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quarta-feira, 5 de agosto de 2009


NORMA ISO 26000

O rascunho final da nova Guia sobre Responsabilidade Social ISO 26000, elaborada pela International Standar Organitation, estará pronto para o próximo mês de setembro segundo a ONG holandesa SOMO.

Esta guia não terá o caráter de norma certificável, mas servirá de ajuda sobre como as organizações podem integrar os diversos aspectos de responsabilidade social com os atuais sistemas de direção e gestão.

No passado mês de maio se reuniram em Quebec (Canadá) o plenário do painel de expertos que estão elaborando o documento, e em onde se debateu o rascunho final do mesmo.

Nesta reunião se atingiram acordos sobre alguns pontos em conflito como a definição de grupos vulneráveis da sociedade, ou a inclusão na guia de aspectos relacionados com o bem-estar animal.

O informe final será apresentado no próximo mês de setembro aos 159 países que são membros de ISO para que façam comentários e votem se estão de acordo ou não.

No caso de que seja ratificado por mais de dos terços dos membros, a guia ISO 26000 ficaria aprovada em setembro de 2010. A ISO 26000 será a norma internacional de Responsabilidade Social e está prevista para ser concluída em 2010.

O Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social da ISO (ISO/TMB WG) – responsável pela elaboração da ISO 26000 - é liderado em conjunto pelo Instituto Sueco de Normalização (SIS - Swedish Standards Institute) e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Assim, em decisão histórica o Brasil, juntamente com a Suécia, passou a presidir de maneira compartilhada o grupo de trabalho que está construindo a norma internacional de Responsabilidade Social.

O desenvolvimento desta norma tem também sido inovador, um processo multistakeholder. O Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social da ISO (ISO/TMB WG) é constituído por mais de 360 experts e observadores de mais de 60 países. Os experts e observadores participam do processo de construção da ISO 26000 de duas formas – por meio de delegações nacionais ou das chamadas organizações D-liaison. As delegações nacionais são compostas pelas seguintes categorias ou partes interessadas (stakeholders) da sociedade:


• Trabalhadores;
• Consumidores;
• Indústria;
• Governo;

• ONG’s; organizações não governamentais
• Serviço, suporte e outros.

Esta última categoria engloba consultores, academia, etc. Já as organizações D-liaison são relevantes organizações internacionais ou regionais com importante atuação nos temas relativos à RS como, por exemplo: Organização Internacional do Trabalho, Global Reporting Initiative, Organização Mundial da Saúde, Consumers International, UN-Global Compact (Pacto Global da ONU);

Organization for Economic Co-operation and Development (OCDE) entre outros. Do Brasil, o Instituto Ethos de Responsabilidade Social tem participado como organização D-liaison pela Rede Interamericana de Responsabilidade Social.

O ISO/TMB WG realizou, até o presente momento, cinco reuniões que definiram as principais resoluções a respeito da ISO 26000. Seguem abaixo as principais características desta norma:

• será uma norma de diretrizes, sem propósito de certificação;
• não terá caráter de sistema de gestão;
• não reduzirá a autoridade governamental;
• será aplicável a qualquer tipo e porte de organização (empresas, governo, organizações não governamentais, etc);
• será construída com base em iniciativas já existentes (não será conflitante com tratados e convenções existentes);
• enfatizará os resultados e melhoria de desempenho;
• prescreverá maneiras de se implementar a Responsabilidade Social nas organizações;
• promoverá a sensibilização para a Responsabilidade Social;

Embora ainda em processo de construção podendo, portanto, sofrer alterações, podemos dizer que a ISO 26000 abordará como temas centrais da RS, as seguintes questões:

• Organizational Governance - Governança Organizacional
• Human rights - Direitos Humanos
• Labour practices - Práticas do Trabalho
• The environment - Meio ambiente
• Fair Operating Pratices - Práticas Leais(justas) de Operação
• Consumers issues - Questões do Consumidor
• Community involvement and development – Envolvimento e Desenvolvimento da Comunidade

Além disso, pode-se aferir que as organizações que quiserem ter um comportamento socialmente responsável deverão:

• ser responsáveis pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente;
• contribuir com o desenvolvimento sustentável, a saúde e bem estar da sociedade;
• considerar as expectativas dos seus stakeholders ;
• ter um comportamento ético e transparente;
• estar de acordo com as normas internacionais de comportamento.

