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terça-feira, 17 de março de 2009

CAPITAL INTELECTUAL


GESTÃO DO CONHECIMENTO. -
CAPITAL INTELECTUAL.
A necessidade de gerar novas idéias, de forma mais rápida, facilitou que o valor da informação e do conhecimento cotize em alta. Prova dele é a efervescência de todos os setores que estão diretamente relacionados: às telecomunicações, internet, a informática em geral, a formação, etc.
Nosso entorno competitivo demanda câmbios, a velocidade exponencial com que nascem, competem e morrem nossas idéias nos leva a propor-nos a necessidade de administrar as organizações de forma distinta a como o fazíamos faz só 4 ou 5 anos. Cada vez é mais evidente que enfrentar se ao presente com métodos do passado pode representar hipotecar o futuro.


Conseqüência do anterior, é que se reconhece a necessidade de lograr que as pessoas aceitem investir todo seu talento na organização, com um nível de participação e implicação muito maior. Nesta linha há surgido uma série de modelos de gestão que reconhecem o valor do conhecimento e que pretendem promover, estruturar e fazerlo operativo ou válido para a empresa.

Alguns destes modelos são: o capital intelectual, a gestão do conhecimento, o aprendizado permanente, a liderança facilitadora, o empowerment, etc.

Todos estes enfoques passam por:

a) Valorizar a importância da informação e do conhecimento.
b) Facilitar o aprendizado nas organizações.
c) Valorizar a contribuição das pessoas.

Se começássemos a aprofundar em qualquer dos enfoques mencionados sempre chegaremos ao mesmo lugar: a pessoa e seu modelo mental.

É de grande ajuda contar com sistemas informáticos, intranets, etc. que nos permitam estruturar a informação. Mas de pouco servem se não somos capazes de levar a cabo aproximações "face a face" que nos permitam trabalhar com as pessoas.

Tradicionalmente o elo competitivo mais débil do diretivo, sempre há sido a gestão do rendimento e motivação de seus colaboradores. A boa preparação técnica contrasta com a falta de competências relacionais. Isto tem propiciado a continuidade de modelos autocráticos ou outros estilos praticamente incompatíveis com o desenvolvimento do capital intelectual na empresa.

O coaching, mediante uma metodologia estruturada, leva a cabo aproximações que nos permitem trabalhar na melhoria do rendimento e no desenvolvimento do potencial das pessoas.

As organizações que apostam decididamente pelo desenvolvimento do capital intelectual, encontram no coaching um modelo de inestimável valor, para "chegar" até a pessoa.

Mas… O que é realmente o coaching? Qual é a essência do modelo? Que aporta às pessoas e organizações? São algumas das perguntas que imagino, pode fazer se qualquer pessoa que não o conheça e que tentarei responder neste artigo.

O que é o coaching?

O coaching é um modelo que tem a finalidade de desenvolver o potencial das pessoas, de forma metódica estruturada e eficaz. Os princípios os quais se apóia são:
O coaching se centra nas possibilidades do futuro, não nos erros do passado ou no rendimento atual.
Para obter o melhor das pessoas, o coach deve acreditar em seu potencial. Nossas crenças sobre as capacidades dos outros tem um impacto direto sobre sua atuação.
O coaching funciona baseado numa relação de confiança e confidencialidade mantida entre o treinador e o treinado.
O treinado não aprende do coach, senão de si mesmo, estimulado pelo coach. Mesmo que às vezes não seja fácil, o coach deve evitar transferir sua experiência ao treinado, já que se o fizera, estaria descumprindo um dos princípios básicos do coaching.

Como afirmou Goethe:

“O melhor que podes fazer pelos demais não é ensinar lhes tuas riquezas senão fazer lhes ver a deles própria”

As modalidades do coaching com as que se acostuma intervir nas organizações são:
Coaching personalizado (sessões de desenvolvimento diretivo)
Coaching grupal (dinamização de equipes)
Formação em Coaching (desenvolvimento de competências de coach)
As sessões de coaching personalizado o desenvolvimento diretivo abordam situações de ajuda ou desenvolvimento do potencial de diretivos. As razões de intervenção mais habituais são: tomada de decisões, conflitos, estresse, procura de recursos, desenvolvimento de competências, apoio a promoções, etc.

As seções de coaching grupal tem por objetivo dinamizar um grupo de pessoas ou diretivos. As intervenções mais habituais podem ser: solução de problemas, seções de criatividade, conflitos, etc.

Finalmente as ações de formação em coaching permitem desenvolver nos participantes (chefias e diretores) as competências de coach para que saibam impulsionar o potencial de seus colaboradores e melhorar seu rendimento.

As intervenções podem ser estruturadas e formais quando se estabelece um marco específico, informais quando o coach aproveita as oportunidades do dia a dia para utilizar o modelo. E também podemos utilizar a metodologia para nosso próprio auto desenvolvimento (auto coaching).

Qual é a essência do modelo?

Nossos resultados são conseqüência de nossas ações ou condutas, e estas a sua vez, são o reflexo de nossos pensamentos. A melhoria do rendimento se produz, quando enriquecemos nossos modelos mentais e podemos gerar novas respostas.

