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sexta-feira, 22 de maio de 2009



O paradoxo da sabedoria

Entrevista a:

Elkhonon Goldberg - Diretor do Instituto Neuropsicológico e do Funcionamento Cognitivo de Nova York. Ele nos propõe uma nova forma de ver a lateralidade do cérebro assim como entender como as trocas que com o passar do tempo se produzem em nossos cérebros, nos permitem resolver problemas de uma forma diferente de como fazíamos quando éramos mais jovens.

O Paradoxo da Sabedoria - Elkhonon Goldberg  

Magna Ltda. Translations esp_por

 

Jornalista Eduard Punset

Antes o cérebro não tinha tempo de envelhecer ou deteriorar-se. Mas hoje em dia, a vida, sem lugar a duvidas, a esperança de vida é muito maior. Tanto, que como bem comenta em seu maravilhoso livro “O paradoxo da sabedoria”; diz que da mesma forma que a gente se preocupa por ir ao médico para fazer-se uma colonoscopía cada ano, deveríamos também preocupar-nos em fazermos um reconhecimento do cérebro cada ano…

Elkhonon Goldberg

Bom, não sei se cada ano, porém considero que avaliar a integridade de nosso cérebro é tão importante como avaliar a integridade de nosso intestino. Assim que, sim, acredito que explorar nosso cérebro e avaliar-lo a partir de instrumentos neurológicos e neuro-imagem deveria ser parte de um reconhecimento geral médico.

Eduard Punset

Porque agora a partir da neuroimagem, podemos detectar em realidade problemas importantes…?

Elkhonon Goldberg

Sim que podemos. E de fato acredito que deveria formar parte de qualquer reconhecimento médico geral.

Eduard-Punset

Há um ponto que surpreenderá ao nosso público, melhor dito, não lhes surpreenderá, porém provavelmente entendam pela primeira vez o fato de que as mentes mais antigas, maiores, podem ser criativas também, a pesar de toda esta confusão, e de fato digo que não se surpreenderão…

Elkhonon Goldberg

Ambos estamos sentados aqui… e não somos jovens e seguimos sendo bastante criativos… por tanto somos um exemplo… estamos numa conversação muito criativa.

Eduard Punset

Exato… É incrível… Não sabíamos por que, mas poderia isto justificar que existe gente muito ativa ou muito criativa no mundo da política ou da ciência também mais velhas?

Elkhonon Goldberg

Bom, é possível, como demonstra a história, é possível, é totalmente possível, já sabes ao que me refiro, imagino por vários motivos, mas se considerarmos os dois seguintes… O primeiro de todos, alguém que tem passado toda sua vida praticando certas habilidades ou certa vocação criativa desenvolve um arsenal rico no que eu chamo padrões que podem guiar lhe em seu rendimento até uma avançada idade; e o outro fator está relacionado com a plasticidade neuronal, já que uma atividade mental cheia de vigor e força de fato estimulam a produção de novas células nervosas no cérebro ao longo de toda uma vida, que protege nosso cérebro de uma espécie de efeito prejudicial causado

pelo envelhecimento. Por tanto, quanto mais cheia de energia e vigor esteja a vida mental de um individuo ao longo de sua vida, melhores serão suas oportunidades de permanecer mentalmente ativo e forte

até uma avançada idade.

Eduard Punset

Doutor Goldberg, quando a gente pergunta; perguntam-me pela rua e eu não sou médico… “Que posso fazer eu para manter minha mente em forma?”. Já sabe ao que me refiro, manter-la em boas condições, e contestam “Fazer exercícios mentais me falaram que é muito bom”, porém eu me pergunto se não haverá algo mais e melhor que simplesmente fazer exercícios mentais, Como manter a mente…?

Elkhonon Goldberg

Bom, pois provocando-la com atividades cognitivas trabalhosas e de difícil execução que bem podem encontrar-se na vida real e que devem organizar-se também na vida real. Ao mesmo tempo, existe um consenso entre os profissionais da medicina e os neurobiólogos com respeito à utilização dos conhecimentos da neurociência para desenhar diversos exercícios cognitivos para trabalhar a mente de uma maneira muito sistemática. De uma forma similar como quando exercitamos nosso corpo a partir de exercícios físicos organizados e sistemáticos.

Eduard Punset

Por tanto, de alguma maneira ao que se está referindo é a que hoje em dia existe uma espécie de software, que não dispúnhamos dele com anterioridade, para realizar este exercício mental.

Elkhonon Goldberg  

Exato. Já se começo a desenvolver. Estamos falando ainda de um novo campo na neuropsicologia aplicada e a neurociência, mas vai a desenvolver-se ainda mais; está bem, embora esteja em sua infância, porém já existem alguns pacotes que se criaram com essa finalidade.

Eduard Punset

Portanto aqueles que seguem fazendo as palavras cruzadas do jornal cada dia para fazer… usufruíram de algo…

Elkhonon Goldberg

…mais sofisticado e mais bem fundado pela neurociência.

