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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
FUNDÉU RECOMIENDA...
Recomendación del día
escasa afluencia es una contradicción
El término afluencia se refiere a la concurrencia en gran número de personas o cosas a un lugar o sitio determinado, por lo que no son adecuadas expresiones como poca afluencia o escasa afluencia.
Así, en frases como «Un estudio determina cuáles son los centros con escasa afluencia en esa franja horaria» y en «Se comprobó que la escasa afluencia de viajeros y de mercancías no hacían rentables las líneas de ferrocarril», lo recomendable hubiera sido utilizar términos como asistencia o concurrencia, que no tienen ese matiz.
Sí es apropiado usar afluencia, sin embargo, en titulares como «Once embarcaciones limpian a diario la costa en los meses de máxima afluencia de bañistas» o «Las calles de la fiesta recuperan la alegría perdida con una afluencia masiva».
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
EL MATE
mate3.
(Del quechua mati, calabacita).
1. m. Infusión de yerba mate que por lo común se toma sola y ocasionalmente acompañada con yerbas medicinales o aromáticas.
~ amargo, o ~ cimarrón.
1. m. Arg. y Ur. El que se ceba sin azúcar.
Mate es una palabra quichua que significa calabaza. Al parecer, la costumbre de tomar mate es herencia de los pueblos guaraníes, anterior a la llegada de los españoles. Los indios llamaban caigua a la costumbre de beber infusiones en una calabaza (variedad de zapallo) vaciada y secada, y los conquistadores adoptaron la palabra quichua porque sus sonidos eran parecidos a los del idioma castellano.
El mate es una infusión preparada con hojas de yerba mate -planta originaria de las cuencas de los ríos Paraná, Paraguay y Uruguay-, previamente secadas, cortadas y molidas.
Esta tradición ha perdurado y hoy en día tomar mate es una costumbre cotidiana y es sinónimo de reunión con amigos.
Habitualmente se bebe caliente mediante un sorbete denominado bombilla colocado en un pequeño recipiente, también llamado mate, que contiene la infusión. El recipiente generalmente se realiza a partir de un fruto de corteza fuerte y leñosa, aunque, desde tiempos de la colonia, también se realizan mates de plata, cuerno vacuno, pezuña de toro labrada, madera, porcelana o vidrio. Estas son verdaderas obras de arte, que en muchos casos son objetos de colección, y que han motivado la creación de un Museo del Mate en el partido de Tigre, Provincia de Buenos Aires, con una colección de más de dos mil piezas, que incluye hasta degustaciones. Por otra parte, esta costumbre es celebrada en la Fiesta del Mate en el partido de Baradero, donde se realizan concursos de cebadores y tomadores de mates.
Fuente: http://www.buenosaires.tur.ar
A VOLTA DE MARTÍN FIERRO
Capítulo XXXII
Um pai que nos dá conselhos
Mais que um pai é um amigo;
Assim como tal lhes digo
Que vivam com precaução:
Ninguém sabe em que rincão
Se oculta quem é inimigo.
Eu nunca tive outra escola
Que uma vida desgraçada:
Não estranhem se na jogada
Alguma vez faço errado,
deve saber muito pouco
quem nunca aprendeu de nada.
Há homens que de sua ciência
Tem sua cabeça cheia;
Há sábios de todas as veias,
Mas eu digo, sem ser douto:
É melhor que aprender muito
O aprender coisas boas.
Não aproveitam os trabalhos
Se não tem a ensinar-nos nada;
O homem, duma mirada,
Tudo há de ver ao momento:
O primeiro conhecimento
É conhecer quando enfada.
Sua esperança não a bote
Nunca em coração nenhum;
No maior infortúnio
Ponham sua confiança em Deus;
Dos homens, só em um,
E com precaução em dois.
As faltas não têm limites
Como os têm os terrenos;
Encontram-se nos melhores,
E é justo que lhes avise:
Aquele que defeitos tenha,
Dissimule os alheios.
Ao que é amigo, jamais,
o deixem na estacada,
Porém não lhe peçam nada
Nem aguardem tudo dele:
Sempre o amigo mais fiel
É uma conduta honrada.
Nem medo nem a cobiça
É bom que a você lhe assaltem;
Assim, não se sobressaltem.
Pelos bens que pereçam;
Ao rico nunca lhes ofereçam
E ao pobre jamais lhe faltem.