A essência do coaching passa por enriquecer o modelo mental do treinado, incrementando seu nível de consciência e facilitando o passo à ação. Todo elo a base de perguntas e feedback descritivo ou não avaliativo. A seqüência poderia ser:

1. Descrição da situação desejada (objetivo)
2. Descrição da situação atual (área de melhora ou dificuldade)
3. Mapa de opções e recursos (geração e seleção)
4. Plano de ação (plano específico de atuação)
5. Resultados (controle e seguimento)

Nas fases primeira e segunda, o objetivo do coach é incrementar o nível de consciência (sensorial e emocional) do treinado. Esta fase é fundamental, já que só poderemos controlar aquilo do que somos conscientes, ser conscientes nos da poder para atuar.

Na fase terceira o objetivo é implicar lhe na geração de alternativas e na criação de um plano de ação (seu plano). Finalmente só resta estabelecer como e quando vamos avaliar os resultados.

Que aporta às pessoas e organizações?

Em praticamente todos os foros sobre direção, liderança, capital intelectual, gestão do conhecimento, competências, etc. se está aludindo à necessidade que tem as organizações de que o rol do chefe evolua para o de facilitador.

Este rol é orientado a resultados, mas também às pessoas, está muito mais de acorde com as organizações que apostam pelo aprendizado permanente.
Como falou Arie de Geus:
“A capacidade para aprender mais rapidamente que os competidores, é provavelmente a única vantagem sustentável".
Acredito que umas grandes maiorias estão de acordo no anterior, mas quando se assumem as intenções e se passa a pensar nas ações a pergunta que surge é: Como posso fazerlo ?

O coaching permite concretizar esse câmbio de rol nas organizações, aportando um modelo estruturado e eficaz, que permite administrar adequadamente o rendimento e impulsionar o desenvolvimento do potencial dos colaboradores.

Resumindo: o coaching aporta valor às organizações, porém:
Melhora o rendimento dos colaboradores.
Desenvolve o potencial.
Melhora as relações diretivo-colaborador.
Fomenta a liderança.
Facilita a motivação
Aumenta a implicação.
Reforça a auto-estima.
Dada à importância dos benefícios, cada vez são mais as organizações que o incorporam a sua cultura e estilo diretivo.
Eduardo Escrivã Solano.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Crise e América Latina