Eduard Punset

Muito bem, fantástico! Mas você além quer dizer, retifique se estou equivocado… Você propõe que a idade provoca alguma vantagem para o cérebro, para nossa forma de pensar, vantagem que tão só pode surgir com a idade… Como…?

Elkhonon Goldberg

Exato.

Eduard Punset

A gente não acreditará...

Elkhonon Goldberg

Por suposto que sim, si lêem meu livro… (se riem)

Eduard Punset

É um livro maravilhoso...

Elkhonon Goldberg

Ah, obrigado. Alegro-me de que foi publicado em espanhol...

Eduard Punset

Sim…

Elkhonon Goldberg

A vantagem que se ganha ao envelhecer está intimamente relacionada com o arsenal de padrões que acumulamos com a idade, padrões como conseqüência de uma experiência rica e importante que obtemos na vida, que nos permite desenvolver certas representações neuronais de todas as classes de situações para que ao encontrar-nos com um exemplar novo desta classe de situações saibamos como manejar-lo. E, obviamente, já que este é um processo relacionado com o tempo e que depende da experiência de cada um, nascemos sem estes padrões que são adquiridos com a idade… e este arsenal de padrões é algo que você acumula em quanto envelhece, portanto não estamos falando de algo que possa adquirir-se instantaneamente a uma idade precoce, senão mais bem de algo que cresce gradualmente ao longo de toda a vida.

 

Eduard Punset

E, o cérebro tem dois hemisférios, de acordo. Você propõe em seu livro que provavelmente não estamos dando demasiada atenção ao armazenado de padrões, os diferentes padrões que colocamos em nosso hemisfério esquerdo; e que algumas pessoas possuem facilidade para manipular estes padrões. A que se refere exatamente com isto?

Elkhonon Goldberg

Bom, quero dizer… Faz algum tempo expus um modo bastante inovador de entender o cérebro ao contrário do que costuma pensar-se, o hemisfério esquerdo como o depósito de nosso linguajem e o hemisfério direto como o depósito das funções especiais; então achei uma maneira diferente de enfocar este tema considerando ao hemisfério direto como o encarregado de manejar a informação nova, em tanto que o hemisfério esquerdo seria o depósito do conhecimento já estabelecido inclusive os padrões que permitem que nos encontremos com situações aparentemente novas como se fossem familiares. Este é um mecanismo cognitivo muito potente mediado pelo hemisfério esquerdo e que explica muita da efetividade de nossos processos cognitivos.

Eduard Punset

Aparentemente, com os anos, por favor, corrija se me equivoco, o processo de envelhecimento é mais rápido na parte do cérebro

que se encarrega das coisas novas ou novidades, e é de alguma maneira mais lento no que respeita à armazenagem dos padrões, como você diz, é que…

 

Elkhonon Goldberg

Cada vez há mais indicadores que apontam que precisamente este é o caso, que as duas metades do cérebro envelhecem a marchas diferentes e os efeitos da atrofia que acarreta o envelhecimento do cérebro afetam ao hemisfério direito mais rapidamente que ao hemisfério esquerdo.

Eduard Punset

Seria correto então dizer que as partes do cérebro emocional, como a amígdala, acumulam a experiência de milhões de pessoas anteriores a nós ao longo de milhões de anos, e que do que está falando agora é de uma experiência cognitiva acumulada na vida de uma pessoa…

Elkhonon Goldberg

Correto, correto… Está mediado basicamente pelo neocortex, obviamente com o aporte de outras partes do cérebro, mas essencialmente falamos de processos corticais, e o padrão ao que me refiro representa nossas próprias experiências individuais, educacionais ou vocacionais…

Eduard Punset

Fantástico! … Isto sim que são boas noticias… Sim…

Elkhonon Goldberg

Eu acredito que sim…

Eduard Punset

Vamos ver, sabe o que me fascina, há mencionado o neocórtex, o lóbulo central e…

Elkhonon Goldberg

De fato, escrevi um livro sobre o lóbulo frontal que também foi publicado em espanhol faz alguns anos…

Eduard Punset

Esse não li, provavelmente porque não tinha problemas de memória por aquela época... Mas o que mais me fascina é pensar que aquela parte do cérebro, o córtex pré-frontal, que se acaba formando muito tardiamente, de fato você menciona entre os 18 e 25…

Elkhonon Goldberg

E quiçá os trinta e poucos…

Eduard Punset

Os trinta e tantos… Não é de estranhar, por tanto, que alguém aos 18 vai com sua motocicleta a 300 km/h, isto ainda não está formado. (Correto, correto) Mas o mais fascinante é que sendo o último dos últimos órgãos em formar-se, seja o primeiro em deteriorar-se se as coisas vão mal…

Elkhonon Goldberg

Bom, esta é uma lei, uma lei universal da neurobiologia e quiçá da biologia em geral. Há muitos anos H. Jackson, um neurologista britânico muito importante do século XIX formulou esta lei da evolução e a dissolução que precisamente sinalava isto, que aquelas partes do sistema nervoso mais jovem na evolução, na filogênese, eram também as primeiras em sucumbir a varias enfermidades cerebrais…

Eduard Punset

Como o Alzheimer, por exemplo, tem… guarda isto relação com o Alzheimer?

