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terça-feira, 20 de outubro de 2009

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A GRIPE A E A RESPONSABILIDADE SOCIAL.



“Acredito que há interesses em jogo que NÃO SÃO O BEM DA POPULAÇÃO.

Como justificar o dinheiro investido na aquisição de vacinas se a gripe A é mais benigna que a gripe de cada ano?

“Gastar tanto dinheiro em vacinas e demais medidas profiláticas sem a suficiente base científica é um escândalo e devem pedir-se responsabilidades”

“Em caso de que a gripe siga tão benigna como até agora, não tem nenhum sentido expor-se ao risco de receber uma vacina contaminada ou de sofrer uma paralisia de Guillain-Barré”

Teresa Forcades

Temos escutado a muitos expertos desmentindo a versão oficial da gripe A, advertindo sobre os riscos da vacina e explicando os interesses econômicos detrás e possíveis intencões ocultas: Iñaki Gabilondo, Operación Pandemia, Discovery Salud, Dr. Juan Gervás, Alfredo Embid, a ex-ministra finlandesa Dra. Rauni Kilde, … Mas são as declarações duma freira e médica, que com contundência, e dados contrastáveis e uma linguagem clara e direta explica o que não sai nos meios de comunicação, as que estão dando a volta ao mundo, arrasando na internet com este vídeo e há saltado à imprensa convencional como a entrevista no jornal El Periódico que anexamos abaixo.

Teresa Forcades é médica, especialista em Medicina Interna, doutorada em Saúde Pública, freira beneditina no Monastério de San Benet em Montserrat (Barcelona) e autora do livro “Os crimes das grandes companhias farmacêuticas“ (44 páginas e disponível na Internet), onde denuncia como o poder político e econômico que tem adquirido as grandes empresas farmacêuticas lhes serve para garantir uns enormes benefícios econômicos, ainda a custa da saúde da população.

Com toda esta credibilidade, científica e ética, e trajetória de anos de trabalho no tema, lança um chamamento aos cidadãos para NÂO VACINAR-NOS porque os riscos são maiores que os benefícios e para mobilizar-nos e impedir que a vacinação seja obrigatória e que os laboratórios sejam eximidos de responsabilidade ante os efeitos secundários.

Suas declarações são IMPRESCINDIVEIS porque resumem todo o que expõem diferentes fontes (incluídas as “conspiratórias”) e porque põem de manifesto as irregularidades em torno à vacina, a fabricação e as decisões da OMS, e as implicações políticas da declaração de pandemia.

Este é um RESUMO da análise de Teresa Forcades que se pode ler completo aqui:

DADOS CIENTÍFICOS

“A gripe nova” não é nova porque seja do tipo A, nem tampouco por ser do subtipo H1N1, senão que o único que é novo é pertencer à cepa S-OIV

A epidemia de gripe de 1918 foi do tipo A(H1N1) e desde 1977 os vírus A(H1N1) formam parte da temporada da gripe de cada ano

Desde que começou a detectar-se esta doença em abril de 2009 e até o 15 de setembro de 2009 têm morto 137 pessoas na Europa e 3.559 em todo o mundo, quando devido à gripe estacional falecem entre 40.000 e 220.000 pessoas

IRREGULARIDADES QUE HÁ QUE EXPLICAR

1. Está-se investigando atualmente as razões dum gravíssimo sucesso acontecido na República Checa quando um técnico de laboratório da empresa BioTest decidiu testar as vacinas da farmacêutica Baxter com as que se iam a inocular à população e se descobriu que estavam contaminadas e que tinham vírus vivos da gripe aviar (vírus A/H5N1) combinados com vírus vivos da gripe de cada ano (vírus A/H3N2). Se esta contaminação não tivesse sido descoberto a tempo, a pandemia teria sido uma realidade.

Esta combinação de vírus vivos pode ser especialmente letal porque combina um vírus que tem um 60% de mortalidade, mas é pouco contagioso (o vírus da gripe aviar) com outro que têm uma mortalidade muito baixa,mas com uma grande capacidade de contagio (um vírus dos da gripe de cada ano).

Teresa Forcades se pergunta como algo tão grave não se publica nos meios e cita várias vezes a jornalista científica Jane Bürgemeister que há demandado à ONU e a OMS por bioterrorismo.

2. A Dra. Margaret Chan, diretora geral da OMS, declarou o nível máximo de alerta por perigo de pandemia, fase 6, quando, de acordo com os dados científicos, a nova gripe é em realidade mais benigna que a gripe de cada ano e, ademais, não é um vírus novo e já existe parte da população que têm imunidade.