Para saber mais consulte:

www.iso.org/sr
www.ethos.org.br
www.abnt.org.br
www.ethos.org.br/gtethosiso26000

Fonte: pyme sostenible, Inmetro.

Parte superior do formulário

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A CARTA DA TERRA



P R E Â M B U L O
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este
propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.
Terra, Nosso Lar
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
A Situação Global
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.
Desafios Para o Futuro
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos Valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano.
Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes.
Responsabilidade Universal
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual a dimensão local e global estão ligadas.
Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem- estar da família humada e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida éfortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida, e com humildade considerando em relaçao ao lugar que ocupa o ser humano na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada.
P R I N C Í P I O S
I . RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
b. Assumir que o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder implica responsabilidade na promoção do bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem, a longo prazo, a prosperidade das
comunidades humanas e ecológicas da Terra.
Para poder cumprir estes quatro amplos compromissos, é necessario:
I I . INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial
preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
a. Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
b. Estabelecer e proteger as reservas com uma natureza viável e da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçadas.
d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos.
e. Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de formas que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas.
f. Manejar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminuam a exaustão e não causem dano ambiental grave.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o
conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não conclusiva.
b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental.
c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas consequências humanas globais, cumulativas, de longo prazo, indiretas e de longo alcance.
d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades
regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal a assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e a ampla aplicação
do conhecimento adquirido.
a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público.
I I I . JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
a .Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não- contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos.
b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistência sustentável, e proporcionar seguro social e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter- se por conta própria.
c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o
desenvolvimeto humano de forma eqüitativa e sustentável.
a. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e isentá-las de dívidas internacionais onerosas.
c. Garantir que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento
sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência desaúde e às oportunidades
econômicas.
a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a educação amorosa de todos os membros da família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social,
capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo
especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
a. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual,
religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida.
c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.
IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência
e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões, e
acesso à justiça.
a. Defender o direito de todas as pessoas no sentido de receber informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações na tomada de decisões.
c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição.
d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus própios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores
e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no sentido de aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e sociais.
d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de de sofrimentos.
b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
c.Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.
16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.
a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não- provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa.
e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz.
f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.
O C A M I N H O A D I A N T E
Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca iminente e conjunta por verdade e sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não- governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma
governabilidade efetiva.
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quantoao ambiente e ao desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.

R S E - Responsabilidade Social

nas Instituições de Educação Superior, mandato da UNESCO

04 de Agosto de 2009 - por Oscar Ricardo García.

A Declaração final da Conferência Mundial sobre a Educação Superior 2009, convocada pela UNESCO - 5 a 8 de julho em Paris arrojam umas recomendações e chamadas à ação para os Sistemas e as instituições de Educação Superior nas dimensões sociais, econômicas, científicas e culturais de seu contexto nos pilares substantivos do cotidiano universitário: formação, pesquisa e extensão. Ao ser a declaração um tema de grande interesse para nossos países latino-americanos e que ainda não se conta com uma tradução oficial ao Português, lhes comparto uma tradução de minha autoria.

Texto traduzido - não oficial-:

Nós os participantes da Conferência Mundial sobre Educação Superior 2009, reunidos em 5 de julho de 2009 na sede da UNESCO em Paris e considerando a Declaração e as conclusões da Conferência Mundial sobre Educação Superior 1998, que são ainda válidas, e os debates e recomendações das reuniões regionais preparatórias em Cartagena das Índias, Macau, Dakar, Nova Deli, Bucareste e Cairo, proclamamos a seguinte Declaração e chamamos à ação sobre os seguintes temas:

A Responsabilidade Social na Educação Superior

1. A Educação Superior é estratégica para toda a educação e a base para a investigação, a inovação e a criatividade. Nunca na história da humanidade o bem estar das nações dependeu duma maneira tão direta da qualidade dos seus sistemas educativos e Instituições de Educação Superior – IES-.

2. A Educação Superior joga um rol importante na construção da Nação. A Educação Superior é um bem público, e como tal, deve ser um tema de responsabilidade de todos os governos.

3. A crise econômica atual pode alargar a brecha do acesso e da qualidade da educação entre os países em vias de desenvolvimento e os desenvolvidos, apresentando desafios adicionais aos países onde está já restrito o acesso.