Bem o passa, até entre pampas,
O que respeita à gente;
O homem há de ser prudente
Pra se livrar da ira:
Cauteloso entre os frouxos,
Moderado entre valentes.
O trabalhar é a lei,
Porque é preciso adquirir;
Não se exponham a sofrer
Uma triste situação:
Sangra muito o coração
Daquele que tem que peder.
Deve trabalhar o homem
Para ganhar seu pão;
Pois a miséria, em seu afã.
De perseguir de mil modos,
chama na porta de todos
E entra na do preguiçoso.
A nenhum homem ameacem,
Porque ninguém se acovarda;
Pouco em conhecê-lo tarda
Quem ameaça imprudente:
Que há um perigo presente
e outro perigo que aguarda.
Para vencer um perigo,
Salvar de qualquer abismo
-Por experiência o afirmo-,
Mais que a espada ou a lança
Pode servir a confiança
Que o homem tem em si mesmo.
Nasce o homem com astucia
Que há de servir-lhe de guia;
Sem ela sucumbiria:
Porém, segundo experiência,
Se volve em uns prudência
E nos outros picardia.
Aproveita a ocasião
O homem que é diligente;
E, tenham-o bem presente:
Se ao compará-la não erro,
A ocasião é como o ferro:
Deve-se bater em quente.
Muitas coisas perde o homem
Que às vezes as volta a achar;
Porém lhes devo ensinar,
E é bom que sempre o lembrem:
Se a vergonha se perde,
Jamais se volta a achar.
Os irmãos sejam unidos
Porque essa é a lei primeira;
Tenham união verdadeira
Em qualquer tempo que seja,
Porque, se entre eles se peleiam,
Os devoram os de arreda.
Respeitem aos idosos:
O burlar-os não é façanha;
Se andam entre gente estranha
deverão ser precavidos,
Pois por igual sempre é tido
Quem com os maus se acompanha.
A cegonha, quando é velha,
Perde a vista, e procuram.
Cuidar-la na idade madura
Todas suas filhas pequenas:
Aprendam das cegonhas
Esse exemplo de ternura.
Se lhês fazem uma ofensa,
Ainda a joguem ao olvido,
Sejam sempre prevenidos;
Pois certamente sucede
Falará mal de vocês
Quem os tiver ofendido.
Quem desobedecendo vive
Nunca tem sua sorte branda,
Mas com sua soberba aumenta
O rigor que ele padece:
Obedeça ao que obedece
e será bom ao que manda.
Procurem não perder
Nem tempo nem a vergonha;
Como todo homem que pensa,
Procedam sempre com juízo;
e saibam que nenhum vicio
Acaba onde começa.
Ave de bico encurvado
Tem pelo roubo afeição;
Porém homem de razão
Não rouba jamais um cobre,
Pois não é vergonha ser pobre
E é vergonha ser ladrão.
O homem não mate ao homem
Nem brigue por fantasia;
Tenha na desgraça minha
espelho para mirar-se;
Saber o homem guardar-se
É grande sabedoria.
O sangue que se derrama
Não se esquece até a morte;
A impressão é de tal sorte,
Que, a meu pesar, não o nego,
Cai como gotas de fogo
Na alma de quem a verte.
É sempre, em toda ocasião,
O trago o pior inimigo;
Com carinho se os digo,
E lembrem-se com cuidado:
Aquele que ofende bebido
Merece duplo castigo.
Se se arma algum revoleio,
Procurem serem os primeiros,
Não se mostrem altaneiros,
Embora razão lhes sobre:
É na barba dos pobres
Onde aprendem os barbeiros.
Se entregam seu coração
A alguma mulher querida,
No façam uma partida
Que ofenda aquela mulher:
Sempre os há de perder
Uma mulher ofendida.
Procurem, se são cantores,
O cantar com sentimento,
Não afinem o instrumento
Só pelo gosto de falar,
E acostumem a cantar
Em coisas de fundamento.
E lhes dou estes conselhos
Que me há custado adquirir,
Porque desejo dirigi-los;
Porém não alcança minha ciência
para dar-lhes a prudência
Que precisam para segui-los.
Estas coisas e outras muitas
Meditei em minhas solidões;
Saibam que não há falsidades
Nem erros nestes conselhos:
É da boca dos velhos
De onde saem às verdades...
Ninguém se sinta ofendido.