CONSEQÜENCIAS POLÍTICAS DA DECLARAÇÂO DE “PANDEMIA”

1. No contexto duma pandemia é possível declarar a vacina obrigatória para determinados grupos de pessoas ou inclusive para o conjunto dos cidadãos porque a OMS pode “ordenar” e não só recomendar uma ação determinada

2. Se existisse obrigatoriedade, como acontece atualmente no estado estadunidense de Massachussets, as penas para os que não se vacinem são multa, cárcere, demissão do trabalho, …

PERIGOS DAS VACINAS DA GRIPE A

Há três novidades que fazem que a vacina da nova gripe seja diferente a de cada ano:

1. São duas injeções para a vacina da gripe A que se somam à da gripe estacional, que também se recomenda. Isto significa que a população se expõe a ser injetado três vezes, o que nunca antes têm acontecido

2. As vacinas contêm coadjuvantes mais potentes que os utilizados até agora na vacina anual. Alguns contêm um coadjuvante chamado AS03 (uma combinação de esqualeno e polisorbato) que multiplica por dez a resposta imunitária e está relacionado com enfermidades auto-imunitárias graves ao cabo dum tempo como a paralisia ascendente de Guillain-Barre que está previsto afete a umas 10 pessoas de cada milhão que se vacinem. O esqualeno está relacionado com a “síndrome da guerra do Golfo”.

3. Os laboratórios hão conseguido IMPUNIDADE ante as demandas e não terão que indenizar aos afetados com a escusa de que realizam um esforço extraordinário para criar bilhões de vacinas em tempo record

REFLEXÂO DE TERESA FORCADES

Em suas declarações esta autora não desmente a teoria da vacinação como uma ação de grupos de poder para reduzir à população mundial, nem tampouco a existência destes grupos, a pesar de não querer entrar no tema para não dispersar energias e porque com os dados contrastáveis já é suficiente para rejeitar a vacina e a política da OMS ao respeito.

“Se o envio de material contaminado que fabricou a casa Baxter em janeiro não tivesse sido casualmente descoberto, haveria produzido efetivamente a gravíssima pandemia com o potencial de causar a morte de milhões de pessoas que alguns estão anunciando. É inexplicável a falta de ressonância política e mediática do que aconteceu em fevereiro no laboratório checo. Ainda é mais inexplicável o grau de irresponsabilidade demonstrado pela OMS, pelos governos e pelas agências de controle e prevenção de enfermidades em declarar uma pandemia e promover um nível de alerta sanitária máxima sem base real.

É irresponsável e inexplicável até extremos inconcebíveis o bilionário investimento de euros obtidos do erário público destinados a fabricar milhões e milhões de doses de vacina contra uma pandemia inexistente, em tanto não há suficiente dinheiro para ajudar a milhões de pessoas (mais de 5 milhões só nos EEUU) que a causa da crise têm perdido seu trabalho e sua casa”

Ela recomenda NÃO VACINARNOS:

“Emtanto não se aclarem estes fatos, o risco de que possam distribuir-se vacinas contaminadas este inverno e o risco de que possam chegar a adotar-se medidas legais coercitivas para forçar a vacinação, são riscos reais que em nenhum caso há que subavaliar.

Em caso de que a gripe siga tão benigna como até agora, não têm nenhum sentido expor-se ao risco de receber uma vacina contaminada ou de sofrer uma paralisia de Guillain-Barré.

Em caso de que a gripe se agrave de forma inesperada, como já faz meses que anunciam sem ter nenhuma base científica um número surpreendente de altos cargos – entre eles a diretora geral da OMS –, e de repente comecem a morrer por causa da gripe muitas mais pessoas do que é habitual, ainda terá menos sentido deixar-se pressionar para vacinar-se, porque uma surpresa assim só poderá significar duas coisas:

• que o vírus da gripe A que agora circula há sofrido uma mutação

• que está circulando outro (ou outros) vírus.

Em ambos os casos a vacina que se está preparando agora não serviria para nada e, tendo em conta o que aconteceu em janeiro com a casa Baxter, poderia ser que incluso fosse a via de transmissão da enfermidade.

SUA PROPOSTA É:

• Manter a calma

• Tomar precauções sensatas para evitar o contágio

• Não deixar-se vacinar

Ativar os mecanismos legais e de participação cidadã necessários para evitar a vacinação obrigatória e a ausência de responsabilidades dos laboratórios e instituições nos casos das pessoas que sim se vacinem

Esta é a entrevista concedida à El Periódico de Catalunha o 7 do Outubro de 2009:

Tomara suas palavras sirvam para que predomine o sentido comum, para que os cidadãos não exponham sua saúde com as vacinas e para que fracasse a estratégia de quem estão detrás deste thriller:

Que faz uma freira falando na internet sobre os perigos da vacina da gripe A?