4. A Educação Superior em sua responsabilidade social deve avançar na compreensão na complexidade dos desafios globais atuais e futuros, e em ajudar a melhorar o entendimento acerca dos assuntos multifacetados nas dimensões sociais, econômicas, científicas e culturais, e na capacidade para responder a elas. Para fazer-lo, as IES devem aumentar seu foco interdisciplinar e promover a investigação em temas como o desenvolvimento sustentável, paz, bem estar e desenvolvimento, e a realização de direitos humanos, incluindo a equidade de gênero.

5. A Educação Superior deve potencializar a formação dos professores, tanto em sua formação inicial como continua, com uns currículos que lhes proporcionem os conhecimentos e habilidades necessários para o século XXI; isto implicará adotar novos enfoques, como a educação aberta e a distância e o uso das novas tecnologias da informação e a comunicação. A este objetivo também contribuirá uma boa preparação para os responsáveis da planificação da educação e uma pesquisa que sirva para melhorar os atuais enfoques pedagógicos.

Mais informação: http://gerenciaresponsable.wordpress.com/

CLAVES PARA UM PROGRAMA DE RSE EXITOSO



Autor: Fernando Legrand.

Fonte: RSE on line.

Um dos principais desafios da RSE se produz quando uma empresa decide encarar um Programa de Responsabilidade Social desde zero.

Como começar? Por onde? Que aspetos ponderar?

São perguntas que surgem em gerentes de empresas de qualquer porte.
Para tratar de por uma mão ao assunto,
RSE Online consultou a três reconhecidos consultores das Américas:

Antonio Vives, Ingrid Hernández e Maria Fernanda Soria.
Todos eles tiveram
uma mesma pergunta como disparador:

Que cinco aspetos acreditam que não devem faltar em nenhum Programa de RSE?

A resposta foi de cinco itens por cada um, mas este artigo bem poderia haver-se titulado as 12 chaves de todo Programa de RSE, porque as miradas de Vives, Hernández e Soria se complementam e enriquecem a tal ponto que permitem fazer um listado de issues muito maior.
Assim existiram
alguns pontos em comum, como a necessidade de estabelecer um mecanismo de comunicação efetivo e honesto; ou a necessidade de propiciar o diálogo com os grupos de relacionamento.
Assim que para não distrair mais, aqui lhes deixo
os 5 aspectos chave que cada um dos consultados ofereceu para esta postagem…

Antonio Vives, fundador das Conferências Interamericanas sobre RSE e sócio de Cumpetere [Estados Unidos]

1. - O compromisso da Junta Diretiva e a Alta Gerência e uma pessoa ou pessoas que sejam responsáveis de programar as ações

2. - Uma estratégia de responsabilidade, de médio e longo prazo, que seja de conhecimento de todos os funcionários

3. - Um esquema de incentivos positivos e negativos para as ações do pessoal, alinhados com a estratégia da empresa

4. - Um sistema de informação que capture os custos e todos os benefícios possíveis das ações

5. - Um programa de comunicação interno e externo, honesto, que mostre a todas as partes interessadas as práticas responsáveis da empresa e seus impactos

Ingrid Hernández, diretora de Köst [México]

1. - Que as ações que se desenvolvem estejam alinhadas ao campo de ação da empresa. Há que procurar ações estruturais (desenho estratégico no longo prazo), nunca conjunturais

2. - Fomentar o diálogo sistemático com os grupos de interesse internos e externos. Há que conhecer e entender suas percepções e expectativas sobre os temas que respeitam a empresa para integrar seus pontos de vista aos Programas de RSE.

3. - Vincular a empresa com a Comunidade. Grandes partes das atividades dum Programa de RSE devem estar dirigidas à melhoria da comunidade e a seu envolvimento no desempenho do mesmo

4. - A preservação do Meio Ambiente. As empresas devem contar com uma visão inovadora e assertiva sobre este assunto. Atender aos processos de produção e ao impulso da biodiversidade e seguridade.

5. - A Comunicação. Através de atividades de comunicação ou mediante um Relatório de Sustentabilidade (recomendado) devem se comunicar as ações à sociedade. Isto marca um ponto chave na credibilidade da empresa para a sociedade

Maria Fernanda Soria, sócia de PHVS - Visión y Estrategia [Argentina]

1. -Estratégia. Ser parte essencial do negócio da empresa

2. -Equilíbrio. Deve-se procurar equilíbrio entre os objetivos sociais, econômicos e ambientais

3. -Diálogo. Abrir e fomentar o diálogo com os grupos de interesse, conhecer suas expectativas e necessidades (Stakeholders)

4. -Sinceridade e Transparência

5. -Sistema de Monitoramento e Informes. Medição e impactos

E claro que se em sua empresa foi tido em consideração algum outro aspeto que não se menciona, pode compartilhar através dos comentários para enriquecer a conversação.

sábado, 25 de julho de 2009

CONSTELAÇÕES FAMILIARES E EMPRESARIAIS


POR QUE FRACASSAMOS?

