Translate

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

CONSTELACIONES FAMILIARES


A FAMILIA.
A família, o casal e os amigos são uma fonte de carinho e apoio, mas também de problemas. Para melhorar nossos vínculos afetivos temos de começar por cuidar nossa relação com nós mesmos.
"Interpretamos o que nos acontece de forma egocêntrica: queremos que a realidade se adapte a nossos desejos"
Por mais que nos tem feito acreditar, não somos meias laranja: somos laranja inteira.
Os demais não nos dão nem nos quitam nada. Nunca o tem feito. Só são espelhos do que temos e nos falta.
"O rancor é uma semente muito tóxica que desenvolve raízes em nosso interior, nos debilita e nos faz vulneráveis"
Não estamos sós. E embora queiramos, tampouco podemos estar-lo. Nossa existência se entre mistura constantemente com a vida de outras pessoas. Somos filhos. Irmãos. Pais. Vovôs. Amigos. Noivos. Esposos. Ex. Viúvos. Cunhados. Tios. Sobrinhos. Primos. Genros. Sogros. Companheiros. Chefes. Empregados... Desde que nascemos até que moremos, cada passo que damos e cada etapa que vivemos vêm acompanhados por uma série de rolos sociais, que às vezes são fonte de alegria e de tristeza, de confiança e de medo, de paz e de ira...
Das relações humanas surgem nossos momentos de maior felicidade e também nossos piores instantes de sofrimento. Em alguns casos estas experiências sucedem inclusive antes de poder estabelecer um vínculo afetivo. O grande paradoxo é que as pessoas que mais queremos são também aquelas com as que mais conflitos temos. Por isso muitos concluem que não podem viver com os demais, mas tampouco sem eles.
Frente a esta disjuntiva, os expertos em crescimento pessoal advogam por conceber nossa vida social como uma oportunidade de aprendizado. Sobre tudo para melhorar nossa competência na arte de estabelecer vínculos sadios e sustentáveis. Entre outros reconhecidos psicólogos, destaca o escritor Xavier Guix, quem defende o que "falando não se entendem as pessoas". A seu juízo, "a maioria dos conflitos humanos tem sua raiz na confusão, nos mal-entendidos lingüísticos e, sobre tudo, em nossa incapacidade para estabelecer relações reais, objetivas e profundas".
Não em vão, em toda comunicação humana existem três níveis: "Primeiro estão nossas motivações, é dizer, o que pretendemos conseguir ou aportar em nossa interação com os demais. Logo vem nossa maneira de expressar ditas intenções por meio da linguagem, a atitude e a conduta. E finalmente se encontra a interpretação subjetiva de nosso interlocutor", explica este experto. "Por mais que a este processo o chamemos comunicação, às vezes há um abismo entre as motivações do emissor e a interpretação final do receptor".
E não só isso. Em geral, "os seres humanos interpretamos o que nos acontece de forma egocêntrica: queremos que a realidade se adapte a nossos sonhos, necessidades e expectativas, o que condiciona e dificulta nossa inter-relação com outras pessoas", agrega Guix, autor de “Pensar não é de graça. Crenças, comunicação e relações”. Assim, "os problemas aparecem quando os demais não cumprem com o que esperamos deles, quando fazem ou dizem coisas com as que não estamos de acordo ou quando se interpõem em nosso caminho para conseguir o que desejamos". E conclui: "Por mais que costumamos buscar-la fora, a raiz de nossos conflitos relacionais está em nosso interior".
A sombra do "pai e mãe" costuma ser mais alargada do que nos gostaria. E é curioso, porque ninguém põe em dúvida que nossos pais (e mães) são das pessoas que mais nos vão a querer ao longo de nossa vida. Sem embargo, suas boas intenções algumas vezes têm um efeito nocivo na construção de nossa identidade e nosso estilo de vida.
Assim, o condicionamento recebido durante nossa infância nos deixa uma pegada difícil de apagar. "O legado emocional de nossos pais é como una mochila que carregamos a nossas costas, repleta de crenças, normas e valores que nos dizem quem temos de ser e de que maneira temos de viver", afirma o diretor do Instituto Gestalt, Joan Garriga, experto em constelações familiares.
