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sábado, 23 de abril de 2011

23 DE ABRIL


"La pluma es la lengua de la mente",
Miguel de Cervantes Saavedra


¿Qué es el Día del Idioma?
El Día del Idioma Español se celebra cada 23 de abril para conmemorar la muerte de Miguel de Cervantes y Saavedra,

El Día del Idioma es un homenaje a la memoria del gran escritor español Miguel de Cervantes Saavedra, quien contribuyera al engrandecimiento de la lengua española por su obra maestra "El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha". Esta novela, publicada en el año 1605, logró consolidar nuestro idioma y su autor llegó a la cima de la gloria de la Literatura Universal, compartiendo honores con Homero, Dante y Shakespeare.
La profunda realidad del personaje ha hecho que el famoso caballero "Don Quijote de la Mancha" se convierta en el símbolo universal de la lengua española. Por la capacidad de haber creado una fábula y una serie de personajes en los que caben los defectos, las virtudes, las debilidades y aspiraciones de la vida humana, Miguel de Cervantes mereció el título de "Príncipe de los Ingenios Españoles".
Este día, por casualidades históricas fallecen además, William Shakespeare, padre de la lengua inglesa y el Inca Garcilaso de la Vega, representante de las letras hispanoamericanas.

MARÍA JESÚS ÁLAVA


“Podemos viver com pouca saúde ou dinheiro, porém não sem ilusões”

A psicóloga María Jesús Álava nos dá as chaves para aprender a ser feliz em seu último livro «Recuperar a ilusão»
FONTE: ABC - CRISTINA GARRIDO / MADRID - Dia 23/04/2011



“Se controlamos nossos pensamentos, controlamos nossa vida». Esta é a filosofia da psicóloga María Jesús Álava, que após ensinar-nos em “A inutilidade do sofrimento» (250.000 livros vendidos) que os 95% das vezes que sofremos é «inútil, evitável e não agrega nada positivo», agora apresenta «Recuperar a ilusão», uma guia prática na que nos obsequiam uns quantos truques para nos sentir melhor. “Uma consulta de psicologia num pequeno livro», como ela o denomina.

-Se desaparece um dia a ilusão, onde a encontro?
-Dentro de você. O que te ensina este livro são as ferramentas para recuperar-la. “Podemos viver mal, com pouca saúde ou dinheiro, porém não sem ilusões” É o que faz que te atives ante uma situação delicada, que ponhas toda tua energia em solucionar-lo.
-Tem crescido o número de jovens que passam pelas consultas de psicologia; por quê?
-Nos últimos quatro anos, se têm duplicado as visitas de gente jovem. Os temos sob protegido muito e não estão preparados para momentos de dificuldade. Vem com problemas singelos que eles consideram gravíssimos. O ideal seria que a escola lhes ensine a utilizar a inteligência emocional.
-Levamos a vida demasiada a sério?
-A levamos com um sentimento muito trágico e com muita inflexibilidade. As coisas não são brancas ou pretas. Focamo-nos no que nos causa a dor em lugar de enfocar nossa inteligência para superar essas dificuldades.
-Devemos fugir dos pessimistas?
-O otimismo é contagioso, porém ainda mais o pessimismo. Os pessimistas ademais de viver uma média de oito anos menos, vivem pior e fazem viver dum jeito pior aos que tem perto. O melhor é ficar a distância.
-Porque às vezes nos agarramos a coisas que nos fazem dano?
-Há uma resistência enorme a trocar. Agarramo-nos ao que conhecemos, embora nos faça mal, ante a insegurança que nos provoca o novo. É uma selvajaria pensar que "mais vale mal conhecido que bem por conhecer". Este tipo de pessoas necessita trabalhar sua própria segurança, recuperar sua confiança nelas mesma e a ilusão para poder levar a cabo as trocas.
-Como podemos lutar contra o medo?
-O medo é provocado por um pensamento e a maioria das vezes é irracional. Não é difícil combater-lo. Se aprendermos a controlar nossos pensamentos o resultado é rápido.
-Um truque para se enfrentar a um ataque de estresse ou ansiedade...
-Levar nossa mente a outro sitio, por exemplo, fazendo uma atividade que nos resulte gratificante. Porém nunca trates de solucionar um problema num estado de ansiedade porque é perturbador.
-O que nos afasta da felicidade?
Não acreditar em nós mesmos, sofrer inutilmente, não saber aceitar o inevitável, acreditar que possuímos a verdade, não confiar nos outros, jogar a culpa no que nos rodeia, não ser conscientes de nossos limites, pensar que não temos solução...
-Tenho tudo na vida, porém não sou feliz...
-É que a felicidade não está fora, não no que podes ter, está dentro de você. Depende de que saibamos pôr nossos pensamentos a favor de nossa mente e nossos objetivos. Aprender a motivar-nos. A felicidade não se pode comprar, há que conquistar-la.

