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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL E TRADUÇÃO



Chegou a minhas mãos uma monografia de Gabriela Palermo “EL ROL DEL TRADUCTOR COMO MEDIADOR CULTURAL EN EL PROCESO DE COMUNICACIÓN INTERCULTURAL” - Universidad del Aconcagua, Escuela Superior de Lenguas Extranjeras, Licenciatura em Inglês, Mendoza, 2011.
Como o tema me resultou interessante desejo compartilhá-lo com vocês.

O tradutor como mediador intercultural


Os tradutores para poder traduzir, adquirimos ferramentas e desenvolvemos capacidades para desempenharmos como mediadores entre duas culturas com distintos valores, tradições e crenças.
O tradutor transmite conhecimentos, vivencias e emoções entre distintas nações que não compartilham a mesma língua; é por isto que o tradutor se converte num participante essencial no processo de comunicação entre os interlocutores que não podem estabelecer um contato direto.
As comunicações interculturais apresentam desafios devido às grandes diferencias estabelecidas entre os sistemas sociais. Frente a esta situação, o profissional deve decidir como solucionar os problemas culturais que surgem e realizar pressuposições acertadas; é dizer, deve reconhecer que conceitos culturais compartem o leitor do texto fonte e o leitor da tradução e que conceitos são necessários aclarar para atingir uma maior compreensão do texto traduzido
A tradutora Rosa Luna em seu livro “Temas de traducción” diz: “a atividade tradutora se desenvolve em torno da diferencia” (2002: 35); também sustém que cada sistema linguístico têm suas próprias características, e que a missão do tradutor é lograr diminuir esta alteridade linguística e resolver os conflitos que se apresentam em sua tarefa. Expressa, ademais, que o profissional da língua deve intentar “se apropriar do outro”.
Também apresenta dois métodos de tradução que refletem a relação entre cultura e língua.
O primeiro método, a estrangeirização ou tradução “exotizadora”, considera que “fazer compreender ao outro” implica manter as diferencias culturais. O fim deste método é lograr que o leitor abra sua mente a uma visão do mundo diferente à própria e incorpore conhecimentos novos a través de prefácios, notas do tradutor, paráfrases intratextuais, glossários e outros recursos explicativos
O segundo método de tradução proposto está meramente relacionado com a naturalização. Os tradutores que optam por este método se apropriam da alteridade cultural e realizam uma adaptação global, familiarizam os termos e neutralizam os rasgos estilísticos a fim de que o leitor compreenda a mensagem com a maior claridade possível.
Por um lado, a criatividade tradutora legitima à apropriação, por outro, a tradução duma obra favorece ao texto original porque respeita o sentido, a intenção e duplica a autoria do escritor. A fim de ser criativo, o profissional deve ter em conta distintos aspectos onde se manifesta a alteridade, como a cultura forânea que reflete os distintos padrões culturais; a diferença espacial e temporal entre o texto de origem e o texto alvo e a ideologia que pode compartilhar ou não o autor com o tradutor.
Também deve considerar a diferença de género entre o autor e o tradutor, é possível que um tradutor masculino deva traduzir textos feministas ou escritos por uma mulher.
As diferencias idiolectais entre textos e o par idiomático para traduzir são dois aspectos onde a alteridade também se observa. Por exemplo, não é o mesmo traduzir entre línguas romances (do português ao espanhol) que duma língua anglo-saxã a uma romance (do inglês ao espanhol).
O tradutor também se enfrentará a saberes não compartidos, é dizer, à tradução de textos cujos temas não são conhecidos por ele. O comunicador intercultural deve manipular todos estes aspectos, para lograr que o texto alvo funcione numa sociedade com parâmetros culturais diferentes aos do texto de origem.