Entrevista a Bert Hellinger*

“Tanto na família nuclear como na rede familiar existe uma necessidade comum de vinculação e de compensação que não tolera a exclusão de nenhum de seus membros. Do contrário, aqueles que nascem posteriormente no sistema, inconscientemente repetem e prosseguem a sorte dos excluídos"

*Bert Hellinger

Nascido em 1925, estudou filosofia, teologia, e pedagogia. Posteriormente, se fez psicanalista e aprofundou também na Dinâmica de Grupos, Terapia Primária, Análise Transacional, e diversos métodos hipnóticos terapêuticos. Após 16 anos trabalhando no Sul da África como missionário católico, desenvolveu sua própria Terapia Sistêmica Familiar: as Constelações Familiares.

Diz-se que o 70% dos problemas psicológicos que nos afetam a todos vem de nossa história e relação familiar. O filho, por amor cego, adota reações e suporta cargas que lhe dificultarão a vida de adulto. Constelações saca rapidamente à luz a dinâmica que causa o sofrimento e, si se dão as circunstâncias apropriadas, as corrige no mesmo momento.

Esta Terapia se diferencia de outras por sua extrema rapidez.

Numa Constelação (de uma duração de meia hora) sai à luz e se aborda o tema causa do problema apresentado pelo cliente, em oposição a processos que podem durar anos em outro tipo de Terapias, como a psicanálise.

Por isso cada vez mais psicólogos, psiquiatras e psicanalistas se interessam pelas Constelações Familiares como ferramenta terapêutica.

"A metade do teu Ser consiste em tua mãe e a metade de teu Ser consiste em teu pai. Tu estás aqui por eles. Tudo o que está te acontecendo é, em certo modo, por eles"

A rápida evolução da ciência e da tecnologia têm-nos conduzido a novos caminhos e desafios. Simultaneamente, novos problemas surgem, novas visões emergem, mas as novas soluções tardam em aparecer.

Muitas vezes procura-se analisar e diagnosticar os novos problemas com as abordagens que sempre utilizamos. Será que para obter bons resultados,

não será necessário utilizar novas metodologias para olhar para estes novos problemas?

Através do pensamento sistêmico focaliza-se o olhar no sistema e na maneira de como este interage com os seus vários elementos e estes entre si. Olhando para o sistema como um todo, abraça-se uma nova dimensão.

Com a utilização das Constelações Organizacionais, problemas aparentemente complexos podem ter soluções muito simples e rápidas.

Tudo é feito de uma maneira fluida e eficaz, o que faz com que a solução seja totalmente integrada e de mais fácil aplicação.

Se pretende algo realmente novo

Se pretende algo bem diferente

Se pretende olhar para a mesma realidade com outros olhos

Se pretende atingir resultados que não espera

Se acredita na intuição como fator de decisão

Se pensa que pode pensar de outra maneira

Talvez seja a hora de experimentar as Constelações Organizacionais

O êxito deste método em empresas como Daimler-Chrysler, IBM ou BMW determinou um crescente interesse desta metodologia em toda Europa.

ENTREVISTA:

• Os êxitos e fracassos que experimentamos na vida, são a resultante de ações realizadas em gerações anteriores à nossa ou são conseqüência de nossas próprias ações?

Gostaria limitarmos à vida presente porque temos que considerar aos leitores, que é o que os ajuda a alcançar o êxito. Tem se comprovado que as compreensões que são básicas nas Constelações Familiares são uma ciência e tem um efeito sobre todas as relações. Se um conhece as leis fundamentais desta ciência pode reconhecer que é o que leva a ter ou não êxito. Uma das leis fundamentais que saem à luz através das Constelações Familiares é que todos têm o mesmo direito a pertencer, e se alguém fica excluído isso traz como conseqüência grandes limitações que afetam a proteção e o êxito. Essa é uma das leis: que todos têm o mesmo direito ao reconhecimento, e a segunda lei é que em todas as relações há uma ordem de hierarquia, é dizer, que cada um em seu grupo tem um lugar determinado e ninguém mais pode ocupar-lo, igual que ele tampouco pode ocupar outro lugar: deve permanecer no dele.