TRADUÇÃO





O tradutor ranheta
18ABR



Tenho que reconhecer que os tradutores autônomos somos bastante ranhetas. Todos, em algum momento de nossa vida profissional, nos queixamos de que os clientes nos pagam pouco, de que tardam demasiado em pagar-nos ou temos que ir atrás deles para que nos paguem, de que temos demasiado trabalho e estamos agoniados, de que o que traduzimos nos aborrece, de que a profissão está muito mal, de que há muita intrusão, de que necessitamos um colégio de tradutores, de que é injusto pagar a parcela da Seguridade Social todos os meses embora não temos faturado nada…
Queixamo-nos de tudo isso e de muito mais, sem dar-nos conta de que a solução a muitos desses problemas está em nossas mãos.
Porque há clientes que nos pagam pouco?
Porque há clientes que se fazem os demorados na hora de pagar?
Porque nos vemos transbordados de trabalho?
Porque aceitamos trabalhos insofríveis que nos são desagradáveis?
A resposta é simples: porque os deixamos, o aceitamos e nos tragamos isso.
Ninguém mais que nós mesmos somos responsáveis dessas situações.
Tenho quase cientificamente comprovado que os tradutores autônomos que se queixam de que lhes pagam pouco, de que têm problemas com os pagamentos ou de que estão agoniados pela quantidade de trabalho ou o detestável deste possui uma ou várias das seguintes condições:
Não acreditam que seu trabalho seja uma atividade profissional séria, senão que o consideram um emprego passageiro ou secundário para obter uma grana extra ou ir tirando, enquanto procuram outro trabalho como empregados.
Se olham como assalariados em vez de como autônomos ou microempresários. Possuem uma mentalidade de empregado submetido a um chefe (o cliente) em vez duma mentalidade de trabalhador independente que presta um serviço a outro profissional, empresa ou particular, de igual para igual. Isto lhes induz a aceitar qualquer coisa que lhes caia encima, incluindo tarifas injustas, prazos de pago não razoáveis, condições de trabalhos inaceitáveis, trabalhos insuportáveis, etc., da mesma forma que um assalariado se vê obrigado a engolir tudo o que o chefe lhe imponha por medo a ser dispensado.
Não sabem negociar tarifas nem condições, o qual está estreitamente relacionado com o ponto anterior. Como não se consideram trabalhadores independentes, senão que possuem uma atitude de empregados assalariados, não se sentem capazes de estabelecer e «impor» ou negociar suas próprias tarifas, prazos de pago e condições de trabalho, senão que diretamente esperam que o cliente lhes diga quanto vai pagar, quando e como.
Como conseqüências do anterior não sabem dizer «não», em muitos casos por temor a perder o cliente. Não se dão conta de que, como trabalhadores autônomos, estão em condições de selecionar os trabalhos e os clientes que mais lhes interessem e não tem por que aceitar tudo o que os clientes queiram encarregar-lhes. Isto lhes leva a aceitar mais trabalho do que podem assumir em condições ótimas, a fazer-se cargo de projetos torturadores que supõem um claro problema ou a passar pelo aro das tarifas ridículas.
Não são conscientes de que a atividade do tradutor autônomo não se circunscreve à região onde este reside, senão que somos profissionais com uma projeção internacional. Como conseqüência, em vez de procurar clientes mais atrativos em outras regiões ou países, a miúdo com uma cultura empresarial diferente mais favorável, se limitam ao mercado local ou nacional, embora os clientes deste sejam medíocres.