 

Elkhonon Goldberg

Ok, os lóbulos frontais podem verse afetados pela enfermidade de Alzheimer, mas da mesma maneira podem se ver afetadas outras partes do cérebro. Ao referir-nos a que os lóbulos frontais são especialmente susceptíveis ao efeito da idade nos referimos ao envelhecimento normal, o chamado envelhecimento normal. Na enfermidade de Alzheimer outras partes… se vêm afetados os lóbulos frontais, mas quiçá outras partes do cérebro também se vejam afetadas com anterioridade no processo da enfermidade, como quiçá o hipocampo.

Eduard Punset

A gente contrapõe a intuição, digamos, a análise racional, e você aponta: Cuidado! Já que a intuição ao fim e ao cabo é analise, é algo condensado…

Elkhonon Goldberg

É pos-analítico…

Eduard Punset

É pos-analítico… É o mesmo, mas é…

Elkhonon Goldberg

Não é exatamente o mesmo, é um atalho, é a condensação das experiências previas de um mesmo; em vez de passar por todos os processos computacionais da mente, o novo simplesmente utiliza certo atalho. Mas a intuição efetiva só surge como conseqüência de certa experiência e de umas aproximações cognitivas analíticas explícitas a nossas situações…

Eduard Punset

Já sabe, isto ajudaria a entender essa contradição que está tão de moda com respeito ao fato de contrapor as emoções ou as decisões emocionais às decisões racionais… depois do que tenha dito, não são tão diferentes…

 

Elkhonon Goldberg

Correto, correto. O que percebemos como decisões emocionais são de fato condensações de encontros racionais prévios… Quando me encontro com algo e tenho uma forte reação emocional, já seja negativa ou positiva, não é “Deus ex machina” ainda possa parecer-me. Em realidade é uma condensação de minhas experiências previas, quiçá das minhas, ou quiçá das experiências previas de toda a espécie ou quiçá de todas as espécies como aquelas reações sub-corticais que mediam nossas respostas mais básicas como o aborto, os répteis ou as serpentes ou as coisas de tal natureza…

Eduard Punset

Quiçá quando somos jovens, não nos esquecemos da última coisa que nos disseram como nos acontece agora, porém não somos tão bons em enxergar tudo em conjunto…

Elkhonon Goldberg

Claramente. A habilidade de olhar tudo em conjunto algumas vezes melhora com a idade, precisamente porque depende, está mediado pelo padrão, por este padrão do mecanismo cognitivo.

Eduard Punset

Depois de haver descoberto isto, a confiança que costumamos ou costumaras ter na juventude há trocado mais ou menos em algo? Refiro-me a, por exemplo, dízimos, bom, acostumam dizer se que uma troca de geração é necessária, já sabe ao que me refiro que a gente jovem tem que subir ao poder; costumamos ter esta impressão

especialmente em política, nas instituições, nas instituições sociais que os jovens são melhores…

Elkhonon Goldberg

Os jovens são bons e os mais velhos são bons. Os jovens têm que subir ao poder, mas os mais velhos não têm que abandonar lhe necessariamente. Acredito que a maioria... Quero dizer que nossa sociedade está criada a partir de esforços de grupo; há já muitas poucas coisas em nossa sociedade que sejam iniciativas individuais; a maioria das atividades, e acredito que o trabalho mais produtivo e eficaz será o resultado da mistura entre indivíduos jovens e maiores, sem lugar a dúvidas. Onde a gente maior fosse o depósito de certa experiência individual e coletiva e tivesse um arsenal de padrões, e a gente jovem manejara melhor as situações cognitivas genuinamente novas e mais complexas da vida real tanto na ciência e política… Poderia ser o melhor, uma mistura entre elementos genuinamente novos e conhecidos.

Eduard Punset

Tratemos de definir, pois, a sabedoria, depois de todo o que se há falado Como seria um homem sábio?

Elkhonon Goldberg

Não o sei… Não estás diante de um… Acredito que é um conceito muito rico, um conceito multidimensional que comporta tanto uma dimensão cognitiva como una dimensão ética e outras dimensões que não estou preparado para abordar em sua totalidade. Na medida em que tentei entender a natureza da sabedoria limitei minha busca a sua dimensão cognitiva e acredito que ter acesso a um rico arsenal de padrões que captam características essenciais de situações importantes é um elemento muito importante da sabedoria, um ingrediente da sabedoria…

Eduard Punset

Poderia ser que existisse um questionamento de idéias, pensamentos e praticas atuais que foram parte de esta…