E esta é a essência da grande maioria de conflitos existentes no seio das famílias. "Alguns pais fazem com seus filhos exatamente o que lhes fizeram a eles quando eram crianças: inculcar-lhes uma maneira determinada de ver e compreender o mundo, obstaculizando o descobrimento de si mesmos e da vida", afirma Garriga. Isso sim, se há de ter muito em conta que "ninguém nos há ensinado a ser pais, sem dúvida alguma a profissão mais exigente de todas".
Seja como for, "ao entrar na idade adulta muitos filhos culpam a seus progenitores por suas carências afetivas, suas inseguranças e incluso pela raiva que experimentam ao ver como o conflito e a insatisfação seguem protagonizando suas relações mais íntimas", diz Garriga, autor de Onde estão as moedas? O conto de nossos pais. Embora seja muito mais fácil e cômodo sinalar a nossos progenitores como os culpados de nossa infelicidade, "cedo ou tarde chega um dia em que não nos queda mais remédio que responsabilizar-nos de nosso destino".
Sem dúvida alguma, "esta é a verdadeira emancipação, que costuma vir acompanhada duma das maiores crises existenciais que sofremos ao longo de nossa vida: aceitar que, mais além de nosso passado, nosso único problema neste preciso momento somos nós mesmos".
"O que nos cura é que possamos abraçar em nosso coração os nossos pais e não tanto que sejamos abraçados por eles", conclui Garriga.
"O amor enche de felicidade ao que ama e não tanto ao amado"
“Estou comprometido a ensinar e compartir com os demais o imenso poder que reside em nosso interior. O grande desafio é deixar de viver de forma inconsciente, aprendendo de tudo o que nos depara a existência".
Tanto se apreendemos de nossos pais como se não, o seguinte grande mestre que aparece em nossa vida vem baixo o nome de "casal". Nenhuma outra relação pode proporcionar-nos uma maior estabilidade emocional que a de nosso companheiro (ou companheira) sentimental. Sem embargo, as consultas de psicólogos e terapeutas estão lotadas de pacientes que tem convertido estes vínculos afetivos numa adição muito difícil de lidar e muito mais de superar. De fato, algumas pessoas temem se enamorar e comprometer-se por medo de voltar ao inferno que supõe separar-se do ser querido.
Por mais romântico que possa parecer-nos, "o sofrimento derivado de qualquer relação amorosa tão só põe de manifesto que temos encerrado nosso amor na invisível cárcere da dependência", afirma o psicólogo clínico, Walter Riso, autor de “Amar ou depender? Como superar o apego afetivo e fazer do amor uma experiência plena e saudável”.
Na opinião deste experto, "depender da pessoa que se ama é uma maneira de se enterrar em vida, um ato de automutilação psicológica onde o amor próprio, o auto-respeito e a essência dum mesmo são oferendados e regalados irracionalmente". Não em vão, atrás desta dependência se esconde um dos vírus mais letais que atenta contra nossa saúde emocional: o apego.
Popularmente se considera sinônimo de "afeito, carinho ou estimação". De fato, há quem diz que o apego é "natural" e "sadio", pois é uma mostra do "amor" que sentimos pela pessoa à que vivemos apegados. E incluso alguns afirmam com certo orgulho que "quanto mais apego se tem, mais se ama". Porém nada mais afastado da realidade. "Quando nos apegamos a nosso casal acreditamos inconscientemente que sem ela não podemos ser felizes, destruindo qualquer possibilidade de amar-la", afirma Riso.
Baixo o feitiço desta falsa crença, "nasce em nosso interior à obsessão de ter-la, de garantir que esteja sempre a nosso lado", agrega este experto. "E o medo a perder-la nos leva a tomar atitudes defensivas e condutas preventivas". É então quando aparecem os ciúmes, "um sintoma que revela que vemos a nosso casal como algo que nos pertence".
