COACH – LIFE COACH – ENTRENADOR – ENTRENADOR PARA LA VIDA-
Que é um coach?
No ultimo Congresso Argentino de Coaching foi definido como um profissional que se dedica a orientar uma pessoa para ajudar-lhe a superar os obstáculos que não lhe permitem atingir as metas que está desejando alcançar.
Este profissional dedica seu tempo a apoiar a outro através de encontros pessoais, chamadas telefônicas ou e-mails, motivando, dando-lhe força e, sobre tudo,ordenando-lhe nas diferentes etapas da meta para onde se dirige.
A diferença de um psicólogo, ele não mergulha nas profundezas da infância ou procura o porque de cada atitude da pessoa que a contrata.
As técnicas de criatividade e pensamento lateral tem a virtude de produzir este cambio nas pessoas de maneira rápida e eficaz.
O uso do pensamento paralelo ajuda a ver a vida com uma visão mas realista, e dentro do marco do possível, não só do desejável.
As coisas não são como um pretende, e sem cair na resignação se pode tomar e transformar em algo melhor, mas não sobre a base de ideais impossíveis como ser ricos, famosos, magros ou bonitos.
O objetivo é trabalhar no concreto, aprender a fazer relativas as pressões que bombeiam o social e ver o que convém a cada um para produzir a própria felicidade.
O bom é encontrar dentro de si mesmo o elemento que se tem ocultado, mas que são válidos na hora de gerar idéias criativas para poder lograr essa felicidade momentânea que significa o ratificar um passo curto, mas positivo,atrás do outro.
Em 1998 o filósofo Alejandro Rozitchner, na sua “Teoria da Felicidade” escrevia; “a felicidade é como beber café, dura um momento, mas sua influência se prolonga”. Quando alcançamos um objetivo ou descobrimos que o que consideramos impossível de obter tem
um caminho simples só com animarmos a pensar de um jeito diferente ao que nos ensinaram a utilizar, a influência positiva desse descobrimento se projeta em todas nossas ações pessoais e profissionais
As técnicas de criatividade movimentam sentimentos “congelados” porém acreditamos que não são de utilidade e nesses casos um bom coach que guie ao seu cliente pelo pensamento lateral com certeza o movimentará, o tirará de seu atual lugar e o colocará em outro local para que enxergue claramente seu problema e a solução do mesmo.
O “creative life coach” tem como missão atualizar-lhe, armar seu quebra-cabeça, ajudar-lhe a regar essa planta interior, reconhecer o ritmo próprio e o conectar com seu mundo interior, fazendo-lhe evidente e projetando-lhe ao exterior.
O mundo atual é cada dia mais complexo e pedir ajuda não só é uma necessidade senão que é símbolo de amadurecimento.
Um coach ontológico é quem observa onde estás hoje, como chegaste a ser quem estás sendo é o que terás que trocar para atingir aquilo que desejarias alcançar.
Para mim, as competências relevantes de um coach ontológico são observar e escutar (ou vice-versa) desde a interpretação da matriz da linguagem para distinguir o fato da interpretação é o espaço emocional, corporal e lingüístico do coachec, legitimando-lhe
respeitosamente como um outro diferente. Só deste espaço de rigorosidade e legitimação poderá o coach intervir nas estruturas da convivência que mantém ao coachec onde se encontra para contribuir assim com a experiência transformacional do mesmo.
Escuto em nosso país que cada dia é mais freqüente o uso da palavra coaching e penso que nós os coaches devemos contribuir e levar à comunidade uma clara interpretação desta prática profissional de uma maneira digna, ética, responsável e rigorosa.
O coaching continua sua expansão permanente.
O coaching organizacional aumenta sua participação no mercado, com referência a outras profissões relacionadas à consultoria de processos.
O coaching executivo é solicitado não só como um aporte para resolver problemas pontuais senão como um acompanhamento estratégico para a evolução dos gerentes e diretivos.
O “life coaching” ou “coaching pessoal” é oferecido em diferentes formas, com aplicações especificas, como o esporte, a família, os casais, o controle de peso, adolescentes, projetos, etc., beneficiando a milhares de pessoas e sendo o principal ingresso de grande número de coach.
O Futuro
O futuro não está escrito, temos autoconsciência e a capacidade de criar o porvir.
Com a atenção bem dirigida produzimos energia, com a intenção a transformarmos no que queremos, desejamos obter.
Qualquer coisa cresce ou murcha segundo como se lhe atende, assim sua intenção programa a sua realização.
Tem que trabalhar comsigo mesmo para que a vontade chegue mais longe que a inteligência.
Primeiro encontremos nossa missão , após consultemos com ela, sem limitarmos a mera interpretação sensorial. Meus pensamentos criam meu mundo. Me afastarei do que faço sem querer e semearei a semente do que quero ser, confiando na minha capacidade, em meus propósitos, e superando as minhas limitações.
COEFICENTES ACORRENTADOS.
C.I - Coeficiente Intelectual: Mede a capacidade de resolver problemas.
C.E – Coeficiente Emocional: Mede a capacidade de motivarmos e de motivar.
C.ES –Coeficiente Espiritual: Como nos relacionamos com o todo e os princípios universais.
O C.ES tem a fortaleza do porquê, o C.I é o C.CR. (Coeficiente de Criatividade) sugerem o que fazer, a visão .E como fazer implica a disciplina do C.EX.(Coeficiente de Execução), o C.E. é o quantum da paixão – como converter o espírito em matéria?.
Centrada na missão a Inteligência Espiritual (C.ES)-orienta aos demais. Nascemos com um potencial: ante cada estímulo, um espaço de liberdade precede a resposta, que melhora percebendo o que outros não enxergam. Se os valores controlam a conduta, os princípios controlam suas conseqüências. O coeficiente de inteligência espiritual soma a integridade de suster os princípios primordiais , o fazer e cumprir as promessas, o escutar e seguir a voz da consciência.
Para tirar o “colete de força” que trava o potencial humano, se precisam condutores:
CLARIDAD no querer.
COMPROMISSO com o trabalho e não com o dinheiro que só compra satisfação
ADAPTAÇÃO da ação ao talento e aos objetivos.
OPERAR com sistemas e recursos aptos para cumprir com a missão.
SINERGIA o coro harmônico com os demais.
DEVO FAZERLO? - é a pergunta que põe em marcha à inteligência espiritual.
“ Somos livres para escolher nossas ações, o que não podemos nunca é evitar suas conseqüências.”
MAGNA Ltda.
Consultoria em Coaching Ontológico e Organizacional.
.
.
.
Translate
terça-feira, 16 de outubro de 2007
BENDITAS PALABRAS-BEMDITAS PALAVRAS
palavras beMditas
« Importância da Reciprocidade
agosto 02, 2005
Questionamento é a base da Inteligência Espiritual
MÁRCIA DETONI
questionamentobase-fernandostickel-jambo.jpg Psicólogos, filósofos e teólogos identificam competência do homem para refletir sobre a existência para dar sentido à vida
Durante muito tempo, o mundo viveu uma verdadeira obsessão por testes para medir o quociente de inteligência (QI), baseados na compreensão e manipulação de símbolos matemáticos e lingüísticos. Nos anos 90, descobriu-se, no entanto, que QI elevado não era sinônimo de sucesso. Para se dar bem na vida, era preciso ter também inteligência emocional (QE), ou seja, ter autoconhecimento, autodisciplina, persistência e empatia.
Agora, o que psicólogos, filósofos e teólogos estão dizendo é que QI e QE podem trazer crescimento profissional e financeiro, mas, para ter paz interior e alegria, o ser humano precisa ter também inteligência espiritual. Precisa ter capacidade de encontrar um propósito para a própria vida e de lidar com os problemas existenciais que surgem em momentos de fracasso, de rompimentos e de dor.
"Do contrário, por que tantas pessoas inteligentes e sensíveis às necessidades dos outros sentem um vazio em suas vidas?", pergunta a psicóloga e filósofa americana Danah Zohar, autora do livro "Inteligência Espiritual", lançado no ano passado em vários países, inclusive no Brasil.
Formada na Universidade de Harvard e no MIT (Massachusetts Institute of Technology), Zohar descobriu a importância da inteligência espiritual durante seu trabalho como professora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e como consultora de liderança estratégica para grandes empresas como Shell, Philip Morris e Volvo. "Eu estava falando com um grupo de executivos bem-sucedidos, e um deles, com cerca de 30 anos, disse que tinha um alto salário, uma família legal, mas sentia um buraco no estômago. E todos os outros fizeram um gesto com a cabeça, concordando com ele", contou Zohar.
O consultor de relações humanas e comunicação João Alberto Ianhez, que desde 1999 já deu cursos sobre inteligência espiritual para funcionários de cerca de 20 empresas brasileiras, diz que o materialismo e o egocentrismo do mundo moderno provocaram uma grande crise existencial. As pessoas passaram a buscar a felicidade em bens materiais e não conseguem mais encontrar um sentido para suas vidas. "Elas estão caminhando em busca do nada", comenta.
É em situações como essa que a inteligência espiritual, segundo os especialistas, tem um papel importante. "Ela nos permite encontrar um senso de propósito e direção", garante o rabino Nilton Bonder, que acaba de lançar o livro "Fronteiras da Inteligência, a Sabedoria da Espiritualidade".
O rabino ressalta, no entanto, que inteligência espiritual não tem nada a ver com religiosidade. Muitas pessoas religiosas, segundo ele, têm uma sabedoria espiritual baixíssima porque buscam na religião apenas certezas e "salvação"; não percebem a importância da dúvida e do questionamento. Bonder diz que a religião é apenas uma das linguagens que podem ser usadas para o desenvolvimento da espiritualidade.
Em seu livro, o rabino usa textos de várias religiões ocidentais e orientais para ajudar a despertar a reflexão ou, como diz ele, para ajudar a fazer "cair a ficha".
A inteligência espiritual, também chamada de QS (do inglês "spiritual quocient"), é a inteligência que leva o ser humano, segundo Zohar, a criar situações novas, a perceber, por exemplo, a necessidade de mudar de rumo, de investir mais num projeto ou de dedicar mais tempo à família. Enquanto o QI resolve primordialmente problemas de lógica e o QE nos ajuda a avaliar as situações e a reagir a elas de forma adequada, levando em conta os próprios sentimentos e os dos outros, o QS nos leva a indagar, de início, se queremos estar nessa situação, se o nosso trabalho, por exemplo, está nos dando a satisfação de que necessitamos ou se essa é a vida que queremos levar.
"Nós usamos a inteligência espiritual quando nos sentimos num impasse, quando enfrentamos as armadilhas de velhos hábitos ou quando temos problemas com doenças ou sofrimentos. O QS nos mostra que temos problemas existenciais e nos aponta os meios de resolvê-los", explica Zohar.
Provas científicas
Embora a expressão inteligência espiritual só tenha surgido na virada do século, a necessidade humana de encontrar um sentido mais amplo para a vida acompanha o homem desde o seu surgimento, afirma Zohar. A novidade, agora, é que alguns cientistas americanos estão começando a encontrar evidências de que o cérebro humano foi programado biologicamente para fazer perguntas como: "Quem sou?", "Por que nasci?", "O que torna a vida digna de ser vivida?".
No início dos anos 90, o neuropsicólogo americano Michael Persinger e, mais recentemente, em 1997, o neurologista Vilayanu Ramachandran, da Universidade da Califórnia, identificaram no cérebro humano um ponto chamado de "ponto Deus" ou "módulo Deus", que aciona a necessidade humana de buscar um sentido para a vida.
Esse centro espiritual localiza-se entre conexões neurais nos lobos temporais do cérebro. Escaneamentos realizados com topografia de emissão de posítrons (antipartícula do elétron) mostraram que essas áreas se iluminam toda vez que os pacientes discutem temas espirituais ou religiosos. Essa atividade do lobo temporal tem sido ligada há anos às visões místicas de epilépticos e de usuários do alucinógeno LSD. Mas a pesquisa de Ramachandran mostrou, pela primeira vez, que o centro espiritual também está ativo nas demais pessoas. O "ponto Deus" mostra que o cérebro evoluiu para fazer perguntas existenciais, para buscar sentidos e valores mais amplos, diz Zohar.
O médico terapeuta José Ângelo Gaiarça não integra o grupo de estudiosos da inteligência espiritual, mas reconhece a importância de o ser humano ter um propósito maior na vida. "Isso não é novidade, é uma idéia muito antiga", comenta. Gaiarça acha, no entanto, que o questionamento existencial por si só não basta para acabar com o vazio da vida moderna. O importante, segundo ele, é as pessoas começarem a perceber que não estão sozinhas no mundo, que fazem parte de um todo e que estão ligadas a tudo que as cerca. Ter espírito de cooperação é, na opinião dele, a forma mais elevada de inteligência espiritual.
Fonte: Folha de São Paulo
[Imagem: Fernando Stickel ]
Posted by Lilia at agosto 2, 2005 08:15 AM
Comments
« Importância da Reciprocidade
agosto 02, 2005
Questionamento é a base da Inteligência Espiritual
MÁRCIA DETONI
questionamentobase-fernandostickel-jambo.jpg Psicólogos, filósofos e teólogos identificam competência do homem para refletir sobre a existência para dar sentido à vida
Durante muito tempo, o mundo viveu uma verdadeira obsessão por testes para medir o quociente de inteligência (QI), baseados na compreensão e manipulação de símbolos matemáticos e lingüísticos. Nos anos 90, descobriu-se, no entanto, que QI elevado não era sinônimo de sucesso. Para se dar bem na vida, era preciso ter também inteligência emocional (QE), ou seja, ter autoconhecimento, autodisciplina, persistência e empatia.
Agora, o que psicólogos, filósofos e teólogos estão dizendo é que QI e QE podem trazer crescimento profissional e financeiro, mas, para ter paz interior e alegria, o ser humano precisa ter também inteligência espiritual. Precisa ter capacidade de encontrar um propósito para a própria vida e de lidar com os problemas existenciais que surgem em momentos de fracasso, de rompimentos e de dor.
"Do contrário, por que tantas pessoas inteligentes e sensíveis às necessidades dos outros sentem um vazio em suas vidas?", pergunta a psicóloga e filósofa americana Danah Zohar, autora do livro "Inteligência Espiritual", lançado no ano passado em vários países, inclusive no Brasil.
Formada na Universidade de Harvard e no MIT (Massachusetts Institute of Technology), Zohar descobriu a importância da inteligência espiritual durante seu trabalho como professora da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e como consultora de liderança estratégica para grandes empresas como Shell, Philip Morris e Volvo. "Eu estava falando com um grupo de executivos bem-sucedidos, e um deles, com cerca de 30 anos, disse que tinha um alto salário, uma família legal, mas sentia um buraco no estômago. E todos os outros fizeram um gesto com a cabeça, concordando com ele", contou Zohar.
O consultor de relações humanas e comunicação João Alberto Ianhez, que desde 1999 já deu cursos sobre inteligência espiritual para funcionários de cerca de 20 empresas brasileiras, diz que o materialismo e o egocentrismo do mundo moderno provocaram uma grande crise existencial. As pessoas passaram a buscar a felicidade em bens materiais e não conseguem mais encontrar um sentido para suas vidas. "Elas estão caminhando em busca do nada", comenta.
É em situações como essa que a inteligência espiritual, segundo os especialistas, tem um papel importante. "Ela nos permite encontrar um senso de propósito e direção", garante o rabino Nilton Bonder, que acaba de lançar o livro "Fronteiras da Inteligência, a Sabedoria da Espiritualidade".
O rabino ressalta, no entanto, que inteligência espiritual não tem nada a ver com religiosidade. Muitas pessoas religiosas, segundo ele, têm uma sabedoria espiritual baixíssima porque buscam na religião apenas certezas e "salvação"; não percebem a importância da dúvida e do questionamento. Bonder diz que a religião é apenas uma das linguagens que podem ser usadas para o desenvolvimento da espiritualidade.
Em seu livro, o rabino usa textos de várias religiões ocidentais e orientais para ajudar a despertar a reflexão ou, como diz ele, para ajudar a fazer "cair a ficha".
A inteligência espiritual, também chamada de QS (do inglês "spiritual quocient"), é a inteligência que leva o ser humano, segundo Zohar, a criar situações novas, a perceber, por exemplo, a necessidade de mudar de rumo, de investir mais num projeto ou de dedicar mais tempo à família. Enquanto o QI resolve primordialmente problemas de lógica e o QE nos ajuda a avaliar as situações e a reagir a elas de forma adequada, levando em conta os próprios sentimentos e os dos outros, o QS nos leva a indagar, de início, se queremos estar nessa situação, se o nosso trabalho, por exemplo, está nos dando a satisfação de que necessitamos ou se essa é a vida que queremos levar.
"Nós usamos a inteligência espiritual quando nos sentimos num impasse, quando enfrentamos as armadilhas de velhos hábitos ou quando temos problemas com doenças ou sofrimentos. O QS nos mostra que temos problemas existenciais e nos aponta os meios de resolvê-los", explica Zohar.
Provas científicas
Embora a expressão inteligência espiritual só tenha surgido na virada do século, a necessidade humana de encontrar um sentido mais amplo para a vida acompanha o homem desde o seu surgimento, afirma Zohar. A novidade, agora, é que alguns cientistas americanos estão começando a encontrar evidências de que o cérebro humano foi programado biologicamente para fazer perguntas como: "Quem sou?", "Por que nasci?", "O que torna a vida digna de ser vivida?".
No início dos anos 90, o neuropsicólogo americano Michael Persinger e, mais recentemente, em 1997, o neurologista Vilayanu Ramachandran, da Universidade da Califórnia, identificaram no cérebro humano um ponto chamado de "ponto Deus" ou "módulo Deus", que aciona a necessidade humana de buscar um sentido para a vida.
Esse centro espiritual localiza-se entre conexões neurais nos lobos temporais do cérebro. Escaneamentos realizados com topografia de emissão de posítrons (antipartícula do elétron) mostraram que essas áreas se iluminam toda vez que os pacientes discutem temas espirituais ou religiosos. Essa atividade do lobo temporal tem sido ligada há anos às visões místicas de epilépticos e de usuários do alucinógeno LSD. Mas a pesquisa de Ramachandran mostrou, pela primeira vez, que o centro espiritual também está ativo nas demais pessoas. O "ponto Deus" mostra que o cérebro evoluiu para fazer perguntas existenciais, para buscar sentidos e valores mais amplos, diz Zohar.
O médico terapeuta José Ângelo Gaiarça não integra o grupo de estudiosos da inteligência espiritual, mas reconhece a importância de o ser humano ter um propósito maior na vida. "Isso não é novidade, é uma idéia muito antiga", comenta. Gaiarça acha, no entanto, que o questionamento existencial por si só não basta para acabar com o vazio da vida moderna. O importante, segundo ele, é as pessoas começarem a perceber que não estão sozinhas no mundo, que fazem parte de um todo e que estão ligadas a tudo que as cerca. Ter espírito de cooperação é, na opinião dele, a forma mais elevada de inteligência espiritual.
Fonte: Folha de São Paulo
[Imagem: Fernando Stickel ]
Posted by Lilia at agosto 2, 2005 08:15 AM
Comments
INTELIGENCIA ESPIRITUAL
Inteligencia Espiritual
"Educando para la paz, la ética global y el amor universal"
Biografia
Maestria 2008
Seminario 2007
Conferencia Internacional 2008
Libreria
En el mundo
Sala de lectura
Dialogos
Pensamientos
English
Inteligencia Espiritual
Estudiantes
Fundación Internacional para la Educación Holista
INTELIGENCIA ESPIRITUAL
Fragmento del Libro: “Educación y Espiritualidad”,
Ramón Gallegos Nava, México, 2005
Necesitamos entrar a una nueva etapa en el desarrollo de la humanidad. Durante los últimos 400 años los objetivos de las sociedades fueron objetivos de desarrollo externo, como obtener mejores máquinas, construir ciudades bien planeadas, tener mejores carreteras, conquistar la naturaleza. La sociedad entró con un proyecto de control del universo externo y se olvidó en gran parte de su propio mundo interior subjetivo. Esto trajo una serie de anomalías y problemas que hoy para nosotros resultan muy evidentes. La prioridad en este momento ya no es el desarrollo tecnológico porque es suficiente con el que tenemos, la prioridad humana es hacia el desarrollo de la propia conciencia, hacia el desarrollo espiritual. Debemos preguntarnos cómo estamos como humanidad, como familia humana; nos hemos olvidado de nuestro desarrollo espiritual por siglos y es necesario volver a tomar el interés por nosotros mismos.
La nueva sociedad será sustentable con una cultura emergente basada en un nuevo entendimiento de nuestro lugar en el kosmos, con nuevas estructuras sociales y, por lo tanto, necesitamos una nueva educación que sea afín a esa nueva sociedad, que eduque para la vida y la paz a un nuevo tipo de ser humano. En todo este proceso de cambio la espiritualidad tiene un papel central, lo cual significa un enorme reto para nuestra racionalidad instrumental, porque una de las cosas que más fueron reprimidas por la sociedad científico-industrial y por el cientificismo fue precisamente la espiritualidad. Según las ficciones del reduccionismo, del empirismo, del materialismo, aquello que no podía ser aprendido por los sentidos no existía, de tal manera que una de las cosas más fuertemente rechazadas fue la vida interior, todo lo que no podía ser medido, cuantificado o estudiado por las ciencias físicas, y ello incluía la espiritualidad. El cientificismo se basó en la idea de que la espiritualidad y la ciencia eran antagónicas, que eran mutuamente excluyentes. Hoy sabemos que ciencia y espiritualidad más que ser contradictorias pueden ser complementarias.
La espiritualidad no siempre ha sido entendida por todos de manera correcta. Ha sido confundida, a veces, con otros aspectos de la experiencia humana que, si bien pueden tener su valor, no son el núcleo de la espiritualidad. La espiritualidad es entendida como la dimensión y el nivel incondicionado del ser humano, es experimentada como orden interno total, como ausencia de conflicto. La espiritualidad también es experimentada como amor universal y libertad incondicional. La espiritualidad no es personal. La espiritualidad no es un asunto de desarrollo personal porque la espiritualidad trasciende al ego, en sí misma es universal. La espiritualidad no nos hace mas privados sino más universales, menos personales y egocéntricos, nos lleva a interesarnos en el bienestar de todos los seres, no solo en el propio bienestar.