Elkhonon Goldberg

Acredito que sim, sim…

Eduard Punset

Não duvidava nem por um momento… Isto me lembra a uma frase de Maurice Torrance que escutei… nos 50, era secretario geral do partido comunista francês… que costumava dizer “Sempre devemos estar adiante da gente, mas não demasiado longe ou do contrario nos encontraremos sozinhos, isolados…”

Elkhonon Goldberg

Sim, estou completamente de acordo, e de fato, o escrevi em meu livro e devo dizer que é relativamente uma das poucas coisas nas que Maurice Torrance demonstrou possuir inteligência…

Eduard Punset

Incrível… Como pode chegar a isto? É certo… Deveríamos perguntar, pois… A maior parte de nosso público é jovem e está acostumado às duvidas e as perguntas: por tanto, graças a nossa experiência, nossos padrões acumulados nos permitiriam dizer lhes “Não vai demasiado longe” quiçá…

Elkhonon Goldberg

Bom, se deve ir longe, porém de fato esta é uma questão muito interessante que trato de resolver em meu livro: para poder causar impacto, um visionário deve poder conectar-se de alguma maneira com o presente já que se vais demasiado a diante corres o risco de ser ignorado.

Eduard Punset

Exato.

Elkhonon Goldberg

Não sabemos nem quantos visionários, com idéias que iam inclusive mais além a seu tempo que as de Einstein ou Newton, foram completamente ignorados e esquecidos precisamente porque foram demasiado adiante da maioria… sim... E existe um aspeto, chamemos lhe triste de tudo isto em relação a que provavelmente os mais expertos estejam condenados a não ser reconhecidos nunca na vida…

Eduard Punset

Sim é no momento equivocado, demasiado cedo ou demasiado tarde…

É uma idéia fantástica…


domingo, 17 de maio de 2009

A PALAVRINHA



“Meme”

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um meme, termo cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller O Gene Egoísta, é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma auto propagar-se. Os memes podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética.

Quando usado num contexto coloquial e não especializado, o termo meme pode significar apenas a transmissão de informação de uma mente para outra. Este uso aproxima o termo da analogia da "linguagem como vírus", afastando-o do propósito original de Dawkins, que procurava definir os memes como replicadores de comportamentos.

Ainda que tal possa surpreender alguns defensores da memética, conceitos similares ao de meme antecedem em muito a proposta de Dawkins, ocorrendo, por exemplo, no ensino Sufi, segundo o qual os Muwakkals são considerados como entes autônomos e elementares que constroem o pensamento humano.

«A chave de todo ser humano é seu pensamento. Resistente e desafiante aos olhares, tem oculto um estandarte que obedece, que é a idéia ante a qual todos seus fatos são interpretados. “O ser humano pode somente ser reformado mostrando-lhe uma idéia nova que supere a antiga e traga comandos próprios.»

(Ralph Waldo Emerson)

 

 

quarta-feira, 13 de maio de 2009

DICAS PARA PALESTRANTES



 

Centro de Treinamento

Antes de tudo um lembrete: intérpretes possibilitam a comunicação entre pessoas que falam idiomas diferentes. Isso significa que quanto mais você cooperar com o trabalho do intérprete, melhor será o resultado da sua explanação.

 

  • Intérpretes transmitem significados, não só palavras. Portanto, devem estar familiarizados com o assunto sobre o qual você irá discorrer e com a terminologia utilizada.
  • Muita coisa que parece familiar a um especialista no assunto pode ser novidade para os intérpretes.
  • Forneça sempre ao intérprete com antecedência uma cópia do material (slides, resumos) preparado para a apresentação. Se houver siglas e abreviaturas, lembre-se de incluir uma explicação.
  • Se sua apresentação tiver conteúdo técnico, forneça a terminologia necessária aos intérpretes e, se possível, indique referências de textos na mesma área. Uma conversa prévia pode ser necessária.
  • Ao preparar slides e transparências lembre-se que eles terão que ser lidos pelo público e pelos intérpretes. A regra de ouro é: máximo de 7 itens por slide e de 7 palavras por item. O tamanho da fonte ideal é aproximadamente 32. Tudo isto facilita o trabalho de interpretação, pois a cabine fica muitas vezes afastada da tela de projeção.
  • Quando for mostrar um vídeo, lembre-se que a linguagem usada é uma narrativa cuidadosamente preparada em estúdio e não a fala normal com todas as hesitações e redundâncias que ajudam muito o intérprete. Por isso, se não houver o script do vídeo disponível com antecedência, os intérpretes em geral limitam-se a dar um apanhado geral do contexto, já que é impossível traduzir palavra por palavra.
  • Tenha sempre em mente que o microfone é único canal pelo qual os intérpretes podem ouvi-lo. Portanto, siga a orientação dos técnicos de som, não fale nem muito perto nem muito longe do microfone e não se esqueça dele ao se movimentar pelo palco.
  • Antes de começar a falar, verifique se seu microfone está ligado. Para testar, é preferível dizer algo como “Bom Dia” ou “Obrigado” ao invés de soprar ou bater no microfone. Siga sempre as orientações dos técnicos de som.
  • Se houver previsão de perguntas durante ou após a apresentação, verifique se há um fone de ouvido disponível para que você ouça a tradução. Quando retirar o fone para responder, não o deixe próximo ao seu microfone para não haver interferência.
  • Procure falar pausada e claramente, transmitindo sempre idéias completas.
  • Nunca utilize os fones de ouvido para monitorar a tradução. Isto só atrapalhará a sua apresentação.
  • Evite ao máximo contar piadas e fazer trocadilhos. A graça em geral se perde devido a diferenças culturais entre os povos, mesmo sendo bem traduzida. Se a piada for considerada essencial, deve ser contada aos intérpretes com antecedência.
  • Evite referências a pessoas ou fatos apenas conhecidos em sua própria cultura.
  • Procure não fazer comentários do tipo “não sei se esta palavra existe em português”. Estas observações acabam confundindo o público.
  • Procure falar o tempo todo no idioma que a platéia espera que você esteja falando. A intenção de ser gentil intercalando algumas palavras na língua do país que está visitando costuma confundir os ouvintes.