Pelo caminho terminamos perdendo a nós mesmos. Daí que as rupturas sentimentais suponham uma das experiências mais traumáticas, porém às vezes mais transformadora da nossa vida. "De novo a sós, cara a cara com nós mesmos, podemos tomar consciência de que nossa felicidade, antes de ser compartilhada, deve existir primeiro dentro de nós mesmos", conclui Riso. Por mais que nos tem feito acreditar, não somos meias laranja: somos laranja inteira. Ao menos assim podemos sentir-nos quando amamos a nós mesmos.
"O que procurava nos demais era o que não me dava a mim mesmo"
“Aprendi uma grande lição: se minha auto-estima a deixo em mãos dos demais, do que não depende de mim, estou perdido.”
Depois de nossos pais e do casal, outro dos vínculos afetivos mais importantes é o formado por nosso círculo mais íntimo de amigos. A todos nos gosta sentir que pertencemos a um grupo humano. Saber que podemos contar com outras pessoas nos dá segurança. Seu apoio nos ajuda em nossa tomada de decisões. Ademais parece que as tristezas se diluem quando se compartilham, em tanto que as alegrias se multiplicam.
Para alguns, os amigos são aquelas poucas pessoas que verdadeiramente nos compreendem e aceitam tal como somos. E incluso há quem afirma que, ao ser escolhidos de forma voluntária e consciente, constituem uma espécie de segunda família. Sem embargo, etiquetar alguém como nosso "amigo" também pode trazer acarretados diferentes conflitos. Ao começar a ter expectativas, em ocasiões podemos coletar grandes decepções e frustrações, até o ponto de poder converter-nos em "inimigos". Não em vão, só chegamos a odiar aquilo que temos amado.
Mas, então, que podemos fazer para viver em paz com os demais? A resposta parece estar mais a nosso alcance do que pensamos: se encontra dentro de nós mesmos. Ainda nos custa reconhecer-lo, "a única relação real e verdadeira é a que mantemos com nós mesmos, pois ninguém mais pode conhecer nossas motivações mais profundas". Assim de contundente é o sábio indiano Jiddu Krishnamurti (1895-1986), um dos filósofos contemporâneos mais reconhecidos e admirados hoje.
Para Krishnamurti, todos nossos vínculos afetivos "são um reflexo da relação que mantemos com nós mesmos". E agrega: "Cada um de nós somos a única causa de nosso bem-estar e de nosso mal-estar". Assim, os demais não nos dão nem nos quitam nada. E nunca o tem feito. Tão só são espelhos que nos mostram o que temos e o que nos falta.
De fato, "não vemos aos demais como em realidade são, senão como nós somos", um fenômeno que os psicólogos denominam "projeção".
Para Krishnamurti, esta toma de consciência "é o principio que nos conduz à sabedoria".
Em sua obra mestra, A liberdade primeira e última, se desprende que "nossa felicidade, nossa paz e nossa capacidade de servir e de amar aos demais são fortalezas que emergem de nosso interior quando nos liberamos da escravidão da mente". É dizer, "quando pomos fim à ignorância de não saber quem somos e à inconsciência de não querer sabê-lo". Daí que "nossas relações constituam uma maravilhosa forma de conhecer a nós mesmos".
Embora possa parecer o mesmo, existe uma grande diferença entre existir e estar vivo. “A vida tem que ser vivida”.
De todas as experiências de aprendizagem, superação e fortalecimento associadas com nossas relações humanas, o falecimento dum ser querido é sem dúvida a mais difícil e dura de afrontar. Dado que a morte continua sendo um tabu em nossa sociedade, sua aparição em nossa vida nos costuma pegar desprevenidos.
Embora cada processo de duelo é diferente, a reconhecida psiquiatra suíço-estadunidense Elisabeth Kübler-Ross (1924-2004), autora de A morte: um amanhecer estabeleceu cinco fases que atravessamos ao sofrer uma perda:
1. Negação: negamos o que nos há acontecido, pois não somos capazes de assumir as conseqüências que implica a morte do ser querido.
2. Ira: adotamos o rol de vítima, sentindo ansiedade, irritação e enfado, e buscando culpados com quem canalizar nosso mal-estar.
3. Luta: tentamos cambiar o que há sucedido, negociando com os demais e incluso com a vida a possibilidade de recuperar ao ser querido.
4. Tristeza: ao começar a reconhecer a realidade da situação, nos sentimos desanimados, frustrados e derrotados, o que pode mergulhar-nos na depressão.