Conclusão
A labor do tradutor é imprescindível para comunicar diferentes culturas; um profissional da comunicação intercultural é um conector entre mundos diversos.
O tradutor tem prestado seus serviços ao longo da história e isto se reflete na transmissão de obras ilustres como a Bíblia, trabalhos de Aristóteles, Platão e Sócrates, filósofos que marcaram a história da humanidade.
A tradução participou no conhecimento do Novo Mundo, América; aborígenes, qualificados injustamente como bárbaros e ignorantes, transmitiram com sua interpretação a enriquecedora cultura do continente americano e deram a conhecer grandes civilizações que portavam conhecimentos valiosos que identificam uma forma distinta de vida.
Grande parte do traspasso de saberes e progresso da humanidade se deve à intervenção dos tradutores nas distintas etapas da história. Este traspasso de saberes não somente se circunscreve ao conhecimento senão que abarca, ademais, todos os aspectos culturais próprios dum povo, expressados na língua.
Por séculos, a língua tem revelado a cultura dos grupos humanos do mundo todo. Quando uma pessoa fala, consciente ou inconscientemente, transmite sua forma de ver o mundo, suas tradições e costumes, seus gostos e desagrados. Um falante porta sua cultura onde queira que vai e é imprescindível que outros falantes compreendam sua mensagem no momento de entabuar uma comunicação. O tradutor é um participante ativo e indispensável numa comunicação intercultural, já que os falantes não podem se compreender sem sua intervenção. Este profissional se encarrega de realizar os traspasses culturais adequados, realiza pressuposições acertadas e tem em conta a intertextualidade entre as mensagens para lograr uma comunicação fluida; ademais, a través de sua criatividade tradutora, encurta a brecha cultural entre os falantes. Esta mediação do tradutor simplifica a comunicação intercultural, já que o profissional têm em conta as culturas onde estão imersas as línguas do trabalho de tradução.
Um tradutor profissional é considerado leitor da língua de origem, mediador entre culturas e escritor na língua alvo, devido a que se adapta à função que um texto deve cumprir no texto de chegada, o skopos. O profissional intercultural não lê o texto fonte para se informar, o lê porque deve transmitir a mesma ideia em outra língua e para atingi-lo têm em conta os diferentes constituintes dum ato tradutor, como o iniciador e produtor dum texto, o receptor da tradução, os sistemas linguísticos e as normas que estes estabelecem. O tradutor é o leitor ideal do texto de origem, compreende as implicações e suposições realizadas; realiza um análise da obra a traduzir e conjuga a interpretação do texto com sua criação para produzir um texto novo, fiel ao original, dentro dum sistema linguístico diferente.
Como especialista em comunicação intercultural, o tradutor possui uma perspectiva bi cultural, conhece técnicas e estratégias de tradução. Também adquire uma competência tradutora a través dum processo de aprendizado dinâmico que evolui com o tempo e a prática. Esta competência se baseia principalmente na reestruturação e o desenvolvimento do conhecimento declarativo y procedimental; ademais, está conformada por componentes fisiopsicológicos e subcompetências que se inter-relacionam entre elas, cada uma destas subcompetências contribui com o crescimento do tradutor como profissional linguístico.
O tradutor sabe algo mais que duas línguas, conhece culturas diversas e mundos com perspectivas diferentes. É um profissional que adquire conhecimentos, aplica estratégias e apreende recursos para poder participar com eficiência numa comunicação intercultural. Sua perspectiva cultural lhe permite realizar diversas interpretações e pressuposições ao momento de ler o texto original e sua criatividade tradutora é uma ferramenta valiosa para produzir um texto para o leitor de chegada. Desde esta perspectiva e considerando suas características e funções, o tradutor é um elo entre sistemas linguísticos distintos, um ponte conetor e um mediador cultural por excelência.

Leia mais: http://bibliotecadigital.uda.edu.ar/objetos_digitales/228/tesis-1244-el.pdf

LOS PREMIOS NOBEL DE LITERATURA



por Alejandro San Francisco en El Imparcial - España

Ser escritor es un privilegio que pocos gozan y que muchos habrían querido ejercer. Quien asume el desafío de la creación novelística o poética lo hacen, en general, por gusto, por una íntima vocación e interés, superando muchas veces las adversidades, los momentos de esterilidad creadora, el desconocimiento o el rechazo del público o algún fracaso puntual. Junto a cada libro, una de las cuestiones que va alimentando la vida de un escritor son los premios nacionales o editoriales, los galardones específicos por una obra o por la carrera. Algunos pocos elegidos logran el máximo reconocimiento de la literatura universal, el añorado Premio Nobel de Literatura.