Otro aspecto de la espiritualidad es que no puede ser reducida a creencias religiosas. Creer o no creer en Dios o en lo espiritual o en lo trascendente no tiene relación directa con la espiritualidad, porque la creencia está a un nivel de pensamiento, a un nivel cognitivo y lo espiritual trasciende la dimensión cognitiva en el sentido de racionalidad instrumental. La espiritualidad no se basa en creer en creencias religiosas, sino en la experiencia directa de lo trascendente. Tanto el que cree en dios como el que no cree han cometido enormes crímenes. La espiritualidad se mantiene siempre como el contexto más amplio y más general, como el contexto donde encontramos nuestra última entidad, el lugar de asiento de nuestros valores universales perennes.
La espiritualidad no puede reducirse a una categoría psicológica. Algunos educadores han propuesto que la espiritualidad deberíamos pensarla en términos más psicológicos, como pensamientos y sentimientos, pero la vida mental no es la esencia de la espiritualidad; cuerpo, memoria, pensamientos y sentimientos cambian, mientras que la espiritualidad permanece como aquello a lo que recurrimos como la última fuente en donde encontramos el significado y las respuestas a las preguntas fundamentales de la vida. La espiritualidad trasciende el aparato psíquico de pensamientos y emociones. Podemos tener pensamientos y sentimientos agradables o desagradables y podemos tener imágenes agradables o desagradables pero mientras eso cambia nuestro espíritu, nuestra espiritualidad, permanece como nuestra esencia.
La espiritualidad tampoco puede reducirse a lo paranormal. Algunos educadores tratan de definir la espiritualidad asociándola a lo paranormal. Sin embargo, independientemente de que sean reales o no, fenómenos como la telepatía, la clarividencia, la levitación, no son, en sí mismos, el objetivo de la vida espiritual. Tener la capacidad de levitar o no levitar no nos da orden interno, no nos da la libertad ni nos da amor incondicional. Aunque lo paranormal sea interesante y pudiera ser real no es lo mismo que lo espiritual. Esto ha sido claramente señalado a través de la historia por prácticamente todos los grandes maestros espirituales. Aun más, han sugerido mucha precaución para todas aquellas personas que están en una búsqueda sincera de sí mismos para que estén alertas a la propia vanidad y no busquen poderes paranormales. Estos consejos están en todas las grandes tradiciones, porque pueden fortalecer ilusiones muy sutiles, se puede engrandecer nuestro propio ego.
La espiritualidad tampoco puede ser reducida a un desarrollo personal. El desarrollo personal básicamente es el desarrollo de la persona. Para Carl Jung, la persona es la máscara, el conjunto de roles, de papeles, de etiquetas sociales que nos hemos puesto o que nos han puesto. Entonces, quizá el desarrollo personal sea interesante, quizá sea adecuado tener mejores modales, poder hablar mejor, poder relacionarse mejor con otros, pero nada de esto es vida espiritual en sí misma; la vida espiritual trasciende todo esto. Cuando vemos la espiritualidad como una apertura a lo universal nos ayuda a evitar el falso problema de enfatizar el desarrollo personal o el desarrollo social. Este es un falso problema creado porque tenemos la idea de que la vida espiritual es individual y nada es más falso que eso. La espiritualidad es universalidad y no puede haber vida espiritual personal porque la persona es la máscara, es el ego.
Toda acción social debe estar basada en la genuina espiritualidad, porque es lo que nos da la universalidad del amor incondicional, la fraternidad, compasión y humildad. Por eso la filosofía perenne señala que al final del camino de una transformación espiritual está el servicio desinteresado por toda la humanidad. Necesitamos superar el dualismo entre desarrollo personal o desarrollo social. La espiritualidad es sumamente importante porque es la genuina base para indagar las preguntas fundamentales que niños y jóvenes se hacen y nos hacen de manera natural. Todos hemos observado en los niños pequeños o en los adolescentes su capacidad para preguntar, estas preguntas son sumamente importantes. En la educación, sin embargo, estas preguntas han sido frustradas por los sistemas educativos y poniendo limites muy estrechos a las capacidades de los seres humanos.
La espiritualidad nos lleva a la percatación de que el conocimiento adecuado del universo que habitamos solo es posible si está relacionado con el propio autoconocimiento, que no es posible tener un conocimiento responsable del universo que habitamos si no nos conocemos a nosotros mismos. Esta es una declaración que va en contra de los paradigmas tradicionales educativos, porque la visión educativa tradicional nos dice que podemos conocer el mundo independientemente de si nos conocemos a nosotros mismos; señala que entre más lejos estemos de nuestra propia realidad interior mejor será, que seamos objetivos. Por eso hemos creado un conocimiento solo instrumental.
La espiritualidad es la necesidad de pertenecer a una totalidad mayor, de relación con la totalidad, de conexión universal. La espiritualidad no depende de la riqueza o la pobreza económica. Algunos educadores creen que para poder entrar en la vida espiritual primero necesitamos tener cierta riqueza material, tener automovil, casa o cosas así, pero realmente el confort no nos conduce a la espiritualidad. La idea de tener satisfechas primero las necesidades básicas como prerrequisito para la espiritualidad es una idea equivocada y peligrosa porque puede llevar a creer que los grupos humanos que no tienen riqueza material son seres antiespirituales y que las comunidades que tienen riqueza económica y tecnológica tiene seres muy espirituales. En realidad no hay una relación de causa y efecto entre la vida espiritual y la riqueza o la pobreza material. Es un mito la idea de que primero necesitamos tener riqueza material para luego desarrollar la espiritualidad. Los seres espirituales son seres sencillos, son seres humildes en el sentido de que se perciben en una relación de igualdad con todos los demás. No es necesario tener primero dinero para empezar luego con una vida espiritual.
Otro aspecto de la espiritualidad que se confunde es que el despertar espiritual del individuo es un hecho aislado que no afecta a los demás. Este es un falso problema realmente porque la conciencia humana es común a toda la humanidad. Actualmente se están teniendo evidencias científicas de que cuando un miembro de una especie aprende algo nuevo o se transforma, afecta a todos los demás miembros de la especie; el despertar espiritual de un solo ser humano tiene efectos positivos para el resto de la humanidad. El trabajo de Rupert Sheldrake apoya este punto de vista; sus resultados, hasta este momento, son muy interesantes. Según su teoría, si una paloma o un mono aprende una habilidad, habrá una tendencia de que todos los demás monos o palomas, no nada más en el entorno inmediato, sino en todo el planeta, aprenden esa misma habilidad. De la misma forma, el despertar genuino de un solo ser humano afecta a toda la humanidad, aunque este individuo se encierre en un cuarto y no vea a nadie, aunque se suba a una colina, su despertar está afectando a toda la humanidad. El genuino despertar espiritual de un individuo no está desligado de la evolución de la humanidad, su propia transformación irremediablemente afecta a todos. Y al contrario también, si una sola persona se degenera o tiene aprendizajes destructivos también está afectando a la humanidad. Es decir, somos total y absolutamente interdependientes.
Un aspecto fundamental del educador holista es lo que llamamos la presencia plena. Un educador holista lo será no por los métodos que utiliza, ni por los recursos tecnológicos, ni por el tipo de información que tiene almacenada en su memoria o por las teorías pedagógicas que maneja, sino por su orden interno y por su filosofía particular de la vida; por la vivencia directa de su propia espiritualidad. El proceso de autoindagación es fundamental en un educador holista y conduce a la presencia plena. Un educador holista, antes que nada, debe tener una presencia plena en la vida. Presencia plena significa estar plenamente presente en la experiencia inmediata, consciente y alerta de nuestras actividades cotidianas en la comunidad de aprendizaje, en todo proceso educativo, en el salón de clases, en nuestra relación con los estudiantes, con los padres, con los demás profesores. Presencia plena es estar totalmente presente en el proceso de aprendizaje, es estar totalmente abierto a las preguntas, comentarios, relaciones que establecemos como educadores con nuestra comunidad. Estar totalmente en la experiencia, estar en una escucha total, percibiendo, sintiendo la totalidad del proceso educativo. Muchos educadores en la escuela y el salón están presentes físicamente pero mentalmente ausentes, su conciencia queda enredada con los problemas de su casa, de sus hijos, y esto tiene una implicación enorme porque entonces no escuchan, no se relaciona adecuada-mente con sus estudiantes.
La Filosofía Perenne señala que, a través de la historia de la humanidad, ha existido un corazón místico de enseñanzas fundamentales acerca del espíritu. Este conjunto de enseñanzas ha sido perenne, ha estado presente en todas las culturas a través del tiempo. Esta sabiduría espiritual ha estado presente a través de toda la historia de la humanidad, ha sido constante. A veces emerge de manera sobresaliente, otras veces se oculta, dependiendo de las condiciones sociales y culturales de la época. El tema de la filosofía perenne es la experiencia espiritual directa, su naturaleza y sus condiciones.
La espiritualidad es transracional. La espiritualidad trasciende la razón, no la reprime, no la rechaza. Esto quiere decir que el hombre espiritual es razonable pero va más allá de la razón. Aquí es donde el concepto de inteligencia espiritual es importante. Hay una basta experiencia humana más allá de la razón y el lenguaje que no es experiencia regresiva o psicótica sino experiencia espiritual de la más alta inteligencia. La espiritualidad es amor universal. El amor universal es central porque el conocimiento es importante pero nunca suficiente para un comportamiento responsable. El conocimiento en sí mismo no nos hace mejores personas, por eso tenemos que ir más allá del conocimiento, tenemos que entrar a una dimensión que trascienda el conocimiento, la razón y el lenguaje. El amor universal es la puerta de la trascendencia del mundo espiritual. Qué sentido tiene para una sociedad como la actual, basada en una conciencia depredadora, generar más conocimientos si este conocimiento va a ser usado para la destrucción de nosotros mismos y de nuestro planeta, de qué nos sirve tener más tecnología, si este conocimiento va a ser usado para destruirnos a nosotros mismos. Es necesario redefinir el papel del conocimiento y ponerle sus justos limites.
El conocimiento debe responder al precepto de que todo conocimiento debe ser usado para el bien común, el conocimiento holista es inseparable de una dimensión espiritual. El conocimiento holista no viene desligado del bien común, no se concibe como una transmisión de técnicas o métodos para que sean usadas como ustedes quieran. El conocimiento holista viene ligado a una orientación que honra la vida en la tierra, a una orientación de gratitud por la vida, con un sentido de compasión hacia todos los seres. Solo entonces podemos decir que hay un genuino despertar de la inteligencia.
Esta integridad del conocimiento ha sido fragmentada en el pensamiento occidental. Por ejemplo, toda la psicología occidental está basada en el dualismo, parte de separar la conciencia en dos clases: la conciencia psicológica como un darse cuenta y la conciencia moral como valores. La psicología occidental se construyó sobre la idea de la conciencia psicológica, descartando la conciencia moral por no ser “científica”. Toda la psicología en general está basada en este dualismo, centrándose exclusivamente en la conciencia psicológica. Sin embargo, hay ejemplos de psicologías integrales como la budista, donde la conciencia psicológica y la conciencia moral están integradas, por eso señala la importancia de un correcto pensar, un correcto actuar; hay una fuerte relación entre la atención plena y la correcta forma de vida, una conduce a la otra. La práctica de la presencia plena conduce a un correcto pensar, a un correcto comportamiento. La presencia plena lleva a la compasión. La psicología occidental no incluye una correcta forma de vida, solo se centra en la conciencia psicológica, si dañas a otros seres humanos causándoles sufrimiento pero no te sientes mal por ello, no te causa conflicto, entonces eres normal, no importa si haces sufrir a otros, no importa que tengas actitudes poco éticas, si no te sientes mal puedes continuar con tu vida. En la visión holista existe la convicción de que dañando a otros dañas tu propio espíritu, aunque no lo notes.
El despertar espiritual no depende del tiempo ni del conocimiento. No por realizar durante una gran cantidad de años algún tipo de práctica espiritual seremos más espirituales; no hay una relación causal directa. El despertar espiritual puede suceder en poco o mucho tiempo, lo importante es la sinceridad del buscador, es relativa al tiempo que invertimos en ella. Algunas personas tienen discernimientos profundos en poco tiempo, otros tardan mucho más, y algunos nunca la tienen. Esta independencia del tiempo hace que la espiritualidad, así como puede estar a gran distancia puede también estar disponible en cada momento de nuestra vida. Lo mismo se aplica al conocimiento, no por leer muchos libros de budismo nos convertimos en un Buda. Hay grandes eruditos que no son compasivos y lo contrario también sucede, gente que no tuvo estudio formal y son grandes seres espirituales. De hecho, los grandes maestros espirituales nunca fueron académicos, intelectuales o tuvieron algún tipo de formación universitaria, trascendieron todo eso y conocieron directamente lo más importante: su propia naturaleza espiritual.
La espiritualidad es el último contexto de significa-do disponible siempre para regresar a él cuando tenemos dilemas graves en nuestra existencia. Es donde encontramos las respuestas fundamentales a nuestra existencia. El despliegue de la espiritualidad es el despliegue de la con-ciencia universal, por eso toda acción deberá partir de un orden interno porque si nuestra acción surge de un desorden en nuestra conciencia va a ser una acción desordenada. Esto significa actuar desde la inteligencia, y esta acción es universal.
La espiritualidad es inmanente y trascendente al mismo tiempo. Es la verdad aquí y allá. Es el nivel superior de la conciencia, el techo de toda evolución, lo que está mas allá de lo condicionado. Pero al mismo tiempo está en todo, disponible siempre, presente en todas las cosas. No puede ser de otra manera. La verdad última de la filosofía perenne es la no dualidad entre el absoluto y sus manifestaciones, entre el cielo y la tierra, entre el ser individual y el ser universal. Inmanencia y trascendencia, arriba y abajo, subir y bajar, son una solo unidad.
La espiritualidad es la percatación de nuestra unión fundamental con todos los seres. Darnos cuenta que no estamos separados de los demás, que lo que nos suceda a nosotros les sucede a los demás y que lo que les sucede a los demás nos sucede a nosotros mismos. Inteligencia y amor están totalmente ligados, no se pueden separar. Si no hay amor en nuestro corazón no tenemos nada, solo cenizas, nos vamos a destruir a nosotros mismos y vamos a destruir el planeta.
El amor es la experiencia de la totalidad, es una conciencia que experimenta un sentido de pertenencia y de conexión con el kosmos, es una experiencia donde la identidad se expande a lo universal. El amor, en su forma más pura, es compasión universal. Compasión significa un interés ilimitado e incondicional en el bienestar de todos los seres. La compasión se expresa en el ideal del bodhisatva que renuncia a entrar en el nirvana hasta que primero todos los seres se hayan iluminado. Decide regresar al mundo a ayudar a la evolución de toda la existencia. El bodhisatva dice: “Entren ustedes primero al nirvana, yo me espero al último”. La compasión es un deseo ilimitado por aliviar el sufrimiento de los demás.
Algunas personas me ha preguntado: “Bueno ¿la espiritualidad para qué sirve?” La espiritualidad sirve para todo. Sirve para vivir responsablemente, para estar de manera creativa y plena en la sociedad. La espiritualidad hace a los seres humanos pacientes, abiertos, accesibles, comprensivos, creativos. La presencia plena en la sociedad significa, más que una participación activa, una no complicidad. Sin negar la participación social, la visión holista va en un sentido más honesto e inteligente, existe la percatación de que muchos de los problemas fundamentales de la sociedad existen porque somos cómplices de ellos, se sostienen por nuestra complicidad. Una de las formas de acción más inteligentes es la no acción. El taoísmo es el arte de la no acción. La no acción, en muchos casos, es la mejor acción. Pongamos el siguiente ejemplo, supongamos que nadie asistiera ni fuera cómplice de las corridas de toros, qué pasaría con las corridas de toros, seguramente se acabarían inmediatamente. De esa misma manera podemos acabar con muchos problemas sociales.
Si nadie fuera cómplice de alimentos “chatarra” se acabarían porque nadie los consumiría. Entonces, muchos de los vicios, de los problemas de la sociedad, son sostenidos por el problema de la complicidad. La actitud de no complicidad ha estado presente en muchos maestros espirituales como una acción inteligente. No interpreten esto como pura pasividad porque la acción activa también forma parte de la vida y debemos buscar el equilibrio entre las dos, lo que sucede es que tenemos que usar la inteligencia espiritual para saber cuándo debemos actuar y cuándo la mejor acción es la no complicidad.
Recientemente el concepto de inteligencia espiritual ha venido a revolucionar el campo de estudio de las inteligencias. A principios del siglo XX el concepto de inteligencia intelectual fue la gran novedad. Binet impulsó este concepto desarrollando los test de coeficiente intelectual (C.I.) y la inteligencia se entendió básicamente como una habilidad intelectual lógico-matemática, una habilidad para el desempeño técnico eficiente. Más recientemente surgió el concepto de inteligencia emocional, Daniel Goleman fue el gran promotor argumentando que tenía una importancia igual que la inteligencia intelectual ya que las emociones equilibradas nos permiten pensar mejor. Ahora ha surgido una tercera inteligencia que engloba a las dos anteriores y las supera, convirtiéndose en el centro del desarrollo para todos los campos de la experiencia humana: la inteligencia espiritual.
La inteligencia espiritual es la más importante de las tres, además es exclusivamente humana. Mientras que animales y computadoras muestras evidencias de inteligencia emocional e intelectual, la inteligencia espiritual es de exclusividad humana. La inteligencia emocional está arraigada en nuestro cuerpo biofísico, depende de nuestros instintos, sentimientos, pulsiones, hormonas, etc., para dar una respuesta emocional aceptable a una situación particular. Los animales también muestran inteligencia emocional. Para lograr atrapar su presa, un tigre necesita ser silencioso, esperar la oportunidad, posponer la satisfacción, atacar en el momento indicado. Existen también situaciones humanas negativas que muestran una alta inteligencia emocional. Por ejemplo, los casos de asaltantes, en los cuales se requiere controlar las emociones para poder efectuar el asalto a un banco; o el caso de un defraudador que requiere estar tranquilo aun sabiendo su acto indebido. Esto significa que la inteligencia emocional no otorga dirección moral o ética a la conducta, solo capacita para el control emocional de la situación pero sin alcanzar a ver el sentido o significado global de la misma.
Por otra parte, la inteligencia intelectual está arraigada más a nivel del cerebro, depende de la racionalidad instrumental, procesos lógicos, memoria, cogniciones, etc., para dar una respuesta intelectual eficiente al control técnico del mundo. Especialmente las computadoras también muestran muchos de estos elementos, pues pueden efectuar gran cantidad de operaciones analíticas, incluso más rápido que el ser humano. Existen también situaciones humanas negativas que muestran una alta inteligencia intelectual; quizás los ejemplos más evidentes sean los que se dan en el uso de la ciencia para propósitos de guerra, la cantidad de inteligencia intelectual necesaria para dirigir un ataque militar contra Irak es igual o superior que el que se requiere en medicina para salvar una vida humana; invadir un país militarmente requiere un altísimo grado de inteligencia intelectual; los sofisticados aparatos, las computadoras, los cálculos matemáticos para dirigir los mísiles, etc., requieren altos niveles de C.I. Tampoco la inteligencia intelectual otorga dirección moral o ética a la conducta, no tiene sensibilidad humana, solo capacita para la eficiencia instrumental del desempeño, pero no tiene capacidad de comprensión global de la situación, no puede ver desde afuera y desde arriba el sentido moral de la circunstancia.
La inteligencia espiritual está arraigada en la totalidad de lo que somos, en nuestra esencia que es el Ser transpersonal. Danah Zohar señala que es la inteligencia con que afrontamos y resolvemos problemas de significa-dos y valores, la inteligencia con la cual ponemos nuestras vidas en un contexto más amplio y significativo, es la base necesaria para el eficaz funcionamiento de la inteligencia intelectual y de la inteligencia emocional.
La inteligencia espiritual es capacidad de trascendencia, capacidad de hacer las cosas cotidianas con un sentido de lo sagrado, usar recursos espirituales en problemas prácticos, capacidad de actuar con conducta virtuosa basada en la gratitud, paciencia, humildad, compasión, sabiduría y amor universal. La inteligencia espiritual es conciencia de lo universal, conciencia de la humanidad y fraternidad entre todos los seres, capacidad de maravillarse del kosmos, sentido de lo místico, sensibilidad hacia todo lo numinoso, disponibilidad para escuchar y comprender a los demás. La inteligencia espiritual es la última vía de conocimiento, es el conocimiento directo del ojo del espíritu conociendo los significados últimos, la usamos para clarificar posibilidades no realizadas, y para trascender el materialismo de la vida. La utilizamos para entender el sufrimiento humano y ponerle fin. La utilizamos para contestar a las preguntas filosóficas básicas y encontrar significado existencial y trascendental.
La inteligencia espiritual es el acceso y uso del sentido, visión y valores para pensar y tomar decisiones responsables. Es la inteligencia que nos lleva a la totalidad, y nos da nuestra integridad moral. Es el corazón de las inteligencias. La inteligencia del Ser profundo. La inteligencia transformadora que nos impulsa a la iluminación espiritual. Es la inteligencia que los budistas llaman “bodichita”, la inteligencia que nos permite intuir el camino espiritual y nos protege contra la degradación moral. Es la voluntad y la determinación interior para perseverar en el camino espiritual.
La inteligencia espiritual es la que nos permite ser felices. Es el poder para alcanzar y comprender la felicidad. Es la capacidad para conducir bien la propia vida, tomando el control y la responsabilidad de los pensamientos, sentimientos, acciones y valores, decidiendo la manera de responder a los eventos de la vida. La inteligencia espiritual es la capacidad de tener en balance los propósitos materia-les y el desarrollo emocional, intelectual y espiritual de tal manera que podamos ser felices a pesar de las circunstancias no a causa de ellas. Generalmente creemos que son las circunstancias externas a nuestra vida las que deben traer la felicidad, así esperamos tener más dinero, ser más famosos o tener un carro más grande para ser felices. Esto es una ilusión porque nunca conduce a la verdadera felicidad. La inteligencia espiritual es la capacidad de ser feliz independientemente de las circunstancias, de si estas son favorables o desfavorables. La fuente de la felicidad viene de adentro, brota desde nuestra verdadera naturaleza, no depende de circunstancias externas. La inteligencia espiritual es el poder para ser felices a pesar de circunstancias adversas, es el discernimiento de que no necesitamos ninguna circunstancia externa para ser felices.