5. Aceitação: finalmente assumimos e aceitamos a perda, recuperando a normalidade de nossa vida, porém com um novo nível de compreensão, madures e consciência.
Condecorada com 23 doutorados honoris causa, Kübler-Ross verificou que "quando as pessoas superam este processo, apreendendo do que lhes há sucedido, descobrem sua espiritualidade, que não é mais que recuperar os valores essenciais que nos permitem levar uma vida mais plena e com sentido". Daí que "não devamos lutar contra o dor, pois sua função consiste em quebrar a carcaça da ignorância que nos separa da compreensão, entrando em contacto com nosso ser mais profundo".
O verdadeiro caminho é chegar a se conhecer a si mesmo. É o grande reto e a tarefa mais difícil. Sei que por aí posso converter me numa pessoa melhor, mais madura, que possa aportar felicidade e amor a quem me rodeiam.
Chegados a este ponto, concluímos que na vida não sempre acontecem às coisas que nos gostaria que passassem. A raiz destes desencontros com a realidade, o medo, a ira e a tristeza costumam envenenar nossa mente e nosso coração mediante pensamentos e sentimentos negativos, afastando-nos do equilíbrio e bem-estar com o que conectamos quando aprendemos a fluir com o que nos acontece. Ademais, "quando culpamos aos demais ou ao destino daquilo que nos há sucedido, nos convertemos em vítimas do rancor", afirma à psicóloga Carmina Martorell, especializada em terapia familiar.
Mas em que consiste exatamente? "O rancor é uma semente muito tóxica que vai criando raízes em nosso interior através do pensamento obsessivo e vitimista, debilitando nosso sistema imunológico e voltando-nos ainda mais vulneráveis frente a nossas circunstâncias". Ademais, "ao culpar a outro de nosso mal-estar pode surgir o impulso de querer castigar-lo, um afã de vingança que consideramos justificado e que acreditamos que porá fim a nossa inquietação".
O paradoxo deste processo é que "o mais danificado por nosso rancor, ressentimento e ódio não é o objeto ao que se dirigem – nosso suposto agressor-, senão o sujeito que os emite, é dizer, nós mesmos". Finalmente, "ao estar saturados por nosso próprio veneno, começamos a dar-nos conta de que o rancor é totalmente inútil para fazer frente aos reveses que nos dá a vida", sinala esta experta.
Martorell costuma explicar a seus pacientes que "todos os seres humanos o fazemos o melhor que podemos e estamos em nosso direito de cometer erros para aprender e evoluir". Embora às vezes nos aconteçam incidentes dolorosos, "os fatos não são os responsáveis de nosso mal-estar, senão a interpretação e a atitude que tomamos frente a eles". E agrega: "Ninguém pode ferir-nos emocionalmente sem nosso consentimento".
Para evitar as emoções negativas desde o início, "podemos aprender a aceitar as coisas tal como nos vêm, e aos demais, tal como são". Aceitar não quer dizer estar de acordo com o que há passado ou se há dito de nós. Nem sequer tolerar-lo ou resignar-se. "Aceitar significa não reagir mecânica e impulsivamente, o que nos permite tomar a melhor atitude e conduta em cada momento e frente a qualquer pessoa", conclui esta terapeuta.
Ninguém diz que viver seja um assunto fácil. E muito menos quando a vida consiste em relacionar-se com os demais diariamente. Dado que não podemos cambiar o que nos há acontecido, se temos a opção de modificar nossa atitude, de reinterpretar certos acontecimentos adversos e dolorosos duma forma mais sábia e objetiva, deixando em nosso coração um pouco de paz.
Ver nossos conflitos relacionais como uma oportunidade de crescimento e aprendizado é uma questão de treinamento e compromisso. E de cambiar o foco de atenção, deixando de sinalar aos demais para começar a olhar à si mesmo. Tal como diz o sábio Darío Lostado: "Se não te conheces , quem te conhecerá? Se não te conheces , a quem conhecerás? Se não te aceitas , quem te aceitará? Se não te aceitas , a quem aceitarás? Se não te amas , quem te amará? Se não te amas , a quem amarás?"