Pois a ninguém incomodo,
E se canto deste modo,
Por encontrá-lo oportuno,
Não é para mal de nenhum
Senão para o bem de todos.
José Hernández
FUNDÉU RECOMIENDA...
Recomendación del día
vestimenta o traje, mejor que outfit
Se recomienda emplear términos como vestimenta, ropa, traje, atuendo, modelo, según el contexto, y evitar el anglicismo outfit.
En algunos medios de comunicación se pueden encontrar frases como «Olivia Palermo cuidó cada detalle de su outfit al máximo», «Doña Letizia eligió un outfit en tonos grises formado por pantalón y camisa de seda».
Outfit es un extranjerismo innecesario pues en español ya existen las palabras vestimenta, ropa, traje, atuendo..., de modo que en los ejemplos anteriores habría sido más adecuado decir: «Olivia Palermo cuidó cada detalle de su vestimenta al máximo», «Doña Letizia eligió un modelo en tonos grises formado por pantalón y camisa de seda».
terça-feira, 28 de agosto de 2012
TRADUCCIONES CONFIABLES
Por: Patricia Pedraza
Es Fundadora, Directora y Coordinadora de Idiomas de Texas School of Languages con sede en Houston, Texas. .
Cuántas veces hemos buscado el famoso “tumba-burros” mejor conocido como diccionario para encontrar la definición correcta de alguna palabra, y aun así, su variación existirá de acuerdo a la cultura y coloquialismo del país en que transitamos y respiramos. Me pregunto yo, ¿Qué traducciones son confiables en este mundo en el que cada día nos hacemos más global? Me ha tocado escuchar algunas traducciones de inglés a español tan desagradables y faltas de conocimiento en la lengua que simplemente dan pena tristeza y pena ajena.
Opino que por más métodos que surjan en esta nueva era, como traductores electrónicos, o incluso nuevas ediciones impresas, la mejor traducción será la hecha de aquel cerebro con objetividad, con visión, con enriquecimiento cultural.
Sin duda alguna en cuanto a tecnología, Google es uno de los líderes este rango, -si no es que el único- y cada día mejora en sus servicios de traducción.
Los nuevos tiempos que estamos viviendo donde ya todo es prácticamente electrónico, me lleva a recordar que el primer diccionario electrónico –inventado por los inteligentes japoneses- apareció por el año 1979. En ese entonces solo era de japonés a japonés, es decir su función era meramente de diccionario. Posteriormente se desprendieron todos los diccionarios- traductores de idiomas. Estos aparatos siempre han sido muy aceptados y populares por muchos debido a lo practicidad de llevarlos hasta en el bolsillo. Era como llevar una mini-computadora portátil.
Al principio eran traductores solo de palabras, poco a poco se fueron extendiendo a sus servicios de frases o enunciados simples, luego compuestos, después a párrafos y así hasta llegar a traducir documentos completos. Hoy en día siguen existiendo esos diccionarios y traductores por supuesto con un estilo actualizado que incluso están dentro de nuestros teléfonos móviles.
La tecnología camina, mejor dicho, corre a mil por hora, sin darnos tiempo de familiarizarnos con algún aparato. Pues continuamente nuestros cerebros mundiales de mercadotecnia están produciendo lo más nuevo y poniéndolo a nuestro alcance.
Sin embargo, hay cosas que jamás podrán ser reemplazadas por una máquina. Un “te amo” jamás podrá trasmitirse o sentirse mejor en una máquina que en una persona. Una tarjeta de cumpleaños de igual manera nunca tendrá el mismo efecto de una computarizada a una real, de papel donde se puedan apreciar las palabras escritas de la mano de la persona que nos la envió. Un profesor real jamás podrá ser reemplazado por un profesor virtual. No hay nada como el método tradicional de la docencia. Por lo tanto una buena traducción solo será aquella hecha por una persona de carne y hueso cuyos conocimientos sean con visión, objetividad y actualidad mundial.
En el 2010 una estadística arrojó que los tres idiomas más traducidos en el mundo eran el francés como número uno, después el alemán y en tercer lugar el español. ¿Interesante verdad? La estadística informa que dichas traducciones fueron de y al inglés.
Sin importar el idioma, el traducir va más allá de una palabra, es traducir sentimientos, emociones cultura. Y cuando se logra esto, sin lugar a equivocarse es la traducción perfecta.
