 copos de plástico se faz um banco e com 31 garrafas uma árvore de Natal. Também se reutiliza papelão, papel, alumínio e aço. A eco-inovação explora recursos renováveis e separa os componentes de um produto no final de seu ciclo de vida para eliminar substâncias perigosas.

Com materiais pobres os artistas se inspiram, experimentam e criam. Um exemplo é a mostra Mais Além das Caixas. Desenho com Papel e Papelão, realizada a cada ano na Faculdade de Arquitetura da Universidade Ludovico de Roma. Algumas atrações dessa mostra foram a cadeira Recall, com 70% de alumínio e papelão reciclados (de Marco Capellini, da empresa Remade), o vestido Medusa, confeccionado à mão e em papel (da arquiteta Caterina Crepax), uma mesa-escritório de papelão ondulado que suporta 80 quilos de peso, e o Lucky, cavalinho de papelão para crianças (de llaria Vitanostra).

Na Itália bebemos muito café e a cafeteira é feita de alumínio reciclado, mas ninguém sabe e assim se economiza 85% da grande quantidade de energia necessária para produzir alumínio virgem, explicou ao Terramérica o arquiteto Capellini, fundador do Matrec, o primeiro banco de dados italiano de acesso gratuito sobre eco-desenho e reciclagem. Até alguns anos atrás, os produtos de reciclagem eram menosprezados na Itália, mas atualmente 90% dos consumidores se declaram dispostos a comprar mercadorias de uns três mil produtores. Alguns empresários se queixam de que o eco-desenho ainda não produz objetos com recepção equivalente à dos tradicionais. Entretanto, são cada vez mais os produtos italianos que ganham a etiqueta Ecolabel, um certificado europeu de qualidade ambiental.

O Parlamento Europeu adotou este ano um regulamento que impõe, pelo menos até 2008, a reutilização de 60% dos resíduos de papel e vidro, 50% dos de aço e alumínio, 22,5% dos de plástico e 15% dos de madeira, para reduzir o impacto ambiental de resíduos e embalagens. Na Itália não foram consolidados até os anos 90 os conceitos verdes de projeto e construção que são discutidos no norte da Europa desde os anos 60. Um decreto de agosto de 2003 dispõe que 30% dos bens adquiridos pela administração pública italiana sejam fabricados com matéria-prima reciclada.

A tendência atual de empresas como a Merloni, líder em eletrodomésticos de linha branca (para cozinha e lavagem de roupas) da União Européia, é destacar a funcionalidade e a redução dos efeitos adversos, ambientais e sociais, na fabricação de seus produtos. A empresa, que produziu em 2003 cerca de 13 milhões de eletrodomésticos, recicla materiais, não para fazer produtos da linha branca, mas para fazer bicicletas de alumínio e móveis para o lar. Respeitamos as regras da União Européia e temos um comitê de vigilância que controla o estilo e a construção em termos de economia de energia, porque trabalhamos com o conceito de respeito ao ambiente, assegurou ao Terramérica Chiara Pascarella, da Merloni.

Os eco-desenhistas enfrentam o desafio de usar mais imaginação do que seus colegas tradicionais e às vezes suas criações não são bonitas. A mistura de vários tipos de plástico, por exemplo, nem sempre dá resultados homogêneos ou atraentes. O eco-desenho não é só o trabalho com o material reciclado, mas também fazer eletrodomésticos sustentáveis que não causem danos ao ambiente, sejam fáceis de montar e desmontar, e economizem energia, sustentou Capellini.

A empresa Indarte produz com baixo custo e em pequenas séries, relógios feitos com faróis de bicicleta, lâmpadas feitas com vasilhas de conservas e escovas de alumínio concebidas para durar 20 anos. Não estamos nisto por consciência ecológica mas por falta de capital para outras propostas. O verdadeiro eco-desenho se valoriza com base na quantidade de energia e material utilizada, não desperdiça nada e constrói objetos indestrutíveis que não saem de moda, disse ao Terramérica, na cidade de Turin, o proprietário da Indarte, Marco Gilioli.