Faz mais de um milênio, muito antes da conquista européia, uma civilização perdida floresceu numa área que conhecemos agora como Bolívia.
Os arqueólogos estão descobrindo que Bolívia tinha uma sociedade sofisticada e complexa, ou, para usar suas palavras, um dos meios ambientes artificiais maiores, estranha ecologicamente, mais rica do planeta... suas populações e cidades eram grandes e formais, e isso cria um panorama que era uma das maiores obras de arte da humanidade.
Agora Bolívia, junto com boa parte da região, desde Venezuela até Argentina, tem ressurgido. A conquista e seu eco de domínio imperial nos Estados Unidos estão cedendo passo à independência e à interdependência que marcam uma nova dinâmica nas relações entre o norte e o sul. E tudo isso tem como telão de fundo a crise econômica nos Estados Unidos e no mundo.
Durante a passada década, América Latina se converteu na região mais progressista do mundo. As iniciativas através do subcontinente tiveram um impacto significativo nos países e na lenta emergência de instituições regionais.
Entre elas figuram o Banco do Sul, respaldado em 2007 pelo economista e premio Nobel Joseph Stiglitz, em Caracas, Venezuela; e o Alba, Alternativa Bolivariana para América Latina e o Caribe, que poderia demonstrar ser um verdadeiro amanhecer, se sua promessa inicial se pode concretizar.
A Alba pode ser descrita como una alternativa ao Tratado de Livre Comércio das Américas patrocinadas pelos Estados Unidos, porém os termos são enganosos. Deve ser entendido como um desenvolvimento independente, não como uma alternativa. E ademais, os chamados acordos de livre comércio têm só uma limitada relação com o comércio livre, ou incluso com o comércio em qualquer sentido sério do termo.
E certamente não são acordos, ao menos para as pessoas que formam parte de seus países. Um termo mais preciso seria acordos para defender os direitos dos investidores, desenhados por corporações multinacionais e bancos e estados poderosos para satisfazer seus interesses, estabelecidos em boa parte em segredo, sem a participação do público, ou sem que tenham consciência do que está acontecendo.
Outra prometedora organização regional é Unasul, a União de Nações da América do Sul. Modelada em base à União Européia, Unasul se propõe estabelecer um Parlamento sul-americano em Cochabamba, Bolívia. Trata se de um sitio adequado. Em 2000, o povo de Cochabamba iniciou uma valente e exitosa luta contra a privatização das águas. Isso despertou a solidariedade internacional, pois demonstrou o que pode conseguir se através de um ativismo comprometido.
A dinâmica do Cone Sul provêem em parte da Venezuela, com a eleição de Hugo Chávez, um presidente esquerdista cuja intenção é usar os ricos recursos da Venezuela para beneficio do povo venezuelano em lugar de entregarmos para a riqueza e o privilegio daqueles em seu país e exterior. Também tem o propósito de promover a integração regional que necessita de maneira desesperada como pré requisito da independência, para a democracia, e para um desenvolvimento positivo.
Chávez não está só nesses objetivos. Bolívia, o país mais pobre do continente, é tal vez o exemplo mais dramático. Bolívia tem traçado um importante caminho para a verdadeira democratização do hemisfério. Em 2005, a maioria indígena, a população que tem sofrido mais repressões no hemisfério, ingressou na arena política e escolheu um de suas próprias filas, Evo Morales, para impulsionar programas que derivavam de organizações populares.
A eleição foi somente uma etapa nas lutas em curso. Os tópicos eram bem conhecidos e graves: o controle dos recursos, os direitos culturais e a justiça em uma complexa sociedade multirracial, e a grande brecha econômica e social entre a grande maioria e a elite abastada, os governantes tradicionais.
Em conseqüência, Bolívia é também agora o cenário da confrontação mais perigosa entre a democracia popular e as privilegiadas elites europeizadas que ressentem a perda de seus privilégios políticos e se opõem pelo tanto á democracia e á justiça social, às vezes de maneira violenta. De maneira rotineira, desfrutam do firme respaldo dos Estados Unidos.
Em setembro passado, durante uma reunião de emergência de Unasul em Santiago, Chile, líderes sul-americanos declararam seu firme e pleno respaldo ao governo constitucional do presidente Evo Morales, cujo mandato foi ratificado por uma grande maioria, aludindo a sua vitoria no recente referendum.
Morales agradeceu a Unasul, sinalando que por primeira vez na historia da América do Sul, os países de nossa região estão decidindo como resolver seus problemas, sem a presença dos Estados Unidos.
Estados Unidos tem dominado desde faz muito a economia da Bolívia, especialmente mediante o processamento de suas exportações de estanho.
Como o experto em assuntos internacionais Stephen Zunes sinala, no começo da década dos anos 50, num momento crítico dos esforços da nação para converter se em auto-suficiente, o governo dos Estados Unidos obrigou a Bolívia a utilizar seu escasso capital não para seu próprio desenvolvimento, senão para compensar a ex donos de minas e repagar sua dívida externa.
A política econômica que se impôs a Bolívia nessa época foi precursora dos programas de ajuste estrutural implementados no continente 30 anos mais tarde, baixo os termos do neoliberal Consenso de Washington, que há tido em geral efeitos desastrosos.
Agora, as vitimas do fundamentalismo de mercado neoliberal incluem também a países ricos, onde a maldição da liberalização financeira há trazido a pior crise financeira desde a grande depressão.
As modalidades tradicionais do controle imperial-violência e guerra econômica– diminuíram. América Latina tem opções reais. Washington entende muito bem que essas opções ameaçam não só sua dominação no hemisfério, senão também sua dominação global. O controle da América Latina há sido o objetivo da política exterior dos Estados Unidos desde os primeiros dias da república.
Se Estados Unidos não pode controlar América Latina, não pode esperar concretizar uma ordem exitosa em outras partes do mundo, concluiu em 1971 o Conselho Nacional de Segurança na época de Richard Nixon. Também considerava de importância primordial destruir a democracia chilena, algo que fez.
Expertos da corrente tradicional reconhecem que Washington só há respaldado a democracia quando contribuía a seus interesses econômicos e estratégicos. Essa política tem continuado sem câmbios, até o presente.
Essas preocupações antidemocráticas são a forma racional da teoria do dominó, às vezes qualificada, de maneira precisa, como a ameaça do bom exemplo. Por tais razões, inclusive o menor desvio da mais estrita obediência é considerada uma ameaça existencial que é respondida de maneira dura. Isso vai desde a organização dos camponeses em remotas comunidades do norte de Laos, até a criação de cooperativas de pescadores em Granada.
Numa América Latina com uma nova autoconfiança, a integração tem ao menos três dimensões. Uma é regional, um pré-requisito crucial para a independência, que dificulta ao amo do hemisfério escolher países, um após do outro. Outra é global, ao estabelecer relações entre sul e sul e diversificar mercados e inversões. China se há convertido num sócio cada vez mais importante nos assuntos hemisféricos. E a última é interna, tal vez a dimensão mais vital de todas.
América Latina é famosa pela extrema concentração de riqueza e de poder, e pela falta de responsabilidade das elites privilegiadas com respeito ao bem estar de seus países.
América Latina tem grandes problemas, porém há também desenvolvimentos prometedores que poderiam anunciar uma época de verdadeira globalização. Trata-se de uma integração internacional em favor dos interesses do povo, não de investidores e de outras concentrações do poder.
(Os ensaios de Noam Chomsky sobre lingüística e política acabam de ser coletados em The Essential Chomsky, editados por Anthony Arnove e publicados por The New Press. Chomsky é professor emérito de lingüística e filosofia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts de Cambridge).

sexta-feira, 13 de março de 2009







UMA REUNIÃO QUE VALEU A PENA
Por Fidel Castro Ruz.
2009-03-09

Finalizado o evento sobre Globalização e Desenvolvimento com a presença de mais de 1500 economistas, destacadas personalidades científicas e representantes de organismos internacionais reunidos em Havana, recebi uma carta e um documento de Atilio Boron, Doutor em Ciências Políticas, Professor Titular de Teoria Política e Social, diretor do Programa Latino americano de Educação a Distância em Ciências Sociais, PLED, além de outras importantes responsabilidades científicas e políticas.
Atilio, firme e leal amigo, participou o dia 6 no programa da Mesa Redonda da Televisão Cubana, junto a outras eminências internacionais que assistiram à Conferência sobre Globalização e Desenvolvimento.
Soube que se marcharia no domingo e decidi convidar lhe a um encontro as 5 da tarde do dia anterior, sábado 7 de março.
Havia decidido escrever uma reflexão sobre as idéias contidas em seu documento. Utilizarei na síntese suas próprias palavras:

“… Achamo-nos ante uma crise geral capitalista, a primeira de uma magnitude comparável à que estalara em 1929 e á chamada ‘Longa Depressão’ de 1873-1896. Uma crise integral, civilizacional, multidimensional, cuja duração, profundidade e alcances geográficos seguramente haverá de ser de maior envergadura que as que lhe precederam.
“ Trata se de uma crise que transcende com acréscimos o financeiro o bancário e afeta à economia real em todos seus departamentos. Afeta à economia global e vai muito mais além das fronteiras estadunidenses.
“Suas causas estruturais: é uma crise de superprodução e à vez de subconsumo. Não por casualidade estourou em EEUU, porém este país faz mais de trinta anos que vive artificialmente da poupança externa, do crédito externo, e estas duas coisas não são infinitas: as empresas se endividaram acima de suas possibilidades; o Estado se endividou também acima de suas possibilidades para fazer frente não a uma senão a duas guerras não só sem aumentar os impostos senão que reduzindo os, os cidadãos são sistematicamente impulsionados, por via da publicidade comercial, a endividar se para sustentar um consumismo desorbitado, irracional e esbanjador.
“ Mas a estas causas estruturais há que agregar outras: a acelerada financeirização da economia, a irresistível tendência à incursão em operações especulativas cada vez mais arriscadas. Descoberta a ‘fonte de Juvência’ do capital graças à qual o dinheiro gera mais dinheiro prescindindo da valorização que lhe aporta à exploração da força do trabalho e, tendo em conta que enormes massas de capital fictício se pode alcançar em questão de dias, ou semanas como máximo, a adição do capital o leva a deixar de lado qualquer cálculo ou qualquer escrúpulo.
“Outras circunstâncias favoreceram o estouro da crise. As políticas neoliberais de não regulação e liberalização fizeram possível que os atores mais poderosos que pululam nos mercados impuseram a lei da selva.
“ Uma enorme destruição de capitais em escala mundial, caracterizando lo como uma ‘destruição criadora’. Em Wall Street esta ‘destruição criadora’ fez que a desvalorização das empresas que cotizam nessa bolsa chega quase a 50 %; uma empresa que antes cotizava em bolsa um capital de 100 milhões, agora tem 50 milhões! Caída da produção, dos preços, dos salários, do poder de compra. ‘O sistema financeiro em sua totalidade está a ponto de estourar. Já temos mais de $ 500.000 milhões em perdas bancarias, existe um bilhão mais que está a chegar. Mais de uma dúzia de bancos estão em bancarrota, e há centos mais esperando correr a mesma sorte. A estas alturas mais de um bilhão de dólares foram transferidos desde a FED ao cartel bancário, mas um bilhão e meio a mais será necessário para manter a liquidez dos bancos nos próximos anos’. O que estamos vivendo é a fase inicial de uma longa depressão, e a palavra recessão, tão utilizada recentemente, não captura em tudo seu dramatismo o que o futuro depara para o capitalismo.
“A ação ordinária do Citicorp perdeu 90 % do seu valor em 2008. A última semana de fevereiro cotizava em Wall Street a $ 1.95 por ação!
“ Este processo não é neutro, pois favorecerá aos maiores e melhor organizados oligopólios, que expulsarão a seus rivais dos mercados. A ‘seleção darwiniana dos mais aptos’ despejará o caminho para novas fusões e alianças empresariais, enviando aos mais fracos à quebra.
“Acelerado aumento do desemprego. O número de desempregados no mundo (uns 190 milhões em 2008) poderá incrementar se em 51 milhões mais no decorrer de 2009. Os trabalhadores pobres (que ganham apenas dois euros diários) serão 1.400 milhões, ou seja, 45% da população economicamente ativa do planeta. Nos Estados Unidos a recessão já destruiu 3,6 milhões de postos de trabalho. A metade durante os últimos três meses. Na UE, o número de desempregados é de 17,5 milhões, 1,6 milhões mais que há um ano. Para 2009, se prevê a perda de 3,5 milhões de empregos. Vários Estados centro-americanos assim como México e Peru, por seus estreitos laços com a economia estadunidense, serão fortemente golpeados pela crise.
“ Uma crise que afeta a todos os setores da economia: a banca, a indústria, os seguros, a construção, etc... e se espalha por todo o conjunto do sistema capitalista internacional.
“Decisões que se tomam nos centros mundiais e que afetam as subsidiarias da periferia gerando demissões massivas, interrupções nas cadeias de pagamentos, caída na demanda de insumos, etc... EEUU há decidido apoiar as Big Three (Chrysler, Ford, General Motors) de Detroit, mas só para que salvem suas plantas no país. França e Suécia anunciam que condicionaram as ajudas a suas indústrias automotivas: só poderá beneficiar aos centros sediados em seus respectivos países. A ministra francesa de Economia, Christine Lagarde, declara que o protecionismo poderia ser ‘um mal necessário em tempos de crise’. O ministro espanhol de Indústria, Miguel Sebastián, insta a ‘consumir produtos espanhóis. ’ Barack Obama, nos agregamos, promove o ‘buy American! ’.
