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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ImportaRSE - Florianópolis


Como não poderia ser de outra maneira a tarefa de preservação do clima no planeta encontra algumas dificuldades. Os grandes lideres mundiais, assim como as grandes empresas multinacionais, se encontram em uma intensa briga política para poder apresentar em Copenhague metas e consensos que permitam atingir os objetivos desta reunião.

O economista Chefe para América Latina e Caribe do Banco Mundial, Augusto de la Torre, assegurou hoje que "é necessário convencer o mundo de que a economia deve orientar-se para as energias limpas" e desejou que a cume do clima de Copenhague "dê uma virada" nessa direção.

"Esperamos que depois de Copenhague a energia fóssil seja mais cara", afirmou De la Torre numa entrevista com Efe em Madrid.

"O truque, o coração, o miolo do assunto é que a economia consiga que o combustível fóssil resulte mais caro à economia doméstica. Há que dês- incentivar o uso dessas energias e incentivar as limpas", agregou.

Segundo o Banco Mundial, os principais objetivos que se devem alcançar na capital dinamarquesa são estabelecer a redução de emissões para os países ricos, marcar a redução das economias emergentes e como vão a ser compensadas por isto, e delimitar uma compensação aos países mais pobres que sofrem o câmbio climático e tem que se adaptar.

De la Torre insistiu em que os impactos conseqüentes das conclusões tiradas do cume do clima "têm que ser relativamente rápidos, porque estamos numa carreira contra o tempo".

"Na medida em que o mundo prossiga com um modelo econômico que consuma energias menos limpas e emita gases à atmosfera, o mundo se vai cercar no nível de acumulação em que o clima se pode voltar muito instável”, agregou.

Respeito ao papel de EEUU na responsabilidade climática, de la Torre afirmou que "se espera muito da administração Obama" e diz "estar seguro" de que o novo presidente de Estados Unidos quer levar "apostas ambiciosas" a Copenhague, mas não pode fazer-lo só.

"Há uma grande incerteza sobre se EEUU vai ser capaz de levar uma boa aposta política, mas não é fácil porque agora mesmo se estão levando a cabo muitas reformas sociais que são prioritárias para os estadunidenses como o tema da saúde pública - diz-, e é necessário o apoio do Congresso".

Em quanto à situação de América Latina na reconversão energética mundial, o economista precisou que, "paradoxalmente", as riquezas naturais da região trazem "grandes benefícios", mas também "grandes desafios".

"A riqueza natural pode converter-se num lastro porque em ocasiões gera atitudes antiéticas, problemas institucionais e políticos - digo-. Administrar a riqueza natural requer uma vontade política, de certa disciplina, porque a tendência mais comum é gastar os recursos de maneira quase imediata e logo isso se paga".

Segundo de la Torre, um contraste a essa tendência é Chile, que tem administrado de maneira "muito responsável" o cobre, o que lhe tem permitido aumentar o gasto público em matéria social durante a crise pelas poupanças que havia acumulado.

"Pela outra parte, o petróleo é uma riqueza natural e sua exploração não é amigável com os objetivos do milênio. Até agora América Latina tem tido uma matriz bastante limpa, mas é possível que com os descobrimentos dos combustíveis fóssis tenda a esse modelo mais sujo", agregou.

De la Torre expressou que se Latino América se embarca pronto num labor de adaptação às energias renováveis, "terá uma vantagem comparativa respeito ao resto", e insistiu em que ainda sendo essa transição "muito custosa" também é "inevitável".

As soluções que o Banco Mundial propõe ante a ameaça do câmbio climático se situam nos modelos de tope e comercio sobre o carbono e através de regulações, como a que acaba de adotar EEUU sobre a eficiência dos automóveis.

Segundo explicou, o projeto de lei que está discutindo o Congresso estadunidense para criar um mercado de carbono no país poderia supor que estados como México ou Canadá imitarão a medida, "o que seria um passo importantíssimo para a integração do sistema".

"A solução ao câmbio climático requer uma liderança muito forte dos países ricos e uma autentica convicção de que o mundo vai às energias limpas", destacou De la Torre.

Emtanto em outros lugares…

Barack Obama reconheceu as dificuldades que encontram em Washington suas propostas para reduzir as emissões de gases contaminantes geradas por EE UU. Congressistas democratas e republicanos pertos aos lobbies (grupos de pressão) metalúrgicos, industriais e elétricos, e a indústria do automóvel de Detroit se opõem às reduções drásticas que persegue o presidente alegando que aumentarão o preço das contas domésticas.

"Inescusável e imprudente"

Por sua parte, o secretario geral da ONU, Ban Ki-Moon, criticou ontem o rítmo "glacial" ao que se desenvolvem as negociações para reduzir as emissões de gases contaminantes. Ademais, o responsável do organismo internacional afirmou que seria "moralmente inescusável, curto de metas no plano econômico e imprudente politicamente" não alcançar um acordo em Copenhague que substituía ao atual Protocolo de Kyoto. Ainda fica muito por fazer: os rascunhos que circulam pelas Nações Unidas incluem mais de 2.000 emendas que deverão ser convertidas numa linguagem comum que possa ser aprovado na capital dinamarquesa.

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