Nossa regra prescreve cinco horas de oração e seis de trabalho. Ora et labora.

As horas de trabalho as dedicam em parte à investigação médica. Sou doutora em Medicina e em 2006 publiquei o estudo “Os crimes das grandes companhias farmacêuticas”.

Quando decidiu que tinha que falar sobre a gripe A?

Em maio deste ano me pediram uma conferência sobre a vacina do papiloma e fiquei muito impactada pela falta de base científica das recomendações oficiais. Ao cabo duns dias falei na TV-3 dessa vacina e a partir daí venho recebendo petições para que opinasse sobre a vacina da gripe A.

A Organização Mundial da Saúde não lhe merece confiança?

Não entendo os motivos que tem levado à OMS a atuar da maneira absurda no que está fazendo.

Absurda?

Sim. Em maio passado, a OMS trocou a definição oficial de pandemia: passou duma definição lógica (uma pandemia é uma infecção de alcance global e grande mortalidade) a uma definição ilógica (uma pandemia é uma infecção de alcance global).

Que conseqüências têm esse câmbio?

Segundo a nova definição de pandemia, a gripe de cada ano cumpre com os requisitos para ser-lo.

Vamos declarar ao mundo em alerta sanitária cada outono?

Ademais de absurdo desde o ponto de vista científico, isto tem graves conseqüências financeiras e políticas.

Você não confia na vacina. Por que?

A diferença da vacina da gripe de cada ano, a vacina da gripe A contêm sustâncias coadjuvante tão potente que podem chegar a multiplicar por 10 a resposta imunitária normal. Ademais, se recomenda em duas doses, ao receber trás a injeção da gripe estacional, que também contêm coadjuvantes, mas de potencia menor. Nunca antes se há injetado estas sustâncias três vezes seguidas na população geral, começando por crianças, enfermos crônicos e grávidas.

Que efeitos podem provocar?

A estimulação artificial do sistema imunitário pode provocar enfermidades auto-imunitárias.

?

O mesmo prospecto de duas das vacinas da gripe A que já têm sido aprovadas na Europa (Pandemrix e Focetra) indica que se espera que, de cada milhão de pessoas vacinadas, 99 possam experimentar uma enfermidade auto-imunitária conhecida como paralisia ascendente de Guillain-Barré.

Se isto acontece, as farmacêuticas receberão denúncias…

Mas nos Estados Unidos já se há aprovado um decreto que exime aos políticos e as farmacêuticas de toda responsabilidade.

Sugere que as farmacêuticas têm trabalhado irresponsavelmente?

O que têm feito é trabalhar a favor de seus interesses.

Se pode obrigar a vacinar alguém?

No ano 2007, a OMS aprovou uma normativa que estabelece uma exceção. Em todos os casos exceto um, a OMS emite recomendações, e só num caso pode dar ordens que invalidem a soberania dos países membros.

Esse caso é o da pandemia.

Exato. Em caso de pandemia, a OMS pode obrigar por lei aos países membros a vacinar a uma parte de sua população ou a toda. Os governos destes países estariam obrigados então a impor multas ou outras sanções aos cidadãos que se neguem a vacinar-se.

Você acredita em conspirações mundiais?

Acredito que há interesses em jogo que não são o bem da população. Como justificar o dinheiro investido na aquisição de vacinas se a gripe A é mais benigna que a gripe de cada ano? Gastar tanto dinheiro em vacinas e demais medidas profiláticas sem a suficiente base científica é um escândalo e devem pedir-se responsabilidades.

Que lhe dizem suas companheiras freiras sobre o vídeo e suas afirmações?

Uma irmã de quase 90 anos me objetou que o tema da gripe A era muito sério e que não podia falar em contra da vacina sem ter argumentos muito bem fundamentados.

E?

Após ler meu informe, se me acercou à saída da reza de vésperas e meu diz simplesmente: «Compreendido».

Você não tem medo?

Às vezes.

Reza muito?

Tanto como posso.

GRATOS A TODOS OS LEITORES QUE SUGERIRAM PUBLICAR ESTE MATERIAL

Sitio oficial: Blog de Teresa Forcades

Libro en pdf

Vía entrevista: El Periódico

Más información: Proyecto Matriz

Más información: El Mundo

En El Blog Alternativo: Gripe

En El Blog Alternativo: Vacunas

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“Creo que hay intereses en juego que NO SON EL BIEN DE LA

POBLACIÓN. ¿Cómo justificar el dinero invertido en la adquisición

de vacunas si la gripe A es más benigna que la gripe de cada año?.