“ Outras fontes de propagação da crise na periferia são a caída nos preços das commodities que exportam os países latino-americanos e do caribe, com suas seqüelas recessivas e o aumento da desocupação.
“Drástica caída das remessas dos emigrantes latino-americanos e caribenhos aos países subdesenvolvidos. (Em alguns casos as remessas são o mais importante item no ingresso internacional de divisas, por cima das exportações).
“ Retorno dos emigrantes, deprimindo ainda mais o mercado do trabalho.
“Se conjuga com uma profunda crise energética que exige trocas ao atual, baseado no uso irracional e predatório do combustível fóssil.
“ Esta crise coincide com a crescente tomada de consciência dos catastróficos alcances do cambio climático.
“Agregue a crise alimentaria, acentuada pela pretensão do capitalismo de manter um irracional padrão de consumo que há levado a reconverter terras aptas para produção de alimentos para ser destinadas à elaboração de agro-combustiveis.
“ Obama reconheceu que não tocamos fundo, ainda, e Michael Klare, escreveu em dias passados que ‘se o atual desastre econômico se converte no que o presidente Obama há denominado década perdida, o resultado poderia consistir numa paisagem global lotado de convulsões motivado pela economia. ’
“Em 1929 a desocupação em EEUU chegou a 25%, ao passo que caíam os preços agrícolas e das matérias primas. Dez anos após, e pese as radicais políticas de Franklin D. Roosevelt (o New Deal), a desocupação seguia sendo muito elevada (17 %) e a economia não conseguia sair da depressão. Só a Segunda Guerra Mundial deu fim a essa etapa. E agora, por que haveria de ser mais breve? Se a depressão de 1873-1896, como expliquei, durou 23 anos!
“ Com estes antecedentes, por que agora sairíamos da atual crise em questão de meses, como vaticinam alguns publicitários e ‘gurus’ de Wall Street.
“Não se sairá desta crise com um par de reuniões do G-20, ou do G-7. Se uma prova há de sua radical incapacidade para resolver a crise é a resposta das principais bolsas de valores do mundo logo de cada anuncio ou cada sanção de uma lei aprobatória de um novo resgate: invariavelmente a resposta dos “mercados’ é negativa.
“Segundo testemunha George Soros ‘a economia real sofrerá os efeitos secundários, que agora estão cobrando brio. Posto que nestas circunstâncias o consumidor estadunidense já não pode servir de locomotiva da economia mundial, o Governo estadunidense deve estimular a demanda. Dado que nós enfrentamos aos retos ameaçadores do aquecimento do planeta e da dependência energética, o próximo Governo deveria dirigir qualquer plano de estímulo à poupança energética, ao desenvolvimento de fontes de energia alternativas e à construção de infra-estruturas ecológicas.
“ Se abre um longo período de puxas e negociações para definir de que forma se sairão da crise, quais serão os beneficiados e quem deverá pagar seus custos.
“Os acordos de Bretton Woods, concebidos no marco da fase keynesiana do capitalismo, coincidiram com a estabilização de um novo modelo de hegemonia burguesa que, produto das conseqüências da guerra e a luta antifascista tinham como novo e inesperado telão de fundo o fortalecimento da gravitação dos sindicatos obreiros, os partidos de esquerda e as capacidades reguladoras e interventoras dos estados.
“ Já não está a URSS, cuja presença e a ameaça da extensão a Ocidente de seu exemplo inclinavam a balança da negociação a favor da esquerda, setores populares, sindicatos, etc.
“Na atualidade China ocupa um papel incomparavelmente mais importante na economia mundial, mas sem atingir uma importância paralela na política mundial. A URSS, em cambio, pese a sua debilidade econômica era uma formidável potência militar e política. China é uma potência econômica, mas com escassa presença militar e política nos assuntos mundiais, se bem está começando um cauteloso e paulatino processo de reafirmação na política mundial.
“ China pode chegar a jogar um papel positivo para a estratégia de recomposição dos países da periferia. Beijing está gradualmente reorientando suas enormes energias nacionais ao mercado interno. Por múltiplas razões que seriam impossíveis discutir agora é um país que necessita que sua economia cresça ao 8 % anual, seja como resposta aos estímulos dos mercados mundiais o aos que se originem em seu imenso –só parcialmente explorado- mercado interno. De confirmar se esse giro é possível predisser que a China seguirá necessitando muitos produtos originários dos países do Terceiro Mundo, como petróleo, níquel, cobre alumínio, aço, soja e outras matérias primas e alimentos.