domingo, 10 de janeiro de 2010

ImportaRSE - Florianópólis


La ilusión tecnológica
10.01.10 - 02:59 -
JUAN AGUIRRE

Tenemos la sensación de que en unos pocos años se ha producido un gigantesco progreso, un gran salto adelante no maoísta sino capitalista. Y nos solazamos en la presunción de que el futuro nos deparará hallazgos científico-técnicos que harán nuestra vida más cómoda, más longeva y hasta encontrarán remedio a los graves desafíos que ante sí tiene la humanidad.
Pensamos así arrastrados por la enorme potencia de ilusión que la civilización moderna pone al servicio del poder: una vez extintas las ilusiones ideológicas del siglo XX, se ha impuesto la ilusión tecnológica que es menos teórica y más tangible que aquella. Y que mueve más dinero. «Los humanos no vivimos de otra cosa que de religión o de ilusiones» decía Leopardi, quien nunca imaginó que ambas cosas pudieran confluir en una sola, la nueva 'red-ligión' que nos cohesiona socialmente desde un individualismo narcisista y no responsable.
Si analizamos con atención el camino recorrido advertiremos que, bajo un manto de prosperidad material, el progreso técnico ha venido acompañado de una inexorable involución de valores. Las libertades han retrocedido sacrificadas en aras a la seguridad mientras el miedo, factor determinante de control social, lo empapa todo: miedo a la violencia, a las enfermedades, a la pérdida de nuestro bienestar, al cambio climático...
Dentro del caballo de Troya de la revolución tecnológica, la lógica financiera se ha impuesto creando un orden nuevo en el que prima la ley del más fuerte, o sea del que más dinero tiene; y a rebufo de esa ambición las clases medias no hemos pensado sino en trabajar más para ganar más, y con tanto cálculo egoísta hemos encallecido nuestra sensibilidad hacia el provecho colectivo. En fin, la brecha entre ricos y pobres nunca fue tan abismal como en este mundo globalmente insostenible.
Tal es el panorama al final del primer decenio del 2000, que nos deja la casa llena de gadgets y la cabeza de preocupaciones. Sin embargo, la quiebra entre lo esencial y lo accesorio es ya de tal calibre que podríamos hallarnos al comienzo de una nueva era donde el progreso estará al servicio del desarrollo genuino de las personas antes que en la alienante producción de cacharrería.
De no ser así, es de temer que nuestra época hipertecnologizada entre en la historia bajo el mismo epitafio que figura en la tumba de una dama boba inglesa: «Aquí yace. Pasó al fin de la ilusión a la realidad».

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

ImportaRSE - Florianópolis


24 de noviembre de 2009

Sr. Jacob Holmblad, Presidente
Sr. Michael A. Smith, Secretario
Comité de Gestión Técnica (TMB)

Organización Internacional de Normalización
1, ch. de la Voie-Creuse, Apdo. 56 CH-1211
Ginebra 20, Suiza

Estimados señores,
Las organizaciones empresariales internacionales abajo firmantes participan activamente en las labores del Grupo de Trabajo de la ISO/TMB sobre responsabilidad social (WGSR), y se han implicado en la elaboración de un documento que proporcione orientaciones prácticas y útiles en materia de responsabilidad social a todo tipo de organizaciones. Dado que, en el proceso de la ISO 26000, el proyecto de norma internacional (DIS) representa la última oportunidad para introducir mejoras importantes en el documento, nos dirigimos a ustedes con el fin de expresar nuestra honda preocupación, dado que el DIS no cumple con el citado objetivo, y que es muy poco probable que se generalice su aplicación en el sector privado.
Estas organizaciones remitieron una carta conjunta a los responsables del WGSR antes de que éste celebrara su última reunión en Quebec, a fin de poner de manifiesto sus inquietudes de manera constructiva, y ahora confiamos en ampliar este diálogo al dirigirnos al TMB, en su calidad de gestor de este proyecto para la ISO.
Somos conscientes de que la ISO está sometida a una presión considerable para finalizar la ISO 26000. El proceso del Grupo de Trabajo ha sido largo y difícil y nosotros, al igual que otros muchos, estamos deseando que finalice. Pero el principal objetivo no es simplemente finalizar el documento, sino elaborar unas orientaciones que sean útiles para la práctica de la responsabilidad social en todo tipo de organizaciones, según lo solicitado por el Comité de Gestión en la propuesta de tema de estudio que se presentó en Nueva York. Esto requiere que el propio documento sea fácil de entender y que incluya recomendaciones que la mayoría de los destinatarios puedan asociar a sus actividades habituales sin necesidad de la asistencia de partes ajenas a la organización como pudieran ser auditores o consultores.
El actual borrador no cumple esa finalidad por diversos motivos, los cuales se han ido planteando reiteradamente a todo lo largo del proceso de redacción, y entre los que figuran los siguientes:
El texto resulta demasiado complejo y de difícil lectura. Muchos de los mismos expertos en materia de responsabilidad social que participan en el proceso no entienden plenamente todos los conceptos abarcados en el texto. El resultado que cabe esperar claramente es que numerosos lectores potenciales se limiten a buscar otras fuentes de información que resulten más fáciles de leer y aplicar.
La orientación facilitada no se aplica a todo tipo de organizaciones. A diferencia de lo que se pedía en la propuesta de nuevo tema de estudio, el texto aún está claramente centrado en grandes organizaciones, como pone de manifiesto el excesivo énfasis en temas tales como las cadenas de suministro y las "esferas de influencia", e incluye muchas medidas recomendadas que sólo están al alcance de las organizaciones más avanzadas.