A ordem de hierarquia se deriva do tempo de pertencer a um grupo. Desta maneira, o que chegou antes tem prioridade em relação aos que vieram logo depois. Por esse motivo, os pais têm prioridade ante os filhos; o que nasceu primeiro, o maior tem prioridade ante o que nasceu segundo etc. E numa empresa, aqueles que estiveram antes têm prioridade ante os que vieram depois. Esta lei em nossa sociedade não está reconhecida, nem sequer se sabe.
Agora vou dar um exemplo concreto: entre a mãe e o filho, quem chegou primeiro? A mãe.

Sem embargo, há muitos que se põem acima dela, lhe fazem reproches, lhe indicam como deve ser e a rejeitam. O resultado é que fracassam em sua profissão. Isto se pode comprovar muito facilmente, somente faz falta olhar à aqueles que fracassaram, por exemplo, aos que sofreram uma bancarrota, aos que perderam seu trabalho ou dinheiro; somente olhamos à mãe, não têm vínculo com a mãe. Essa compreensão tem efeitos muito amplos.


• O respeito não é um fator fundamental para poder estabelecer esta ordem dentro da hierarquia? Como se logra isso quando não há respeito?

Não se pode lograr. Sem respeito você está no lugar equivocado, não importa simplesmente se fracassa; isso tem suas conseqüências. Se não fosse assim, todos seriam ricos e teriam sucesso.

• Se puder dizer que todos os que respeitam as suas mães são pessoas exitosas cem por cento, ou há exceções?

Pode-se ver muito facilmente se alguém está em sintonia com sua mãe, seu rosto está iluminado, radiante e é amado. E se está num negócio, entre os vendedores se vê de imediato quem está em sintonia com sua mãe e aí vão os clientes. Tão fácil.

• Como fazemos então para respeitar, quiçá, a nossa mãe quando vivemos experiências com ela que nos levam quase, consciente ou inconscientemente, a não respeitar-la. Como perdoamos essa situação?

Nesse caso nos pomos acima dela, nesse momento nos pomos acima num nível superior a ela. Também há algo que joga um papel importante: baixo a influência de nossa consciência diferenciamos entre bem e mal, entre uma boa mãe e uma má mãe. Cada mãe como tal é perfeita, ao serviço da vida é perfeita e então, como pode um dizer "minha mãe é má"? Porque não está reconhecendo o fundamental, o essencial: de onde provem sua vida, e isso é a superioridade. Se você se coloca acima da origem de sua vida, então, como pode ter êxito em sua vida, se não reconhece a origem?

• Que tão rápido poderia cambiar nossa vida a partir de entender este conceito como para começar a fazer o câmbio e ter uma vida exitosa?
O câmbio se da através do crescimento interior, é dizer, ao despedir se dos sonhos e reconhecer exatamente o que é. A verdade não é outra coisa que fatos, a verdade maior são fatos e a verdade maior e a mais importante de todas é da que tudo depende: que temos um pai e uma mãe, essa é a verdade. Sem esse pai e sem essa mãe nós não estaríamos vivos, só vivemos porque os temos a eles. Todo o decisivo vem deles, somente deles. Somente necessito reconhecer isso e então me volto humilde e ocupo meu lugar adequado, que é por baixo de tudo. Nesse instante, à meus pais lhes posso dizer:

“Obrigado, obrigado por tudo!" e fazer algo bom com aquilo que me deram. De repente, a pessoa tem força e os pais estão detrás dela, então têm êxito. Aquele que vai se queixando é sempre pequeno e fraco, como o que faz reproches que diz que a culpa é dos outros e que espera algo que nunca chega… porem aos pais os têm sempre.

• Como sei que estou no lugar adequado?

Aquele que está em seu lugar correto tem força e está centrado. Outros o respeitam porque ficam em seu lugar, não vai mais além, nem para acima nem para abaixo, em seu lugar correto está com todos ao mesmo nível de respeito, e em esse lugar têm amigos, trabalho e dinheiro, que ademais gasta. Com o dinheiro que têm pode fazer muito porque o dinheiro tem força, assim que se nesse lugar têm dinheiro, aí o dinheiro também quer ficar.

• Que acontece com o nível de consciência de uma pessoa que está no lugar adequado?