“Na Grande Depressão dos anos 30, em cambio, a URSS tinha uma débil inserção nos mercados mundiais. China é distinto: poderá seguir jogando um papel muito importante e, ao igual que Rússia e Índia (estas em menor medida) comprarem no exterior as matérias primas e alimentos que necessite a diferença do que acontecia com a URSS nos tempos da Grande Depressão.
“ Nos anos 30 a ‘solução’ da crise se encontrou no protecionismo e a guerra mundial. Hoje, o protecionismo encontrará muitos obstáculos devido à interpenetração dos grandes oligopólios nacionais nos distintos espaços do capitalismo mundial. A conformação de uma burguesia mundial, arraigada em gigantescas empresas que, pese a sua base nacional, opera em numerosos países, faz que a opção protecionista no mundo desenvolvido seja de escassa efetividade no comercio Norte/Norte e as políticas tenderão -ao menos por em quanto, e não sem tensões- a respeitar os parâmetros estabelecidos pela OMC. A carta protecionista aparece como muito mais provável quando se aplique como seguramente se fará, em contra do Sul global. Uma guerra mundial motorizada por ‘burguesias nacionais’ do mundo desenvolvido dispostas a lutar entre si pela supremacia nos mercados é praticamente impossível porque tais ‘burguesias’ foram deslocadas pela ascensão e consolidação de uma burguesia imperial que periodicamente se reúne em Davos e para a qual a opção de um enfrentamento militar constitui um fenomenal despropósito. Não quer dizer que essa burguesia mundial não apóie como há feito até agora com as aventuras militares de Estados Unidos em Iraque e Afeganistão, a realização de numerosas operações militares na periferia do sistema, necessárias para preservação da rentabilidade do complexo militar-industrial norte americano e, indiretamente, para os grandes oligopólios dos demais países.
“A situação atual não é igual à dos anos trintas. Lênin dizia ‘o capitalismo não cai se não há uma força social que o faça cair’. Essa força social hoje não está presente nas sociedades do capitalismo metropolitano, incluso Estados Unidos.
“ USA, UK, Alemanha, França e Japão dirimiam no terreno militar sua pugna pela hegemonia imperial.
“Hoje, a hegemonia e a dominação estão claramente em mãos de USA. É a única garantia do sistema capitalista em escala mundial. Se USA cair se produziria um efeito dominó que provocaria o derrube de quase todos os capitalismos metropolitanos, sem mencionar as conseqüências na periferia do sistema. Em caso de que Washington se veja ameaçado por uma insurgência popular todos acudirão a socorrer lhe, porque é o sustém último do sistema e o único que, em caso de necessidade, pode socorrer aos demais.
“ EEUU é um ator insubstituível e centro indiscutido do sistema imperialista mundial: só ele dispõe de mais de 700 missões e bases militares em uns 120 países que constituem a reserva final do sistema. Se as demais opções fracassam, a força aparecerá em tudo seu esplendor. Só EEUU pode despregar suas tropas e seu arsenal de guerra para manter a ordem a escala planetária. É como falara Samuel Huntington, ‘o xerife solitário’.
“Este ‘escoramento’ do centro imperialista conta com a colaboração dos demais sócios imperiais, ou com seus competidores na área econômica e inclusive com a maioria dos países do Terceiro Mundo, que acumulam seus reservas em dólares estadunidenses. Nem China, Japão, Coréia ou Rússia, para falar dos maiores detentores de dólares do planeta, podem liquidar seu stock nessa moeda porque será uma movida suicida. Claro está que esta também é uma consideração que deve ser tomada com muita cautela.
“ A conduta dos mercados e dos investidores de todo o mundo fortalece a posição norte americana: a crise se aprofunda, os resgates demonstram ser insuficientes, o Dow Jones de Wall Street cai por debaixo da barreira psicológica dos 7.000 pontos-descendo por baixo da marca obtida em 1997!- e pese a isto a gente busca refugio no dólar, caindo às cotizações do euro e o ouro!
“Zbigniev Brzezinski há declarado: ‘estou preocupado porque vamos ter milhões e milhões de desocupados, muita gente passando realmente muito mal. E essa situação estará presente por um tempo antes que as coisas eventualmente melhorem’.
“ Estamos na presença de uma crise que é muito mais que uma crise econômica, o financeira.
“Se trata de uma crise integral de um modelo civilizatório que é insustentável economicamente; politicamente, sem apelar cada vez mais à violência em contra dos povos; insustentável também ecologicamente, dada a destruição, em alguns casos irreversíveis, do meio ambiente; e insustentável socialmente, porque degrada a condição humana até limites inimagináveis e destrói a trama mesma da vida social.
“ A resposta a esta crise, por tanto, não pode ser só econômica ou financeira. As classes dominantes farão exatamente isso: utilizar um vasto arsenal de recursos públicos para socializar as perdas e re flutuar aos grandes oligopólios. Encerrados na defesa de seus interesses mais imediatos carecem sequer da visão para conceber una estratégia mais integral.