El texto es demasiado extenso y detallado. El borrador incluye demasiadas recomendaciones, lo cual hace que al lector le resulte imposible distinguir lo que es importante de lo que no lo es.

Estamos convencidos de que estos problemas acarrearán toda una serie de consecuencias negativas:
El documento gozará de poca aceptación, lo cual supondría una importante decepción, habida cuenta del tiempo y los recursos dedicados a este proyecto;

La complejidad, la ambigüedad y las exigencias del texto harán que la mayoría de las pequeñas organizaciones consideren que sólo se aplica a las grandes organizaciones que disponen de la capacidad necesaria para poder dar respuesta a las cuestiones que se plantean en la ISO 26000; y

La dificultad para entender y aplicar la ISO 26000 disuadirá a las organizaciones de tan siquiera abordar la cuestión de la responsabilidad social.

Todos estos problemas podrían haberse resuelto si, como hemos sugerido en muchas ocasiones, la ISO y el Comité de Gestión hubieran realizado una encuesta entre los posibles usuarios a fin de determinar el tipo de orientación que se adaptaría mejor a las necesidades de los mismos. Lamentablemente, este consejo se ha desoído continuamente en los numerosos borradores.
Por desgracia, se plantea otro problema grave, que es el de la generalización del uso indebido de la ISO 26000 con fines de certificación. A pesar de que en el texto se afirma claramente que la 26000 “no se ha concebido ni resulta apropiada para fines de certificación” y que “cualquier oferta de certificación, o solicitudes para obtener la certificación, supondría una interpretación errónea de la intención y el objetivo de la norma", una simple búsqueda en Internet de las expresiones “ISO 26000 certification” e “ISO 26000 audit” da lugar a más de 70.000 y 5.000 resultados, respectivamente, que son en su inmensa mayoría ofertas para la prestación de este tipo de servicios. Esta actividad "prohibida" de certificación y auditoría sólo puede servir para dañar la credibilidad de la ISO, socavar la utilidad prevista del documento y, en último término, crear resentimiento en la comunidad de usuarios.
Por último, dado que el beneficio principal de la ISO 26000 es de carácter social – y no comercial como ocurre con otras normas de la ISO – estamos firmemente convencidos de que la versión final de la ISO 26000 debería, como mínimo, distribuirse gratuitamente en formato electrónico, y con un precio muy reducido en formato impreso. Estamos persuadidos de que la reciente decisión del Consejo de la ISO en esta materia fue una equivocación, e instamos al Consejo a que celebre consultas con los grupos de partes interesadas implicadas en el proceso a fin de reconsiderarla.
Confiamos en que los puntos citados les resulten de utilidad en sus discusiones sobre el proyecto de responsabilidad social, y agradeceríamos nos hicieran llegar su respuesta antes de la próxima reunión del WGSR en Copenhague.
Atentamente,
Sr. Jean Rozwadowski
Secretario General, CCI
Sr. Antonio Peñalosa
Secretario General, OIE
Sr. Tadahiro Asami
Secretario General, BIAC

Sr. Hans Werner Müller
Presidente, NORMAPME
Sr. Ross Wraight
Presidente, IFAN
Dr. Richard Sykes
Secretario Ejecutivo, IPIECA
Sr. Charles Bowen
Director Ejecutivo, OGP

Os 31 segredos do (anti) Management
A arte do management tem aspectos inconfessáveis. Vejamos algumas práticas infalíveis, aplicáveis para chefes ou colaboradores, para que ninguém aprenda nada na empresa...

segundo Ernesto Gore

A arte do management costuma ter aspectos inconfessáveis (ou, ao menos, inconfessados). Um dos segredos melhor guardados é, por exemplo, que todo chefe é, quase por definição, desleal a alguém ou a algo o tempo todo.

Mais além da vontade de cada um, um chefe deve guardar demasiadas lealdades: à organização, aos acionistas, a sua gente, a seus pares, a sua família, a sua profissão, aos clientes, ao longo prazo, aos custos, à qualidade, a se mesmo, a sua carreira...