 


                                                                                                  Centro de Treinamento

Antes de tudo um lembrete: intérpretes possibilitam a comunicação entre pessoas que falam idiomas diferentes. Isso significa que quanto mais você cooperar com o trabalho do intérprete, melhor será o resultado da sua explanação.

 

  • Intérpretes transmitem significados, não só palavras. Portanto, devem estar familiarizados com o assunto sobre o qual você irá discorrer e com a terminologia utilizada.
  • Muita coisa que parece familiar a um especialista no assunto pode ser novidade para os intérpretes.
  • Forneça sempre ao intérprete com antecedência uma cópia do material (slides, resumos) preparado para a apresentação. Se houver siglas e abreviaturas, lembre-se de incluir uma explicação.
  • Se sua apresentação tiver conteúdo técnico, forneça a terminologia necessária aos intérpretes e, se possível, indique referências de textos na mesma área. Uma conversa prévia pode ser necessária.
  • Ao preparar slides e transparências lembre-se que eles terão que ser lidos pelo público e pelos intérpretes. A regra de ouro é: máximo de 7 itens por slide e de 7 palavras por item. O tamanho da fonte ideal é aproximadamente 32. Tudo isto facilita o trabalho de interpretação, pois a cabine fica muitas vezes afastada da tela de projeção.
  • Quando for mostrar um vídeo, lembre-se que a linguagem usada é uma narrativa cuidadosamente preparada em estúdio e não a fala normal com todas as hesitações e redundâncias que ajudam muito o intérprete. Por isso, se não houver o script do vídeo disponível com antecedência, os intérpretes em geral limitam-se a dar um apanhado geral do contexto, já que é impossível traduzir palavra por palavra.
  • Tenha sempre em mente que o microfone é único canal pelo qual os intérpretes podem ouvi-lo. Portanto, siga a orientação dos técnicos de som, não fale nem muito perto nem muito longe do microfone e não se esqueça dele ao se movimentar pelo palco.
  • Antes de começar a falar, verifique se seu microfone está ligado. Para testar, é preferível dizer algo como “Bom Dia” ou “Obrigado” ao invés de soprar ou bater no microfone. Siga sempre as orientações dos técnicos de som.
  • Se houver previsão de perguntas durante ou após a apresentação, verifique se há um fone de ouvido disponível para que você ouça a tradução. Quando retirar o fone para responder, não o deixe próximo ao seu microfone para não haver interferência.
  • Procure falar pausada e claramente, transmitindo sempre idéias completas.
  • Nunca utilize os fones de ouvido para monitorar a tradução. Isto só atrapalhará a sua apresentação.
  • Evite ao máximo contar piadas e fazer trocadilhos. A graça em geral se perde devido a diferenças culturais entre os povos, mesmo sendo bem traduzida. Se a piada for considerada essencial, deve ser contada aos intérpretes com antecedência.
  • Evite referências a pessoas ou fatos apenas conhecidos em sua própria cultura.
  • Procure não fazer comentários do tipo “não sei se esta palavra existe em português”. Estas observações acabam confundindo o público.
  • Procure falar o tempo todo no idioma que a platéia espera que você esteja falando. A intenção de ser gentil intercalando algumas palavras na língua do país que está visitando costuma confundir os ouvintes.

 

A FRASE


"Sinta o pensamento, pense o sentimento"
Miguel de Unamuno.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

DICAS PARA ALCANÇAR UMA COMUNICAÇÃO EFICAZ


  

Autor: Eng. Carlos Mora Vanegas

Comunicação organizacional

 

Para entender se com os demais, primeiro tem que saber escutar a você mesmo.

É muito importante saber manejar a comunicação, expressar se com eficácia a fim de alcançar resultado favorável quando fazemos uso dela. A comunicação eficaz entre duas pessoas se produz quando o receptor interpreta a mensagem no sentido que pretende o emissor.