“A crise não há tocado fundo”, diz. “Achamo-nos ante uma crise geral capitalista. Nunca alguma outra foi maior. A que teve lugar entre 1873 e 1896, durou 23 anos, se chamou Longa Depressão. A outra muito grave foi a de 1929. Durou igualmente não menos de 20 anos. A atual crise é integral, civilizacional, multidimensional.”
De imediato agrega: “É uma crise que transcende com acréscimo o financeiro, o bancário e afeta à economia real em todos seus departamentos”.
Se alguém toma esta síntese e a leva no bolso, leia de vez em quando ou a aprende de memória como uma pequena Bíblia, estará mais bem informado do que acontece no mundo que os 99% da população, onde o cidadão vive assediado por centos de anúncios publicitários e saturado com milhares de horas de noticias, novelas e películas de ficção reais ou falsas.

Fidel Castro.
Março 8 de 2009
11,16 AM.


“La ignorancia es el peor enemigo de la civilizacion, y la ignorancia suele ser, en sus efectos y frecuentemente en sus impulsos, tan malvada como la misma maldad.” Eugenio Maria de Hostos

“A ignorancia é o pior inimigo da civilização,e a ignorancia costuma ser em seus efeitos e frequentemente em seus impulsos, tão malvada como a mesma maldade.”

quinta-feira, 12 de março de 2009

ATITUDE


“Podem porque acreditam que podem”. Virgilio. -


A habilidade é o que você é capaz de fazer, a motivação determina o que você faz e a atitude determina quão bem você fará isso. Assim John C. Maxwell – define a importância da atitude para alcançar o sucesso em “A Atitude Vencedora” – seu novo livro.
Para Maxwell, a atitude pode ser definida como um sentimento interior expresso pelo comportamento que tem a capacidade de determinar o modo como uma pessoa vive ou de como ela se relaciona com o outro.
Segundo o autor, há pouca diferença entre as pessoas, mas é isso o que determina o resultado de sucesso ou de fracasso nas suas ações. A esta pequena diferença, ele dá o nome de atitude. “Certamente, aptidão é importante para o sucesso. Porém o sucesso ou o fracasso, em qualquer situação, é resultado de atitudes mentais, mais do que da capacidade mental”, define.

REINGENIERÍA APLICADA AO FATOR HUMANO

"Ninguém deveria exercer uma chefatura
executiva mais de seis anos. Passado
este tempo, um verdadeiro chefe haverá
absorvido tanta hostilidade que desejará
evitar se sofrimentos antes de
decidir corretamente”
R. Townsende

Nos últimos tempos, a novíssima ferramenta gerencial da re-engenharia e/ou redesenho vem sendo aplicado com muito sucesso nos diferentes âmbitos organizacionais. Não somente nas áreas relacionadas com a tecnologia dura, senão que tem sido aproveitada na estrutura informal para melhorar a eficiência do fator humano em seus respectivos cargos. M.Hammer e J. Champú, expertos nesta ferramenta, a definem assim:

"È o redesenho ou reinvenção dos processos, as estruturas, as crenças e comportamentos organizacionais, gerando melhoras significativas nos resultados de qualidade da empresa".

Deste significado se podem inferir as seguintes abstrações importantes como são: Que são processos? e Como se pode conceber o comportamento humano? A primeira inquietude se pode definir como: "um conjunto de ações que estão formadas por uma ou mais tarefas, que devem impactar a qualidade, eficiência, custos, respostas ao cliente, produtividade e a rentabilidade organizacional", apreciando se facilmente que o aspecto atitude representa o fator clave do sucesso organizacional, por quanto é o responsável dos resultados de excelência por meio de um comportamento com níveis sobressalentes e/ou extraordinários de qualidade, tendente a garantir a satisfação das expectativas razoáveis dos clientes.
Pelas idéias antes expostas o comportamento humano nas organizações é de vital importância para a sobrevivência empresarial, que de acordo com E. Soto se pode definir da seguinte maneira: "O fundamento do comportamento se refere aos atos e as atitudes das pessoas nas organizações".
Desde este ponto de vista, todo processo de reengenharia aplicado ao fator humano, deve começar por estudar os (clientes internos) a melhor qualidade para garantir o sucesso empresarial. Nestes cenários tratando de estudar cientificamente o comportamento, os responsáveis da gestão do fator humano devem reunir dados mediante a observação direta, por meio dos questionários e as entrevistas, os vídeos e documentos escritos, com a finalidade de identificar as variáveis que utilizam os trabalhadores para se conduzir.
A re-engenharia e/o redesenho aplicado ao fator humano tem como propósito fundamental cambiar radicalmente os hábitos de comportamento das pessoas, por meio de um profundo conhecimento dos indivíduos e as distintas formas de personalidade que adotam em função dos diferentes estímulos externos que afrontam. Desde este ponto de vista o processo gerencial é o primeiro que se revisa, por quanto o estilo de atuação das pessoas que ocupam cargos nas posições de liderança incidem diretamente no comportamento total do resto da organização, devido a que são modelos de conduta. Nesta ordem de ideias a re-engenharia e/o redesenho aplicado ao fator humano há corroborado que mais de cinco anos numa mesma posição gerencial, conduz a um desgaste organizacional, além de que -pela mesma antiguidade no cargo- estes executivos se mostram muito inflexíveis frente aos câmbios radicais que exige esta técnica; é dizer, seu estilo e atitude são totalmente entrópicos, administrando a empresa ou a unidade organizacional baixo sua responsabilidade como se fosse seu próprio feudo. Demonstram uma mente muito fechada e não lhe dão passo às novas ideias, que cada dia são mais necessárias nesta aldeia planetária: um imprescindível para a otimização e para a inovação.
Outro dos câmbios dramáticos desta ferramenta gerencial aplicada ao fator humano é a habilidade que tem que desenvolver as pessoas no uso das novas tecnologias da informação e comunicação. Devido a isto, a gente mostra duas tendências extremas: uma delas que tem acesso a muita informação à hora de adotar una decisão e não sabem qual e quanta informação devem utilizar, esta realidade é denominada como: "o valor psicológico da informação sobrada"; a outra posição é quando se tem insuficiente informação em termos de quantidade e qualidade e - ao momento de adotar a decisão-, encontram que existe escassez de informação, esta posição se denomina: "o valor psicológico da informação faltante". Ambas posições levam a que os decisórios se afastam do estilo assertivo, -que por suposto- é o mais exigido nas empresas de sucesso. Estas atitudes produzem tensão, o qual é uma condição dinâmica na que um indivíduo se enfrenta a uma oportunidade, restrição ou demanda relacionada com o que deseja e do qual o resultado lhe parece incerto e importante.
Em consequência a execução de qualquer projeto de re-engenharia e/ou redesenho aplicado ao fator humano reclama redefinir novos trabalhos, tomando em consideração os seguintes elementos: o papel do funcionário cambia: de contratado a facultado; cambiam as unidades de trabalho: de departamentos funcionais a equipes de processos, de estilos e atitudes dos clientes externos e dos fornecedores, assim como dos funcionários; a preparação para o oficio cambia: de treinamento a educação; o enfoque de medidas de desempenho compensação se traslada: de atividade a resultados; os ofícios trocam: de tarefas simples a trabalho multidimensional; os valores cambiam: de protecionismo a produtivos; os líderes cambiam: de supervisores a treinadores; as arquiteturas organizativas cambiam: de hierárquicas a planas e os gerentes cambiam: de registradores de resultados a líderes.