O da consciência é algo complexo porque há várias consciências. Acontece que há muitos que ocupam um lugar que não lhes corresponde, por exemplo, quando querem ajudar alguém, então, que fazem, deixam seu lugar e se colocam acima do outro. Produz-se um desnível de cima para abaixo e ambos ficam em lugares incorretos: o que ajuda está num lugar equivocado e o que pede ajuda também. Os dois se encontram em lugares errados. O êxito se logra entre pares que se reconhecem mutuamente. É dizer, quando alguém necessita ajuda se dirige a alguém que sabe mais que ele e se a solicita, porém permanece em seu lugar. Somente quer a ajuda como para fazer algo, e o outro permanece em seu lugar, lhe da essa ajuda sem intervir, o deixa então aí onde está. E pode ser que aquele que brindou ajuda também necessite algo de quem ajudou, porque ele também tem uma habilidade especial, então diz: "Me podes ensinar algo?", e ele também o faz, mas permanece em seu lugar. Então existe a cooperação: cada um da e, cada um toma. Isso é, por exemplo, o que faz avançar a uma empresa quando todos os colaboradores, segundo suas capacidades, podem colaborar e são reconhecidos. Porém que acontece em muitas empresas hoje: fracassam. Sem a lealdade dos colaboradores toda empresa fracassa. A situação, por exemplo, de que os acionistas ocupem o primeiro lugar, apesar de não fazer nada, somente dar dinheiro sem responsabilidade pessoal e de que em busca de suas ganâncias se sacrifique a segurança dos empregados e se os demita, faz que os colaboradores se encontrem inseguros. Quem pode imaginar-se que efeito tem isso sobre a empresa? Há, por exemplo, muitas empresas grandes das quais toda uma região depende para sobreviver; uma indústria grande, cadeias grandes de empresas, e muitos dos que conduzem essas empresas conhecem sua responsabilidade. Então a gente que se da conta, pensa "Assim somos uma família" e lhes dão seu apoio. Essa é uma empresa sadia, tem um âmbito no qual está reconhecida. Outro exemplo: numa empresa pequena, artesanal, do dono dependem muitas famílias para sobreviver e se ele é consciente disso e o reconhecem, seus colaboradores lhe são leais e essa empresa cresce. Estas são leis fundamentais.


• Esta lealdade tem alguma relação com o vínculo que tenha cada funcionário com sua própria mãe?

Sim, por suposto. Aquele que tem uma boa relação com sua mãe têm uma boa relação com seus chefes e aquele que rejeita a sua mãe, rejeita ao dono e termina sendo demitido.


• Há que demitir-lo?

Não, se o retira automaticamente. Não rende, não tem o amor e então perde o posto de trabalho.


• Como contrataria você a uma pessoa para uma empresa?

Faz pouco tempo tivemos um bom exemplo no México. Havia uma pessoa que ocupava uma posição líder numa empresa e então fizemos uma Constelação. O configuramos, aos clientes e aos colaboradores. Todos giraram para o lado contrário ao deste homem. Seu antecessor havia se aposentado e então ele havia sido contratado de fora, mas ninguém o queria. Configuramos a sua mãe e ela também girou para o outro lado, não possuía relação com ela, é dizer, quando se contrata alguém para uma posição líder há um teste simples: prova como está sua relação com a mãe, se é boa significa que vai ter uma boa relação com a empresa e os demais o respeitarão e o amarão.


• Como sabemos que somos exitosos? Porque às vezes não todas as áreas de nossa vida chegam ao propósito que queremos, então se poderia dizer que é um êxito pela metade? É dizer, o êxito é contundente ou se manifesta só em algumas áreas de nossa vida?

Sempre é contundente...


• Isso fala da relação com minha mãe?

Aquele que está em sintonia com seus pais tem êxito na relação de casal, na relação como pai ou mãe e no que faz em geral. Toda essa bênção vem dos pais e se necessita muito pouco para ter-lo: fazer uma pequena reverência ante eles.


• Se não tenho êxito em todas as áreas de minha vida, que aspecto deveria trabalhar com minha mãe?

Um não pode trabalhar uma relação, se a têm ou não.

Entrevista realizada no mês de Agosto de 2007 por M. Magazian


GESTÃO DO CONHECIMENTO.

Faz certo tempo que as organizações se deram conta que seus ativos físicos e financeiros não têm a capacidade de gerar vantagens competitivas sustentáveis no tempo, e descobrem que os ativos intangíveis são os que aportam verdadeiro valor às organizações. Porém, a que nos referimos quando falamos de ativos intangíveis? Os ativos intangíveis são uma série de recursos que pertencem à organização, mas que não estão avaliados desde um ponto de vista contábil. Também são ativos intangíveis as capacidades que se geram na organização quando os recursos começam a trabalhar em grupo, muito pessoal em lugar de capacidades fala de processos, ou rotinas organizativas.