Este año 2013 la ganadora ha sido Alice Munro, escritora canadiense, nacida en 1931, considerada como una maestra del relato breve. Lamentablemente, según se ha sabido, ella no podrá viajar a Estocolmo a recibir el reconocimiento, y por tanto no podrá pronunciar aquel siempre esperado discurso donde las figuras de la literatura mundial expresan sus convicciones literarias e incluso políticas, así como su visión del mundo y algunos aspectos autobiográficos. Es un momento especial, único, irrepetible. Es una entrada por la puerta ancha a la historia.

Entre 1901 y 2013 han sido 110 los escritores laureados con el Nobel, de los cuales la lengua inglesa muestra una clara primacía con 27 figuras, seguidos por el idioma alemán y el francés con 13 cada uno, y por la lengua de Cervantes con 11 autores. Estos son los españoles Vicente Aleixandre, Jacinto Benavente, Camilo José Cela, José de Echegaray y Juan Ramón Jiménez, unto a los latinoamericanos Gabriela Mistral y Pablo Neruda (chilenos), Miguel Ángel Asturias (guatemalteco), Gabriel García Márquez (colombiano), Octavio Paz (mexicano) y Mario Vargas Llosa (peruano). En otro ámbito, Munro es la décima tercera mujer en ostentar el reconocimiento, que primero distinguió a Selma Lagerlöf en 1909, que en 1945 recibió Gabriela Mistral como única mujer de habla castellana. En esta última década han sido cuatro las galardonadas: Elfriede Jelinek (2004), Doris Lessing (2007), Herta Müller (2009) y Alice Munro este año.

La máxima distinción de las letras universales siempre ha estado rodeada de interés, admiración y polémicas, donde se combinan los aspectos propiamente literarios con otros de carácter político e incluso con algún lobby nacionalista o de otra naturaleza. También las circunstancias que vive el mundo en un momento determinado han alterado la historia de los Premios Nobel de Literatura, que no se entregaron en 1914 y 1918, y tampoco entre 1940 y 1943, cuando Europa y otros lugares del orbe estaban sumidos en la destrucción y el dolor de las guerras mundiales.

Hay tres cosas que podríamos mencionar en relación al galardón universal. En primer lugar, efectivamente se puede apreciar en la lista de los galardonados a quienes son en sin duda algunos de los grandes escritores del siglo XX: Kipling y Tagore, Thomas Mann y Faulkner, Camus y Kawabata, Montale y Milosz, Coetzee y Solzhenitsyn, además de los mencionados anteriormente y otras tantas figuras de la literatura universal. Autores para leer, narradores y poetas, con estilos e historias diferentes, pero siempre atractivos y en varios casos con obras cumbres de la literatura contemporánea.
Un segundo aspecto es que no están todos los grandes escritores en la lista de los Nobel. Las razones se discuten y los personajes también, pero es evidente que hubo algunas figuras que podrían haber estado entre los premiados, y que muchos señalan que deberían haber recibido el galardón, que sin embargo no lo recibieron o derechamente fueron excluidos. Entre otros, podemos destacar sin duda a Marcel Proust, quien hace exactamente cien años comenzó a publicar su monumental En busca del tiempo perdido, o bien James Joyce, Tolstoi o Kafka, y sin duda el incomparable Jorge Luis Borges, cuya exclusión enloda más al Premio Nobel que al escritor argentino.

Un tercer tema interesante es la relación entre política y literatura, asociado al reconocimiento que entrega cada año la Academia Sueca. En un interesante y bien documentado libro de Kjell Espmark, El Premio Nobel de Literatura. Cien años con la misión (Palencia, Nórdica, 2008), quien fue presidente del Comité que decidía el Premio Nobel, explica que durante la Guerra Fría era muy habitual que los debates literarios estuvieran mezclados también con algunas consideraciones geoestratégicas o discusiones políticas, resultando “perjudicados” o “beneficiados” algunos autores. Sabemos de los esfuerzos de la KGB contra el ruso Solzhenitsyn y de la CIA norteamericana contra el poeta comunista chileno Pablo Neruda (no se podía premiar a un poeta estaliniano, se argumentaba), pero ambos recibieron finalmente el galardón en 1970 y 1971, respectivamente. Muchos comentaban que Vargas Llosa jamás recibiría el galardón, al optar en sus últimos años por ser un intelectual público promotor del ideario liberal en todo el mundo, muchas veces con posturas “políticamente incorrectas”. Felizmente no se cumplieron esos malos presagios. Quien sí fue perjudicado por motivaciones extra literarias es Borges, debido a sus “impulsivos actos en dirección fascista”, según argumentaba el experto de la Academia Arthur Lundkvist (a su vez gran defensor de Neruda), por lo que el escritor argentino sería “inapropiado para el premio por razones éticas y humanas”. Sin comentarios.