La inteligencia espiritual no es necesariamente religiosa. No significa seguir necesariamente una tradición religiosa o afiliarse a una iglesia. Es independiente de cultos, rituales o tradiciones, un sacerdote o pastor con una alta posición en la iglesia puede que tenga una muy baja inteligencia espiritual, y un ser humano sin afiliación a ninguna religión o iglesia puede tener una altísima inteligencia espiritual. No existe necesariamente relación alguna entre organizaciones religiosas e inteligencia espiritual, aunque algunos religiosos creen que incluye la capacidad de tener fe y creer, pero eso en realidad es una desviación, porque tener fe y creer no es una virtud espiritual, no es algo espiritual, no es algo deseable, porque conduce a una conducta de subordinación a la voluntad de otros. La inteligencia espiritual es luz para uno mismo. Danah Zohar señala que estudios del psicólogo Gordon Allport demuestran que la gente tiene más experiencias espirituales fuera de las instituciones religiosas que dentro de ellas.
El concepto de inteligencia espiritual nos ha permitido también jerarquizar los niveles de la inteligencia, no solo señalar, como lo hizo Howard Gardner, que existen diferentes tipos de inteligencia, porque eso pone a todas las inteligencias en el mismo nivel. Si bien es muy importante reconocer la pluralidad de inteligencias no es suficiente, debemos también reconocer cuales son más incluyentes, cuales son superiores y cuales inferiores. La inteligencia espiritual nos permite, entonces, construir tres niveles básicos de inteligencia. La más básica es la inteligencia emocional, que está más relacionada con el cuerpo y es acerca de sentir. El segundo nivel lo ocupa la inteligencia intelectual que está más relacionada con el cerebro y es acerca de pensar. El tercer nivel lo ocupa la inteligencia espiritual y es acerca de ser. La inteligencia espiritual, como nivel superior, incluye a las inteligencias emocional e intelectual como partes constitutivas, pero ninguna de estas dos incluye a la inteligencia espiritual.
Howard Gardner ha pluralizado la inteligencia señalando que la inteligencia no solo es una habilidad lógico–matemática sino que hay otras siete formas de inteligencia como la corporal, verbal, espacial, musical, interpersonal, intrapersonal y naturalista. Sin embargo, con el concepto de inteligencia espiritual estamos yendo más allá de las inteligencias múltiples, no las rechaza, en realidad las incluye porque son sumamente importantes, pero necesitamos dar un paso más allá de ellas. Gardner define la inteligencia como la capacidad de solucionar problemas y crear productos que son valorados por una comunidad. Sin embargo, sigue fuera de un contexto espiritual esta definición. Un científico que trabaja para la guerra cumple con los criterios de Gardner. Un científico que trabaja para la guerra puede crear un producto como una bomba atómica y resolver el problema de matar en pocos minutos a un millón de seres humanos, y esto puede ser valorado por la comunidad de científicos de guerra.
Desde el concepto de inteligencia espiritual, la teoría de las inteligencias múltiples es muy interesante, pero en realidad todos los tipos de inteligencia de los que habla Gardner son combinaciones de la inteligencia emocional de primer nivel y la inteligencia intelectual de segundo nivel. En este sentido, la teoría de las inteligencias múltiples es muy buena pero incompleta, porque se queda en los dos primeros niveles sin reconocer ni trabajar el tercer nivel que es el nivel más importante e incluyente. Solo desde la inteligencia espiritual, por ser el nivel superior, se puede entender la holarquia de las inteligencias en los tres niveles y reconocer la naturaleza y los objetivos de cada nivel. Inteligencia espiritual es la capacidad de resolver los retos de la vida sin crear sufrimiento en los demás ni en uno mismo, es reconocer y valorar la vida misma. Desde esta visión, un científico con gran capacidad lógico-matemática que trabaja para la guerra, no está siendo espiritualmente inteligente, solo aquel que puede hacer esta distinción y puede orientar sus acciones en bien de toda la familia humana puede ser inteligente en un sentido espiritual. La inteligencia espiritual ve la compasión como el valor fundamental de la vida, compasión como el interés genuino y profundo en el bienestar de todos los seres. La inteligencia espiritual es respeto, amor incondicional y paz interior y exterior.
La inteligencia espiritual es curativa, sanadora, es la única que puede curarnos definitivamente, solo la inteligencia espiritual puede garantizar una vida feliz porque nos permite actuar con sabiduría y compasión, manteniendo la ecuanimidad en relación a las circunstancias. Aunque es innata puede ser desarrollada, podemos descubrir evaluarla cualitativamente. Es aquí donde entra la gran labor de la educación holista. A la luz de este nuevo concepto, el objetivo de la educación holista es desarrollar en los estudiantes la inteligencia espiritual, al hacerlo estaremos desarrollando todas las inteligencias de los niveles I y II.
La inteligencia espiritual también se caracteriza por la capacidad de ser flexible y adaptativo, nos permite insertarnos creativamente en diversas situaciones sin chocar con los demás. Implica una alta autoconciencia, la percatación de uno mismo, la experiencia de testigo transpersonal de observar con despego el propio mundo. La inteligencia espiritual celebra el valor de la paz, nos lleva a rechazar causar daño innecesario a cualquier ser sensible. Es una capacidad centrada en preguntar “¿Por qué?”, más que preguntar “¿Cómo?”, esta última pregunta es instrumental, aquella es esencial, va al fondo de las cosas, es capacidad indagadora de la verdad.
Características de la Inteligencia Espiritual
• Capacidad de ser feliz a pesar de las circunstancia
• Capacidad de paz interior y ecuanimidad
• Capacidad de amor universal
• Capacidad de vivir para servir
• Capacidad de enfrentar y superar el sufrimiento
• Capacidad de ser independiente y autónomo
• Capacidad de resolver problemas de significados y valores
• Capacidad de conducta ética
• Capacidad de centrarse en el “porque” de las cosas
• Capacidad de discernimiento
• Capacidad de vivir en un contexto más amplio de significados
• Capacidad de aprender a ser
• Capacidad de integración holista de la totalidad
Ramón Gallegos Nava
El concepto de inteligencia espiritual abre una nueva etapa en el desarrollo de la educación holista. Una gran cantidad de investigadores han empezado a desarrollar e investigar más sobre inteligencia espiritual, será un concepto clave en la educación del siglo XXI, porque ahora se trata de desarrollar todas las inteligencias en el contexto de la inteligencia espiritual. Este concepto no solo está revolucionando el campo de la investigación sobre inteligencias y el campo de la educación, si no que también está impactando todas las demás áreas de la actividad humana. Actualmente estamos empezando a escuchar como nunca antes de la espiritualidad en los negocios, la espiritualidad en el trabajo, la espiritualidad en la política, espiritualidad y ciencia, espiritualidad y creatividad, espiritualidad y sexualidad, etc. Me parece que esto sucede porque hemos alcanzado un nivel de desarrollo que para continuar adelante requiere entrar en el nivel más alto de la inteligencia humana, y este nivel es el espiritual, no existe nada más allá de lo espiritual, esta es la fuente genuina de toda inspiración por ello todos los que quieran trabajar en la frontera mas alta de su actividad deberán entrar al reino de la espiritualidad y desde allí alimentar su campo de trabajo.
La inteligencia espiritual se puede desarrollar, porque es tanto un nivel como una línea de desarrollo. Esta tarea está a cargo de la educación holista, no parece haber otra propuesta educativa que lo asuma tan explícitamente. El desarrollo de la inteligencia espiritual requiere una práctica integral, el corazón de esta práctica por siempre ha sido, es y será la práctica meditativa, entendiendo esta en sentido amplio como la práctica de la atención plena, práctica del discernimiento silencioso, de la percatación de lo que es. Esto lleva al desarrollo de habilidades interiores, a estar confortable con las paradojas del kosmos, a sentir seguridad y fortaleza en que lograremos cambiar las cosas que impiden la autorrealización, etc. En educación holista debemos, entonces, poner énfasis en el desarrollo de habilidades de la vida interior, que nos permitan descartar conceptos superficiales de felicidad, equilibrar todas las dimensiones humanas haciendo brillar el corazón espiritual de los estudiantes, para que puedan ser verdaderamente felices a pesar de las circunstancias no a causa de ellas. La inteligencia espiritual es pues, un proceso de discernimiento y experiencia individual a través del cual nos identificamos con los valores universales, y reconocemos que toda vida es sagrada, que todos los seres humanos son hermanos espirituales, que el amor es la naturaleza del kosmos, y que la verdad es finalmente una verdad espiritual.
La inteligencia espiritual es el nivel más alto de las inteligencias. Es lo que nos permite ser felices y superar el sufrimiento, revestir de sentido nuestra vida, salir fortalecido y con aprendizajes de las etapas dolorosas de la vida, curar y sanar nuestras heridas psicológicas, emociona-les y existenciales. Conectar con nuestro verdadero ser más allá del ego narcisista. Vivir la vida con un sentido de servicio desinteresado por lo demás. Vivir contentos con lo que tenemos. Ser humildes y reconocer en todos los seres futuros budas. Ser libres y gozar de ello. Actuar con responsabilidad universal. Ser honestos y éticos en nuestras relaciones. Vivir las actividades cotidianas con sacralidad. Ser compasivos con todos los seres. El gran maestro sufi Inayat Khan ejemplificó con sus 10 pensamientos la sabiduría de la inteligencia espiritual.
D.R. Dr. Ramón Gallegos Nava, 2005
"Educando para la paz, la ética global y el amor universal"
Biografia
Maestria 2008
Seminario 2007
Conferencia Internacional 2008
Libreria
En el mundo
Sala de lectura
Dialogos
Pensamientos
English
Inteligencia Espiritual
Estudiantes
Fundación Internacional para la Educación Holista
INTELIGENCIA ESPIRITUAL
Fragmento del Libro: “Educación y Espiritualidad”,
Ramón Gallegos Nava, México, 2005
Necesitamos entrar a una nueva etapa en el desarrollo de la humanidad. Durante los últimos 400 años los objetivos de las sociedades fueron objetivos de desarrollo externo, como obtener mejores máquinas, construir ciudades bien planeadas, tener mejores carreteras, conquistar la naturaleza. La sociedad entró con un proyecto de control del universo externo y se olvidó en gran parte de su propio mundo interior subjetivo. Esto trajo una serie de anomalías y problemas que hoy para nosotros resultan muy evidentes. La prioridad en este momento ya no es el desarrollo tecnológico porque es suficiente con el que tenemos, la prioridad humana es hacia el desarrollo de la propia conciencia, hacia el desarrollo espiritual. Debemos preguntarnos cómo estamos como humanidad, como familia humana; nos hemos olvidado de nuestro desarrollo espiritual por siglos y es necesario volver a tomar el interés por nosotros mismos.
La nueva sociedad será sustentable con una cultura emergente basada en un nuevo entendimiento de nuestro lugar en el kosmos, con nuevas estructuras sociales y, por lo tanto, necesitamos una nueva educación que sea afín a esa nueva sociedad, que eduque para la vida y la paz a un nuevo tipo de ser humano. En todo este proceso de cambio la espiritualidad tiene un papel central, lo cual significa un enorme reto para nuestra racionalidad instrumental, porque una de las cosas que más fueron reprimidas por la sociedad científico-industrial y por el cientificismo fue precisamente la espiritualidad. Según las ficciones del reduccionismo, del empirismo, del materialismo, aquello que no podía ser aprendido por los sentidos no existía, de tal manera que una de las cosas más fuertemente rechazadas fue la vida interior, todo lo que no podía ser medido, cuantificado o estudiado por las ciencias físicas, y ello incluía la espiritualidad. El cientificismo se basó en la idea de que la espiritualidad y la ciencia eran antagónicas, que eran mutuamente excluyentes. Hoy sabemos que ciencia y espiritualidad más que ser contradictorias pueden ser complementarias.
La espiritualidad no siempre ha sido entendida por todos de manera correcta. Ha sido confundida, a veces, con otros aspectos de la experiencia humana que, si bien pueden tener su valor, no son el núcleo de la espiritualidad. La espiritualidad es entendida como la dimensión y el nivel incondicionado del ser humano, es experimentada como orden interno total, como ausencia de conflicto. La espiritualidad también es experimentada como amor universal y libertad incondicional. La espiritualidad no es personal. La espiritualidad no es un asunto de desarrollo personal porque la espiritualidad trasciende al ego, en sí misma es universal. La espiritualidad no nos hace mas privados sino más universales, menos personales y egocéntricos, nos lleva a interesarnos en el bienestar de todos los seres, no solo en el propio bienestar.
Otro aspecto de la espiritualidad es que no puede ser reducida a creencias religiosas. Creer o no creer en Dios o en lo espiritual o en lo trascendente no tiene relación directa con la espiritualidad, porque la creencia está a un nivel de pensamiento, a un nivel cognitivo y lo espiritual trasciende la dimensión cognitiva en el sentido de racionalidad instrumental. La espiritualidad no se basa en creer en creencias religiosas, sino en la experiencia directa de lo trascendente. Tanto el que cree en dios como el que no cree han cometido enormes crímenes. La espiritualidad se mantiene siempre como el contexto más amplio y más general, como el contexto donde encontramos nuestra última entidad, el lugar de asiento de nuestros valores universales perennes.
La espiritualidad no puede reducirse a una categoría psicológica. Algunos educadores han propuesto que la espiritualidad deberíamos pensarla en términos más psicológicos, como pensamientos y sentimientos, pero la vida mental no es la esencia de la espiritualidad; cuerpo, memoria, pensamientos y sentimientos cambian, mientras que la espiritualidad permanece como aquello a lo que recurrimos como la última fuente en donde encontramos el significado y las respuestas a las preguntas fundamentales de la vida. La espiritualidad trasciende el aparato psíquico de pensamientos y emociones. Podemos tener pensamientos y sentimientos agradables o desagradables y podemos tener imágenes agradables o desagradables pero mientras eso cambia nuestro espíritu, nuestra espiritualidad, permanece como nuestra esencia.
La espiritualidad tampoco puede reducirse a lo paranormal. Algunos educadores tratan de definir la espiritualidad asociándola a lo paranormal. Sin embargo, independientemente de que sean reales o no, fenómenos como la telepatía, la clarividencia, la levitación, no son, en sí mismos, el objetivo de la vida espiritual. Tener la capacidad de levitar o no levitar no nos da orden interno, no nos da la libertad ni nos da amor incondicional. Aunque lo paranormal sea interesante y pudiera ser real no es lo mismo que lo espiritual. Esto ha sido claramente señalado a través de la historia por prácticamente todos los grandes maestros espirituales. Aun más, han sugerido mucha precaución para todas aquellas personas que están en una búsqueda sincera de sí mismos para que estén alertas a la propia vanidad y no busquen poderes paranormales. Estos consejos están en todas las grandes tradiciones, porque pueden fortalecer ilusiones muy sutiles, se puede engrandecer nuestro propio ego.
La espiritualidad tampoco puede ser reducida a un desarrollo personal. El desarrollo personal básicamente es el desarrollo de la persona. Para Carl Jung, la persona es la máscara, el conjunto de roles, de papeles, de etiquetas sociales que nos hemos puesto o que nos han puesto. Entonces, quizá el desarrollo personal sea interesante, quizá sea adecuado tener mejores modales, poder hablar mejor, poder relacionarse mejor con otros, pero nada de esto es vida espiritual en sí misma; la vida espiritual trasciende todo esto. Cuando vemos la espiritualidad como una apertura a lo universal nos ayuda a evitar el falso problema de enfatizar el desarrollo personal o el desarrollo social. Este es un falso problema creado porque tenemos la idea de que la vida espiritual es individual y nada es más falso que eso. La espiritualidad es universalidad y no puede haber vida espiritual personal porque la persona es la máscara, es el ego.
Toda acción social debe estar basada en la genuina espiritualidad, porque es lo que nos da la universalidad del amor incondicional, la fraternidad, compasión y humildad. Por eso la filosofía perenne señala que al final del camino de una transformación espiritual está el servicio desinteresado por toda la humanidad. Necesitamos superar el dualismo entre desarrollo personal o desarrollo social. La espiritualidad es sumamente importante porque es la genuina base para indagar las preguntas fundamentales que niños y jóvenes se hacen y nos hacen de manera natural. Todos hemos observado en los niños pequeños o en los adolescentes su capacidad para preguntar, estas preguntas son sumamente importantes. En la educación, sin embargo, estas preguntas han sido frustradas por los sistemas educativos y poniendo limites muy estrechos a las capacidades de los seres humanos.
La espiritualidad nos lleva a la percatación de que el conocimiento adecuado del universo que habitamos solo es posible si está relacionado con el propio autoconocimiento, que no es posible tener un conocimiento responsable del universo que habitamos si no nos conocemos a nosotros mismos. Esta es una declaración que va en contra de los paradigmas tradicionales educativos, porque la visión educativa tradicional nos dice que podemos conocer el mundo independientemente de si nos conocemos a nosotros mismos; señala que entre más lejos estemos de nuestra propia realidad interior mejor será, que seamos objetivos. Por eso hemos creado un conocimiento solo instrumental.
La espiritualidad es la necesidad de pertenecer a una totalidad mayor, de relación con la totalidad, de conexión universal. La espiritualidad no depende de la riqueza o la pobreza económica. Algunos educadores creen que para poder entrar en la vida espiritual primero necesitamos tener cierta riqueza material, tener automovil, casa o cosas así, pero realmente el confort no nos conduce a la espiritualidad. La idea de tener satisfechas primero las necesidades básicas como prerrequisito para la espiritualidad es una idea equivocada y peligrosa porque puede llevar a creer que los grupos humanos que no tienen riqueza material son seres antiespirituales y que las comunidades que tienen riqueza económica y tecnológica tiene seres muy espirituales. En realidad no hay una relación de causa y efecto entre la vida espiritual y la riqueza o la pobreza material. Es un mito la idea de que primero necesitamos tener riqueza material para luego desarrollar la espiritualidad. Los seres espirituales son seres sencillos, son seres humildes en el sentido de que se perciben en una relación de igualdad con todos los demás. No es necesario tener primero dinero para empezar luego con una vida espiritual.
Otro aspecto de la espiritualidad que se confunde es que el despertar espiritual del individuo es un hecho aislado que no afecta a los demás. Este es un falso problema realmente porque la conciencia humana es común a toda la humanidad. Actualmente se están teniendo evidencias científicas de que cuando un miembro de una especie aprende algo nuevo o se transforma, afecta a todos los demás miembros de la especie; el despertar espiritual de un solo ser humano tiene efectos positivos para el resto de la humanidad. El trabajo de Rupert Sheldrake apoya este punto de vista; sus resultados, hasta este momento, son muy interesantes. Según su teoría, si una paloma o un mono aprende una habilidad, habrá una tendencia de que todos los demás monos o palomas, no nada más en el entorno inmediato, sino en todo el planeta, aprenden esa misma habilidad. De la misma forma, el despertar genuino de un solo ser humano afecta a toda la humanidad, aunque este individuo se encierre en un cuarto y no vea a nadie, aunque se suba a una colina, su despertar está afectando a toda la humanidad. El genuino despertar espiritual de un individuo no está desligado de la evolución de la humanidad, su propia transformación irremediablemente afecta a todos. Y al contrario también, si una sola persona se degenera o tiene aprendizajes destructivos también está afectando a la humanidad. Es decir, somos total y absolutamente interdependientes.
Un aspecto fundamental del educador holista es lo que llamamos la presencia plena. Un educador holista lo será no por los métodos que utiliza, ni por los recursos tecnológicos, ni por el tipo de información que tiene almacenada en su memoria o por las teorías pedagógicas que maneja, sino por su orden interno y por su filosofía particular de la vida; por la vivencia directa de su propia espiritualidad. El proceso de autoindagación es fundamental en un educador holista y conduce a la presencia plena. Un educador holista, antes que nada, debe tener una presencia plena en la vida. Presencia plena significa estar plenamente presente en la experiencia inmediata, consciente y alerta de nuestras actividades cotidianas en la comunidad de aprendizaje, en todo proceso educativo, en el salón de clases, en nuestra relación con los estudiantes, con los padres, con los demás profesores. Presencia plena es estar totalmente presente en el proceso de aprendizaje, es estar totalmente abierto a las preguntas, comentarios, relaciones que establecemos como educadores con nuestra comunidad. Estar totalmente en la experiencia, estar en una escucha total, percibiendo, sintiendo la totalidad del proceso educativo. Muchos educadores en la escuela y el salón están presentes físicamente pero mentalmente ausentes, su conciencia queda enredada con los problemas de su casa, de sus hijos, y esto tiene una implicación enorme porque entonces no escuchan, no se relaciona adecuada-mente con sus estudiantes.
La Filosofía Perenne señala que, a través de la historia de la humanidad, ha existido un corazón místico de enseñanzas fundamentales acerca del espíritu. Este conjunto de enseñanzas ha sido perenne, ha estado presente en todas las culturas a través del tiempo. Esta sabiduría espiritual ha estado presente a través de toda la historia de la humanidad, ha sido constante. A veces emerge de manera sobresaliente, otras veces se oculta, dependiendo de las condiciones sociales y culturales de la época. El tema de la filosofía perenne es la experiencia espiritual directa, su naturaleza y sus condiciones.
La espiritualidad es transracional. La espiritualidad trasciende la razón, no la reprime, no la rechaza. Esto quiere decir que el hombre espiritual es razonable pero va más allá de la razón. Aquí es donde el concepto de inteligencia espiritual es importante. Hay una basta experiencia humana más allá de la razón y el lenguaje que no es experiencia regresiva o psicótica sino experiencia espiritual de la más alta inteligencia. La espiritualidad es amor universal. El amor universal es central porque el conocimiento es importante pero nunca suficiente para un comportamiento responsable. El conocimiento en sí mismo no nos hace mejores personas, por eso tenemos que ir más allá del conocimiento, tenemos que entrar a una dimensión que trascienda el conocimiento, la razón y el lenguaje. El amor universal es la puerta de la trascendencia del mundo espiritual. Qué sentido tiene para una sociedad como la actual, basada en una conciencia depredadora, generar más conocimientos si este conocimiento va a ser usado para la destrucción de nosotros mismos y de nuestro planeta, de qué nos sirve tener más tecnología, si este conocimiento va a ser usado para destruirnos a nosotros mismos. Es necesario redefinir el papel del conocimiento y ponerle sus justos limites.