Em definitivo um ativo intangível é tudo aquilo que uma organização utiliza para criar valor, porém que não contabiliza. Desta forma, podemos enlaçar-lhe com os conceitos desenvolvidos pela Teoria de Recursos e Capacidades. Esta teoria aparece na década dos oitenta no âmbito acadêmico, e se pode considerar a precursora da Gestão do Conhecimento, já que se centra em analisar os recursos e as capacidades das organizações como base para a formulação de sua estratégia. A Teoria baseada nos recursos se enquadra dentro da denominada Análise Estratégica, e produz um giro do exterior ao interior da organização no momento de analisar sua situação estratégica.

Vamos tentar resumir brevemente os fundamentos da Teoria de Recursos e Capacidades:

1. - As organizações são diferentes entre si em função dos recursos e capacidades que possuem num momento determinado. Estes recursos e capacidades não estão disponíveis para todas as empresas nas mesmas condições. Isto explica suas diferenças de rentabilidade.

2. - Os recursos e capacidades têm cada vez um papel mais relevante na estratégia. A pergunta que há que contestar é: que necessidades podem satisfazer e não que necessidades querem satisfazer.

3. - O beneficio duma empresa é função das características do entorno e dos recursos e capacidades de que dispõe.

O livro “Working Knowledge: How organizations manage what they know” (Conhecimento prático: Como gerenciar as organizações do conhecimento), é uma referência básica para todo aquele interessado na gestão do conhecimento. Está estruturado basicamente descrevendo em cada capítulo as diferentes fases do processo de gestão do conhecimento. Primeiramente define os conceitos mais importantes para logo assim passar às diferentes fases da gestão do conhecimento como são a captura do conhecimento, a codificação do conhecimento e a transferência deste. O livro conclui com uma série de recomendações para por em marcha iniciativas de gestão do conhecimento dentro duma organização.

Muitas vezes ao levar a cabo projetos para a implantação de um sistema de gestão do conhecimento se realizam maiores esforços na parte técnica (hard) que na de cultura organizacional e pessoas (soft). Em minha opinião é mais por falta de coragem que outra coisa, é dizer, é muito mais fácil dedicar esforço a cambiar um sistema de informação que em trocar a cultura organizacional. Já que muitas vezes nem sequer sabemos como podemos cambiar o comportamento das pessoas!

T. Davenport e L. Prusak expõem de forma incessante, tão e como o faz também Koldo Saratxaga, que “o conhecimento está nas pessoas”, e pelo tanto uma gestão eficiente do conhecimento não se pode levar a cabo sem um profundo cambio cultural, organizativo e de comportamento. As pessoas com seus valores, suas crenças e seu conhecimento têm um grande impacto no conhecimento organizacional. Já o diziam dois grandes expertos da gestão do conhecimento como são Nonaka e Takeuchi, Knowledge is about beliefs and commitment(O conhecimento é acerca das crenças e o compromisso).

Na atualidade as conversações, o diálogo, é a única forma de levar a cabo o trabalho. As conversações são a forma na que os trabalhadores do conhecimento descobrem que é o que eles conhecem, o transferem a seus companheiros e este processo cria novo conhecimento para a organização. O intercâmbio ativo de idéias e conhecimento numa atmosfera ou entorno de abertura e confiança permite às pessoas entender que está acontecendo na organização, ter uma visão global da organização, mais além de seu departamento por exemplo.

Portanto é mais importante que as pessoas dialoguem antes que tentar capturar todo seu conhecimento em sistemas expertos tabulando dito conhecimento. Já em isto, como em outras coisas, os japoneses nos levam à dianteira implantando nos centros de trabalho os chamados “Talk rooms”. Compartir o conhecimento entre as pessoas da organização é um fator clave para a inovação e a produtividade. Os talk rooms fazem uso de uma teoria muito estudada em psicologia como é o valor das histórias. Estes talk rooms podem valer para contar histórias, experiências, que de outra forma não as contariam. As características fundamentais dos talk rooms são em geral as seguintes:

  • Se devem passar ao menos 20 minutos ao dia na sala, não sempre com as mesmas pessoas nem nas mesmas horas.
  • Não se devem realizar reuniões (nem formais nem informais) em dita sala.
  • As conversações que se levem a cabo não devem estar organizadas, não terão nem temática nem ordem do dia, nem nada pelo estilo.
  • Sua estrutura dependerá da cultura organizacional.