Estão isolados dos demais profissionais do ramo. No se relacionam com outros tradutores, não pertencem a nenhuma associação, não estão subscritos a foros nem listas de distribuição, não lêem blogs. Em definitivo, não estão comunicados, só conhecem sua realidade pessoal e não tem nenhuma informação sobre o resto do mercado ou sobre outros profissionais.
Como conseqüências do anterior desconhecem que é possível ter outra atitude ante a profissão e que são possíveis outros modelos de negócio mais eficazes e bem sucedidos. De fato, nem sequer concebem a idéia de trocar ou inclusive de planificar sua vida profissional.
Como pode ver-se, a responsabilidade de todo o dito anteriormente recai unicamente no tradutor, e também é responsabilidade sua se esforçar para resolver esta situação. A solução é óbvia, embora não sempre é fácil pôr-la em prática: Faz falta uma troca de atitude.
Como bem diz o lema de meu blog, a tradução não é um passatempo, senão uma atividade profissional. Se nós mesmos não acreditamos que seja assim, é muito difícil que nossos clientes nos levem a sério.
• Os tradutores autônomos somos profissionais independentes, microempresários que podemos escolher os clientes e os trabalhos que mais nos interessem.
• Não temos porque aceitar todos os encargos e condições dos clientes.
• Como profissionais independentes que prestamos um serviço, somos nós os que devemos ficar e comunicar aos clientes nossas tarifas e condições de pagamento e de trabalho, e não ao invés. Embora, isto não impede negociar em caso necessário para chegar a um acordo satisfatório para ambas as partes.
• Devemos aprender a dizer «não»: não às tarifas insustentáveis, não aos prazos de pagamento inaceitáveis, não às condições de trabalho abusivas, não, aos projetos que nos desgostam e nos torturam, não, aos encargos que não podemos realizar em condições por falta de disponibilidade. Na maioria dos casos, rejeitar um projeto não supõe irremediavelmente perder ao cliente. Se for um cliente habitual que valoriza nosso trabalho, voltará. Se for um cliente novo quiçá o perderá, porém perder um cliente potencial que paga pouco, atrasado ou mal o que quer encaixar-nos um trabalho que não queremos ou não podemos fazer não supõe em realidade perder algo, senão todo o contrário:
• Supõe ganhar a oportunidade de estar disponível para outros possíveis clientes melhores.
• Há que assumir que nosso mercado de trabalho é o mundo inteiro, e que os bons clientes não têm porque estar (de fato, não costumam estar-lo) em nossa localidade ou país de residência. Com todas as tecnologias que existem hoje em dia, é crime que nós mesmos nos fechamos as portas buscando clientes somente no mercado local.
• É imprescindível, fundamental, irrenunciável, vital estar em contato com outros tradutores, participar em listas de distribuição, ler blogs, formar parte de alguma associação, etc. (como já comentei neste artigo). Só assim obteremos a informação necessária para desempenhar nosso trabalho com dignidade, para fixar umas tarifas e umas condições justas para todos; só assim descobriremos que há tradutores que não se queixam porque, com esforço, vontade, sorte e perspicácia têm conseguido alcançar o sucesso e viver bem deste trabalho. E se eles o tem conseguido, porque os demais não? Só faz falta trocar o chip, ser menos ranhetas e ter uma atitude positiva, porém, sobre tudo, ser conscientes de que é responsabilidade de cada um procurar sua própria sorte. Sim, é certo, às vezes não nos queda mais remédio que render-nos ante as condições adversas e indesejáveis para poder pagar as despesas, mas é importante ser consciente de que isso não é uma maldição que nos vem imposta, senão que aceitar ou não esse tipo de condições depende única e exclusivamente de nós.