El conocimiento debe responder al precepto de que todo conocimiento debe ser usado para el bien común, el conocimiento holista es inseparable de una dimensión espiritual. El conocimiento holista no viene desligado del bien común, no se concibe como una transmisión de técnicas o métodos para que sean usadas como ustedes quieran. El conocimiento holista viene ligado a una orientación que honra la vida en la tierra, a una orientación de gratitud por la vida, con un sentido de compasión hacia todos los seres. Solo entonces podemos decir que hay un genuino despertar de la inteligencia.
Esta integridad del conocimiento ha sido fragmentada en el pensamiento occidental. Por ejemplo, toda la psicología occidental está basada en el dualismo, parte de separar la conciencia en dos clases: la conciencia psicológica como un darse cuenta y la conciencia moral como valores. La psicología occidental se construyó sobre la idea de la conciencia psicológica, descartando la conciencia moral por no ser “científica”. Toda la psicología en general está basada en este dualismo, centrándose exclusivamente en la conciencia psicológica. Sin embargo, hay ejemplos de psicologías integrales como la budista, donde la conciencia psicológica y la conciencia moral están integradas, por eso señala la importancia de un correcto pensar, un correcto actuar; hay una fuerte relación entre la atención plena y la correcta forma de vida, una conduce a la otra. La práctica de la presencia plena conduce a un correcto pensar, a un correcto comportamiento. La presencia plena lleva a la compasión. La psicología occidental no incluye una correcta forma de vida, solo se centra en la conciencia psicológica, si dañas a otros seres humanos causándoles sufrimiento pero no te sientes mal por ello, no te causa conflicto, entonces eres normal, no importa si haces sufrir a otros, no importa que tengas actitudes poco éticas, si no te sientes mal puedes continuar con tu vida. En la visión holista existe la convicción de que dañando a otros dañas tu propio espíritu, aunque no lo notes.
El despertar espiritual no depende del tiempo ni del conocimiento. No por realizar durante una gran cantidad de años algún tipo de práctica espiritual seremos más espirituales; no hay una relación causal directa. El despertar espiritual puede suceder en poco o mucho tiempo, lo importante es la sinceridad del buscador, es relativa al tiempo que invertimos en ella. Algunas personas tienen discernimientos profundos en poco tiempo, otros tardan mucho más, y algunos nunca la tienen. Esta independencia del tiempo hace que la espiritualidad, así como puede estar a gran distancia puede también estar disponible en cada momento de nuestra vida. Lo mismo se aplica al conocimiento, no por leer muchos libros de budismo nos convertimos en un Buda. Hay grandes eruditos que no son compasivos y lo contrario también sucede, gente que no tuvo estudio formal y son grandes seres espirituales. De hecho, los grandes maestros espirituales nunca fueron académicos, intelectuales o tuvieron algún tipo de formación universitaria, trascendieron todo eso y conocieron directamente lo más importante: su propia naturaleza espiritual.
La espiritualidad es el último contexto de significa-do disponible siempre para regresar a él cuando tenemos dilemas graves en nuestra existencia. Es donde encontramos las respuestas fundamentales a nuestra existencia. El despliegue de la espiritualidad es el despliegue de la con-ciencia universal, por eso toda acción deberá partir de un orden interno porque si nuestra acción surge de un desorden en nuestra conciencia va a ser una acción desordenada. Esto significa actuar desde la inteligencia, y esta acción es universal.
La espiritualidad es inmanente y trascendente al mismo tiempo. Es la verdad aquí y allá. Es el nivel superior de la conciencia, el techo de toda evolución, lo que está mas allá de lo condicionado. Pero al mismo tiempo está en todo, disponible siempre, presente en todas las cosas. No puede ser de otra manera. La verdad última de la filosofía perenne es la no dualidad entre el absoluto y sus manifestaciones, entre el cielo y la tierra, entre el ser individual y el ser universal. Inmanencia y trascendencia, arriba y abajo, subir y bajar, son una solo unidad.
La espiritualidad es la percatación de nuestra unión fundamental con todos los seres. Darnos cuenta que no estamos separados de los demás, que lo que nos suceda a nosotros les sucede a los demás y que lo que les sucede a los demás nos sucede a nosotros mismos. Inteligencia y amor están totalmente ligados, no se pueden separar. Si no hay amor en nuestro corazón no tenemos nada, solo cenizas, nos vamos a destruir a nosotros mismos y vamos a destruir el planeta.
El amor es la experiencia de la totalidad, es una conciencia que experimenta un sentido de pertenencia y de conexión con el kosmos, es una experiencia donde la identidad se expande a lo universal. El amor, en su forma más pura, es compasión universal. Compasión significa un interés ilimitado e incondicional en el bienestar de todos los seres. La compasión se expresa en el ideal del bodhisatva que renuncia a entrar en el nirvana hasta que primero todos los seres se hayan iluminado. Decide regresar al mundo a ayudar a la evolución de toda la existencia. El bodhisatva dice: “Entren ustedes primero al nirvana, yo me espero al último”. La compasión es un deseo ilimitado por aliviar el sufrimiento de los demás.
Algunas personas me ha preguntado: “Bueno ¿la espiritualidad para qué sirve?” La espiritualidad sirve para todo. Sirve para vivir responsablemente, para estar de manera creativa y plena en la sociedad. La espiritualidad hace a los seres humanos pacientes, abiertos, accesibles, comprensivos, creativos. La presencia plena en la sociedad significa, más que una participación activa, una no complicidad. Sin negar la participación social, la visión holista va en un sentido más honesto e inteligente, existe la percatación de que muchos de los problemas fundamentales de la sociedad existen porque somos cómplices de ellos, se sostienen por nuestra complicidad. Una de las formas de acción más inteligentes es la no acción. El taoísmo es el arte de la no acción. La no acción, en muchos casos, es la mejor acción. Pongamos el siguiente ejemplo, supongamos que nadie asistiera ni fuera cómplice de las corridas de toros, qué pasaría con las corridas de toros, seguramente se acabarían inmediatamente. De esa misma manera podemos acabar con muchos problemas sociales.
Si nadie fuera cómplice de alimentos “chatarra” se acabarían porque nadie los consumiría. Entonces, muchos de los vicios, de los problemas de la sociedad, son sostenidos por el problema de la complicidad. La actitud de no complicidad ha estado presente en muchos maestros espirituales como una acción inteligente. No interpreten esto como pura pasividad porque la acción activa también forma parte de la vida y debemos buscar el equilibrio entre las dos, lo que sucede es que tenemos que usar la inteligencia espiritual para saber cuándo debemos actuar y cuándo la mejor acción es la no complicidad.
Recientemente el concepto de inteligencia espiritual ha venido a revolucionar el campo de estudio de las inteligencias. A principios del siglo XX el concepto de inteligencia intelectual fue la gran novedad. Binet impulsó este concepto desarrollando los test de coeficiente intelectual (C.I.) y la inteligencia se entendió básicamente como una habilidad intelectual lógico-matemática, una habilidad para el desempeño técnico eficiente. Más recientemente surgió el concepto de inteligencia emocional, Daniel Goleman fue el gran promotor argumentando que tenía una importancia igual que la inteligencia intelectual ya que las emociones equilibradas nos permiten pensar mejor. Ahora ha surgido una tercera inteligencia que engloba a las dos anteriores y las supera, convirtiéndose en el centro del desarrollo para todos los campos de la experiencia humana: la inteligencia espiritual.
La inteligencia espiritual es la más importante de las tres, además es exclusivamente humana. Mientras que animales y computadoras muestras evidencias de inteligencia emocional e intelectual, la inteligencia espiritual es de exclusividad humana. La inteligencia emocional está arraigada en nuestro cuerpo biofísico, depende de nuestros instintos, sentimientos, pulsiones, hormonas, etc., para dar una respuesta emocional aceptable a una situación particular. Los animales también muestran inteligencia emocional. Para lograr atrapar su presa, un tigre necesita ser silencioso, esperar la oportunidad, posponer la satisfacción, atacar en el momento indicado. Existen también situaciones humanas negativas que muestran una alta inteligencia emocional. Por ejemplo, los casos de asaltantes, en los cuales se requiere controlar las emociones para poder efectuar el asalto a un banco; o el caso de un defraudador que requiere estar tranquilo aun sabiendo su acto indebido. Esto significa que la inteligencia emocional no otorga dirección moral o ética a la conducta, solo capacita para el control emocional de la situación pero sin alcanzar a ver el sentido o significado global de la misma.
Por otra parte, la inteligencia intelectual está arraigada más a nivel del cerebro, depende de la racionalidad instrumental, procesos lógicos, memoria, cogniciones, etc., para dar una respuesta intelectual eficiente al control técnico del mundo. Especialmente las computadoras también muestran muchos de estos elementos, pues pueden efectuar gran cantidad de operaciones analíticas, incluso más rápido que el ser humano. Existen también situaciones humanas negativas que muestran una alta inteligencia intelectual; quizás los ejemplos más evidentes sean los que se dan en el uso de la ciencia para propósitos de guerra, la cantidad de inteligencia intelectual necesaria para dirigir un ataque militar contra Irak es igual o superior que el que se requiere en medicina para salvar una vida humana; invadir un país militarmente requiere un altísimo grado de inteligencia intelectual; los sofisticados aparatos, las computadoras, los cálculos matemáticos para dirigir los mísiles, etc., requieren altos niveles de C.I. Tampoco la inteligencia intelectual otorga dirección moral o ética a la conducta, no tiene sensibilidad humana, solo capacita para la eficiencia instrumental del desempeño, pero no tiene capacidad de comprensión global de la situación, no puede ver desde afuera y desde arriba el sentido moral de la circunstancia.
La inteligencia espiritual está arraigada en la totalidad de lo que somos, en nuestra esencia que es el Ser transpersonal. Danah Zohar señala que es la inteligencia con que afrontamos y resolvemos problemas de significa-dos y valores, la inteligencia con la cual ponemos nuestras vidas en un contexto más amplio y significativo, es la base necesaria para el eficaz funcionamiento de la inteligencia intelectual y de la inteligencia emocional.
La inteligencia espiritual es capacidad de trascendencia, capacidad de hacer las cosas cotidianas con un sentido de lo sagrado, usar recursos espirituales en problemas prácticos, capacidad de actuar con conducta virtuosa basada en la gratitud, paciencia, humildad, compasión, sabiduría y amor universal. La inteligencia espiritual es conciencia de lo universal, conciencia de la humanidad y fraternidad entre todos los seres, capacidad de maravillarse del kosmos, sentido de lo místico, sensibilidad hacia todo lo numinoso, disponibilidad para escuchar y comprender a los demás. La inteligencia espiritual es la última vía de conocimiento, es el conocimiento directo del ojo del espíritu conociendo los significados últimos, la usamos para clarificar posibilidades no realizadas, y para trascender el materialismo de la vida. La utilizamos para entender el sufrimiento humano y ponerle fin. La utilizamos para contestar a las preguntas filosóficas básicas y encontrar significado existencial y trascendental.
La inteligencia espiritual es el acceso y uso del sentido, visión y valores para pensar y tomar decisiones responsables. Es la inteligencia que nos lleva a la totalidad, y nos da nuestra integridad moral. Es el corazón de las inteligencias. La inteligencia del Ser profundo. La inteligencia transformadora que nos impulsa a la iluminación espiritual. Es la inteligencia que los budistas llaman “bodichita”, la inteligencia que nos permite intuir el camino espiritual y nos protege contra la degradación moral. Es la voluntad y la determinación interior para perseverar en el camino espiritual.
La inteligencia espiritual es la que nos permite ser felices. Es el poder para alcanzar y comprender la felicidad. Es la capacidad para conducir bien la propia vida, tomando el control y la responsabilidad de los pensamientos, sentimientos, acciones y valores, decidiendo la manera de responder a los eventos de la vida. La inteligencia espiritual es la capacidad de tener en balance los propósitos materia-les y el desarrollo emocional, intelectual y espiritual de tal manera que podamos ser felices a pesar de las circunstancias no a causa de ellas. Generalmente creemos que son las circunstancias externas a nuestra vida las que deben traer la felicidad, así esperamos tener más dinero, ser más famosos o tener un carro más grande para ser felices. Esto es una ilusión porque nunca conduce a la verdadera felicidad. La inteligencia espiritual es la capacidad de ser feliz independientemente de las circunstancias, de si estas son favorables o desfavorables. La fuente de la felicidad viene de adentro, brota desde nuestra verdadera naturaleza, no depende de circunstancias externas. La inteligencia espiritual es el poder para ser felices a pesar de circunstancias adversas, es el discernimiento de que no necesitamos ninguna circunstancia externa para ser felices.
La inteligencia espiritual no es necesariamente religiosa. No significa seguir necesariamente una tradición religiosa o afiliarse a una iglesia. Es independiente de cultos, rituales o tradiciones, un sacerdote o pastor con una alta posición en la iglesia puede que tenga una muy baja inteligencia espiritual, y un ser humano sin afiliación a ninguna religión o iglesia puede tener una altísima inteligencia espiritual. No existe necesariamente relación alguna entre organizaciones religiosas e inteligencia espiritual, aunque algunos religiosos creen que incluye la capacidad de tener fe y creer, pero eso en realidad es una desviación, porque tener fe y creer no es una virtud espiritual, no es algo espiritual, no es algo deseable, porque conduce a una conducta de subordinación a la voluntad de otros. La inteligencia espiritual es luz para uno mismo. Danah Zohar señala que estudios del psicólogo Gordon Allport demuestran que la gente tiene más experiencias espirituales fuera de las instituciones religiosas que dentro de ellas.
El concepto de inteligencia espiritual nos ha permitido también jerarquizar los niveles de la inteligencia, no solo señalar, como lo hizo Howard Gardner, que existen diferentes tipos de inteligencia, porque eso pone a todas las inteligencias en el mismo nivel. Si bien es muy importante reconocer la pluralidad de inteligencias no es suficiente, debemos también reconocer cuales son más incluyentes, cuales son superiores y cuales inferiores. La inteligencia espiritual nos permite, entonces, construir tres niveles básicos de inteligencia. La más básica es la inteligencia emocional, que está más relacionada con el cuerpo y es acerca de sentir. El segundo nivel lo ocupa la inteligencia intelectual que está más relacionada con el cerebro y es acerca de pensar. El tercer nivel lo ocupa la inteligencia espiritual y es acerca de ser. La inteligencia espiritual, como nivel superior, incluye a las inteligencias emocional e intelectual como partes constitutivas, pero ninguna de estas dos incluye a la inteligencia espiritual.
Howard Gardner ha pluralizado la inteligencia señalando que la inteligencia no solo es una habilidad lógico–matemática sino que hay otras siete formas de inteligencia como la corporal, verbal, espacial, musical, interpersonal, intrapersonal y naturalista. Sin embargo, con el concepto de inteligencia espiritual estamos yendo más allá de las inteligencias múltiples, no las rechaza, en realidad las incluye porque son sumamente importantes, pero necesitamos dar un paso más allá de ellas. Gardner define la inteligencia como la capacidad de solucionar problemas y crear productos que son valorados por una comunidad. Sin embargo, sigue fuera de un contexto espiritual esta definición. Un científico que trabaja para la guerra cumple con los criterios de Gardner. Un científico que trabaja para la guerra puede crear un producto como una bomba atómica y resolver el problema de matar en pocos minutos a un millón de seres humanos, y esto puede ser valorado por la comunidad de científicos de guerra.
Desde el concepto de inteligencia espiritual, la teoría de las inteligencias múltiples es muy interesante, pero en realidad todos los tipos de inteligencia de los que habla Gardner son combinaciones de la inteligencia emocional de primer nivel y la inteligencia intelectual de segundo nivel. En este sentido, la teoría de las inteligencias múltiples es muy buena pero incompleta, porque se queda en los dos primeros niveles sin reconocer ni trabajar el tercer nivel que es el nivel más importante e incluyente. Solo desde la inteligencia espiritual, por ser el nivel superior, se puede entender la holarquia de las inteligencias en los tres niveles y reconocer la naturaleza y los objetivos de cada nivel. Inteligencia espiritual es la capacidad de resolver los retos de la vida sin crear sufrimiento en los demás ni en uno mismo, es reconocer y valorar la vida misma. Desde esta visión, un científico con gran capacidad lógico-matemática que trabaja para la guerra, no está siendo espiritualmente inteligente, solo aquel que puede hacer esta distinción y puede orientar sus acciones en bien de toda la familia humana puede ser inteligente en un sentido espiritual. La inteligencia espiritual ve la compasión como el valor fundamental de la vida, compasión como el interés genuino y profundo en el bienestar de todos los seres. La inteligencia espiritual es respeto, amor incondicional y paz interior y exterior.
La inteligencia espiritual es curativa, sanadora, es la única que puede curarnos definitivamente, solo la inteligencia espiritual puede garantizar una vida feliz porque nos permite actuar con sabiduría y compasión, manteniendo la ecuanimidad en relación a las circunstancias. Aunque es innata puede ser desarrollada, podemos descubrir evaluarla cualitativamente. Es aquí donde entra la gran labor de la educación holista. A la luz de este nuevo concepto, el objetivo de la educación holista es desarrollar en los estudiantes la inteligencia espiritual, al hacerlo estaremos desarrollando todas las inteligencias de los niveles I y II.
La inteligencia espiritual también se caracteriza por la capacidad de ser flexible y adaptativo, nos permite insertarnos creativamente en diversas situaciones sin chocar con los demás. Implica una alta autoconciencia, la percatación de uno mismo, la experiencia de testigo transpersonal de observar con despego el propio mundo. La inteligencia espiritual celebra el valor de la paz, nos lleva a rechazar causar daño innecesario a cualquier ser sensible. Es una capacidad centrada en preguntar “¿Por qué?”, más que preguntar “¿Cómo?”, esta última pregunta es instrumental, aquella es esencial, va al fondo de las cosas, es capacidad indagadora de la verdad.
Características de la Inteligencia Espiritual
• Capacidad de ser feliz a pesar de las circunstancia
• Capacidad de paz interior y ecuanimidad
• Capacidad de amor universal
• Capacidad de vivir para servir
• Capacidad de enfrentar y superar el sufrimiento
• Capacidad de ser independiente y autónomo
• Capacidad de resolver problemas de significados y valores
• Capacidad de conducta ética
• Capacidad de centrarse en el “porque” de las cosas
• Capacidad de discernimiento
• Capacidad de vivir en un contexto más amplio de significados
• Capacidad de aprender a ser
• Capacidad de integración holista de la totalidad
Ramón Gallegos Nava
El concepto de inteligencia espiritual abre una nueva etapa en el desarrollo de la educación holista. Una gran cantidad de investigadores han empezado a desarrollar e investigar más sobre inteligencia espiritual, será un concepto clave en la educación del siglo XXI, porque ahora se trata de desarrollar todas las inteligencias en el contexto de la inteligencia espiritual. Este concepto no solo está revolucionando el campo de la investigación sobre inteligencias y el campo de la educación, si no que también está impactando todas las demás áreas de la actividad humana. Actualmente estamos empezando a escuchar como nunca antes de la espiritualidad en los negocios, la espiritualidad en el trabajo, la espiritualidad en la política, espiritualidad y ciencia, espiritualidad y creatividad, espiritualidad y sexualidad, etc. Me parece que esto sucede porque hemos alcanzado un nivel de desarrollo que para continuar adelante requiere entrar en el nivel más alto de la inteligencia humana, y este nivel es el espiritual, no existe nada más allá de lo espiritual, esta es la fuente genuina de toda inspiración por ello todos los que quieran trabajar en la frontera mas alta de su actividad deberán entrar al reino de la espiritualidad y desde allí alimentar su campo de trabajo.
La inteligencia espiritual se puede desarrollar, porque es tanto un nivel como una línea de desarrollo. Esta tarea está a cargo de la educación holista, no parece haber otra propuesta educativa que lo asuma tan explícitamente. El desarrollo de la inteligencia espiritual requiere una práctica integral, el corazón de esta práctica por siempre ha sido, es y será la práctica meditativa, entendiendo esta en sentido amplio como la práctica de la atención plena, práctica del discernimiento silencioso, de la percatación de lo que es. Esto lleva al desarrollo de habilidades interiores, a estar confortable con las paradojas del kosmos, a sentir seguridad y fortaleza en que lograremos cambiar las cosas que impiden la autorrealización, etc. En educación holista debemos, entonces, poner énfasis en el desarrollo de habilidades de la vida interior, que nos permitan descartar conceptos superficiales de felicidad, equilibrar todas las dimensiones humanas haciendo brillar el corazón espiritual de los estudiantes, para que puedan ser verdaderamente felices a pesar de las circunstancias no a causa de ellas. La inteligencia espiritual es pues, un proceso de discernimiento y experiencia individual a través del cual nos identificamos con los valores universales, y reconocemos que toda vida es sagrada, que todos los seres humanos son hermanos espirituales, que el amor es la naturaleza del kosmos, y que la verdad es finalmente una verdad espiritual.
La inteligencia espiritual es el nivel más alto de las inteligencias. Es lo que nos permite ser felices y superar el sufrimiento, revestir de sentido nuestra vida, salir fortalecido y con aprendizajes de las etapas dolorosas de la vida, curar y sanar nuestras heridas psicológicas, emociona-les y existenciales. Conectar con nuestro verdadero ser más allá del ego narcisista. Vivir la vida con un sentido de servicio desinteresado por lo demás. Vivir contentos con lo que tenemos. Ser humildes y reconocer en todos los seres futuros budas. Ser libres y gozar de ello. Actuar con responsabilidad universal. Ser honestos y éticos en nuestras relaciones. Vivir las actividades cotidianas con sacralidad. Ser compasivos con todos los seres. El gran maestro sufi Inayat Khan ejemplificó con sus 10 pensamientos la sabiduría de la inteligencia espiritual.