En los próximos días será la premiación sin premiada. Sin discurso presente para analizar y recordar tantos momentos estelares en la historia del Premio Nobel de Literatura (ya hablaremos de los discursos en una próxima ocasión). Con independencia de nuestros particulares gustos literarios, también será una ocasión para celebrar la creación, las letras, los libros y la lectura. Después de todo se trata de eso, de que los premios y los autores nos lleven a leer, nos transporten a esos mundos que conocemos gracias a la literatura

Por lo mismo, y sin perjuicio de las anécdotas y todos los demás detalles, no debemos perder el asunto de fondo, cual es la maravillosa posibilidad de conocer y de leer a los grandes autores del siglo XX y de comienzos del siglo XXI.

ALEJANDRO SAN FRANCISCO es Doctor en Historia por la Universidad de Oxford, Inglaterra. Profesor del Instituto de Historia y de la Facultad de Derecho de la Universidad Católica de Chile. Actualmente es Agregado Cultural de la Embajada de Chile en España. Ha publicado artículos en revistas y libros de su especialidad en México, Colombia, Estados Unidos, Chile y España. Es autor de Neruda. El Premio Nobel chileno en tiempos de la Unidad Popular (Santiago, 2004) y La guerra civil de 1891 (Santiago, 2007/2008, tomos), entre otras obras.

FUNDACIÓN DEL ESPAÑOL URGENTE


Recomendación del día:

experiencia, pericia y experticia, alternativas a expertise


Los términos experiencia, pericia y experticia son alternativas válidas en español al extranjerismo expertise, que, según el diccionario Merriam-Webster, significa en inglés ‘habilidad o conocimiento especial’ o la ‘habilidad o conocimiento de un experto’.

Es frecuente encontrar en las noticias frases en las que se emplea esa palabra, como en «Tom Hanks se ha ofrecido sin tener un gran expertise como villano», «El expertise que exigen las empresas está centrado en la publicidad en línea» o «La compañía tiene un conocimiento y ‘expertise’ que muchas otras desean».

En función del matiz que se quiera destacar, el español ofrece términos alternativos, como experiencia (‘práctica prolongada que proporciona conocimiento o habilidad para hacer algo’) o pericia (‘sabiduría, práctica, experiencia y habilidad en una ciencia o arte’).

El Diccionario de americanismos de la Asociación de Academias de la Lengua Española recoge además el término experticia, de uso en varios países de América, como ‘cualidad de una persona o de una empresa en la que se unen la experiencia y la pericia en un campo’.

Así, en los ejemplos anteriores habría sido preferible escribir «Tom Hanks se ha ofrecido sin tener una gran experiencia como villano», «La experticia que exigen las empresas está centrada en la publicidad en línea» y «La compañía tiene un conocimiento y una pericia que muchas otras desean».

Si, en todo caso, se opta por emplear el término expertise lo adecuado es resaltarlo en cursiva o entre comillas por tratarse de un extranjerismo. Respecto al género y teniendo en cuenta sus referentes (experiencia, pericia y experticia), se recomienda el femenino («la/una expertise»).

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

LA LENGUA VIVA

Correcciones y discusiones mil
Amando de Miguel en Libertad Digital - España


Esto de corregir y discutir sobre lo dicho es un sinvivir, pero tiene su gracia. Milicia es la vida del hombre sobre la Tierra, dice el Eclesiastés. Adolfo Ipiña Morón destaca este titular de un periódico digital: "El PSOE pide la dimisión de Wert o que Rajoy lo cese". Sostiene don Adolfo (y con él cientos de doctores) que dimitir y cesar (intransitivos ambos) son equivalentes. Por tanto, la frase disyuntiva resulta absurda. Lo correcto sería haber dicho: "… pide la destitución de Wert o el cese del mismo".