Autora: Isabel García Cutillas
Mais informação em www.igcutillas.com.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

FUNDÉU RECOMIENDA...


Recomendación del dia:
«a día de hoy», «al día de hoy»
22/05/2008

La Fundación del Español Urgente recomienda que se evite la expresión «a día de hoy», «al día de hoy» cuando se quiera expresar que un suceso determinado ocurre en el mismo día o en la actualidad.

En muchos medios de comunicación podemos encontrar a menudo frases como: «La Plataforma incorpora algunas de las tecnologías más populares a día de hoy»; «Un edificio que lleva bastante tiempo abandonado y que al día de hoy se encuentra totalmente vacío», o «En España, a día de hoy, harían falta más de 5000 camas especiales para atender problemas geriátricos».

La Fundéu BBVA, que trabaja con el asesoramiento de la Real Academia Española, recomienda usar otras formas, como las que propone el Diccionario panhispánico de dudas: hoy por hoy, hasta hoy, hasta ahora, hasta este momento, etc.; o, sencillamente, hoy, en el día de hoy, hoy en día, ahora o en la actualidad.

En los ejemplos anteriores debió escribirse: «La Plataforma incorpora algunas de las tecnologías más populares hoy en día», «Un edificio que lleva bastante tiempo abandonado y que hasta el momento/hoy por hoy se encuentra totalmente vacío» y «En España, en la actualidad, harían falta más de 5000 camas especiales para atender problemas geriátricos».

quinta-feira, 21 de abril de 2011

ARGENTINA


Erase una vez en la Argentina interior

La publicación de la mítica trilogía de la espera de Antonio di Benedetto espolea la recuperación de una generación de autores partida por la dictadura militar
JAVIER RODRÍGUEZ MARCOS - Madrid - 20/04/2011