E estas lealdades têm ademais interesses contraditórios. Ninguém pode ser leal todo o tempo a tantas demandas. Por isso, um chefe não pode escolher não ser vilipendiado. Ao sumo, pode escolher alguns dos motivos pelos quais o será.

Sem embargo, dentro deste marco general, não cabe dúvida de que no todo é o mesmo. A decisão acerca de aquilo ao que se será leal em cada momento é uma eleição crítica que faz tanto à eficiência como à ética da gestão.

Com todas suas limitações, os chefes têm muito que ver com o destino das organizações e de sua gente.

Alguns, incluso com suas misérias, geram riquezas, conhecimentos, pessoais bem formados, possibilidades, alternativas, redes, equipes e satisfações. Porém, também estão os que deixam muito pouco como contribuição.

Criar um ambiente de trabalho tem a ver com construir sentido. Isto é, para Karl Weick, fiar as narrações compartidas na organização com a história que cada um se conta a si mesmo sobre quem é e para que esteja onde está.

Para Victor Vroom, construir sentido é motivar. É ligar as possibilidades de cada um com um desempenho possível e esse desempenho com um logro significativo.

Em outras palavras, construí sentido quando ajudo as pessoas a fazer coisas que antes não podiam fazer e quando gero circunstâncias que permitam fazer essas coisas lhes brindes acessam a logros significativos para eles.

Quando um está imerso num contexto onde o que sucede tem sentido, a realidade é compreensível, se constroem redes de gente à que às vezes se querem e outras se odeiam, porém que é parte da vida de um, grupos que desenvolvem juntos identidade, aprendizado, significado e boas práticas.

Reciprocamente, quando a desconfiança, a rotina, a ciúmes ou simplesmente a bobagem impedem que as pessoas façam o que poderiam chegar a fazer ou quando não há relação entre desempenho e logro, quando quase nada é possível e se fora possível, nada trocaria, então acontece à perda do sentido.

Nesses contextos, aprendizado, identidade e significado são destruídos e muita pouca riqueza, cultural ou material pode ser gerada.

O outro segredo muito bem guardado é que, para construir ou destruir sentido numa organização, não faz falta ser chefe. A hierarquia ajuda, mas não é requisito iniludível. Cada vez mais, a bibliografia sobre liderança olha aos "followers" (aos seguidores), que tem um rol de protagonistas na construção da realidade organizativa maior que o que costumam estar dispostos a reconhecer.

Agora bem, como gerar sentido nas organizações?

É lamentável dizer-lo, mas não é possível oferecer regras, porque não às há. Para isto é necessário mergulhar na situação e por corpo e alma na realidade.

Porém sim existem, pelo contrário, algumas práticas infalíveis para destruir sentido e para que ninguém aprenda nada. Aqui vão algumas que muitos reconhecerão que podem aplicar-se sendo chefe ou empregado e quase nunca falham.

1) Quando lhe falem pense em outra coisa

2) Convença-se de que você já sabe o que lhe vão a dizer

3) Diga coisas distintas das que acredita e pensa

4) Não troques de idéia e jamais dê o braço a torcer

5) Oculte seus erros

6) Fale a seu chefe que tudo anda bem e, a seus colaboradores, que tudo anda mal

7) Busque culpados

8) Quando uma coisa seja grave, não a ponha em discussão

9) Procure que os funcionários tenham a informação o mais segmentado possível. Assim, evitará que pululem opiniões e pontos de vista

10) Quando há que dar uma notícia desagradável, lance primeiro o rumor para facilitar as coisas

11) Divida para reinar

12) Assegure se de que a responsabilidade seja sempre de outros

13) Escolha ser conduzido, a responsabilidade é do que manda

14) Quando algo não funcione, trate de que troquem os outros

15) Castigue os erros mais vigorosamente do que premia os logros

16) Seja complacente com seus chefes e desconsiderado com seus empregados

17) Tenha sempre consideração pela gente incompetente, nunca pela obstinada

18) Espere instruções, sobre tu do em emergências

19) Assegure-se de que as recompensas sejam externas às tarefas

20) Busque todo o tempo a aprovação dos demais

21) Relativize os logros de seu pessoal para que não solicitem aumento

22) Sempre lembre que algo é problema de você só se você pode ser culpado por ele