D.R. Dr. Ramón Gallegos Nava, 2005
DEUS E NEGOCIOS
projeto
textos
Deus e negócios
Artigo - Deus e negócios - 25/7/2001 Revista EXAME
Dá para misturar espiritualidade e riqueza? A consultora americana diz que sim. E que isso é bom e ajuda a melhorar a motivação e a produtividade nas empresas
Por Suzana Naiditch
No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".
Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 300 Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:
O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
Há quanto tempo a senhora trabalha com inteligência espiritual?
Toda a minha vida, praticamente, já que perdi a fé na religião (cristianismo) aos 11 anos de idade e sempre procurei um meio de encontrar realização espiritual fora dos domínios da religião. Meu trabalho mais recente sobre QS tem quatro anos e foi produzido ao mesmo tempo em que cientistas começaram a divulgar pesquisas que mostram uma base neurológica para as experiências espirituais e místicas.
De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?
Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?
É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
Por que somente agora o mundo corporativo se preocupa com isso?
O mundo dos negócios atravessa uma crise de sustentabilidade. Suas atitudes e práticas atuais, centradas apenas em dinheiro, estão devastando o meio ambiente, consumindo recursos finitos, criando desigualdade global, conduzindo a uma crise de liderança nas empresas e destruindo a saúde e o moral das pessoas que trabalham ou cujas vidas são afetadas por elas. Espiritualidade nos negócios significa simplesmente trabalhar com um sentido mais profundo de significado e propósito na comunidade e no mundo, tendo uma perspectiva mais ampla, inspirando seus funcionários. Nós não sabemos mais o que é realmente a vida. Não sabemos qual é o jogo que jogamos nem quais são as regras. Falta-nos um sentido profundo de objetivos e valores fundamentais. Essa crise de significado é a causa principal do estresse na vida moderna e também das doenças. A busca de sentido é a principal motivação do homem. Quando essa necessidade deixa de ser satisfeita, a vida nos parece vazia. No mundo moderno, a maioria das pessoas não está atendendo a essa necessidade.
Como se pode detectar os sintomas dessa crise na vida corporativa?
Desde o surgimento do capitalismo, há 200 anos, tudo que importa no mundo dos negócios é o lucro imediato. Isso criou uma cultura corporativa destituída de significado e de valores mais profundos. Nós apenas queremos mais dinheiro. Mas para quê? Para quem? Trabalhamos para consumir. É uma vida sem sentido. Isso afeta o moral, tanto dos dirigentes quanto dos empregados, sua produtividade e criatividade. E também afasta dos negócios preocupações mais amplas com o meio ambiente, a comunidade, o planeta e a sustentabilidade. O mundo corporativo é um monstro que se autodestrói porque lhe falta uma estrutura mais ampla de significado, valores e propósitos fundamentais. Há uma profunda relação entre a crise da sociedade moderna e o baixo desenvolvimento da nossa inteligência espiritual.
Quais companhias a têm chamado para desenvolver trabalhos que busquem elevar o quociente espiritual de dirigentes e empregados?
Não posso citar seus nomes, mas tenho atendido a bancos, financeiras, empresas de telecomunicações, de petróleo e montadoras de automóveis. Trabalhamos juntos para adquirir a compreensão de que as atitudes e práticas existentes são insustentáveis e como as empresas podem desenvolver tanto a sustentabilidade como os serviços cultivando as dez qualidades do quociente espiritual (veja quadro na pág. 79)
A senhora poderia citar exemplos de companhias ou empresários que estejam buscando mais sentido em seu trabalho?
Há muitos exemplos. Mats Lederhausen, o vice-presidente de estratégia global do McDonald's, é um deles. Sua função na empresa é ser a voz de protesto e consciência, sacudindo as pessoas, agitando o barco. Ele iniciou projetos como a distribuição gratuita de vacinas antipólio na África, a luta contra plantações geneticamente modificadas, o uso de gaiolas maiores para galinhas e um trabalho para restaurar ecossistemas danificados.
Outro exemplo é a Amul, empresa da Índia que distribui para o Estado de Gujarat o leite de 10 000 cooperativas. A Amul compra todos os dias o leite de camponeses que possuem apenas uma vaca, permitindo que indivíduos pobres possam competir com grandes fazendeiros. O Banco de Desenvolvimento da Ásia se dedica à erradicação da pobreza com programas de micro-crédito para pessoas muito pobres.
A British Petroleum adotou um novo slogan, "Além do Petróleo", e está colocando o grosso de seus fundos de pesquisa no desenvolvimento de tecnologias energéticas alternativas, menos agressivas ao meio ambiente. John Browne, o CEO da companhia, conseguiu aumentar o valor das ações enfatizando relações de longo prazo entre sua empresa e a sociedade.
Como é o líder espiritualmente inteligente?
É um líder inspirado pelo desejo de servir, uma pessoa responsável por trazer visão e valores mais altos aos demais e por lhes mostrar como usá-los. É uma pessoa que inspira as outras. Gente como o Dalai Lama, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi. No mundo dos negócios, Richard Branson, da Virgin, é um líder espiritualmente inteligente. Ele está muito preocupado com o meio ambiente e a comunidade. É muito espontâneo, tem visão e valores, tem perspectivas amplas.
Como se pode desenvolver a inteligência espiritual?
Tomando consciência das dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes e trabalhando para desenvolvê-las. Procurando mais o porquê e as conexões entre as coisas, trazendo para a superfície as suposições que fazemos sobre o sentido delas, tornando-nos mais reflexivos, assumindo responsabilidades, sendo honestos conosco mesmos e mais corajosos. Tornado-nos conscientes de onde estamos, quais são nossas motivações mais profundas. Identificando e eliminando obstáculos. Examinando as numerosas possibilidades, comprometendo-nos com um caminho e permanecendo conscientes de que são muitos os caminhos.
De que forma as pessoas espiritualmente inteligentes podem beneficiar as corporações?
As pessoas com QS elevado querem sempre fazer mais do que se espera delas. Algo para além da empresa. Quem trabalha unicamente por dinheiro não faz o melhor que pode. Nas empresas em que se busca desenvolver espiritualmente os funcionários, a produtividade aumenta porque eles ficam mais motivados, mais criativos e menos estressados. As pessoas dão tudo de si quando se procura um objetivo mais elevado. Se as organizações derem espaço para as pessoas fazerem algo mais, se souberem desenvolver em cada indivíduo sua inteligência espiritual, terão mais resultados e mais rapidamente.
A senhora diz que o capitalismo como se conhece hoje está com os dias contados, mas que um novo capitalismo está nascendo. Como ficam as empresas com
essa nova perspectiva?
Está surgindo um novo tipo de empresa. É uma empresa responsável. No novo capitalismo sobreviverão as companhias que têm visão de longo prazo, que se preocupam com o planeta, em desenvolver as pessoas que nelas trabalham. Que se preocupam, sim, com o lucro, mas que querem ganhar dinheiro para desenvolver as comunidades em que atuam, proteger o meio ambiente, propagar educação e saúde.
Você é espiritualmente Inteligente?
Conheça as dez qualidades essenciais de quem chegou lá
No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios. Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
2. São levadas por valores. São idealistas
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
4. São holísticas
5. Celebram a diversidade
6. Têm independência
7. Perguntam sempre "por quê?"
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
9. Têm espontaneidade
10. Têm compaixão
textos
Deus e negócios
Artigo - Deus e negócios - 25/7/2001 Revista EXAME
Dá para misturar espiritualidade e riqueza? A consultora americana diz que sim. E que isso é bom e ajuda a melhorar a motivação e a produtividade nas empresas
Por Suzana Naiditch
No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".
Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 300 Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista:
O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
Há quanto tempo a senhora trabalha com inteligência espiritual?
Toda a minha vida, praticamente, já que perdi a fé na religião (cristianismo) aos 11 anos de idade e sempre procurei um meio de encontrar realização espiritual fora dos domínios da religião. Meu trabalho mais recente sobre QS tem quatro anos e foi produzido ao mesmo tempo em que cientistas começaram a divulgar pesquisas que mostram uma base neurológica para as experiências espirituais e místicas.
De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?
Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?
É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
Por que somente agora o mundo corporativo se preocupa com isso?
O mundo dos negócios atravessa uma crise de sustentabilidade. Suas atitudes e práticas atuais, centradas apenas em dinheiro, estão devastando o meio ambiente, consumindo recursos finitos, criando desigualdade global, conduzindo a uma crise de liderança nas empresas e destruindo a saúde e o moral das pessoas que trabalham ou cujas vidas são afetadas por elas. Espiritualidade nos negócios significa simplesmente trabalhar com um sentido mais profundo de significado e propósito na comunidade e no mundo, tendo uma perspectiva mais ampla, inspirando seus funcionários. Nós não sabemos mais o que é realmente a vida. Não sabemos qual é o jogo que jogamos nem quais são as regras. Falta-nos um sentido profundo de objetivos e valores fundamentais. Essa crise de significado é a causa principal do estresse na vida moderna e também das doenças. A busca de sentido é a principal motivação do homem. Quando essa necessidade deixa de ser satisfeita, a vida nos parece vazia. No mundo moderno, a maioria das pessoas não está atendendo a essa necessidade.
Como se pode detectar os sintomas dessa crise na vida corporativa?
Desde o surgimento do capitalismo, há 200 anos, tudo que importa no mundo dos negócios é o lucro imediato. Isso criou uma cultura corporativa destituída de significado e de valores mais profundos. Nós apenas queremos mais dinheiro. Mas para quê? Para quem? Trabalhamos para consumir. É uma vida sem sentido. Isso afeta o moral, tanto dos dirigentes quanto dos empregados, sua produtividade e criatividade. E também afasta dos negócios preocupações mais amplas com o meio ambiente, a comunidade, o planeta e a sustentabilidade. O mundo corporativo é um monstro que se autodestrói porque lhe falta uma estrutura mais ampla de significado, valores e propósitos fundamentais. Há uma profunda relação entre a crise da sociedade moderna e o baixo desenvolvimento da nossa inteligência espiritual.
Quais companhias a têm chamado para desenvolver trabalhos que busquem elevar o quociente espiritual de dirigentes e empregados?
Não posso citar seus nomes, mas tenho atendido a bancos, financeiras, empresas de telecomunicações, de petróleo e montadoras de automóveis. Trabalhamos juntos para adquirir a compreensão de que as atitudes e práticas existentes são insustentáveis e como as empresas podem desenvolver tanto a sustentabilidade como os serviços cultivando as dez qualidades do quociente espiritual (veja quadro na pág. 79)
A senhora poderia citar exemplos de companhias ou empresários que estejam buscando mais sentido em seu trabalho?
Há muitos exemplos. Mats Lederhausen, o vice-presidente de estratégia global do McDonald's, é um deles. Sua função na empresa é ser a voz de protesto e consciência, sacudindo as pessoas, agitando o barco. Ele iniciou projetos como a distribuição gratuita de vacinas antipólio na África, a luta contra plantações geneticamente modificadas, o uso de gaiolas maiores para galinhas e um trabalho para restaurar ecossistemas danificados.
Outro exemplo é a Amul, empresa da Índia que distribui para o Estado de Gujarat o leite de 10 000 cooperativas. A Amul compra todos os dias o leite de camponeses que possuem apenas uma vaca, permitindo que indivíduos pobres possam competir com grandes fazendeiros. O Banco de Desenvolvimento da Ásia se dedica à erradicação da pobreza com programas de micro-crédito para pessoas muito pobres.
A British Petroleum adotou um novo slogan, "Além do Petróleo", e está colocando o grosso de seus fundos de pesquisa no desenvolvimento de tecnologias energéticas alternativas, menos agressivas ao meio ambiente. John Browne, o CEO da companhia, conseguiu aumentar o valor das ações enfatizando relações de longo prazo entre sua empresa e a sociedade.
Como é o líder espiritualmente inteligente?
É um líder inspirado pelo desejo de servir, uma pessoa responsável por trazer visão e valores mais altos aos demais e por lhes mostrar como usá-los. É uma pessoa que inspira as outras. Gente como o Dalai Lama, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi. No mundo dos negócios, Richard Branson, da Virgin, é um líder espiritualmente inteligente. Ele está muito preocupado com o meio ambiente e a comunidade. É muito espontâneo, tem visão e valores, tem perspectivas amplas.
Como se pode desenvolver a inteligência espiritual?
Tomando consciência das dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes e trabalhando para desenvolvê-las. Procurando mais o porquê e as conexões entre as coisas, trazendo para a superfície as suposições que fazemos sobre o sentido delas, tornando-nos mais reflexivos, assumindo responsabilidades, sendo honestos conosco mesmos e mais corajosos. Tornado-nos conscientes de onde estamos, quais são nossas motivações mais profundas. Identificando e eliminando obstáculos. Examinando as numerosas possibilidades, comprometendo-nos com um caminho e permanecendo conscientes de que são muitos os caminhos.
De que forma as pessoas espiritualmente inteligentes podem beneficiar as corporações?
As pessoas com QS elevado querem sempre fazer mais do que se espera delas. Algo para além da empresa. Quem trabalha unicamente por dinheiro não faz o melhor que pode. Nas empresas em que se busca desenvolver espiritualmente os funcionários, a produtividade aumenta porque eles ficam mais motivados, mais criativos e menos estressados. As pessoas dão tudo de si quando se procura um objetivo mais elevado. Se as organizações derem espaço para as pessoas fazerem algo mais, se souberem desenvolver em cada indivíduo sua inteligência espiritual, terão mais resultados e mais rapidamente.
A senhora diz que o capitalismo como se conhece hoje está com os dias contados, mas que um novo capitalismo está nascendo. Como ficam as empresas com
essa nova perspectiva?
Está surgindo um novo tipo de empresa. É uma empresa responsável. No novo capitalismo sobreviverão as companhias que têm visão de longo prazo, que se preocupam com o planeta, em desenvolver as pessoas que nelas trabalham. Que se preocupam, sim, com o lucro, mas que querem ganhar dinheiro para desenvolver as comunidades em que atuam, proteger o meio ambiente, propagar educação e saúde.
Você é espiritualmente Inteligente?
Conheça as dez qualidades essenciais de quem chegou lá
No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios. Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
2. São levadas por valores. São idealistas
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
4. São holísticas
5. Celebram a diversidade
6. Têm independência
7. Perguntam sempre "por quê?"
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
9. Têm espontaneidade
10. Têm compaixão
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
PARADIGMAS DA COMUNICAÇÃO
PARADIGMAS DA COMUNICAÇÃO – Autor: Jaime Maristany – (Consultor de Comportamiento Humano.- Buenos Aires – Argentina.)-
Neste paper vamos revisar alguns aspectos da comunicação, sem ir mais longe disso, recordando alguns aspectos que são importantes para nossa relação com os demais.
Comunicar significa transmitir algo que conhecemos.
Os três níveis de uma comunicação, são: dados, informação e conhecimentos:
Dado é um elemento solitário: o sol.
Informação é a reunião de dois os mais dados: o sol produz luz.
Conhecimento é a elaboração de uma informação. A luz que produz o sol permite que existam os dias e a noite.
Através deste exemplo elementar podemos discernir os três níveis do conhecer.
Agora bem, algumas pessoas tendem a querer transmitir o que sabem, outras tendem a não querer transmitir o que sabem. Existem uma quantidade de pessoas e de instituições que se negam a transmitir seus conhecimentos. Sem embargo até os que não querem transmitir seus conhecimentos, que são muitos, é muito provável que através de atitudes ou manifestações de outros conhecimentos, transmitam isto que sabem. Porque o conhecimento não é um anexo do ser humano senão que é algo próprio e interno de cada um. O conhecimento que um tem o transmite não só com palavras senão com gestos, com reações mínimas, através das quais demonstra que sabe algo, que tem uma experiência, e que de acordo com ela, reage.
A comunicação é essa transmissão a um terceiro e essa comunicação se converte em conhecimento para o outro. Porém ao mesmo tempo comunicar se converte em uma nova experiência para quem comunica. E sabido que ensinar é uma das melhores maneiras de aprender. Com o qual a intenção de transmitir conhecimento se reverte em um novo conhecimento para quem comunica.
Por outra parte o conhecimento que temos se produz somente através de nossos sentidos. Não temos outra forma de conhecer que não seja por nossos sentidos. O chamado conhecimento extra- sensorial é uma forma de percepção que acontece através de nossos sentidos e sim se chama extra-sensorial é porque se supõe que nos vem ao espírito diretamente, que é un êxtases, sem advertir que também isto ocorre através de nossos sentidos.
E falar que o que conhecemos nos ocorre porque:
Ouvimos
Gostamos
Olhamos
Tocamos
Cheiramos.
Estes são os caminhos para nosso conhecimento de todo tipo. E para que isto ocorra temos una estrutura que se dirige basicamente a dois setores ou funções:
Contamos com cem milhões de neurônios que nos informam o que passa ao nosso lado.
Contamos com dez bilhões de relações para nosso interior.
Isto é surpreendente. Um tende a pensar que se necessitam mais relações para detectar o exterior que as que são necessárias para manejar o interior e sem embargo a complexidade das funções internas requer muitas mais relações internas que as que dispomos para relacionarmos com nosso entorno (recordemos que cada neurônio tem vários tentáculos chamados dendrites que estabelecem contactos com outras células em pontos chamados sinapses e que numa cabeça de alfinete cabem 20.000 neurônios).
Os processos do conhecimento
Os processos do conhecimento não são simples. Assim por exemplo quando olhamos algo, este sinal vai ao tálamo, daí passa à cortiça visual de onde passa à cortiça pré-frontal e à amídala e daí ao hipotálamo e ao tronco que dão instruções de acordo ao caso. Isto se faz por impulsos elétricos. Nesse momento nosso cérebro poderia acender uma lâmpada de 25 w.
Ou seja que existem uma série de impulsos elétricos que conectam os neurônios com as células. Como se chega a que um impulso elétrico seja a visão duma árvore ou de um rosto? As sucessivas transformações dos impulsos elétricos em códigos e estruturas fazem que o que terminemos enxergando seja uma árvore ou um rosto. Mas não sabemos ainda com claridade como acontece isto. A questão é que desta maneira e passo a passo desde antes de nosso nascimento vamos acumulando dados e informações que se vão convertendo em conhecimento e que não é que vemos rápida e diretamente do olho ao cérebro ou no olho mesmo. Cada vez que nossos sensos atuam o fazem pondo em marcha processos complexos que envolvem muitos neurônios em diferentes partes do cérebro.
Isto significa que em nosso cérebro existem ondas. Estas ondas não são estáticas, não são idênticas e em troca transcorrem de diferentes maneiras de acordo com o estado em que estejamos. As ondas cerebrais são as seguintes:
1. delta: são as mais suaves e acontecem quando dormimos,
2. alfa: são entre estas e as seguintes e acontecem nos
estados de relaxamento,
3. beta: são as mais dinâmicas, são as habituais que
acontecem quando estamos despertos,
4. theta: são quatro vezes mais lentas que a beta e
acontecem em estado de meditação.
Nosso entorno
Cada neurônio e cada sistema de neurônios ao comunicar-se entre si produzem efeitos particulares na informação que se recebe e na informação que se dá. Cada vez que nossos neurônios se conectam com algo, se produz um impulso e cada vez que se produz um impulso estamos percebendo algo diferente, apesar de que na maioria das ocasiões não nos demos conta do fato de que se tem produzido uma percepção (em realidade a maior parte de nossas ações são automáticas, não podemos tomar consciência de todo o que fazemos).
O que é notável nesta situação é que quando cheiramos, tocamos, ou vemos algo temos essa percepção de nosso entorno, estamos recebendo informação de algo que não sabemos que é. Após de muito discutir sobre este tema, a filosofia primeiro e a ciência após chegaram à conclusão de que não podemos conhecer os objetos e o que percebemos, o que acreditamos conhecer são os fenômenos que nos aparecem. A realidade nos é desconhecida e chegamos a ela somente porque experimentamos através destes fenômenos que percebemos, que acontecem certas coisas. Deixam-se uma maçã no ar, cai, se jogamos uma bola com certo impulso e direção passará pelo aro, etc.
Ou seja que temos uma estrutura para perceber e o que percebemos são fenômenos, aparências de algo que não podemos saber de que se trata. Poderíamos simplesmente ficar satisfeito com isto. Mas o problema se complica pela mesma complexidade da estrutura de percepção. Fizemos uma breve descrição do que acontece quando vemos algo. Não é, como parece que há uma imagem que vai do olho ao cérebro e isso é tudo. O olho percebe, toma esse impulso elétrico, o vai transmitindo a distintos corpos que o vão modificando até chegar à imagem. Isto significa que o menor diferença que exista nessa estrutura entre cada pessoa terá como efeito que cada pessoa tenha uma visão diferente da mesma imagem. De fato todos podemos presenciar ou ser partes na discussão sobre se uma cor é azul ou na realidade é verde. Os tons se aproximam, as diferenças se fazem mais sutis e cada um as enxerga duma maneira diferente. Se lhe damos mais ou menos luz, se a superfície é mais ou menos lisa, tudo ajuda a que possamos confundir num senso ou em outro.
Da mesma maneira acontece em todas as demais percepções que temos. E quando chegamos a ponto do abstrato a complexidade é maior, porque não temos uma referência específica sobre a qual discutir.
Em definitivo e apesar disso pareça uma exageração, a realidade é que todos os dados nos levam a falar que a realidade é “inventada” por cada um de nós, porque cada um de nós “enxerga” de uma maneira diferente, as percepções de cada um são ligeiramente distintas e a soma destas percepções fazem que terminemos chegando a conclusões diferentes.
Além disso no passado tudo parecia mais claro: pensávamos com o cérebro e sentíamos com a coração. Dois órgãos para duas funções. Mas isto é falso. O coração não nos faz sentir senão a dor que nos possa produzir quando não funciona bem. Quando funciona bem não nos informamos que está mantendo-nos vivos com esse ritmo permanente e quase milagroso de um músculo extraordinário. A emoção está no cérebro, não no coração. Com o qual se nos complica a situação.
Eliot foi um paciente de Antonio Damaso que havia sofrido danos em una pequenos zona da cortiça pré-frontal. Viveu uma vida neutra, não sentia tristeza ou impaciência e tinha dificuldades para levar a cabo decisões relacionadas com a ética.