Ademais a interação de pessoas de diferentes culturas, conhecimentos e experiências são uma das condições que permitem a geração de conhecimento. As conversações “face to face” entre as pessoas, ao contrário que outro tipo de conversações como a telefônica ou via e-mail, por exemplo, estabelece entre os participantes um rapport, uma química, que provocará uma maior satisfação entre eles e pelo tanto elevará a motivação. Não obstante, como já é bem sabido, as pessoas raramente compartem algo valioso (como o conhecimento) sem esperar algo em troca, si se estabelece algum tipo de vínculo isto se consegue mais facilmente.

Gostaria terminar este resumo do livro “Working Knowledge” (Conhecimento Prático) com a reflexão de Thomas Henry Huxley: “O objetivo da gestão do conhecimento não é o conhecimento senão a ação”.

Por tanto uma tensão saudável entre conhecimento e ação é a chave para o sucesso.

Gestão do Conhecimento:

Gestão do Conhecimento é, finalmente, a gestão dos ativos intangíveis que geram valor para a organização. A maioria destes intangíveis tem que ver com processos relacionados de uma ou outra forma com a captação, estruturação e transmissão do conhecimento. Por tanto, a Gestão do Conhecimento têm no aprendizado organizacional sua principal ferramenta.

A Gestão do Conhecimento é um conceito dinâmico ou de fluxo.

Neste momento deveríamos perguntar qual é a diferença entre dado, informação e conhecimento. Uma primeira aproximação poderia ser a seguinte: os dados estão localizados no mundo e o conhecimento está localizado em agentes (pessoas, organizações,...), portanto que a informação adota um papel mediador entre ambos os conceitos.

Há que reconhecer que, em realidade, o que flui entre agentes distintos nunca é conhecimento como tal, senão dados (informação). É possível aproximar o conhecimento de dois agentes que compartem os mesmos dados, porém devido a suas experiências anteriores e às diferenças no modo de processar os dados (modelos mentais, modelos organizacionais), nunca terão as mesmas tendências para a ação, nem estados idênticos de conhecimento. Só podemos conseguir aproximações, já que o contexto interno e externo de um agente sempre é diferente a outro. Isto é assim, porque o conhecimento é informação posta dentro de um contexto (experiência)

Em definitivo, os dados, uma vez associados a um objeto e estruturados se convertem em informação. A informação associada a um contexto e a uma experiência se converte em conhecimento. O conhecimento associado a uma pessoa e a uma série de habilidades pessoais se converte em sabedoria, e finalmente o conhecimento associado a uma organização e a uma série de capacidades organizativas se converte em Capital Intelectual.

Capital Intelectual:

Bom, e que é o Capital Intelectual? O Capital Intelectual é um conceito quase contável. A idéia é programar modelos de medição de ativos intangíveis, denominados habitualmente modelos de medição do Capital Intelectual. O problema de estes modelos é que ditos intangíveis não podem ser valorizados mediante unidades de medida uniformes, e por tanto, não se pode apresentar uma contabilidade de intangíveis como tal. De qualquer forma, a Medição do Capital Intelectual, nos permite ter uma foto aproximada do valor dos intangíveis de uma organização. O interessante é determinar se nossos intangíveis melhoram ou não (tendência positiva).

Por suposto, não nos interessa analisar a tendência de todos os ativos intangíveis da organização, já que seria um trabalho impossível de realizar num período razoável de tempo. O objetivo é determinar quais são os intangíveis que aportam valor à organização e posteriormente realizar um seguimento dos mesmos.

Uma vez que temos introduzido o conceito de Capital Intelectual, podemos definir de novo o conceito de Gestão do Conhecimento de uma forma mais precisa: “conjunto de processos e sistemas que permitem que o Capital Intelectual de uma organização aumente de forma significativa, mediante a gestão de suas capacidades de resolução de problemas de forma eficiente, com o objetivo final de gerar vantagens competitivas sustentáveis no tempo”.

Conclusões:

O aprendizado organizativo, a Gestão do Conhecimento e a Medição do Capital Intelectual são conceitos relacionados e complementários. Em poucas palavras, o aprendizado organizativo é à base de uma boa Gestão do Conhecimento, e a Gestão do Conhecimento é a base para a geração do Capital Intelectual e capacidades organizativas.

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