23) De os objetivos e as conclusões das reuniões por sobre entendidos

24) Busque o caminho seguro

25) Nada é grave em quanto você possa controlar-lo

26) Não se surpreenda nunca por nada

27) Não convença, abrume

28) Comunique as maus noticias de tal forma de que pareçam boas

29) Não tome posição em assuntos controvertidos

30) Defenda sua posição sem indagar o ponto de vista dos outros

31) Nunca trate de explicitar o que lhe parece sobre entendido

Lhe tem interessado estas regras e quer saber mais? Há alguns livros que falam de tudo isto. Aqui vão quatro: "O manager fortalecido", de Peter Block (ed. Paidos); "Introdução à Formação no Trabalho" de Gore e Vázquez Mazzini (FCE); "Organizational Learning" de Argyris y Schön (ed. Addison Wesley) e "A Quinta Disciplina", de Peter Senge (ed. Granica).

Ernesto Gore
Professor da Universidade de San Andrés – Buenos Aires - Argentina
"Dar as graças me faz grande. Pois quando dou as graças tomo algo como de regalo dos outros. Enriquece-me porque o tomo. O que tomo agradecidamente se faz imprescindível para mim. Atuam como o sol e a chuva quente sobre uma jovem planta. A fazem madurar"
Bert Hellinger

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

MARIO BENEDETTI




Pasatiempo

Cuando éramos niños
los viejos tenían como treinta
un charco era un océano
la muerte lisa y llana
no existía.

Luego cuando muchachos
los viejos eran gente de cuarenta
un estanque un océano
la muerte solamente
una palabra.

Ya cuando nos casamos
los ancianos estaban en cincuenta
un lago era un océano
la muerte era la muerte
de los otros.

Ahora veteranos
ya le dimos alcance a la verdad
el océano es por fin el océano
pero la muerte empieza a ser
la nuestra.

MI REGRESO


Volveré una mañana, será de primavera.
Caminaré las calles de mi barrio
Y llegaré al portón de nuestra casa.
Abrazaré a mi madre, y a mi padre
A mi abuelo Manuel, mi abuela Juana.
Y reiré, feliz por mi regreso..
Alguien preguntará ¿Quién es el viejo?
Y tu responderás: ...mi abuelo, el de los sueños…


Bendición para mi nieta Jazmín

Niña que duermes serenamente bajo la mirada de tu madre y tu padre,
te deseo que vayas por la vida con la paciencia como tu mejor aliada,
que conozcas el placer de la generosidad y la paz de los que no esperan
nada, que entiendas tus pesares y sepas acompañar los ajenos.
Te deseo una mirada limpia, una boca prudente, una nariz comprensiva,
unos oídos incapaces de recordar la intriga, unas lágrimas precisas
y atemperadas. Te deseo la fe en una vida eterna, y el sosiego que tal fe concede.
Con amor en la distancia, de tu abuelo...
y recuerda...
Cuida tus pensamientos porque se volverán palabras
Cuida tus palabras porque se volverán actos
Cuida tus actos porque se harán costumbre.
Cuida tus costumbres, porque forjarán tu carácter.
Cuida tu carácter, que será tu destino, y tu destino será tu vida.
Fuente:novoyatirarlatoalla@blogdiario.com (2006)

Bênção para minha neta Jazmín
Menina que dormes serenamente baixo a mirada de tua mãe e teu pai,
te desejo que vaias pela vida com a paciência como tua melhor aliada,
que conheças o prazer da generosidade e a paz dos que não esperam
nada, que entendas teus pesares e saibas acompanhar os alheios.
Desejo-te uma mirada limpa, uma boca prudente, uma nariz compreensivo,
uns ouvidos incapazes de lembrar a intriga, umas lágrimas precisas
e moderadas. Desejo-te a fé numa vida eterna, e o sossego que tal fé concede.
Com amor na distância, de teu vovô...
e lembra...
Cuida de teus pensamentos porque se volverão palavras
Cuida de tuas palavras porque se volverão atos
Cuida de teus atos porque se farão costume.
Cuida de teus costumes, porque forjarão teu caráter.
Cuida de teu caráter, que será teu destino, e teu destino será tua vida.
Fonte:novoyatirarlatoalla@blogdiario.com (2006)

LA RECOMENDACIÓN DIARIA

  LA RECOMENDACIÓN DIARIA resistencia a los antimicrobianos , mejor que  resistencia antimicrobiana   Resistencia a los antimicrobianos , no...