Ignacio Frías detecta una escandalosa errata en el periódico El Norte de Castilla (que en su día dirigió magistralmente Miguel Delibes). En una entrevista con David Muñoz, afamado restaurador de Madrid, aparece como "Dabid Muñoz". Intento salvar el honor del periódico. Puede que con esa ortografía se quiera indicar que el entrevistado es vasco. Ya se sabe que los vascos abominan la letra v. Hay gente para todo.

José Luis García-Valdecantos protesta por la corrección (más política que otra cosa) que la RAE ha hecho de los términos femenino y varonil en sus acepciones analógicas. Estoy de acuerdo. Más cosas, don José Luis opina que se debe decir "suramericano" y no "sudamericano" (un galicismo). Hombre, ninguno de los dos si se quiere incluir a los habitantes de Puerto Rico o de la Baja California, por ejemplo. Están en el continente americano, pero no son de cultura anglicana.

Álvaro Vivar propone un nuevo sentido a la batallona polémica sobre la inercia y la gravedad. No tengo espacio para resumir y comentar su largo y documentado testimonio. Su sugerencia final me parece muy útil. Propone el castizo término de ingravidez (= sensación de falta de peso) para sustituir al neologismo gravedad cero. La razón es que resulta muy difícil imaginar un cuerpo no sometido a las fuerzas gravitatorias.

José Antonio Martínez-Pons recalca que hay una transferencia recíproca entre algunos conceptos científicos y las mismas palabras en sentido corriente. Pone algunos ejemplos muy sensatos. Discrepo solo de uno: cuando dice que "sin solución de continuidad" es un término de las Matemáticas. Tenía yo entendido que era una expresión de los médicos, pero puedo estar equivocado.

José Luis García-Valdecantos comenta el arquetipo de Lolita, la famosa novela de Nabokov. Su impresión es que el verdadero protagonista es su padre adoptivo, Humbert Humbert. No estoy de acuerdo. Pasa igual que en Pepita Jiménez, de Juan Valera. La narración se escribe en primera persona por su pretendiente, pero el protagonismo corresponde a Pepita. Otra novela luminosa es Cinco horas con Mario (Delibes). El protagonista no es el tal Mario (que el hombre está de cuerpo presente y no puede decir nada) sino su mujer. Habría que definir qué es eso de protagonista. Me pone muy nervioso oír muchos días en el parte meteorológico que "la protagonista es la lluvia".

ERRORES








Los errores ortográficos más comunes: ¿junto o separado?
En ocasiones, no recordamos si determinada expresión se escribe junta o separada. (Corbis)
Marta Jiménez Serrano en El Confidencial.com


"La ortografía es más importante que la política", decía el poeta portugués Fernando Pessoa. Probablemente, la ortografía es más importante porque si ésta no funciona, la política tampoco –y eso que, por razones obvias, los medios de comunicación sólo dan cuenta de los gatillazos lingüísticos de los personajes públicos cuando hablan: quién sabe cómo escribirán–.

Ya ha dado cuenta El Confidencial de los errores más comunes y graves en lo que se refiere a la ortografía pero muchos quedaron en el tintero. Uno de los fallos que con más frecuencia se comete es el de escribir separado lo que debe ir junto y viceversa. Además, se trata de un error que los correctores automáticos de los aparatos modernos no suelen enmendar, por lo que debemos estar especialmente atentos a la hora de evitarlos. ¿Cómo se escriben, pues, todas estas palabras? ¿Son una o dos? Aquí se apuntan muchos de los errores ortográficos que se ven más a menudo y que dependen apenas de un espacio en blanco.

1. Aparte, a parte

La palabra aparte, como indica la RAE en su Diccionario Panhispánico de Dudas, puede significar muchas cosas distintas. Puede significar 'en otro lugar', y en tal caso es adverbio (Coge las setas y pon aparte las mejores); también puede ser sustantivo (Un aparte) y referirse al texto que los actores teatrales pronuncian fingiendo que los demás no las oyen; como adjetivo significa 'distinto, singular' (Tu amigo es un caso aparte) y, finalmente, aparte de funciona como locución preposicional, y significa 'al margen' (Aparte de eso, no veo qué más puede fallar).