(*) Colaboradora. Directora y Coordinadora de Idiomas de Texas School of Languages con sede en Houston, Texas. Profesora de español e inglés como segunda lengua.
https://www.facebook.com/patricia.pedraza.5
UNIÓN LATINA
Fundada en 1954, la Unión Latina es una organización internacional que reúne 36 Estados Miembros y actúa a favor de la diversidad cultural y del multilingüismo.
Unión Latina
204 rue de Vaugirard, 75015 París, Francia
+33 (0) 1 45 49 60 60
ulsg@unilat.org
Los pueblos de lenguas neolatinas, aunque de orígenes muy diversos, comparten un patrimonio lingüístico y un mismo sistema de referencias históricas, jurídicas y culturales. Es, por lo tanto, natural que esta familia, aunque dispersa y muy diversificada, se haya dotado de una institución dedicada a promover y difundir la herencia común y las identidades del mundo latino. Esta acción resulta aún más necesaria en la actualidad cuando la preservación de la diversidad cultural constituye una de las mayores preocupaciones del mundo contemporáneo.
La Unión Latina plenamente consciente de su cometido, cumple con poner de actualidad los objetivos establecidos por el Convenio Constitutivo de 1954. Así, su acción tiende principalmente a dar una expresión visible y un contenido concreto a la solidaridad que debe unir a los miembros de la familia latina entre sí y a sus intercambios con los otros Estados.
En ese espíritu, la Unión Latina elabora, mediante un diálogo permanente con sus Estados miembros y los organismos intergubernamentales, esencialmente regionales, programas basados en los principios de complementariedad y subsidiaridad, orientados a formar especialistas, incentivar la creación y promocionar las lenguas y las industrias culturales. Mediante su acción, la Unión Latina persigue la valorización de la herencia común de sus pueblos al servicio de una visión llena de confianza en el papel que le corresponde asumir a la comunidad latina en el mundo de hoy.
SANTOS VEGA
Vídeo: http://youtu.be/MJ4vHy80KtA
1 - A ALMA DO PAJADOR
Poema de Rafael Obligado
Quando a tarde se inclina
lagrimando ao ocidente,
corre uma sombra doente
sobre o pampa argentino.
E quando o sol ilumina
com luz brilhante e serena
do largo campo a cena,
a melancólica sombra
foge beijando sua alfombra
com o afã duma pena.
Contam os criolos da terra
que, em morna noite de lua,
em solitária lagoa
detém a sombra seu voo;
aí se alarga e um véu
vai sobre a água formando,
em tanto goza escutando
por singular beneficio
o incessante bulício
que fazem ondas rolando.
Dizem que, em noite nublada,
se seu violão algum moço
no cruzeiro do poço
deixa de intento colgada,
chega uma sombra calada
e, ao envolvê-la em seu manto,
soa o prelúdio dum canto
entre as cordas dormidas,
cordas que vibram feridas
como por gotas de pranto.
Contam que em noite daquelas
em que o Pampa se abisma
na extensão de si mesma
sem sua coroa de estrelas,
sobre as lombas mais belas,
onde há mais trevo risonho,
luze uma tocha sem dono
entre uma nevoa indecisa,
para que tempere a brisa
as brandas asas do sonho.
Mas se trocado o desmaio
em tempestade em seu seio,
estoura o oco trovão
que é a palavra do raio,
fere ao umbu de soslaio
vermelha serpe de chamas,
que, calcinando suas ramas,
serpeia, corre e ascende,
e na alta copa desprende
brilhante chuva de escamas.
Quando, nas sestas de estio,
as claridades remedam
vastos marulhos que rodam
sobre fantástico rio,
mudo, abismado e sombrio,
baixa um ginete a falda,
tinta de bela esmeralda,
chega às margens só...
afunda o potro nas ondas,
com o violão nas costas!
Se então se cruza ao longe,
galopando sobre o plano
solitário, algum paisano,
olhando ao outro nos reflexos
daquele abismo de espelhos,
sente indizíveis quebrantos,
e, alçando em vez de seus cantos
uma oração de ternura,
ao se persignar murmura:
A alma do velho Santos!
Eu, que nesta terra nascido
onde esse gênio ha cantado,
e o pampeiro e respirado
que ao pajador ha nutrido,
beijo este chão tão querido
que a minhas caricias se entrega,
quanto de orgulho me anega
a convicção de que é minha
a pátria de Echeverría,
a terra de Santos Vega!
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