Os consumidores compram por três fatores: beleza, qualidade e preço. Se for acrescentado o respeito ao ambiente, é um ponto a mais na hora de comprar, segundo o arquiteto Giuseppe Lotty, do Centro Experimental de Móveis da Universidade de Florência.

* A autora é colaboradora da Terramérica.

Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.

DEFINIÇÃO


RSE é a capacidade duma empresa de compartir e participar na história da Sociedade em que está inserida, celebrando em cada ação a Dignidade Humana e respondendo eticamente aos desafios de seu próprio devir”

Federico Seineldin e Bernardo Toro

Segundo Encontro de Empresários do Movimento da RSE.

Ascochinga – Córdoba – Argentina – Agosto 2009.

RSE - TIMBERLAND


APREENDENDO COM OS MELHORES

Entrevista

"Visitamos todas nossas fábricas como mínimo uma vez ao ano"

Anabel Drese, Responsável de RSE de Timberland Europa

Timberland se tem posicionado a nível global como uma empresa sustentável. Há sido pioneira em incorporar informação social e ambiental nas etiquetas de seus produtos. Reporta os issues clave de sua RSE cada três meses e é auditada por uma ONG. Incorporou o eco-desenho para seus novos produtos. Mede seu rastro de carbono e planeja ser neutra para 2010. Incorporou-se a uma aliança global de reciclado de borracha que lhe permitiu não só cuidar os recursos naturais, senão também baixar custos de produção. Realiza um estrito controle de sua cadeia de valor visitando várias vezes ao ano todas suas fábricas, inclusive aquelas que operam com sua licencia. Nesta entrevista exclusiva com ComunicaRSE, Anabel Drese, Responsável de RSE de Timberland Europa, detalha estes e outros aspetos da sustentabilidade da empresa. "Acredito que o mais importante para Timberland vai ser seguir sendo conseqüentes com nossos princípios e cuidar o meio-ambiente, realizar um produto com menor impacto ecológico e assegurar que se produz em condições laborais justas, seguras e não discriminatórias. É o que o consumidor vai pedir e no qual as outras empresas também se enfocarão", afirma.

Como descreveria em rasgos gerais a estratégia de sustentabilidade de Timberland?

Em Timberland vemos a sustentabilidade como parte complementar do negócio. Não se há de eleger entre ser socialmente responsáveis e ter um modelo de empresa saudável financeira e comercialmente. É por isso, que a sustentabilidade e a responsabilidade social se “respira” em cada unidade de negócio: desde como desenhamos o produto, como o fabricamos, como se distribui e que pessoas fazem que tudo isto aconteça com o maior êxito possível.

Como administram os diferentes impactos sobre o meio social e ambiental da empresa?

Medimos nosso impacto meio-ambiental desde duas vertentes: o produto que fabricamos e as emissões de CO2 que nossas operações geram.

No referente ao produto, criamos o “Green Índex” que pontua ao produto segundo seu impacto climático, os químicos utilizados e a quantidade de material renovável, orgânico ou reciclado que se utiliza em cada referência. Deste modo, o consumidor pode escolher entre um produto com maior ou menor impacto ao meio-ambiente. Também se há criado uma base de materiais com a que o desenhador pode calcular o “Green Índex” do protótipo e cambiar materiais se for necessário.

Com respeito ao impacto de nossas operações, trimestralmente realizamos um inventário de nossas emissões com o fim de reduzir-las. De fato, um de nossos objetivos é neutralizar as emissões de nossas instalações e empregados em 2010. Isto se quer conseguir reduzindo-as nuns 50% e comprando créditos de energia renovável para neutralizar as emissões restantes.

Que valor lhe agrega a sustentabilidade ao negócio de Timberland?

O maior valor que agrega é saber que somos conseqüentes com nossos valores e estratégia. Tentamos conscientizar os nossos empregados e consumidores. Não é um valor que se possa traduzir em vendas, porém sabemos que fazemos o correto e que temos que ajudar a preservar o outdoor que tanto desfrutamos e para o que se produz nosso calçado e roupa.

Poderia contar-nos sua estratégia de Reporting?

Como funciona o acordo com Just Means?