Portanto, não nos surpreende que se exponha que comunicar não significa falar muito, senão expressarmos como somos, com uma linguagem entendível, singela, respeitando nossa pessoalidade, autenticidade sem imitar a ninguém, saber utilizar técnicas de persuasão, entonação da voz, gesticulação. Quando nos comunicamos, escutamos e emitimos uma resposta acorde a nossos próprios sentimentos e pensamentos. Esta conduta responde a nossos estados internos.

Neste escrito, selecionamos algumas dicas que se recomenda considere em prol de lograr uma boa comunicação, a saber:

• As posturas e os gestos cobram grande importância para reforçar a persuasão. Tem que tomar muito em conta e decifrar os movimentos do interlocutor e o controle dos próprios.

• Um bom comunicador jamais se encontra sem palavras. Trate de evitar os silêncios, de rechear cada pausa com um incessante blá-blá.

• As conversações que não criam realidade, não geram ação.

• Quem perde o tempo com falas vazias fica fora do jogo e não se informa de nada.

• Evite usar palavras inúteis, aproveitar bem sua energia. Utilizada com cuidado e atenção a conserva e reforça. Use entonações adequadas e pausas como instrumentos de bem estar.

• Saber manejar o silencio. Sem silencio não há comunicação. Entre duas palavras há sempre um intervalo, que a miúdo expressa mais que as mensagem orais. Treine se em modular e escutar estas pausas para que as palavras que saiam de sua boca sejam manifestações vibrantes, eloqüentes, em sintonia com a realidade do momento que se está vivendo.

• Observe se. Significa centrar se em si mesmo, não no que possa pensar a pessoa que tem a frente. É um verdadeiro de fora para dentro, uma situação ao mesmo tempo de distancia emocional e de presença consciente: estar sem julgar.

• Libere se das tensões, relaxe-se, O cérebro se atormenta para encontrar as palavras certas e o corpo se carrega de tensão, quando está estressado.

• Não faça uso de palavras inúteis.

• Quando se fala muito não se diz nada.

• Saiba escutar; a falta de comunicação que se sofre hoje em dia se deve em grande parte a que não se sabe escutar aos demais. Está-se mais tempo pendente das próprias emissões, e nesta necessidade própria de comunicar se perde a essência da comunicação, é dizer, ter em comum, compartir com os demais. Existe a crença errônea de que se escuta de forma automática, porém não é assim. Escutar requer um esforço superior ao que se faz ao falar e também do que se exerce ao escutar sem interpretar o que se ouve.

• Maneje exitosamente a escuta ativa. Esta significa escutar e entender a comunicação desde o ponto de vista do que fala.

• Tenha bem claro a diferença entre ouvir e escutar. Ouvir é simplesmente perceber vibrações de som. Entanto que escutar é entender, compreender ou dar sentido ao que se ouve. A escuta efetiva tem que ser necessariamente ativa, por cima do passivo. A escuta ativa se refere à habilidade de escutar não só o que a pessoa está expressando diretamente, senão também os sentimentos, idéias ou pensamentos que estão por traz do que se está dizendo. Para chegar a entender a alguém se precisa mais que empatia, é dizer, saber se por no lugar da outra pessoa.

• Escutar ativamente as emoções dos demais é tratar de "metermos em sua pele" e entender seus motivos. É escutar seus sentimentos e fazer lhe saber que "nós fazemos cargo", tentar entender o que sente essa pessoa. Não se trata de mostrar alegria, nem sequer de ser simpáticos. Simplesmente, que somos capazes de nos por em seu lugar. Sem embargo, não significa aceitar ou estar de acordo com a posição do outro. (psicologia on-line. com).

• A curva da atenção se inicia num ponto muito alto, diminui à medida que a mensagem continua e volta a ascender ao final da mensagem, há que tratar de combater esta tendência fazendo um esforço especial na metade da mensagem com objetivo de que nossa atenção não enfraqueça.

- Não interromper ao que fala.
- Não julgar.
- Não oferecer ajuda ou soluções prematuras.
- Não rejeitar o que o outro esteja sentindo, por exemplo: "não se preocupe, isso não é nada".
- Não contar "sua historia" quando o outro necessita falar lhe.
- Não contra-argumentar. Por exemplo: o outro diz "me sinto mal" e você responde "e eu também".
- Evitar a “síndrome do experto": já tem as respostas ao problema da outra pessoa, antes inclusive de que te conte a metade.   (psicología-on-line. com).

• Saber Parafrasear. Este conceito significa verificar ou dizer com as próprias palavras o que parece que o emissor acaba de dizer. É muito importante no processo de escuta já que ajuda a compreender o que o outro está dizendo e permite verificar se realmente se está entendendo e não mal interpretando o que se diz. Um exemplo de parafrasear pode ser: “Então, segundo vejo, o que passava era que...”, “¿Quer dizer que você sentiu...?”.

