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quinta-feira, 22 de julho de 2010

CULTURA LEAN


Implementando o LEAN nas organizações




Como foi abordado no artigo de Michael Hoseus, professor da Universidade de Kentucky, o resumo do LEAN é enxugar custos da empresa, mas no sentido de aplicar menos esforços humanos e materiais para se obter mais resultados.
A iniciativa do LEAN,é uma das que mais dá resultados de ROI (Return Over Investment) em um menor espaço de tempo.
O LEAN pode ser aplicado na indústria ou em atividades administrativas. Na indústria é denominada de LEAN MANUFACTURING e no escritório como LEAN OFFICE, mas os princípios são os mesmos. Uma das primeiras atividades que realizamos é levantar o VSM (Value Stream Map), onde mapeamos todas as atividades relacionadas na produção do bem ou serviço.
Uma das constatações que se faz, é que a maior parte das atividades não agrega valor ao cliente, chegando a ser um valor de mais de 95%.
Para cada atividade mapeada, é anotado o seu tipo de atividade, tempo despendido, recurso requerido, custo, distância movimentada e análise da sua garantia da qualidade.
Com isso identificamos atividades que agregam e outras que não agregam valor ao cliente.
Só de constatarmos as atividades que consomem mais tempo, já podemos associar aos maiores custos, outras que ao desenharmos o fluxo de movimentação (como se fosse um fio de macarrão espaguete comprido) teríamos um traçado de muitas voltas denotando muito esforço logístico de movimentação, ou analisando criticamente a possibilidade de gerar falha, encontramos motivos para desvios sistemáticos do fluxo esperado, gerando retrabalhos.

Benefícios obtidos

Os benefícios obtidos iniciam com um estoque de matéria prima menor, pois o WIP (Work In Process – material em processo) fica menor, pois com um fluxo mais limpo e mais rápido, o estoque de matéria prima ou recursos envolvidos são menores, resultando em investimento menor para realizar a mesma atividade; depois obtemos um Lead Time (tempo de execução) menor com a finalização do produto ou serviço em menor tempo, aumentando a PRODUTIVIDADE; aumento da QUALIDADE, pois com a análise dos pontos críticos de cada atividade, implementamos dispositivos ou procedimentos à prova de falha ( POKE YOKE) para eliminar fontes de desvios, eliminando retrabalhos e desperdícios, além de otimização do fluxo de trabalho; busca do melhor LAY-OUT e eliminação de etapas desnecessárias. Com isso, indicadores de GIRO DE ESTOQUE e indicadores de PRODUTIVIDADES sofrem uma melhoria considerável nas organizações.

Mudança Cultural

Mas a implementação do LEAN exige mudança cultural na organização, onde produtos e serviços devem ser produzidos sob demanda, fortalecer parcerias verdadeiras com fornecedores para não ter mais estoques de segurança dentro da empresa, e ter os colaboradores treinados para entenderem que eles fazem parte de uma cadeia de atividade, onde não adianta fazer somente a sua parte, se o fornecedor da sua atividade, ou o cliente da próxima atividade, não consegue absorver no mesmo ritmo, gerando estoques ou tempos de esperas (custos para a organização), e principalmente entender que na ponta está o cliente final que não entende porque pagaria por atividades de conferencia e aprovações internas, caso a atividade dele não tiver garantia do serviço executado.

Conclusão

A implantação do LEAN nas organizações pode ser feito em qualquer época, em especial quando os acionistas necessitam ter resultados rápidos em um curto espaço de tempo, com menos recursos e mais produtividade.

Por Paulo Miyamoto, Mestre em Produtividade e Qualidade, Pôs Graduado em Administração Industrial, Engenheiro Eletricista, professor convidado em cursos de MBA sobre temas da Qualidade, Seis Sigma e Logística.
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