Como señala la RAE, "aparte se escribe siempre en una sola palabra. No debe confundirse con la combinación ocasional de la preposición a y el sustantivo parte", como en el ejemplo que ofrece el DPD: Se trata de un camino que no conduce a parte alguna.

2. Apenas, a penas

"A penas llega cuando llega apenas", escribe Calderón en La vida es sueño, pero su juego de palabras no debe confundirnos. Al margen de que, como se ve en este caso forzado y como ocurría en el anterior, la preposición a y el sustantivo penas puedan coincidir, apenas se escribe junto. Como indica la RAE, "es hoy infrecuente y desaconsejable su escritura en dos palabras". Significa 'difícilmente, casi no' (El paciente apenas comía) o, también 'en el momento en que' (Apenas llega, se pone las zapatillas de estar por casa).

3. Sobretodo, sobre todo

Un sobretodo es una prenda de vestir que apenas mencionamos hoy en día, y ése es el único caso en que debemos escribirlo como una sola palabra. En todos los casos restantes, cuando queremos indicar 'especialmente, principalmente', debemos escribirlo separado.

4. Entorno, en torno

El entorno es el ambiente, lo que a uno le rodea. En torno, sin embargo, forma parte de las locuciones preposicionales en torno a y en torno de, equivalentes a 'alrededor de'. En tales casos siempre ha de escribirse en dos palabras.

5. Enseguida, en seguida

Quiere decir 'inmediatamente a continuación', y ambas grafías están hoy en día aceptadas. Sin embargo, el DPD puntualiza: "Hoy es mayoritaria y preferible su escritura en una sola palabra, aunque también es válida la grafía en seguida".

6. Enfrente, en frente

Significa 'en el lado opuesto' y, como en el caso anterior, se puede escribir de las dos maneras, aunque "hoy es mayoritario y preferible el empleo de la grafía simple".

7. Deprisa, de prisa

'Rápidamente, con celeridad': quizá sorprenda saber que, aunque se recomienda y resulta muy preferible su escritura en una sola palabra, también se admite la grafía en dos palabras (Se puso los guantes de prisa).

8. Sino, si no

Cuando se trata de la conjunción adversativa debe escribirse junto (No me refiero a tu novia, sino a tu hermana). No debe confundirse con la secuencia que forman la conjunción si seguida del adverbio no (Si no viene, me enfadaré). En estos casos, y como señala el PDP, "el segundo elemento de la secuencia –la negación no– es tónico, frente a la atonicidad de la conjunción adversativa sino.

Hay que recordar, además, que sino como sustantivo significa 'destino'.

EL ESPAÑOL, UNA LENGUA EN EXPANSIÓN


GUADALAJARA, JALISCO (02/DIC/2013).- La comunicación entre unos y otros ha sido el punto de partida en una humanidad en constante desarrollo. El idioma forma parte de la idiosincrasia pura de cada país, es un rasgo tan elemental y enriquecedor que permite una evolución constante. El español es una de las lenguas más importantes en el mundo, la segunda después del inglés, pero de las que tiene más hablantes en el planeta, son 450 millones en más de 22 naciones, mientras que la inglesa llega sólo a 400 millones. También se puede presumir que uno de cada cuatro hablantes de español es mexicano.

En el marco de la Feria Internacional del Libro de Guadalajara (FIL), Concepción Company, Jaime Labastida Ochoa, Felipe Garrido y Gonzalo Celorio, todos integrantes de la Academia Mexicana de la Lengua, además de José Manuel Blecua, director de la Real Academia Española (RAE) se reunieron para presentar la ponencia: "El español, la mayor lengua materna de comunicación internacional".

A tres siglos de haber sido fundada la RAE, la Academia Mexicana de la Lengua le hace un reconocimiento y homenaje, según Celorio la celebran por su carácter fraternal y la califica como la hermana mayor de las 22 academias de Lengua Española donde se habla este idioma. Aunque en unas naciones se hable menos que en otras como sucede en Estados Unidos y Filipinas.