• Emitir palavras de reforço ou elogios. Podem definir se como verbalizações que supõem uma amabilidade para a outra pessoa ou reforçam seu discurso ao transmitir que você aprova, está de acordo ou compreende o que se acaba de dizer. Alguns exemplos são: "Isto é muito divertido"; "Me encanta falar com você" ou "Deves ser muito bom jogando tênis". Outro tipo de frases menos diretas serve também para transmitir interesse pela conversação: "Bom", "Umm" ou " Ótimo!".

• Saber resumir

• No falar do passado

• Evitar as generalizações

• Ser específico.

• Cuidar a comunicação não verbal. Para isso, consideraremos o seguinte:

- A comunicação não verbal deve de ir acorde com a verbal. Dizer “já sabes que te quero" com rosto de aborrecido deixará á outra pessoa pior que se não falar nada.

- Contacto visual. É a porcentagem de tempo que se está mirando aos olhos da outra pessoa. O contato visual deve ser freqüente, mas não exagerado.

- Afeto. É o tom emocional adequado para a situação na que se está interatuando. Baseiam-se em índices como o tom de voz, a expressão facial e o volume de voz (não muito alto ou muito baixo).

Tenha presente, como se comenta, que não todos os seres humanos somos iguais, portanto não respondemos de igual maneira aos mesmos estímulos, isso implica que não podemos tratar a todas as pessoas do mesmo jeito. Só se estamos atentos às respostas que geramos e somos suficientemente flexíveis para modificar nosso comportamento cada vez que nos afastamos da meta, poderemos aumentar as possibilidades de comunicar-nos eficazmente.

 

 

 

sábado, 9 de maio de 2009

A VIDA NUM SEGUNDO

       A vida num segundo, o valor da essência.


O ser humano como cambiante que é por natureza, se lhe permite mimetizar-se dentro das situações e em algumas ocasiões sair airoso, tendo consigo o troféu do aprendizado. Toda vez que o homem se enfrenta a uma relação, a uma situação difícil ou toma uma decisão (o que faz a maior parte de seu tempo) se está colocando inexoravelmente frente a um caminho de duas pontas. Que é o que motiva ao homem a inclinar se por algum dos lados da balança? Que é o que faz que tente dar um impressionante giro de 180° graus a sua vida, ou siga estruturando sua existência sobre as mesmas bases? Como avançar no caminho escolhido, sem pensar na possibilidade descartada? Que é o que acontece quando não queremos percorrer nenhum dos dois caminhos?

Minha experiência como coach, me permitiu maravilhar-me ao permitir me conhecer, e em algumas ocasiões tocar a essência das pessoas que chegam a minha vida por uma ou outra circunstancia, e minha experiência própria, me confronta frente ao fenómeno que costumamos chamar VIDA. Em alguma oportunidade, tive um cliente, o qual depois de muito culpar ao passado de sua família, pelo presente que vivia, convidei a pensar qual era realmente a influência que algum fato, por constrangedor que fosse, poderia ter em nossas vidas, ou melhor, quanto tempo lhe permitimos ao passado estruturar nossa sobrevivência, convertendo-nos em efeito das circunstancias. Quando olhamos a vida com óculos convencionais, conseguiremos resultados convencionais. Quando damos incumbência, ainda que seja por um mínimo espaço, à incerteza, estaremos permitindo-nos verdadeiramente conhecer-nos em situações "não convencionais", mas, quantos desejam isso? Tal vez nos resulte mais cômodo ter mais do mesmo, porque isso não requer esforço. Tal vez seja mais fácil conviver com um medo conhecido, que com um sentimento desconhecido por conhecer, ainda sabendo que há pelo menos uma possibilidade, de que esse sentimento troque nossa existência e definitivamente essa possibilidade deveria merecer a pena.

O Coaching, naturalmente convida a analisar o tipo de óculos que utilizas para mirar aos demais, mas sobre tudo para olhar te a ti mesmo. Tenho visto trocas surpreendentes que surgem basicamente da troca desses óculos, bem seja por outros mais leves, tal vez, mais divertidos, mas definitivamente, muito mais conscientes dos anteriores. Agora, surge esta outra pergunta: Será possível em algum momento deixar de levar os óculos? Minha resposta ante essa pergunta será um enérgico "não". Cada tipo de óculos é justo o que te permite avançar em teu caminho por alguma das opções que te coloca a vida. Acredito que nem o mais avançado ser espiritual, logra despojar se totalmente dos juízos de valor, de aprendizados prévios, das opiniões ou das asseverações um pouco aparceladas desde seu tipo de lente, porque se isso chegasse a acontecer, poderíamos estar frente a dois cenários: O primeiro o reino dos céus estaria à disposição e justo frente a nossos olhos, o segundo, robotizaríamos o presente com uma assombrosa perfeição, misteriosamente alcançada. A mim pessoalmente, toda perfeição me assusta. Com isto não nego os grandes aportes feitos por seres evolucionados a nível espiritual, há havido muitos, e não me corresponde honrar lhes neste momento, sei que seus aportes foram valiosos, mas acredito que nesse nível de evolução, os óculos devem ser um pouco mais especializados.