Más allá del impecable (e inevitable) ABC -Arlt, Borges, Cortázar; o si se quiere, todo en uno: Adolfo Bioy Casares-, el alfabeto de la literatura argentina tuvo una generación de autores que fue, más que perdida, partida. Y en algún caso, dos veces. Por la geografía y, luego, por la historia. El azar hizo que algunos de sus representantes nacieran en el interior de un país dividido entre una capital (Buenos Aires) con la cabeza en Europa y unas provincias con los pies, y hasta el cuello, en América Latina. Cuando iban camino de normalizar sus relaciones con el sistema literario porteño, la dictadura de 1976 los mandó al exilio, a la cárcel o a la muerte.
El nombre más emblemático de aquella galaxia fue Antonio di Benedetto (Mendoza, 1922-Buenos Aires, 1986), cuya trilogía de la espera -Zama, El silenciero y Los suicidas- se publica en España el 5 de mayo en un solo tomo (El Aleph) y con prólogo del fallecido Juan José Saer. Cuatro días antes, el ciclo Argencine presentará en Madrid la películaAballay, basada en el cuento más popular del autor mendocino. La versión cinematográfica, que pudo verse el mes pasado en el Festival de Málaga, ha corrido a cargo del bonaerense Fernando Spiner. Además, la editorial Adriana Hidalgo -que ha ido recuperando todos los libros de Di Benedetto, incluidas las tres novelas citadas- acaba de publicar un volumen que incluye el cuento original, el guión del filme y la versión en cómic de Cristian Mallea.
Aunque Antonio di Benedetto vivió seis años exiliado en Madrid y su obra apareció en editoriales de peso, nunca recibió en España una atención a la altura de su influencia. La semana pasada, poco después de obtener el último premio de la crítica, Ricardo Piglia glosaba su figura en conversación telefónica desde Argentina: "Cuando yo empecé a publicar, Di Benedetto era una referencia para nosotros. Había un debate entre Buenos Aires y los escritores del interior: Saer en parte, Héctor Tizón, Juan José Hernández, Daniel Moyano... Como la literatura se jugaba en la capital -allí estaban las editoriales y la crítica-, ellos habían quedado un tanto fuera de la línea central, algo que se fue corrigiendo. La gran figura era Di Benedetto. Había una tensión entre él y Borges. Eran los dos grandes modelos de escritura. No tienen nada que ver, pero ambos lucen la misma calidad".
Aunque Di Benedetto no concibió sus novelas como una trilogía, a Piglia le parece "una gran noticia" que se publiquen juntas. "Tienen unidad. Todas están escritas en primera persona por un narrador que parece que va mutando de una a otra". Más de medio siglo después de su aparición, Zama (1956) es uno de los hitos de la narrativa latinoamericana del siglo XX. Tan rica que nadie sabe a estas alturas si es una novela histórica, existencial, filosófica, lírica o experimental, narra la angustia de Diego de Zama, un funcionario de la corona española que, en 1790, espera en Asunción (Paraguay) un traslado a Buenos Aires que nunca llega. Mientras El silenciero (1964) habla de un hombre acosado por los ruidos que trata de huir de ellos de las formas más delirantes,Los suicidas (1966) pone en escena a un periodista que investiga tres suicidios que remueven su propio pasado. "Mi padre se quitó la vida un viernes por la tarde", dice la primera línea. "Tenía 33 años. El cuarto viernes del mes próximo yo tendré la misma edad". Desde su aparición, la crítica no ha dejado de ver en esta última novela una traslación de muchas de las obsesiones de Di Benedetto, que dirigió un importante periódico de su ciudad y en cuya familia hubo suicidas.
Los últimos años de la vida del escritor quedaron marcados en marzo de 1976. El día 24, el del golpe militar, fue detenido por un comando del ejército. Pasó en prisión un año y medio de violencia arbitraria y simulacros de fusilamiento. Nunca supo qué cargos había contra él. "Me aplastaron hasta enloquecerme", dijo años después. Entre 1977 y 1983, Di Benedetto vivió en una España que empezaba a leer su propia nueva narrativa y en la que la cuota latinoamericana parecía cubierta por los autores del boom. Pocas esperanzas, pues, para autores que "no comieran guayabas o usaran camisas tropicales y taparrabos". Así de gráficamente lo expresa desde Buenos Aires Jimena Néspolo, que acaba de publicar la novela El pozo y las ruinas (Los libros del lince) y es autora de uno de los títulos de referencia sobre el escritor, Ejercicios de pudor (Adriana Hidalgo). En el cuento Sensini, Roberto Bolaño retrató bien a un Di Benedetto que pasa de ser alguien en su país a malvivir en Europa buscando trabajos alimenticios. Fue su caso y el de autores como Daniel Moyano, Héctor Tizón o el recientemente fallecido David Viñas.
Aunque, pese a todo, el autor de Zama terminó arrepintiéndose de haber vuelto a Argentina al final de la dictadura, hoy, 25 años después de su muerte, de ser un escritor de culto, cuenta Néspolo, ha devenido en escritor popular y a la vez absolutamente canónico. La pelota está, pues, en el tejado español.