"Desde principios del Siglo XIX surgió el entusiasmo y la idea de establecer academias propias con el propósito de acrecentar la lengua española y estudiar las peculiaridades propias que se encuentran en cada uno de los países donde se habla y que no atentan contra la gran unidad que esta tiene". En 1870 la Real Academia constituye filiales en los países (22) y en 1875 se crea la Academia en México.

Por su parte, Jaime Labastida, quien desde hace dos años preside la Academia Mexicana presentó varias tesis de la importancia del español como lengua universal:

El español es una lengua universal, una de las cuatro lenguas universales del planeta.

El castellano es un dialecto del español.

El castellano se volvió español cuando tocó las tierras de América.

El castellano, lengua franca para catalanes, vascos, españoles y lenguas amerindias.

"El universo del español está formado por la comunidad lingüística donde se reúnen diversos dialectos, está en las orillas del Atlántico y en cuatro continentes, el 90 por ciento de los hablantes vive en América, una cuarta parte es de México, esta nación domina la lengua española, pero en su vasto concierto de sonidos y de acentos del noreste y sureste, se nutre de las etnias amerindias".

Según cuenta, con datos del 2005 del Instituto Nacional de Lenguas Indígenas (INALI), son más de 10 millones de hablantes de lenguas amerindias en México, sin excluir a los menores de cinco años y los indígenas que son bilingües y trilingües. "En México existen 11 familias amerindias lingüísticas y 364 variantes".

La académica Comapany se expresó en el sentido del español mexicano, de cómo se resaltan características del idioma. "Los hablantes de todos los días somos los dueños y los grandes creadores de la lengua que hablamos. Las lenguas con altos niveles de generalización cultural tienen estándares porque su cuidado y su enseñanza suelen constituir razón de Estado".

La especialista reconoció que el español mexicano está lleno de imperativismos y diminutivos como "No me da su hora", "No canta mal las rancheras", "Déjame pensarlo", "chiquito", "amorcito", entre otros, donde también el "No" se interpreta como un "Sí" y viceversa. Y es precisamente bajo esa perspectiva que el español que se habla en más de 22 naciones se nutre de la riqueza de las vertientes del idioma que surgen en cada uno.

Blecua agradeció el reconocimiento que México le hace a la RAE y recuerda que aún y con el desarrollo que ha tenido, día con día esta academia se renueva en la digitalización, nuevos cambios en los contextos de las palabras y se moderniza con las modificaciones del idioma, algo que seguirá ocurriendo. Reconoce que ahora mismo se sigue trabajando con la Asociación de Academias de la Lengua Española y que continúa su penetración en la web y en las redes sociales, tan sólo al día ingresan al portal más de millón y medio de cibernautas. Y presume que hay más de 250 mil manuscritos, grabados y estampas en el archivo de la RAE.

EL INFORMADOR / ENRIQUE ESPARZA

FUNDACIÓN DEL ESPAÑOL URGENTE




Víktor Yanukóvich, nombre del presidente de Ucrania

Recomendación urgente del día

Víktor Yanukóvich es la transcripción recomendada del nombre del presidente de Ucrania, de acuerdo con las normas de la Ortografía de la lengua española.

Con motivo de la decisión del presidente ucraniano de dar marcha atrás en la firma del acuerdo de asociación con la Unión Europea, en los medios pueden verse frases como «La protesta contra Yanukovich se transforma en revolución», «Miles de militantes partidarios de Viktor Ianukovich organizaron una contraprotesta» o «Medio millón de personas protestan contra el presidente Victor Yanukovich».

Con el fin de transcribir lo más fielmente posible el apellido original, lo aconsejable es escribir Yanukóvich, con i griega y tilde; respecto a Víktor, dado que la ka forma parte del alfabeto español y no se está traduciendo el nombre, sino transcribiéndolo, resulta preferible la grafía Víktor a Víctor, con ka y siempre con tilde, en cualquier caso.

Por otra parte, se recuerda que lo apropiado es escribir proeuropeo y prorruso en una sola palabra y, en el segundo caso, con erre doble.

LA RECOMENDACIÓN DIARIA

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