Quando passamos pela vida, olhando com lentes marca "passado" estamos trazendo a nossa existência situações que nos levem a permanecer nele, isto acontece porque consciente o inconscientemente, inclinamos a balança para o lado ao qual lhe tememos, mas sem embargo, é o medo que escolhemos levar em nossa mala durante todo nosso caminho.

Através do Coaching, muitos de meus clientes se surpreendem do fácil que é trazer à sua vida experiências agradáveis ou exitosas através da toma de consciência. O Coaching te permite deter-te um segundo em perspectiva frente a quaisquer das situações que estejas atravessando em tua vida (feliz, traumática, difícil ou triste, qualquer que seja, cabe neste ponto) e quando obtens essa vista panorâmica de tua vida, num segundo, nesse valioso segundo: podes decidir trocar tua vida. Resulta simples de ouvir, mas é realmente complicado, tratar de levar a prática; se fosse tão fácil, muitos dos que nos dedicamos a ajudar a crescer às demais pessoas quedaríamos desempregados, mas sem dúvida, esse seria o desemprego melhor assumido.

Um segundo na vida, um segundo é tudo o que necessitas para te converter em escravo ou em amo, um segundo é o que te permitirá cambiar o passado por novas coisas, um segundo basta para trazer a tua vida isso tão esquivo que chamamos felicidade. Imagino que neste momento muitos dos leitores se perguntaram, por que há tanta gente infeliz, se o recurso é tão simples? E a resposta é ainda mais simples, eles decidiram seguir sendo efeito da vida.

Já que tanto se fala de liderança, um verdadeiro líder nasce de dentro para fora, um líder lidera a si mesmo, lideram esse congresso interno com o que todos conviveram para guiar lhe rumo a suas metas, em vez de que cada congressista interno sabote as iniciativas do que tem ao lado. Desses líderes não há muitos, e os que há, marcam a diferença.

Existem ao nosso redor centos de pessoas com casos e coisas muito diferentes às que nós decidimos viver, cada uma dessas cruzes são justo do tamanho que eles escolheram e justo o peso que eles podem carregar. O Coaching te permite fazer a diferença entre caminhar por uma via crucis, ou desfilar como se estivesses mostrando a nova tendência no manejo de cruzes. Cada pessoa decide dar lhe a sua existência o curso que deseja nesse segundo que lhe toma à vida.

Se retomamos o caso de meu cliente e o caminho que se bifurca justo frente a ele, não poderia eu negar a existência desses eventos do passado, que o foram levando, decisão a decisão a colocar lhe justo aí; o que sim posso é propiciar lhe um espaço muito pessoal que lhe permita tomar quaisquer dos dois caminhos ou se ele o prefere criar outro mais a sua medida. Permitir lhe tomar, esse segundo na vida.

Vontade, alma, força ou energia, são alguns dos nomes com os quais batizamos esse motor que nos impulsiona a viver de diferentes maneiras, mas acredito que cada uma dessas definições se queda curta frente a essa enteléquia que faculta e fundamenta toda nossa existência. Em tantas oportunidades a vida nos passa ao lado e não a detemos para pergunta lhe: Que é? Que quer de nós? Que temos a ver com ela? Se qualquer pessoa descobrir o valor "disso" que move sua vida e o faz diferente a todos os demais, que lhe permite construir caminhos diferentes onde não há e que é a base sobre a qual pode construir a felicidade segundo seu próprio dicionário; se o descobrira pelo menos uma semana antes de morrer, haveria valido a pena sua vida. Não nos permitamos morrer sem saber quem somos ou de que estamos feitos, não nos demos ao luxo de conviver como entes carentes de valor, não nos resignemos a sobreviver, quando podemos ter a mais grandiosa das experiências. Não estamos feitos para serem conseqüências, senão causa.

Quando sabemos realmente quem somos, e neste ponto faço uma aclaração que considero a lugar: Nunca terminaremos de conhecermos, porque sempre estaremos avançando e evolucionando a través de nossas experiências e as relações de nossas vidas. Mas quando conheçamos profundamente nossos medos e sejamos capazes de caminhar com eles, quando nos aceitemos com os locais de luz e sombra e quando nos permitamos à vulnerabilidade de mostrarmos tal qual somos ao mundo sem temor à rejeição ou à desaprovação, nesse momento, só nesse momento estaremos prontos para começar a viver.

Dentro de todas as definições complicadas que tem o Coaching, eu valorizo a simplicidade da que se refere a ele, como o espelho que te permite descobrir em teu interior os caminhos e logo desenhar lhes em tua existência, fazendo lhes reais.

Por isso quando me pergunto: Qual é o motor que move nossa existência rumo ao sucesso ou o fracasso... transcendentalmente chego à segunda parte do título deste escrito.

Autora: Linda de La Torre Porto – Bogotá – Colômbia. -

 

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