De voces, represiones y exilios
No todos los contemporáneos de Antonio di Benedetto fueron escritores del interior argentino, pero todos quedaron marcados por la dictadura y el exilio. Muchos vivieron en España. Algunos tienen una segunda oportunidad editorial.
- Haroldo Conti. Es el gran símbolo literario de la represión. Su nombre figura en la lista de los detenidos-desaparecidos durante la desgarradora dictadura militar (1976-1983). La editorial española Bartleby ha recuperado sus Cuentos completos y su novela más emblemática, Sudeste.
- Daniel Moyano. Vivió una peripecia parecida a la de su amigo Di Benedetto, pero él no volvió a Argentina. Murió en España en 1992. La reciente edición de El trino del diablo(Tropo) lleva un prólogo de Mario Benedetti que resume bien las claves de la obra del autor de Libro de navíos y borrascas (KRK).
- Juan José Saer. Con Di Benedetto, fue la gran referencia de la narrativa argentina de su generación. Su impagable novela El entenado (El Aleph) es un clásico. Pese a vivir exiliado en Europa desde antes del golpe militar, en España su obra nunca ha alcanzado el eco merecido. Y ello a pesar de que en 1987 ganó el Nadal con La ocasión (Destino).
- Rodolfo Walsh. Desaparecido por los militares, el reconocimiento a su reeditado reportaje periodístico Operación masacre (451; en la imagen, portada de la edición orginal) impulsó la publicación de sus Cuentos completos (Veintisiete Letras). Del Centro Editores ha publicado Rodolfo Walsh o la palabra dada y en mayo aparecerá la recopilación de artículos El violento oficio de escribir (451).

quarta-feira, 20 de abril de 2011

FUNDÉU RECOMIENDA...


Recomendación del día

les dijo a ellos, no le dijo a ellos

El pronombre le debe ir en plural si el complemento al que se refiere también es plural: «El funcionario les dijo a los asistentes que se fueran» y no «el funcionario le dijo a los asistentes que se fueran».

Es común encontrar en la prensa casos en los que se descuida esa concordancia, como los siguientes: «Dio una rueda de prensa para contarle a los periodistas los cambios en el equipo»; «Se le dijo a los colombianos que iban a tener medio día si salían a votar».

Se escribe le cuando el complemento al que se refiere es singular («le dijo a él»), y les cuando el complemento es plural («les dijo a ellos»), tal como lo explica el Diccionario panhispánico de dudas.

En consecuencia, en los ejemplos citados debió escribirse: «Dio una rueda de prensa para contarles a los periodistas los cambios en el equipo»; «Se les dijo a los colombianos que iban a tener medio día si salían a votar».

AMERICA LATINA


Os novos desafios da América Latina

Para alcançar uma sociedade mais igualitária há que pensar num novo pacto fiscal, com uma reforma tributária profunda que permita melhorar a distribuição de ingressos depois de impostos. A meta é uma vida melhor

FONTE: EL PAÍS – ESPANHA - RICARDO LAGOS - 19/04/2011



Depois da II Guerra Mundial, o crescimento do produto interno bruto praticamente se universalizou como medida padrão do crescimento econômico, e este, a sua vez, se transformaram no objetivo final das políticas de desenvolvimento. Aquilo tinha sua história, já desde a revolução industrial se pensava que um aumento na produção de bens acarretaria um maior bem-estar e melhores condições de vida para os integrantes duma sociedade. Embora, hoje, pela primeira vez, constatamos que nos 30 países mais ricos do mundo o crescimento da economia já não explica as verdades duma sociedade. Já não implica, necessariamente, uma melhora nos indicadores sociais, de saúde ou de educação.