O dano cerebral produz insuficiência nos movimentos ou no pensamento, mas também na emoção. Algo tão claro como era que a tomada de decisões era uma área da razão, troca com a experiência que demonstra que o dano cerebral produza dificuldade emocional e impossibilita uma tomada de decisões clara.
Aqui se faz mais intenso o problema das diferenças entre pessoas, porque enquanto a cor da tela tem ante si um elemento físico que porém duvidoso permanece frente a nós, uma emoção, uma idéia, é abstrato que não podemos tirar, colocar sobre a mesa e olharmos entre todos para chegar a alguma conclusão. E quando além disso sabemos agora que quando falamos de idéias e de emoções nos misturam ambos em um só órgão onde as idéias saem entintadas por emoções e as emoções guiadas por idéias, a questão nos volta mais complicada.
A seleção e a eleição para nossas condutas
Vamos deixar por um momento a questão anterior nesse estado para voltar logo a revisar.
Olhemos agora como chegamos à seleção e eleição de nossas condutas.
Como resultado das percepções que fazemos, nos acontecem coisas, porque reagimos ou porque estas percepções por si mesmas não são neutras. Tem coisas que nos resultam molestas sem que nós façamos nada por ela: um vizinho pondo a música a 120 decibéis nos resulta desagradável, estar num ônibus apertado contra outros passageiros, nos resulta molesto. Outras vezes o problema nos aparece frente a coisas que fazemos: queremos correr para alcançar algo e nos doi às costas, quer saltar uma fila e reagem os demais contra nós.
Por um ou outro caminho desenvolvemos experiências que nos resultam desagradáveis. Insistiremos em que a música esteja baixa, evitaremos ônibus lotados, não correremos tanto ou tão rápido, faremos a fila em forma civilizada. Porque o ser humano tende a rejeitar aqueles fenômenos que nos resultam em experiências desagradáveis e em troca tendemos a repetir aqueles que foram experiências agradáveis. Com o tempo aprendemos a rejeitar também aquelas coisas agradáveis que resultam ou podem resultar seguramente em um dano maior, umas enfermidades, um castigo ou outro dano. Com o tempo apreendemos que é preferível abstermos disso que nos gosta porque depois nos produz outra coisa que nos desgosta.
Ao repetir as abstenções e as reiterações vamos conformando paradigmas sobre o que criamos nossas condutas.
O cérebro é em última instância um detector de modelos, o qual o confirmam os estudos acerca da linguagem. Ou seja que, por ação ou abstenção, o cérebro vai elegendo os modelos com os que se manejará e esta reiteração faz que se sinta cômodo em aqueles assuntos em que reitere o modelo. A questão é que uma vez que temos um modelo de conduta, não vamos deixá-lo, porque este é nosso paradigma e a única maneira em que poderemos deixá-lo e trocá-lo por outro.
A negociação de nossas necessidades
Voltando ao parágrafo prévio, recordemos a diferença com que cada um de nós vai estruturando a realidade. Ao longo da nossa vida, desde antes de nascer, vamos acumulando estas experiências diferentes a partir dos genes e os seres humanos crescem no meio e as circunstâncias que nos ao tocado em sorte. A questão é que, ainda pudéssemos duplicar duas realidades idênticas, ambas pessoas teriam uma visão diferente da realidade, porém além disso, a realidade concreta de cada pessoa é diferente dependendo destas duas questões básicas, genes e entorno. Com isto as diferenças entre as pessoas se fazem abismais.
Porém todos nós a partir destas diferenças de percepção, a partir destes genes e entorno distinto, buscamos satisfazer nossas necessidades. Porque os seres humanos têm algumas necessidades que são básicas e que tratamos de satisfazer ante tudo e partindo de nossa realidade pessoal. As necessidades básicas a que nos referimos são as seguintes:
Viver
Fazer
Crescer
Ter
Ser Reconhecido
Pertencer
Ter segurança
Transcender.
Brevemente observaremos que a primeira é a necessidade obvia de estar vivo; a segunda é que o ser humano tem que fazer, não pode estar totalmente quieto; a terceira com o fato de que desde o momento em que somos concebidos crescemos e o fazemos em mais de uma área, em mais de um sentido; a quarta com que queremos, amamos e isto se nos faz querer ter, possuir; a quinta é a necessidade de ser reconhecido pelos demais; a sexta é a necessidade de pertencer a um grupo; a sétima a de ter segurança em nossas vidas e a última é a de não morrer, a de ficar após
nossa morte.
Cada um de nós ordena estas necessidades de maneira diferente, porém não parece possível abandonar nenhuma. Tratamos de ser reconhecidos pela sociedade na que estamos para a partir daí fazermos pessoas, não cair no abandono que nos leva à loucura. Isto o faz negociando nossa realidade da melhor maneira possível.
Cada um de nós desenvolve uma pirâmide de crenças e de princípios que tem três níveis. Num primeiro nível estão os
atos que realizamos, os quais estão baseados em atitudes que respondem a crenças e princípios que podemos trocar. Por baixo destes estão o que chamamos a Rocha, que são aqueles princípios e crenças que estão tão firmemente enraizados em nós e que são imodificáveis e a única maneira de que sejam trocados com uma lavagem cerebral.
Esta graficação primária é um esboço do que nos passa aos seres humanos com o desenvolvimento que fazemos da negociação que levamos a cabo a partir de nossos genes e da nossa formação, para poder satisfazer nossas necessidades. As crenças e os princípios que temos não são casuais e tem mais ou menos força em cada um de nós segundo estas bases primeiras e segundo o que tenhamos que fazer para lograr satisfazer nossas necessidades básicas na medida em que consideremos suficientes.
Apreendemos a adotar certos mecanismos e condutas e não outros para atingir estes resultados e damos prioridade a algumas necessidades sobre outras. Adotamos certas maneiras de associar e de relacionar estas maneiras. Com estas maneiras e com a quantidade de informação que possuímos poderemos desenvolver nossa criatividade.
Ou seja que na pirâmide de nossos atos e atitudes nos haveremos constituído mais rígidos ou mais flexíveis, mais favorável a crescer ou a ter, a transcender ou a procurar segurança. A isto somaremos dados, informação e conhecimentos. A maior quantidade de elementos nestas três formas de conhecer, somada a uma estrutura pessoal mais favorável a crescer, nossa criatividade será maior. Uma estrutura de personalidade mais rígida com menor quantidade de conhecimentos terá uma possibilidade de criatividade menor. Quanto mais rígida seja nossa personalidade mais difícil se nos fará negociar nossa situação na sociedade, quanto mais flexível nos fará mais fácil. Sem embargo e a partir de certo ponto, o excesso de flexibilidade nos converte em seres não confiáveis ou ainda puníveis e pelo outro extremo, nossa situação na sociedade se nos fará mais difícil.
No mundo atual se tem uma maior compreensão do que lhe passa as pessoas porque existe um conhecimento de psicologia que não existia faz duzentos anos. Infortunadamente às vezes acontece que nos esquecemos de que a compreensão não significa a aceitação da violação das normas e confundimos psicologia com direito, com o qual aceitamos fatos que em realidade são inadmissíveis. Se não mantiver clara a diferença entre psicologia e direito perdemos a claridade nos princípios que queremos para nossa sociedade, que poderão ser mais ou menos psicologistas, porém em definitivo se concretizam em regras legais sem as quais uma sociedade cai no caos.
Entre estes parâmetros , cada um negocia sua realidade e trata de satisfazer suas necessidades na sociedade. Estas negociações se fazem através da comunicação. E como podemos ver o processo de comunicação sensorial não é tão simples como podíamos pensar, senão que os processos são complexos.
Mas além disso uma vez que ultrapassamos esta etapa da utilização dos sentidos, nos encontramos frente a nós com outras pessoas e a comunicação toma uma nova complexidade.
Aspectos da comunicação
Vamos recorrer alguns aspetos da comunicação:
O primeiro aspeto da comunicação é que estamos em comunicação permanente. Através de nossos silêncios, de nossos gestos, da forma em que vestimos, de onde vivemos, estamos dando permanentes emissões a nosso entorno: não podemos deixar de comunicarmos.
Outra questão é que cada vez que nos comunicamos estamos dando uma mensagem. Esta mensagem tem um senso que é recebido pelo outro e é interpretado pelo outro.
Outro elemento que a interpretação do outro não é o que nós emitimos. O outro pode interpretar o que queremos comunicar ou pode interpretar outra coisa.Isto se deve a que não escutamos. O ser humano tem uma tendência a dar coisas por supostas e a escutar através de nossos próprios filtros, que são os prejuízos que colocamos entre nós e nosso entorno.
Um aspecto que é interessante fazer notar é que toda comunicação é simétrica ou assimétrica. Quando a comunicação é entre pares é simétrica, quando existe alguma hierarquia entre ambos é assimétrica. Porém isto resulta em uma questão sutil quando a relação aparentemente simétrica é realmente assimétrica porque una das partes tem um ascendente sobre a outra, que não está baseada em una hierarquia formal, senão simplesmente em um reconhecimento de uma das partes pela outra.
Nossa forma de ser faz que demos mensagens de maneiras muito diferentes. Por exemplo, se pode falar:
“é importante soltar a embreagem de forma suave” ou se pode falar
“solta a embreagem e estragarás a transmissão”.
Nos dois casos estamos falando o mesmo, mais numa a aproximação é instrutiva e amável, na outra é áspera e agressiva.
Podemos comunicar de maneira clara ou podemos fazê-lo de tal maneira que resulte difícil saber que pretendemos falar. Um exemplo seria o seguinte:
“Os fregueses que pensem que nossos garçons são grosseiros deveriam ver ao gerente”
Isto quer significar que os fregueses poderiam optar por apresentar queixa ante o gerente ou quer dar a entender em troca que o gerente é pior que os garçons.
É mais habitual do que acreditamos que nossas comunicações não sejam claras e este é um fato reconhecido desde muito tempo. Nos exércitos se faz repetir a ordem ao outro para que fique claro para ambos do que se trata. Isto pode parecer ridículo sobre tudo em alguns casos muito óbvios, porém deixa clara a comunicação e evita erros que no caso especifico das guerras podem ser fatais. Este costume não se desenvolveu pela iniciativa de algum general iluminado, senão que foi adotada porque se podia advertir que se cometiam erros por dificuldades produzidas na comunicação.
A comunicação tem dois institutos que são muito interessantes: a profecia auto cumprida e o paradigma.
A profecia auto cumprida é uma conduta pela qual comunicamos algumas coisas que terminam por realizar-se, quando em realidade não se houvéssemos realizado necessariamente se não houvéssemos insistido em nossa comunicação.
Um processo típico de profecia auto cumprida é o que começa pela sensação de que não requerem. A partir disto desconfio dos demais, minhas comunicações se fazem insinuantes, suspeitando dos afazeres dos outros. O resultado disto é que os demais começam a reagir contra do que estou falando e fazendo, e acontece o que eu predisse: não me querem.
Na realidade minha conduta, expressada através de comunicações de distinta ordem é a que provocou algo que seguramente não se houvesse produzido.
No outro extremo está quem acredita que é simpático. A partir disso atua de maneira afável e suas comunicações são simples e agradáveis. O resultado é que as pessoas o consideram uma pessoa simpática.
Estas são condutas que pode dever-se a estratégias da pessoa, mais em geral nos referimos a atuações que tem a ver mais com reações não definidas que com estratégias. A pessoa crê que não a quer ou crê que é simpática. Não se deteu a pensá-lo, mas seguramente se lhe perguntamos nos dirá que sim, o há feito. Porém aqui é onde voltamos com o problema de nossas emoções e nosso pensamento saindo dum mesmo órgão. A influencia das distintas partes de nossos mecanismos não é de graça e estes são casos onde habitualmente se misturam ambos e terminamos comunicando expressões que são emocionais e não racionais como cremos (o uso da palavra crer aqui não é casual, porém se trata de casos nos quais não fizemos uma análise racional suficiente e estamos crendo apesar de que digamos que estamos pensando).
Os paradigmas são muito interessantes. Um paradigma é uma afirmação sem saída. Não é como às vezes se usa, uma afirmação complexa. Em um paradoxo não tem solução. Veremos alguns casos:
O paradoxo clássico e “seja espontâneo”. Se for espontâneo não obedeço e se obedeço à ordem não sou espontâneo.
Outra clássica também é similar à anterior é “sé livre”. Ou obedeço e não sou livre ou sou livre e não obedeço.
Está a do gay que quer fazê-lo com um “verdadeiro” homem. Se o faze com um “verdadeiro” homem nesse mesmo ato o outro ha deixado de ser “verdadeiro”.
Ou o caso do barbeiro que “barbeia a todos os que não se barbeiam por si mesmos”. Ou não se barbeia a si mesmo ou não barbeia a todos os que não se barbeiam por si mesmos.
Uma muito comum é a da ilusão de alternativas nas que se planteiam alternativas pro ao mesmo tempo se planteia o “dever ser” com o qual as alternativas ão ficado eliminadas.
Provavelmente a mais bonita de todas é a de Freud, que quando quis sair de Viena foi exigido pela Gestapo de que falasse a favor do nazismo, de maneira que não pudesse fazê-lo uma vez afora. Após pensar,no dia seguinte deu ao oficial da Gestapo a seguinte mensagem: “recomendo fervorosamente à Gestapo”. O oficial não podia deixar de aceitar semelhante elogio, porém ao mesmo tempo era evidente que de nenhuma maneira Freud poderia recomendar à Gestapo e ainda menos fervorosamente. O oficial teve que aceitá-lo.
A comunicação é muito mais sutil e complexa do que habitualmente aceitamos.
Alguns elementos a ter em conta
Apesar da brevidade deste escrito, está claro que a comunicação é um fenômeno complexo ao que não damos a importância que tem. Para fechar este escrito vamos sinalizar alguns elementos que consideramos importantes para ter em conta em nossas comunicações e daremos um quadro das possibilidades das comunicações segundo as situações e seu resultado.
Alguns elementos que consideramos importantes para ter em conta são os seguintes:
O mais importante na comunicação é escutar. Não só com o ouvido, senão com a vista e com todos os sentidos que nos permitam observar o que está falando o outro e que nos permitam compreender que está falando o outro.
Tanto o que emite quanto o que recebe devem traduzir constantemente de um ao outro. Não se pode pedir uma repetição ao estilo militar do que se tem falado, porém se podem buscar formas de recavar o que o outro entendeu.
O que importa é o que o outro entende, não o que nós queríamos falar. É habitual escutar que alguém diga: ”lhe diz tal coisa”, expressado em geral em tom de queixa. O que essa pessoa não tomou em conta é que o importante não era o que ela dizia, senão que era o que o outro entendeu.
O que importa é qual é a resposta que queremos obter, não a pergunta. Habitualmente perguntamos algo que nos interessa. Não pensamos em que é o que queremos que nos digam. A pergunta pode interpretar-se de distintas maneiras, a resposta que buscamos para saber algo, pode escaparse-nos pela estrutura ou a maneira em que fazemos a pergunta.
Sim se produz algum distúrbio na comunicação, dos que sinalizamos ou outro, isto ocorre pela confiança que depositamos no outro. Não pode haver dificuldades na comunicação se não estamos confiando no outro e não analisamos ou não lhe questionamos a comunicação.
Tem uma tendência (e não somente em grupos religiosos extremos) a identificar a bondade com a liberdade. “Isto que digo é bom”. Toda vez que se identifica à bondade com a liberdade significa negar a liberdade e fortificar a compulsão: faço porque é bom, não porque escolha considerá-lo boa.
Outra tendência é a que toda pessoa que diga coisas que nos desgostam se a trate de louca ou de má. A comunicação diferente a que cremos ou pensamos pode estar errada, pode ser que a pessoa seja má ou que esteja louca, mas a reação a que nos referimos é isto, uma reação, não é uma análise, senão uma forma de defender nossa maneira de ver as coisas de maneira automática e extrema.
Neste paper vamos revisar alguns aspectos da comunicação, sem ir mais longe disso, recordando alguns aspectos que são importantes para nossa relação com os demais.
Comunicar significa transmitir algo que conhecemos.
Os três níveis de uma comunicação, são: dados, informação e conhecimentos:
Dado é um elemento solitário: o sol.
Informação é a reunião de dois os mais dados: o sol produz luz.
Conhecimento é a elaboração de uma informação. A luz que produz o sol permite que existam os dias e a noite.
Através deste exemplo elementar podemos discernir os três níveis do conhecer.
Agora bem, algumas pessoas tendem a querer transmitir o que sabem, outras tendem a não querer transmitir o que sabem. Existem uma quantidade de pessoas e de instituições que se negam a transmitir seus conhecimentos. Sem embargo até os que não querem transmitir seus conhecimentos, que são muitos, é muito provável que através de atitudes ou manifestações de outros conhecimentos, transmitam isto que sabem. Porque o conhecimento não é um anexo do ser humano senão que é algo próprio e interno de cada um. O conhecimento que um tem o transmite não só com palavras senão com gestos, com reações mínimas, através das quais demonstra que sabe algo, que tem uma experiência, e que de acordo com ela, reage.
A comunicação é essa transmissão a um terceiro e essa comunicação se converte em conhecimento para o outro. Porém ao mesmo tempo comunicar se converte em uma nova experiência para quem comunica. E sabido que ensinar é uma das melhores maneiras de aprender. Com o qual a intenção de transmitir conhecimento se reverte em um novo conhecimento para quem comunica.
Por outra parte o conhecimento que temos se produz somente através de nossos sentidos. Não temos outra forma de conhecer que não seja por nossos sentidos. O chamado conhecimento extra- sensorial é uma forma de percepção que acontece através de nossos sentidos e sim se chama extra-sensorial é porque se supõe que nos vem ao espírito diretamente, que é un êxtases, sem advertir que também isto ocorre através de nossos sentidos.
E falar que o que conhecemos nos ocorre porque:
Ouvimos
Gostamos
Olhamos
Tocamos
Cheiramos.
Estes são os caminhos para nosso conhecimento de todo tipo. E para que isto ocorra temos una estrutura que se dirige basicamente a dois setores ou funções:
Contamos com cem milhões de neurônios que nos informam o que passa ao nosso lado.
Contamos com dez bilhões de relações para nosso interior.
Isto é surpreendente. Um tende a pensar que se necessitam mais relações para detectar o exterior que as que são necessárias para manejar o interior e sem embargo a complexidade das funções internas requer muitas mais relações internas que as que dispomos para relacionarmos com nosso entorno (recordemos que cada neurônio tem vários tentáculos chamados dendrites que estabelecem contactos com outras células em pontos chamados sinapses e que numa cabeça de alfinete cabem 20.000 neurônios).
Os processos do conhecimento
Os processos do conhecimento não são simples. Assim por exemplo quando olhamos algo, este sinal vai ao tálamo, daí passa à cortiça visual de onde passa à cortiça pré-frontal e à amídala e daí ao hipotálamo e ao tronco que dão instruções de acordo ao caso. Isto se faz por impulsos elétricos. Nesse momento nosso cérebro poderia acender uma lâmpada de 25 w.
Ou seja que existem uma série de impulsos elétricos que conectam os neurônios com as células. Como se chega a que um impulso elétrico seja a visão duma árvore ou de um rosto? As sucessivas transformações dos impulsos elétricos em códigos e estruturas fazem que o que terminemos enxergando seja uma árvore ou um rosto. Mas não sabemos ainda com claridade como acontece isto. A questão é que desta maneira e passo a passo desde antes de nosso nascimento vamos acumulando dados e informações que se vão convertendo em conhecimento e que não é que vemos rápida e diretamente do olho ao cérebro ou no olho mesmo. Cada vez que nossos sensos atuam o fazem pondo em marcha processos complexos que envolvem muitos neurônios em diferentes partes do cérebro.
Isto significa que em nosso cérebro existem ondas. Estas ondas não são estáticas, não são idênticas e em troca transcorrem de diferentes maneiras de acordo com o estado em que estejamos. As ondas cerebrais são as seguintes:
1. delta: são as mais suaves e acontecem quando dormimos,
2. alfa: são entre estas e as seguintes e acontecem nos
estados de relaxamento,
3. beta: são as mais dinâmicas, são as habituais que
acontecem quando estamos despertos,
4. theta: são quatro vezes mais lentas que a beta e
acontecem em estado de meditação.
Nosso entorno
Cada neurônio e cada sistema de neurônios ao comunicar-se entre si produzem efeitos particulares na informação que se recebe e na informação que se dá. Cada vez que nossos neurônios se conectam com algo, se produz um impulso e cada vez que se produz um impulso estamos percebendo algo diferente, apesar de que na maioria das ocasiões não nos demos conta do fato de que se tem produzido uma percepção (em realidade a maior parte de nossas ações são automáticas, não podemos tomar consciência de todo o que fazemos).
O que é notável nesta situação é que quando cheiramos, tocamos, ou vemos algo temos essa percepção de nosso entorno, estamos recebendo informação de algo que não sabemos que é. Após de muito discutir sobre este tema, a filosofia primeiro e a ciência após chegaram à conclusão de que não podemos conhecer os objetos e o que percebemos, o que acreditamos conhecer são os fenômenos que nos aparecem. A realidade nos é desconhecida e chegamos a ela somente porque experimentamos através destes fenômenos que percebemos, que acontecem certas coisas. Deixam-se uma maçã no ar, cai, se jogamos uma bola com certo impulso e direção passará pelo aro, etc.
Ou seja que temos uma estrutura para perceber e o que percebemos são fenômenos, aparências de algo que não podemos saber de que se trata. Poderíamos simplesmente ficar satisfeito com isto. Mas o problema se complica pela mesma complexidade da estrutura de percepção. Fizemos uma breve descrição do que acontece quando vemos algo. Não é, como parece que há uma imagem que vai do olho ao cérebro e isso é tudo. O olho percebe, toma esse impulso elétrico, o vai transmitindo a distintos corpos que o vão modificando até chegar à imagem. Isto significa que o menor diferença que exista nessa estrutura entre cada pessoa terá como efeito que cada pessoa tenha uma visão diferente da mesma imagem. De fato todos podemos presenciar ou ser partes na discussão sobre se uma cor é azul ou na realidade é verde. Os tons se aproximam, as diferenças se fazem mais sutis e cada um as enxerga duma maneira diferente. Se lhe damos mais ou menos luz, se a superfície é mais ou menos lisa, tudo ajuda a que possamos confundir num senso ou em outro.