Anteriormente fazíamos o típico reporte de Responsabilidade Social Corporativa: anual e tentado incorporar todas nossas atividades e medições do impacto das mesmas. Desde mais de um ano, temos preferido ter um maior desafio: reportar cada trimestre os principais medidores de impacto e realizar o reporte escrito cada dois anos. Deste jeito, temos um diálogo mais freqüente com os diferentes stakeholders através da web JustMeans.

Como se conseguiu e em que consiste o acordo com Green Rubber?

O primeiro contacto com Green Rubber surgiu duma conversação entre Jeff Swartz, presidente de Timberland, e o ex-presidente de EEUU Bill Clinton. Foi ele quem, conhecendo nosso compromisso com o meio-ambiente, sugeriu que poderia ser una aliança interessante para ambas as partes.

Deste modo, Timberland alcançou um acordo de exclusividade com Green Rubber Inc., filial de Grupo Petra, empresa sediada em Kuala-Lumpur (Malásia) que há patenteado o processo DeLink™ e permite dês - vulcanizar borracha usada. A partir de agora, graças à aplicação desta tecnología, os modelos das colecões Timberland Mountain Athletics e Earthkeepers levarão solas Green Rubber compostas duns 42% de borracha reciclada proveniente de pneus descartados em lixeiros. Timberland se converte assim na primeira companhia de calçado a nível mundial que utiliza Green Rubber.

Como enfrentam o desafio de assegurar uma cadeia de valor respeitosa dos Direitos Humanos?

Os especialistas no Código de Conduta visitam todas as fábricas que produzem para a marca e suas filiais (incluindo produtos licenciados) como mínimo uma vez. Assim nos asseguramos que as fábricas cumpram com nossos requisitos. Se há falhas ou carências, trabalhamos com elas num Plano de Ação para conseguir que o problema se resolva desde a raiz para assim poder garantir que não volte a acontecer. É um labor constante que implica muita interação com o management das fábricas e, em alguns casos, cambio de mentalidade por sua parte. Mas temos notado muita melhora e acreditamos que é um processo que funciona e que beneficia enormemente aos trabalhadores.

Anabel é a responsável de RSC em Timberland Europa e se encarrega de trabalhar com as diferentes unidades de negócio para construir e desenvolver a estratégia de Responsabilidade Social incluindo os programas de voluntariado corporativo, meio-ambiente, valores corporativos e comunicação interna e externa. Assessora os fornecedores de Timberland na Europa, assegurando que fabricam seguindo o Código de Conduta da empresa.

Anteriormente, Anabel foi durante 8 anos a Diretora Financeira de Timberland Espanha. Antes de pertencer a Timberland, viveu 3 anos no México numa empresa química depois de obter seu título de Economista e Máster em Cooperação Internacional pela Universidade de Barcelona.

Em fevereiro de 2006 começaram a incluir informação de sustentabilidade nas etiquetas de seus produtos. Como tem funcionado esta iniciativa? Têm medido se os consumidores valororisam esta informação?

Com o fim de informar ao consumidor e ganhar transparência, começamos a incluir a “Etiqueta Nutricional”. Nela se comunicava o consumo de energia renovável, o nome da fábrica onde se produzia o produto e o número de horas de serviço (voluntariado) dedicadas à comunidade. Posteriormente, criamos o “Green Índex” que mede o impacto meio-ambiental do produto. Agora temos uma nova etiqueta mais gráfica que especifica mediante ícones se o produto contem PVC, material orgânico, plástico reciclado, se é reciclável ou se contem Green Rubber.

Não temos medido se o consumidor valorisa esta iniciativa, mas acreditamos que, ao ser um consumidor amante dos outdoors, sim o fará.

Quais serão no futuro os temas mais importantes da agenda da sustentabilidade para sua empresa em geral?

Acredito que o mais importante para Timberland vai ser seguir sendo conseqüentes com nossos princípios e cuidar o meio-ambiente, realizar um produto com menor impacto ecológico e assegurar que se produza em condições laborais justas, seguras e não discriminatórias. É o que o consumidor vai pedir e no que as outras empresas também se enfocarão.


Agosto de 2009

Fonte: ComunicaRSE

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