Tem-se conseguido grandes avanços na redução da pobreza no México, Brasil e Chile
Este não é um dado menor para vários países da América Latina que, colocados no nível do denominado desenvolvimento médio, sentem como uma meta próxima chegar ao umbral de país desenvolvido. Não além dos próximos 10 anos Chile e Uruguai deveriam atingir-lo, se entendemos por "país desenvolvido" o que tem conseguido um ingresso por habitante de 20.000 dólares por ano. Os próximos anos serão também anos positivos para outros vizinhos do continente e os prognósticos recém entregues pelo FMI para o período 2011-2012 assim o confirmam. E isto, entre outras razões, porque o motor da economia chinesa seguirá empurrando o crescimento da região: quando China cresce um ponto percentual, países como Chile crescem pelo menos uns 0,4%. Isto significa que se China segue crescendo a um ritmo dos 10% anual, temos garantido um crescimento da ordem dos 4%.
Porém, não confundamos crescimento econômico com desenvolvimento moderno sustentado numa distribuição com equidade: já existe suficiente informação como para não misturar uma coisa com outra. Como tem dito há pouco a CEPAL, tem que ter "crescimento com igualdade", porém a isto se chega pela via da "igualdade para o crescimento". No Chile essa é a grande tarefa que temos pela frente: definir hoje que tipo de sociedade se quer construir durante os próximos 20 anos, e abordar, agora, os câmbios necessários para sentar as bases desse futuro. Ninguém o fará por nós.
Tomemos algumas referências de recentes estudos globais, como é a relação entre ingresso per capita e expectativa de vida. O estudo de Wilkinson & Pickett, The Spirit Level, assinala que (com dados do FMI, 2008) Uruguai tinha um ingresso per capita de 13.300 dólares, Costa Rica de 10.700, e Chile de 15.000, porém a expectativa de vida coincidia entre 78 e 80 anos com países como Grécia, com 30.500 dólares per capita, Finlândia com 36.200 e Noruega com 53.500. Que deduzir disto? Que a relação direta entre crescimento econômico e melhora nos indicadores sociais é nítida nas primeiras etapas de desenvolvimento, mas uma vez que se alcança o limite de 20.000 dólares de ingresso anual por habitante, o central passa a ser a distribuição do ingresso.
Por isso, se, se toma um país só com um ingresso de entre 500 e 3.000 dólares (Zimbábue, por exemplo) a expectativa de vida é de pouco mais de 40 anos; se, se olham países cujo ingresso por habitante se acerca aos 8.000 dólares (como El Salvador), essa cifra de possibilidade de vida chega aos 71 anos. Os que põem o olho só no crescimento como referência podem considerar-lo uma ratificação de suas análises. Mas quando se vê em detalhe o que acontece nos níveis superiores há mais duma surpresa. Assim, a expectativa de vida nos Estados Unidos é inferior à de Japão, a pesar de que Estados Unidos tem um ingresso superior. Mais notável ainda: países como Grécia ou Nova Zelândia, cujo produto corresponde à metade dos Estados Unidos, tem uma expectativa de vida superior.
Outro antecedente gerado pelo mesmo estudo está relacionado com o denominado "índice de satisfação" (como se sentem as pessoas na sociedade onde vive e com as possibilidades que possuem). Também se tem chamado de "índice de felicidade". E que descobrimos aqui? Numa primeira etapa, é certo que a correlação entre ingresso e percepção de bem-estar é clara e direta: por cada aumento do ingresso por habitante, a população alcança um maior grau de satisfação ou "felicidade". Mas logo, a partir precisamente do momento em que se alcança um ingresso por habitante de 20.000 dólares, a correlação entre ingressos e satisfação desaparece. A satisfação, presente ou ausente, já não está determinado pelo ingresso, senão que se vincula com outros fatores.
Em países como Colômbia, Brasil, Chile e Uruguai, os índices de satisfação andam em torno dos 80%, onde o ingresso se movimenta entre 10.000 e 15.000 dólares per capita. O tema é que o índice de satisfação destes países está por cima da Itália (com 31.000) ou Grécia (30.000), ou levemente por baixo da Alemanha com seus 36.000 dólares por habitante. O que nos dizem esses dados é que outros referentes passam a ter maior prioridade e por isso, nesta nova etapa da realidade latino-americana, o tema essencial é só um: a distribuição do ingresso.