Da mesma maneira acontece em todas as demais percepções que temos. E quando chegamos a ponto do abstrato a complexidade é maior, porque não temos uma referência específica sobre a qual discutir.
Em definitivo e apesar disso pareça uma exageração, a realidade é que todos os dados nos levam a falar que a realidade é “inventada” por cada um de nós, porque cada um de nós “enxerga” de uma maneira diferente, as percepções de cada um são ligeiramente distintas e a soma destas percepções fazem que terminemos chegando a conclusões diferentes.
Além disso no passado tudo parecia mais claro: pensávamos com o cérebro e sentíamos com a coração. Dois órgãos para duas funções. Mas isto é falso. O coração não nos faz sentir senão a dor que nos possa produzir quando não funciona bem. Quando funciona bem não nos informamos que está mantendo-nos vivos com esse ritmo permanente e quase milagroso de um músculo extraordinário. A emoção está no cérebro, não no coração. Com o qual se nos complica a situação.
Eliot foi um paciente de Antonio Damaso que havia sofrido danos em una pequenos zona da cortiça pré-frontal. Viveu uma vida neutra, não sentia tristeza ou impaciência e tinha dificuldades para levar a cabo decisões relacionadas com a ética.
O dano cerebral produz insuficiência nos movimentos ou no pensamento, mas também na emoção. Algo tão claro como era que a tomada de decisões era uma área da razão, troca com a experiência que demonstra que o dano cerebral produza dificuldade emocional e impossibilita uma tomada de decisões clara.
Aqui se faz mais intenso o problema das diferenças entre pessoas, porque enquanto a cor da tela tem ante si um elemento físico que porém duvidoso permanece frente a nós, uma emoção, uma idéia, é abstrato que não podemos tirar, colocar sobre a mesa e olharmos entre todos para chegar a alguma conclusão. E quando além disso sabemos agora que quando falamos de idéias e de emoções nos misturam ambos em um só órgão onde as idéias saem entintadas por emoções e as emoções guiadas por idéias, a questão nos volta mais complicada.
A seleção e a eleição para nossas condutas
Vamos deixar por um momento a questão anterior nesse estado para voltar logo a revisar.
Olhemos agora como chegamos à seleção e eleição de nossas condutas.
Como resultado das percepções que fazemos, nos acontecem coisas, porque reagimos ou porque estas percepções por si mesmas não são neutras. Tem coisas que nos resultam molestas sem que nós façamos nada por ela: um vizinho pondo a música a 120 decibéis nos resulta desagradável, estar num ônibus apertado contra outros passageiros, nos resulta molesto. Outras vezes o problema nos aparece frente a coisas que fazemos: queremos correr para alcançar algo e nos doi às costas, quer saltar uma fila e reagem os demais contra nós.
Por um ou outro caminho desenvolvemos experiências que nos resultam desagradáveis. Insistiremos em que a música esteja baixa, evitaremos ônibus lotados, não correremos tanto ou tão rápido, faremos a fila em forma civilizada. Porque o ser humano tende a rejeitar aqueles fenômenos que nos resultam em experiências desagradáveis e em troca tendemos a repetir aqueles que foram experiências agradáveis. Com o tempo aprendemos a rejeitar também aquelas coisas agradáveis que resultam ou podem resultar seguramente em um dano maior, umas enfermidades, um castigo ou outro dano. Com o tempo apreendemos que é preferível abstermos disso que nos gosta porque depois nos produz outra coisa que nos desgosta.
Ao repetir as abstenções e as reiterações vamos conformando paradigmas sobre o que criamos nossas condutas.
O cérebro é em última instância um detector de modelos, o qual o confirmam os estudos acerca da linguagem. Ou seja que, por ação ou abstenção, o cérebro vai elegendo os modelos com os que se manejará e esta reiteração faz que se sinta cômodo em aqueles assuntos em que reitere o modelo. A questão é que uma vez que temos um modelo de conduta, não vamos deixá-lo, porque este é nosso paradigma e a única maneira em que poderemos deixá-lo e trocá-lo por outro.
A negociação de nossas necessidades
Voltando ao parágrafo prévio, recordemos a diferença com que cada um de nós vai estruturando a realidade. Ao longo da nossa vida, desde antes de nascer, vamos acumulando estas experiências diferentes a partir dos genes e os seres humanos crescem no meio e as circunstâncias que nos ao tocado em sorte. A questão é que, ainda pudéssemos duplicar duas realidades idênticas, ambas pessoas teriam uma visão diferente da realidade, porém além disso, a realidade concreta de cada pessoa é diferente dependendo destas duas questões básicas, genes e entorno. Com isto as diferenças entre as pessoas se fazem abismais.
Porém todos nós a partir destas diferenças de percepção, a partir destes genes e entorno distinto, buscamos satisfazer nossas necessidades. Porque os seres humanos têm algumas necessidades que são básicas e que tratamos de satisfazer ante tudo e partindo de nossa realidade pessoal. As necessidades básicas a que nos referimos são as seguintes:
Viver
Fazer
Crescer
Ter
Ser Reconhecido
Pertencer
Ter segurança
Transcender.
Brevemente observaremos que a primeira é a necessidade obvia de estar vivo; a segunda é que o ser humano tem que fazer, não pode estar totalmente quieto; a terceira com o fato de que desde o momento em que somos concebidos crescemos e o fazemos em mais de uma área, em mais de um sentido; a quarta com que queremos, amamos e isto se nos faz querer ter, possuir; a quinta é a necessidade de ser reconhecido pelos demais; a sexta é a necessidade de pertencer a um grupo; a sétima a de ter segurança em nossas vidas e a última é a de não morrer, a de ficar após
nossa morte.
Cada um de nós ordena estas necessidades de maneira diferente, porém não parece possível abandonar nenhuma. Tratamos de ser reconhecidos pela sociedade na que estamos para a partir daí fazermos pessoas, não cair no abandono que nos leva à loucura. Isto o faz negociando nossa realidade da melhor maneira possível.
Cada um de nós desenvolve uma pirâmide de crenças e de princípios que tem três níveis. Num primeiro nível estão os
atos que realizamos, os quais estão baseados em atitudes que respondem a crenças e princípios que podemos trocar. Por baixo destes estão o que chamamos a Rocha, que são aqueles princípios e crenças que estão tão firmemente enraizados em nós e que são imodificáveis e a única maneira de que sejam trocados com uma lavagem cerebral.
Esta graficação primária é um esboço do que nos passa aos seres humanos com o desenvolvimento que fazemos da negociação que levamos a cabo a partir de nossos genes e da nossa formação, para poder satisfazer nossas necessidades. As crenças e os princípios que temos não são casuais e tem mais ou menos força em cada um de nós segundo estas bases primeiras e segundo o que tenhamos que fazer para lograr satisfazer nossas necessidades básicas na medida em que consideremos suficientes.
Apreendemos a adotar certos mecanismos e condutas e não outros para atingir estes resultados e damos prioridade a algumas necessidades sobre outras. Adotamos certas maneiras de associar e de relacionar estas maneiras. Com estas maneiras e com a quantidade de informação que possuímos poderemos desenvolver nossa criatividade.
Ou seja que na pirâmide de nossos atos e atitudes nos haveremos constituído mais rígidos ou mais flexíveis, mais favorável a crescer ou a ter, a transcender ou a procurar segurança. A isto somaremos dados, informação e conhecimentos. A maior quantidade de elementos nestas três formas de conhecer, somada a uma estrutura pessoal mais favorável a crescer, nossa criatividade será maior. Uma estrutura de personalidade mais rígida com menor quantidade de conhecimentos terá uma possibilidade de criatividade menor. Quanto mais rígida seja nossa personalidade mais difícil se nos fará negociar nossa situação na sociedade, quanto mais flexível nos fará mais fácil. Sem embargo e a partir de certo ponto, o excesso de flexibilidade nos converte em seres não confiáveis ou ainda puníveis e pelo outro extremo, nossa situação na sociedade se nos fará mais difícil.
No mundo atual se tem uma maior compreensão do que lhe passa as pessoas porque existe um conhecimento de psicologia que não existia faz duzentos anos. Infortunadamente às vezes acontece que nos esquecemos de que a compreensão não significa a aceitação da violação das normas e confundimos psicologia com direito, com o qual aceitamos fatos que em realidade são inadmissíveis. Se não mantiver clara a diferença entre psicologia e direito perdemos a claridade nos princípios que queremos para nossa sociedade, que poderão ser mais ou menos psicologistas, porém em definitivo se concretizam em regras legais sem as quais uma sociedade cai no caos.
Entre estes parâmetros , cada um negocia sua realidade e trata de satisfazer suas necessidades na sociedade. Estas negociações se fazem através da comunicação. E como podemos ver o processo de comunicação sensorial não é tão simples como podíamos pensar, senão que os processos são complexos.
Mas além disso uma vez que ultrapassamos esta etapa da utilização dos sentidos, nos encontramos frente a nós com outras pessoas e a comunicação toma uma nova complexidade.
Aspectos da comunicação
Vamos recorrer alguns aspetos da comunicação:
O primeiro aspeto da comunicação é que estamos em comunicação permanente. Através de nossos silêncios, de nossos gestos, da forma em que vestimos, de onde vivemos, estamos dando permanentes emissões a nosso entorno: não podemos deixar de comunicarmos.
Outra questão é que cada vez que nos comunicamos estamos dando uma mensagem. Esta mensagem tem um senso que é recebido pelo outro e é interpretado pelo outro.
Outro elemento que a interpretação do outro não é o que nós emitimos. O outro pode interpretar o que queremos comunicar ou pode interpretar outra coisa.Isto se deve a que não escutamos. O ser humano tem uma tendência a dar coisas por supostas e a escutar através de nossos próprios filtros, que são os prejuízos que colocamos entre nós e nosso entorno.
Um aspecto que é interessante fazer notar é que toda comunicação é simétrica ou assimétrica. Quando a comunicação é entre pares é simétrica, quando existe alguma hierarquia entre ambos é assimétrica. Porém isto resulta em uma questão sutil quando a relação aparentemente simétrica é realmente assimétrica porque una das partes tem um ascendente sobre a outra, que não está baseada em una hierarquia formal, senão simplesmente em um reconhecimento de uma das partes pela outra.
Nossa forma de ser faz que demos mensagens de maneiras muito diferentes. Por exemplo, se pode falar:
“é importante soltar a embreagem de forma suave” ou se pode falar
“solta a embreagem e estragarás a transmissão”.
Nos dois casos estamos falando o mesmo, mais numa a aproximação é instrutiva e amável, na outra é áspera e agressiva.
Podemos comunicar de maneira clara ou podemos fazê-lo de tal maneira que resulte difícil saber que pretendemos falar. Um exemplo seria o seguinte:
“Os fregueses que pensem que nossos garçons são grosseiros deveriam ver ao gerente”
Isto quer significar que os fregueses poderiam optar por apresentar queixa ante o gerente ou quer dar a entender em troca que o gerente é pior que os garçons.
É mais habitual do que acreditamos que nossas comunicações não sejam claras e este é um fato reconhecido desde muito tempo. Nos exércitos se faz repetir a ordem ao outro para que fique claro para ambos do que se trata. Isto pode parecer ridículo sobre tudo em alguns casos muito óbvios, porém deixa clara a comunicação e evita erros que no caso especifico das guerras podem ser fatais. Este costume não se desenvolveu pela iniciativa de algum general iluminado, senão que foi adotada porque se podia advertir que se cometiam erros por dificuldades produzidas na comunicação.
A comunicação tem dois institutos que são muito interessantes: a profecia auto cumprida e o paradigma.
A profecia auto cumprida é uma conduta pela qual comunicamos algumas coisas que terminam por realizar-se, quando em realidade não se houvéssemos realizado necessariamente se não houvéssemos insistido em nossa comunicação.
Um processo típico de profecia auto cumprida é o que começa pela sensação de que não requerem. A partir disto desconfio dos demais, minhas comunicações se fazem insinuantes, suspeitando dos afazeres dos outros. O resultado disto é que os demais começam a reagir contra do que estou falando e fazendo, e acontece o que eu predisse: não me querem.
Na realidade minha conduta, expressada através de comunicações de distinta ordem é a que provocou algo que seguramente não se houvesse produzido.
No outro extremo está quem acredita que é simpático. A partir disso atua de maneira afável e suas comunicações são simples e agradáveis. O resultado é que as pessoas o consideram uma pessoa simpática.
Estas são condutas que pode dever-se a estratégias da pessoa, mais em geral nos referimos a atuações que tem a ver mais com reações não definidas que com estratégias. A pessoa crê que não a quer ou crê que é simpática. Não se deteu a pensá-lo, mas seguramente se lhe perguntamos nos dirá que sim, o há feito. Porém aqui é onde voltamos com o problema de nossas emoções e nosso pensamento saindo dum mesmo órgão. A influencia das distintas partes de nossos mecanismos não é de graça e estes são casos onde habitualmente se misturam ambos e terminamos comunicando expressões que são emocionais e não racionais como cremos (o uso da palavra crer aqui não é casual, porém se trata de casos nos quais não fizemos uma análise racional suficiente e estamos crendo apesar de que digamos que estamos pensando).
Os paradigmas são muito interessantes. Um paradigma é uma afirmação sem saída. Não é como às vezes se usa, uma afirmação complexa. Em um paradoxo não tem solução. Veremos alguns casos:
O paradoxo clássico e “seja espontâneo”. Se for espontâneo não obedeço e se obedeço à ordem não sou espontâneo.
Outra clássica também é similar à anterior é “sé livre”. Ou obedeço e não sou livre ou sou livre e não obedeço.
Está a do gay que quer fazê-lo com um “verdadeiro” homem. Se o faze com um “verdadeiro” homem nesse mesmo ato o outro ha deixado de ser “verdadeiro”.
Ou o caso do barbeiro que “barbeia a todos os que não se barbeiam por si mesmos”. Ou não se barbeia a si mesmo ou não barbeia a todos os que não se barbeiam por si mesmos.
Uma muito comum é a da ilusão de alternativas nas que se planteiam alternativas pro ao mesmo tempo se planteia o “dever ser” com o qual as alternativas ão ficado eliminadas.
Provavelmente a mais bonita de todas é a de Freud, que quando quis sair de Viena foi exigido pela Gestapo de que falasse a favor do nazismo, de maneira que não pudesse fazê-lo uma vez afora. Após pensar,no dia seguinte deu ao oficial da Gestapo a seguinte mensagem: “recomendo fervorosamente à Gestapo”. O oficial não podia deixar de aceitar semelhante elogio, porém ao mesmo tempo era evidente que de nenhuma maneira Freud poderia recomendar à Gestapo e ainda menos fervorosamente. O oficial teve que aceitá-lo.
A comunicação é muito mais sutil e complexa do que habitualmente aceitamos.
Alguns elementos a ter em conta
Apesar da brevidade deste escrito, está claro que a comunicação é um fenômeno complexo ao que não damos a importância que tem. Para fechar este escrito vamos sinalizar alguns elementos que consideramos importantes para ter em conta em nossas comunicações e daremos um quadro das possibilidades das comunicações segundo as situações e seu resultado.
Alguns elementos que consideramos importantes para ter em conta são os seguintes:
O mais importante na comunicação é escutar. Não só com o ouvido, senão com a vista e com todos os sentidos que nos permitam observar o que está falando o outro e que nos permitam compreender que está falando o outro.
Tanto o que emite quanto o que recebe devem traduzir constantemente de um ao outro. Não se pode pedir uma repetição ao estilo militar do que se tem falado, porém se podem buscar formas de recavar o que o outro entendeu.
O que importa é o que o outro entende, não o que nós queríamos falar. É habitual escutar que alguém diga: ”lhe diz tal coisa”, expressado em geral em tom de queixa. O que essa pessoa não tomou em conta é que o importante não era o que ela dizia, senão que era o que o outro entendeu.
O que importa é qual é a resposta que queremos obter, não a pergunta. Habitualmente perguntamos algo que nos interessa. Não pensamos em que é o que queremos que nos digam. A pergunta pode interpretar-se de distintas maneiras, a resposta que buscamos para saber algo, pode escaparse-nos pela estrutura ou a maneira em que fazemos a pergunta.
Sim se produz algum distúrbio na comunicação, dos que sinalizamos ou outro, isto ocorre pela confiança que depositamos no outro. Não pode haver dificuldades na comunicação se não estamos confiando no outro e não analisamos ou não lhe questionamos a comunicação.
Tem uma tendência (e não somente em grupos religiosos extremos) a identificar a bondade com a liberdade. “Isto que digo é bom”. Toda vez que se identifica à bondade com a liberdade significa negar a liberdade e fortificar a compulsão: faço porque é bom, não porque escolha considerá-lo boa.
Outra tendência é a que toda pessoa que diga coisas que nos desgostam se a trate de louca ou de má. A comunicação diferente a que cremos ou pensamos pode estar errada, pode ser que a pessoa seja má ou que esteja louca, mas a reação a que nos referimos é isto, uma reação, não é uma análise, senão uma forma de defender nossa maneira de ver as coisas de maneira automática e extrema.
sábado, 6 de outubro de 2007
DEZ CONSELHOS PARA UM LIDER
DEZ CONSELHOS PARA UM LIDER. Autor Santiago Álvares de Mon.
●Seja corajoso e descarado, há que destroçar a ortodoxia, necessitamos mais loucos, estamos sobrando prudência, esta nos há secado o cérebro.
●Seja mais criativo; a criatividade não surge de um brainstorming senão no debate, a controvérsia; o talento necessita liberdade para ir ao precipício dos fatos.
●Uma das chaves para qualquer líder é a fortaleza para fabricar respostas livres; isto leva a iniciativa.
●Começa por trocar a si mesmo se quiser trocar algo.
●Dirigir uma equipe requer escutar.
●Reivindique o erro; quem não se equivoca não faz nada; a excelência é a gestão lúcida do erro.
●O momento cume de um líder é a ação, até que não atuas não te conheces.
●Uma das tarefas do líder é institucionalizar o processo de aprendizagem, tomar um compromisso para que o talento não se sinta afogado pela burocracia.
●É necessária mais energia, TEM que educar o otimismo.
●NÃO EXISTE A SEGURANÇA, EXISTE A SABEDORIA PARA GESTIONAR A INSEGURANÇA.
●Seja corajoso e descarado, há que destroçar a ortodoxia, necessitamos mais loucos, estamos sobrando prudência, esta nos há secado o cérebro.
●Seja mais criativo; a criatividade não surge de um brainstorming senão no debate, a controvérsia; o talento necessita liberdade para ir ao precipício dos fatos.
●Uma das chaves para qualquer líder é a fortaleza para fabricar respostas livres; isto leva a iniciativa.
●Começa por trocar a si mesmo se quiser trocar algo.
●Dirigir uma equipe requer escutar.
●Reivindique o erro; quem não se equivoca não faz nada; a excelência é a gestão lúcida do erro.
●O momento cume de um líder é a ação, até que não atuas não te conheces.
●Uma das tarefas do líder é institucionalizar o processo de aprendizagem, tomar um compromisso para que o talento não se sinta afogado pela burocracia.
●É necessária mais energia, TEM que educar o otimismo.
●NÃO EXISTE A SEGURANÇA, EXISTE A SABEDORIA PARA GESTIONAR A INSEGURANÇA.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
TALENTO PARA DIRIGIR TALENTO
Santiago Alvarez de Mon
Está considerado uno de los mejores pensadores de España. Es el experto de referencia en el campo de los valores humanos de la gestión empresarial. Autor de varios artículos y libros sobre liderazgo, defiende que el talento es una labor personal.
Entrevista con Santiago Álvarez de Mon.
Santiago Álvarez de Mon ejerce su labor docente y de investigación en la Escuela de Negocios IESE, donde ha dirigido el Executive MBA en Madrid. Es, probablemente, uno de los mejores oradores de España. Profesor de comportamiento humano en las organizaciones, tiene publicadas numerosas obras, entre las que destacan La lógica del corazón, El Mito del líder. Profesionales, ciudadanos, personas, la sociedad alternativa y Desde la adversidad: Liderazgo, cuestión de carácter. Ha trabajado como directivo en la banca española y es consultor de empresas en temas de alta dirección y coaching. Sus conferencias denotan realismo, profesionalidad, bagaje intelectual, y un sorprendente y alentador sentido del humor.
¿Qué es el talento?
El talento se asocia a la capacidad, a la habilidad, a la destreza. En mi opinión, el talento es un don natural. Lo puedo aplicar al mundo del deporte, hay personas que tienen más habilidad, otras más resistencia... ¿por qué no asociarlo al mundo de la empresa? Cuando hablo de talento pienso inevitablemente en la magia adicional, en personas capaces de ver oportunidades que otras no son capaces de ver. Me resisto a pensar que el talento sólo afecta a nuestra jornada adicional; es decisivo que trabajemos en tareas que generen un ambiente humano positivo, y no sólo prestar atención a la cuenta de resultados. Quien descubre el talento es uno mismo, esa voz prodigiosa que llamamos voz interior. Cuando trabajamos con nuestro talento, el tiempo se detiene, sentimos que el mundo se para. Mozart o Einstein, por ejemplo, son cumbres de ese talento al que me refiero.
¿Y ayuda la empresa actual a desarrollar ese talento?
Toda generalización es injusta, pero creo que actualmente las organizaciones están tan preocupadas por ganar dinero que se olvidan de fomentar el talento. Por otro lado, es injusto pedirle a la empresa algo que nos afecta y que nos compete sólo a nosotros. El talento es una labor personal, aunque poder contar con la figura de un maestro que nos guíe, y que nos ayude a descubrirlo y a desarrollarlo, facilita mucho el proceso. Estas son las ventajas de lo que yo llamo la sociedad amiga. Si un jefe cree en ti, te deja tomar decisiones para equivocarte, se convierte en tu socio en esa aventura, en ese redescubrimiento interior. El director de orquesta argentino Ángel Mahler dice que el talento tiene que ver con el placer, y que el verdadero placer es hacer lo que nos gusta.
¿Qué debemos entender por talento directivo?