domingo, 8 de março de 2009

A ALEGRIA DE VIVER NA CERTEZA.




LA ALEGRIA DE VIVIR EN LA CERTEZA.


La sabiduría es un saber... Pero un saber vivir. Se puede reconocer en una cierta serenidad, pero todavía más en una cierta alegría, una cierta libertad, una cierta eternidad y un cierto amor. Sabio es quien no tiene necesidad, para ser feliz, de mentirse, ni de contarse cuentos, ni siquiera de tener suerte".
"La verdadera sabiduría no es un ideal, sino un estado, siempre aproximado, siempre inestable..., una experiencia y un acto. No es un absoluto, sino un máximo (y, en cuanto tal, relativo): es el máximo de felicidad, es el máximo de lucidez. Depende de la situación de tal o cual, de las capacidades de tal o cual; en suma, del estado del mundo".
"No es un absoluto [la sabiduría], sino la manera siempre libre de habitar lo real, que es el único absoluto verdadero... El sabio no tiene amo, pero tampoco dominio, salvo sobre sí mismo; no tiene Iglesia, ni pertenencia, ni apegos, ni adhesiones... Ni siquiera su felicidad le pertenece... Se ha desprendido de sí mismo y de todo... Por eso es quizás feliz: porque no tiene necesidad de serlo. Ya sabio: porque no cree ya en la sabiduría".


“A sabedoria é um saber...Porém um saber viver. Se pode reconhecer numa certa serenidade, porém ainda mais numa certa alegria, numa certa liberdade, numa certa eternidade e um certo amor. Sábio é quem não tem necessidade para ser feliz de mentir se, nem de contar se contos, nem sequer de ter sorte”
“A verdadeira sabedoria não é um ideal, senão um estado, sempre aproximado, sempre instável..., uma experiência e um ato. Não é um absoluto, senão um máximo (e em quanto tal, relativo) : é o máximo de felicidade, é o máximo de lucidez. Depende da situação de tal ou qual, das capacidades de tal ou qual; em suma, do estado do mundo”.
“Não é um absoluto [a sabedoria], senão a maneira sempre livre de habitar o real, que é o único absoluto verdadeiro...O sábio não tem amo, porém tampouco domínio, salvo sobre ele mesmo; não tem igreja, nem pertences, nem apegos, nem adesões...Nem sequer sua felicidade lhe pertence...Se há desprendido de ele mesmo e de tudo...Por isso é quiçá feliz: Porém não tem necessidade de ser. Já sábio: porém não acredita já na sabedoria”.
André Comte-Sponville
Filosofo Francês Contemporâneo.

sábado, 7 de março de 2009

OPORTUNIDADE


Os chineses usam a mesma palavra para designar crise e oportunidade.


危机 (Crise)
机会 (Oportunidade)
Tradicional:
危機 (Crise)
機會 (Oportunidade)


Se observarmos, o último ideograma de “crise” é o primeiro para “oportunidade”.
Em cada crise há uma oportunidade.
Os momentos de crise não são alheios a nenhum de nós. De fato é algo normal que se da em nossa vida a todos os níveis como o profissional, o afetivo, o financeiro… O caso, ou a diferença radica na maneira que temos de afrontar os câmbios, as carências.
Em época de crise é quando se proba a natureza de cada ser humano. Podemos chorar e queixarmos, ou podemos ver a oportunidade que existe.

“E quando pensas realizar teu sonho? – perguntou o Mestre ao discípulo.
“Quando chegue a oportunidade”, respondeu ele.
O Mestre respondeu:
“A oportunidade não chega. A oportunidade já está aqui.”

Anthony de Mello.

OBRIGADO ISAAC


"El aspecto más triste de la vida actual es que la ciencia gana en conocimiento más rápidamente que la sociedad en sabiduría" "Sólo sé una cosa con certeza del futuro: habrá sexo, por que sin él, no habrá futuro" Isaac Asimov
" O aspecto mais triste da vida atual é que a ciência ganha em conhecimento mais rapidamente que a sociedade em sabedoria" "Só sei uma coisa com certeza do futuro: haverá sexo, porém sem ele, não haverá futuro" Isaac Asimov.

LA RECOMENDACIÓN DIARIA

  LA RECOMENDACIÓN DIARIA resistencia a los antimicrobianos , mejor que  resistencia antimicrobiana   Resistencia a los antimicrobianos , no...