Que é o que as pessoas começam a querer quando já não é a pobreza a batalha principal e por todos lados se diz que o país tem mais? Por exemplo, a coesão social, e por certo, associadas a ela, uma alta mobilidade social, igualdade de oportunidades, acesso à educação. Todos os assuntos que dependem, basicamente, duma distribuição do ingresso mais igualitária. Ao final, o nível de coesão social tem que ver, necessariamente, com uma sociedade com mais igualdade, onde as diferenças entre os níveis de ingressos se têm diminuído.
Aqui é onde vários países da América Latina tem uma tarefa por cumprir. Os custos da desigualdade são muito amplos e estão devidamente acreditados pelas estatísticas. Países mais igualitários do mundo desenvolvido têm menos homicídios por cada 10.000 habitantes que outros países mais desiguais; países mais igualitários têm uma menor porcentagem da população em cadeias, exibem um menor consumo de drogas e, em geral, têm maiores oportunidades de vida que os países mais desiguais.
A pergunta, então, é que tipo de distribuição do ingresso quer ter países como Chile ou outros, que aspiram a ser um país desenvolvido nos próximos 10 ou 12 anos. Queremos realmente converter-nos numa sociedade mais igualitária? Ou simplesmente o da distribuição mais equilibrada do ingresso é um tema que não resulta relevante hoje, e que veremos mais adiante como resolver?
Está-se abrindo uma etapa de novos desafios políticos na América Latina. É nela, onde deveríamos por nosso olhar? Em países -como Japão, Finlândia ou Bélgica- nos que o 20% da população pertencente ao quintil mais alto tem um ingresso meio dentre quatro e cinco vezes o promédio do quintil mais pobre. Uma realidade muito diferente da dos Estados Unidos ou Singapura, onde o quintil mais rico tem um ingresso 8,5 ou 9 vezes maior que o quintil de mais baixos ingressos. E isto tem efeitos diretos é onde se localiza um país quando se medem seus índices de saúde e problemas sociais: se Noruega ou Holanda mostram melhores índices que Canadá, França ou Austrália é porque esses indicadores coincidem com aqueles que dão conta duma melhor distribuição do ingresso. Sabemos perfeitamente tudo o que nos falta por fazer. Uma vez Fernando Henrique Cardoso disse uma frase eloqüente a respeito: "não somos o continente mais pobre do mundo, porém somos o mais desigual".
Claro, algo mais se tem feito na perspectiva correta. Aí estão os avanços conseguidos no Brasil e México em diminuição da pobreza. No Chile, entre 1990 e 2010, a pobreza se reduz desde uns 40% a uns 11% ou 15% da população, segundo o indicador que se use para medir-la (o das Nações Unidas ou o do Governo). A pesar de que os 20% mais ricos têm um ingresso médio 14 vezes maior que o ingresso médio dos 20% mais pobres, se conseguiu reduzir a desigualdade a umas 7,8 vezes, ao impulsionar uma política social focada nos grupos de ingressos mais baixos.
Mas as diferenças são ainda muito grandes e mais ainda quando se cruzam com indicadores de qualidade. Como temos dito no Chile há que pensar num novo pacto fiscal, com uma reforma tributária profunda que permita melhorar a distribuição dos ingressos depois de impostos. Antes e depois do pago de impostos a distribuição segue na mesma desigualdade. Esse é, sem dúvida, o desafio maior não só para Chile, senão também para o resto da América Latina.
Porém, por cima de tudo, se trata de pôr bem a bússola. Não só é afirmar que crescimento não é o mesmo que desenvolvimento, isso já o sabemos. O importante é definir que -se queremos sociedades sadias e coesionadas- esse desenvolvimento deve ser com outra política de distribuição, mais justa e, em definitiva, mais ética. E isto deve assumir as novas dimensões da democracia em tempos de redes digitais (democracia 2.0), duma educação onde convergem qualidade e continuidade; duma reformulação do trabalho e seus espaços; dos direitos e garantias para a saúde: em soma, duma vida realmente melhor.
Os latino-americanos já deveriam saber que, além dos 20.000 dólares per capita, começa um território de novas verdades políticas e sociais, as quais só trairão satisfações se fizermos bem as coisas.

Ricardo Lagos foi presidente de Chile entre 2000 e 2006.

LA RECOMENDACIÓN DIARIA

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