Creo que la empresa está obsesionada con tener la capacidad de salir airosa y, de esta manera, poco a poco se pierde la magia. No es cuestión de ser pesimista, simplemente realista. El deber de cada persona es observar su realidad y, a partir de ese momento, se podrá plantear transformarla. Por supuesto que existen empresas y personas que demuestran su talento, porque necesitamos expresar nuestras ideas. El talento directivo no es otro que el talento para dirigir talento. Si es una puerta insegura, mediocre, ese talento abruma. Al final, los mediocres se rodean de mediocres. Son demasiados los clientes, alumnos, personas con las que hablo, y mi experiencia me dice que una cosa es lo que se dice y otra lo que se hace. Pero la tendencia es positiva; lo que ocurre es que se ha trabajado tanto el continente, la expresión verbal de las ideas, que ahora se hace necesario ser crítico con el contenido. Nos estamos empezando a dar cuenta de que la empresa es el sitio en el que mayor vigilia mental pasamos. En ese sentido, creo que existe un movimiento de tierras positivo. Éste es el germen de la empresa más amable, más empática y más rentable.
¿Cómo calificaría a la realidad del management actual?
Todavía es una realidad lógica, analítica y racional. Directivos que se limitan a entender los conceptos y las ideas, pero olvidan trabajar en equipo. Muchas veces entendemos el “teambuilding” como un juego de competitividad, sin darnos cuenta de que hay muchos partidos que sólo se pueden ganar con los demás, no contra los demás. Bien es cierto que no nos enseñaron a desarrollar esa habilidad en el colegio, así que el problema radica en ese principio de formación. Por desgracia, en las aulas el protagonismo lo sigue teniendo el profesor. La participación es una cuestión de hábito. Ahora bien, los conflictos están ahí, la cuestión es cómo los gestionamos: expresarnos en el momento adecuado, remar en la misma dirección... Hay un objetivo común que nos convoca a todos: cada uno debe asumir su respuesta a nivel personal y luego saber compartirla. Pero existe la jerarquía y entendemos el management como “yo, jefe, te transmito a ti, trabajador”. Deberíamos cambiar esa jerarquía por la comunicación, y esto significa aprender a compartir, escuchar, preguntar...
¿Cambiará esta situación?
Creo que todavía hay una brecha entre la expresión conceptual de ideas y la realidad, que arroja un déficit de sentimiento, compromiso, emoción, vibración. Parece que hay otros lugares, instantes fuera del trabajo, que realmente son los que nos importan. Hay personas que sólo le piden a su trabajo sobrevivir, y eso es lo que me parece preocupante. Afortunadamente, el mundo del managament, el modo de hacer de los directivos y la llegada de la mujer a la empresa, están mejorando esta situación.
¿Qué diferencia a la mujer en la empresa?
Las mujeres piensan de manera diferente. Tienen un aprendizaje y una experiencia distintos, se aferran con más facilidad, tienen una relación con el detalle inmediato, con lo cotidiano, rutinario, más cercano, y ahí se esconde una esencia muy llamativa. La vida es ese detalle y la mujer tiene una sensibilidad, una ternura, una delicadeza para observarlo todo muy especial. Los hombres muchas veces no llegan a verlo porque se despistan y se enredan en las telarañas de lo superficial. Aunque, por supuesto, también hay hombres con una exquisitez tremenda para manejar sentimientos. En cualquier caso, resulta positivo el cruce de dos visiones diferentes, la de la mujer y la del hombre.
¿Cuándo cobra sentido lo que hacemos en el trabajo?
Cuando nos enorgullece, cuando creemos en el proyecto, cuando prestamos un servicio importante a la sociedad, cuando liberamos el talento de nuestro equipo de colaboradores, o cuando tenemos una relación fácil y armónica con esa actividad. Al final, todos tenemos que encontrar sentido a lo que hacemos. Si no tiene sentido una determinada orden de mi jefe, puedo continuar con mi discurso monocorde, preparado y oficial, pero carente de vida.
¿Se puede hacer algo excepcional sin involucrar al corazón?
En mi libro La Lógica del corazón hablo de un corazón inteligente y de una razón sensible. El corazón es inteligente porque escucha los recados y las advertencias de la razón, y la razón es sensible porque su misterio invita al corazón. Como decía Russell, “pensamos demasiado y sentimos demasiado poco”. El déficit de sentimientos afecta a la capacidad para relacionarnos. Pongo un ejemplo: C. S. Lewis, intelectual de renombre, es capaz de diseccionar la realidad y de razonar con una elegancia pasmosa. En su libro Una pena en observación, reflexiona sobre el subconsciente con el corazón. Siente tanto, que echa de menos el pensar. Cuando una persona desata una corriente de sentimientos, de afectos, sangra. En ese momento piensa y siente, siente y piensa. Corazón y razón, eso es instinto, una parte muy noble del ser humano. Corazón y razón deberían protagonizar el oficio de dirigir y la aventura de vivir.
Además de esfuerzo y tiempo, ¿ponen los directivos de nuestro país el corazón en sus negocios?
El management pone el énfasis en el hacer. Y muchas veces deberíamos plantearnos: ¿qué cosas estamos haciendo que deberíamos dejar de hacer? Descartar esas actitudes que impiden a los directivos que su esencia como seres humanos aflore. Pero lo cierto es que ya sea un partido de tenis, un concierto o la realidad empresarial cotidiana, se puede poner el corazón.
En su libro Desde la adversidad.Liderazgo: una cuestión de carácter, asegura que no es necesario ser una persona excepcional para poder gestionar la adversidad. ¿Cómo se gestiona la adversidad?
Depende de la entidad de esa adversidad. Las personas tendemos a protegernos cuando algo nos desborda. Al principio, entramos en una fase de negación, pero tarde o temprano debemos enfrentarnos a ese problema, a esa realidad. Debemos fabricar una respuesta, y ahí reside la libertad humana, la libertad interior. Hay muchos recursos internos para no dimitir. Esperanza tiene que ver con esperar, y el futuro depende de lo que hagamos hoy. Hablamos de talento pero no podemos olvidar la importancia del carácter para no rodearnos de excusas, para pensar en términos de abundancia y no de escasez; carácter para ser consistente. Conozco a mucha gente a la que le sobra inteligencia pero le falta carácter. Jugadores que en casa siempre juegan bien, pero fuera de ella se asustan; profesores que son incapaces de suspender porque les falta carácter, o padres que son incapaces de decir “no” a esa petición del adolescente. Creo que en este sentido vivimos en una sociedad deficitaria de carácter. No se trata de engañarnos, ni de ser necios, se trata de darnos cuenta del desafío que tenemos entre manos, y vivir intensamente y al mismo tiempo pacientemente.
¿Qué valor le da a la intuición en la gestión empresarial?
Creo plenamente en la intuición. Para mí, pensar y sentir son sinónimos. Si no dejamos espacio para los instantes mágicos, los momentos su sublimes, la sorpresa... estamos perdidos. La intuición es magia porque hay respuestas que rompen cualquier guión. El drama de muchas personas es que no son capaces de romper ese guión porque no caminan. Considero que en nuestra sociedad también hay un déficit de intuición.
¿Qué consejos le daría a un directivo que está desmotivado?
Cuando un directivo está desmotivado, se convierte en irresponsable por esperar que alguien lo motive;ésa es la primera irresponsabilidad. Cada uno tiene las llaves que acceden a ese motor. Yo he visto gente que trabaja en un oficio maravilloso desmotivada, y he visto telefonistas contestar al teléfono con un timbre de voz que te seduce y a lo mejor es la llamada número noventa del día. Cuestión de carácter, de actitud. Hay personas amargadas y otras esperanzadas que desempeñan las mismas tareas. La realidad es que no estamos sobrados de motivación. Parece que de lunes a jueves se trabaja, y de viernes a domingo se vive, y yo creo que habría que incorporar el ocio al negocio, y ése es precisamente el paradigma. La pauta mental actual es trabajo, esfuerzo, rigor, seriedad y eficiencia. En ocasiones nos olvidamos de la importancia que representan actitudes como la pasión o el humor. El sentido del humor es un magnífico aliado que evita caer en la desesperanza.
¿Cuál es, en su opinión, la cualidad más importante que debiera poseer un líder?
El líder en el que creo es el que te deja crecer, el que te permite equivocarte. Un líder debe aceptar la vulnerabilidad como un aspecto más del crecimiento; debe saber adecuar su estilo de liderazgo. La autenticidad es otro rasgo fundamental, el ser humano no está hecho de fotocopias.
Diez consejos para un líder
Sea descarado, hay que destrozar la ortodoxia, necesitamos más locos, estamos sobrados de prudencia, ésta nos ha secado el cerebro.
Sea más creativo: la creatividad no surge en un brainstorming sino en el debate,la controversia; el talento necesita libertad para ir al precipicio de los hechos.
Una de las claves para cualquier líder es la
Empieza por cambiarte a ti mismo si quieres cambiar algo.
Dirigir un equipo requiere escuchar.
Reivindique el error: quien no se equivoca no hace nada; la excelencia es la gestión lúcida del error.
El momento cumbre de un líder es la acción; hasta que no actúas, no te conoces.
Una de las tareas del líder es institucionalizar el proceso de aprendizaje, tomar un compromiso para que el talento no se sienta ahogado por la burocracia.
Es necesaria más energía, hay que educar el optimismo.
No existe la seguridad, existe la sabiduría para gestionar la inseguridad.
© Gestión de Negocios
Entrevista de Rocío Mudarra Sanabria
Autor/es: Gestión, revista
Está considerado uno de los mejores pensadores de España. Es el experto de referencia en el campo de los valores humanos de la gestión empresarial. Autor de varios artículos y libros sobre liderazgo, defiende que el talento es una labor personal.
Entrevista con Santiago Álvarez de Mon.
Santiago Álvarez de Mon ejerce su labor docente y de investigación en la Escuela de Negocios IESE, donde ha dirigido el Executive MBA en Madrid. Es, probablemente, uno de los mejores oradores de España. Profesor de comportamiento humano en las organizaciones, tiene publicadas numerosas obras, entre las que destacan La lógica del corazón, El Mito del líder. Profesionales, ciudadanos, personas, la sociedad alternativa y Desde la adversidad: Liderazgo, cuestión de carácter. Ha trabajado como directivo en la banca española y es consultor de empresas en temas de alta dirección y coaching. Sus conferencias denotan realismo, profesionalidad, bagaje intelectual, y un sorprendente y alentador sentido del humor.
¿Qué es el talento?
El talento se asocia a la capacidad, a la habilidad, a la destreza. En mi opinión, el talento es un don natural. Lo puedo aplicar al mundo del deporte, hay personas que tienen más habilidad, otras más resistencia... ¿por qué no asociarlo al mundo de la empresa? Cuando hablo de talento pienso inevitablemente en la magia adicional, en personas capaces de ver oportunidades que otras no son capaces de ver. Me resisto a pensar que el talento sólo afecta a nuestra jornada adicional; es decisivo que trabajemos en tareas que generen un ambiente humano positivo, y no sólo prestar atención a la cuenta de resultados. Quien descubre el talento es uno mismo, esa voz prodigiosa que llamamos voz interior. Cuando trabajamos con nuestro talento, el tiempo se detiene, sentimos que el mundo se para. Mozart o Einstein, por ejemplo, son cumbres de ese talento al que me refiero.
¿Y ayuda la empresa actual a desarrollar ese talento?
Toda generalización es injusta, pero creo que actualmente las organizaciones están tan preocupadas por ganar dinero que se olvidan de fomentar el talento. Por otro lado, es injusto pedirle a la empresa algo que nos afecta y que nos compete sólo a nosotros. El talento es una labor personal, aunque poder contar con la figura de un maestro que nos guíe, y que nos ayude a descubrirlo y a desarrollarlo, facilita mucho el proceso. Estas son las ventajas de lo que yo llamo la sociedad amiga. Si un jefe cree en ti, te deja tomar decisiones para equivocarte, se convierte en tu socio en esa aventura, en ese redescubrimiento interior. El director de orquesta argentino Ángel Mahler dice que el talento tiene que ver con el placer, y que el verdadero placer es hacer lo que nos gusta.
¿Qué debemos entender por talento directivo?
Creo que la empresa está obsesionada con tener la capacidad de salir airosa y, de esta manera, poco a poco se pierde la magia. No es cuestión de ser pesimista, simplemente realista. El deber de cada persona es observar su realidad y, a partir de ese momento, se podrá plantear transformarla. Por supuesto que existen empresas y personas que demuestran su talento, porque necesitamos expresar nuestras ideas. El talento directivo no es otro que el talento para dirigir talento. Si es una puerta insegura, mediocre, ese talento abruma. Al final, los mediocres se rodean de mediocres. Son demasiados los clientes, alumnos, personas con las que hablo, y mi experiencia me dice que una cosa es lo que se dice y otra lo que se hace. Pero la tendencia es positiva; lo que ocurre es que se ha trabajado tanto el continente, la expresión verbal de las ideas, que ahora se hace necesario ser crítico con el contenido. Nos estamos empezando a dar cuenta de que la empresa es el sitio en el que mayor vigilia mental pasamos. En ese sentido, creo que existe un movimiento de tierras positivo. Éste es el germen de la empresa más amable, más empática y más rentable.
¿Cómo calificaría a la realidad del management actual?
Todavía es una realidad lógica, analítica y racional. Directivos que se limitan a entender los conceptos y las ideas, pero olvidan trabajar en equipo. Muchas veces entendemos el “teambuilding” como un juego de competitividad, sin darnos cuenta de que hay muchos partidos que sólo se pueden ganar con los demás, no contra los demás. Bien es cierto que no nos enseñaron a desarrollar esa habilidad en el colegio, así que el problema radica en ese principio de formación. Por desgracia, en las aulas el protagonismo lo sigue teniendo el profesor. La participación es una cuestión de hábito. Ahora bien, los conflictos están ahí, la cuestión es cómo los gestionamos: expresarnos en el momento adecuado, remar en la misma dirección... Hay un objetivo común que nos convoca a todos: cada uno debe asumir su respuesta a nivel personal y luego saber compartirla. Pero existe la jerarquía y entendemos el management como “yo, jefe, te transmito a ti, trabajador”. Deberíamos cambiar esa jerarquía por la comunicación, y esto significa aprender a compartir, escuchar, preguntar...
¿Cambiará esta situación?
Creo que todavía hay una brecha entre la expresión conceptual de ideas y la realidad, que arroja un déficit de sentimiento, compromiso, emoción, vibración. Parece que hay otros lugares, instantes fuera del trabajo, que realmente son los que nos importan. Hay personas que sólo le piden a su trabajo sobrevivir, y eso es lo que me parece preocupante. Afortunadamente, el mundo del managament, el modo de hacer de los directivos y la llegada de la mujer a la empresa, están mejorando esta situación.
¿Qué diferencia a la mujer en la empresa?
Las mujeres piensan de manera diferente. Tienen un aprendizaje y una experiencia distintos, se aferran con más facilidad, tienen una relación con el detalle inmediato, con lo cotidiano, rutinario, más cercano, y ahí se esconde una esencia muy llamativa. La vida es ese detalle y la mujer tiene una sensibilidad, una ternura, una delicadeza para observarlo todo muy especial. Los hombres muchas veces no llegan a verlo porque se despistan y se enredan en las telarañas de lo superficial. Aunque, por supuesto, también hay hombres con una exquisitez tremenda para manejar sentimientos. En cualquier caso, resulta positivo el cruce de dos visiones diferentes, la de la mujer y la del hombre.
¿Cuándo cobra sentido lo que hacemos en el trabajo?
Cuando nos enorgullece, cuando creemos en el proyecto, cuando prestamos un servicio importante a la sociedad, cuando liberamos el talento de nuestro equipo de colaboradores, o cuando tenemos una relación fácil y armónica con esa actividad. Al final, todos tenemos que encontrar sentido a lo que hacemos. Si no tiene sentido una determinada orden de mi jefe, puedo continuar con mi discurso monocorde, preparado y oficial, pero carente de vida.
¿Se puede hacer algo excepcional sin involucrar al corazón?
En mi libro La Lógica del corazón hablo de un corazón inteligente y de una razón sensible. El corazón es inteligente porque escucha los recados y las advertencias de la razón, y la razón es sensible porque su misterio invita al corazón. Como decía Russell, “pensamos demasiado y sentimos demasiado poco”. El déficit de sentimientos afecta a la capacidad para relacionarnos. Pongo un ejemplo: C. S. Lewis, intelectual de renombre, es capaz de diseccionar la realidad y de razonar con una elegancia pasmosa. En su libro Una pena en observación, reflexiona sobre el subconsciente con el corazón. Siente tanto, que echa de menos el pensar. Cuando una persona desata una corriente de sentimientos, de afectos, sangra. En ese momento piensa y siente, siente y piensa. Corazón y razón, eso es instinto, una parte muy noble del ser humano. Corazón y razón deberían protagonizar el oficio de dirigir y la aventura de vivir.
Además de esfuerzo y tiempo, ¿ponen los directivos de nuestro país el corazón en sus negocios?
El management pone el énfasis en el hacer. Y muchas veces deberíamos plantearnos: ¿qué cosas estamos haciendo que deberíamos dejar de hacer? Descartar esas actitudes que impiden a los directivos que su esencia como seres humanos aflore. Pero lo cierto es que ya sea un partido de tenis, un concierto o la realidad empresarial cotidiana, se puede poner el corazón.
En su libro Desde la adversidad.Liderazgo: una cuestión de carácter, asegura que no es necesario ser una persona excepcional para poder gestionar la adversidad. ¿Cómo se gestiona la adversidad?
Depende de la entidad de esa adversidad. Las personas tendemos a protegernos cuando algo nos desborda. Al principio, entramos en una fase de negación, pero tarde o temprano debemos enfrentarnos a ese problema, a esa realidad. Debemos fabricar una respuesta, y ahí reside la libertad humana, la libertad interior. Hay muchos recursos internos para no dimitir. Esperanza tiene que ver con esperar, y el futuro depende de lo que hagamos hoy. Hablamos de talento pero no podemos olvidar la importancia del carácter para no rodearnos de excusas, para pensar en términos de abundancia y no de escasez; carácter para ser consistente. Conozco a mucha gente a la que le sobra inteligencia pero le falta carácter. Jugadores que en casa siempre juegan bien, pero fuera de ella se asustan; profesores que son incapaces de suspender porque les falta carácter, o padres que son incapaces de decir “no” a esa petición del adolescente. Creo que en este sentido vivimos en una sociedad deficitaria de carácter. No se trata de engañarnos, ni de ser necios, se trata de darnos cuenta del desafío que tenemos entre manos, y vivir intensamente y al mismo tiempo pacientemente.
¿Qué valor le da a la intuición en la gestión empresarial?
Creo plenamente en la intuición. Para mí, pensar y sentir son sinónimos. Si no dejamos espacio para los instantes mágicos, los momentos su sublimes, la sorpresa... estamos perdidos. La intuición es magia porque hay respuestas que rompen cualquier guión. El drama de muchas personas es que no son capaces de romper ese guión porque no caminan. Considero que en nuestra sociedad también hay un déficit de intuición.
¿Qué consejos le daría a un directivo que está desmotivado?
Cuando un directivo está desmotivado, se convierte en irresponsable por esperar que alguien lo motive;ésa es la primera irresponsabilidad. Cada uno tiene las llaves que acceden a ese motor. Yo he visto gente que trabaja en un oficio maravilloso desmotivada, y he visto telefonistas contestar al teléfono con un timbre de voz que te seduce y a lo mejor es la llamada número noventa del día. Cuestión de carácter, de actitud. Hay personas amargadas y otras esperanzadas que desempeñan las mismas tareas. La realidad es que no estamos sobrados de motivación. Parece que de lunes a jueves se trabaja, y de viernes a domingo se vive, y yo creo que habría que incorporar el ocio al negocio, y ése es precisamente el paradigma. La pauta mental actual es trabajo, esfuerzo, rigor, seriedad y eficiencia. En ocasiones nos olvidamos de la importancia que representan actitudes como la pasión o el humor. El sentido del humor es un magnífico aliado que evita caer en la desesperanza.
¿Cuál es, en su opinión, la cualidad más importante que debiera poseer un líder?
El líder en el que creo es el que te deja crecer, el que te permite equivocarte. Un líder debe aceptar la vulnerabilidad como un aspecto más del crecimiento; debe saber adecuar su estilo de liderazgo. La autenticidad es otro rasgo fundamental, el ser humano no está hecho de fotocopias.
Diez consejos para un líder
Sea descarado, hay que destrozar la ortodoxia, necesitamos más locos, estamos sobrados de prudencia, ésta nos ha secado el cerebro.
Sea más creativo: la creatividad no surge en un brainstorming sino en el debate,la controversia; el talento necesita libertad para ir al precipicio de los hechos.
Una de las claves para cualquier líder es la
Empieza por cambiarte a ti mismo si quieres cambiar algo.
Dirigir un equipo requiere escuchar.
Reivindique el error: quien no se equivoca no hace nada; la excelencia es la gestión lúcida del error.
El momento cumbre de un líder es la acción; hasta que no actúas, no te conoces.
Una de las tareas del líder es institucionalizar el proceso de aprendizaje, tomar un compromiso para que el talento no se sienta ahogado por la burocracia.
Es necesaria más energía, hay que educar el optimismo.
No existe la seguridad, existe la sabiduría para gestionar la inseguridad.
© Gestión de Negocios
Entrevista de Rocío Mudarra Sanabria
Autor/es: Gestión, revista
Assinar:
Postagens (Atom)
LA RECOMENDACIÓN DIARIA
LA RECOMENDACIÓN DIARIA resistencia a los antimicrobianos , mejor que resistencia antimicrobiana Resistencia a los antimicrobianos , no...
-
Sistema de produção Toyota - Versão em Português Autor: M.C. Juan Alejandro Garza Rodríguez Eliminar t...
-
A Guerra da água começa: Os primeiros passos o dão as grandes empresas FONTE: TARINGA.NET Faz anos, cada certo tempo, surge timidamente uma ...
-
O PENSAMENTO DE MANFRED KETS DE VRIES. Fontes: “Os Lideres no Divã.”, Revista Época Edição 569 – Quem é Manfred Kets de Vries? Profess...