Gastar tanto dinero en vacunas y demás medidas profilácticas

sin la suficiente base científica es un escándalo

y deben pedirse responsabilidades”

“En caso de que la gripe siga tan benigna como hasta ahora, no

tiene ningún sentido exponerse al riesgo de recibir una vacuna

contaminada o de sufrir una parálisis de Guillain-Barré”

Teresa Forcades

Hemos escuchado a muchos expertos desmintiendo la versión oficial de la gripe A, advirtiendo sobre los riesgos de la vacuna y explicando los intereses económicos detrás y posibles intenciones ocultas: Iñaki Gabilondo, Operación Pandemia, Discovery Salud, Dr. Juan Gervás, Alfredo Embid, la ex-ministra finlandesa Dra. Rauni Kilde, … Pero son las declaraciones de una monja y médica, quien con contundencia, datos contrastables y un lenguaje claro y cercano explica lo que no sale en los medios, las que están dando la vuelta al mundo, arrasando en internet con este vídeo y han saltado a la prensa convencional como la entrevista en El Periódico que adjuntamos abajo.

Teresa Forcades es médica, especialista en Medicina Interna, doctorada en Salud Pública, monja benedictina en el Monasterio de San Benet en Montserrat (Barcelona) y autora del libro “Los crímenes de las grandes compañías farmacéuticas“ (44 páginas y disponible en Internet), en el que denuncia cómo el poder político y económico que han adquirido las grandes empresas farmacéuticas les sirve para garantizar unos enormes beneficios económicos, aún a costa de la salud de la población.

Con toda esta credibilidad, científica y ética, y trayectoria de años de trabajo en el tema, lanza un llamamiento a los ciudadanos para NO VACUNARNOS porque los riesgos son mayores que los beneficios y para movilizarnos e impedir que la vacunación sea obligatoria y que los laboratorios sean eximidos de responsabilidad ante los efectos secundarios.

Sus declaraciones son IMPRESCINDIBLES porque resumen todo lo que exponen diferentes fuentes (incluidas las “conspiratorias”) y porque ponen de manifiesto las irregularidades en torno a la vacuna, la fabricación y las decisiones de la OMS, y las implicaciones políticas de la declaración de pandemia.

Este es un RESUMEN del análisis de Teresa Forcades que se puede leer completo aquí:

DATOS CIENTÍFICOS

“La gripe nueva” no es nueva porque sea del tipo A, ni tampoco por ser del subtipo H1N1, sino que lo único que es nuevo es pertenecer a la cepa S-OIV

La epidemia de gripe de 1918 fue del tipo A(H1N1) y desde 1977 los virus A(H1N1) forman parte de la temporada de gripe de cada año

Desde que empezó a detectarse esta enfermedad en abril de 2009 y hasta el 15 de septiembre de 2009 han muerto 137 personas en Europa y 3.559 en todo el mundo, cuando debido a la gripe estacional fallecen entre 40.000 y 220.000 personas

IRREGULARIDADES QUE HAY QUE EXPLICAR

1. Se está investigando actualmente las razones de un gravísimo suceso ocurrido en República Checa cuando un técnico de laboratorio de la empresa BioTest decidió testar las vacunas de la farmacéutica Baxter con las que se iban a inocular a la población y se descubrió que estaban contaminadas y que contenían virus vivos de la gripe aviar (virus A/H5N1) combinados con virus vivos de la gripe de cada año (virus A/H3N2). Si esta contaminación no se hubiese descubierto a tiempo, la pandemia hubiese sido una realidad.

Esta combinación de virus vivos puede ser especialmente letal porque combina un virus que tiene un 60% de mortalidad pero es poco contagioso (el virus de la gripe aviar) con otro que tiene una mortalidad muy baja pero con una gran capacidad de contagio (un virus de los de la gripe de cada año).

Teresa Forcades se pregunta cómo algo tan grave no se publica en los medios y cita varias veces a la periodista científica Jane Bürgemeister que ha demandado a la ONU y la OMS por bioterrorismo.

2. La Dra. Margaret Chan, directora general de la OMS, declaró el nivel máximo de alerta por peligro de pandemia, fase 6, cuando, de acuerdo con los datos científicos, la nueva gripe es en realidad más benigna que la gripe de cada año y, además, no es un virus nuevo y ya existe parte de la población que tiene inmunidad.

CONSECUENCIAS POLÍTICAS DE LA DECLARACIÓN DE “PANDEMIA”

1. En el contexto de una pandemia es posible declarar la vacuna obligatoria para determinados grupos de personas o incluso para el conjunto de los ciudadanos porque la OMS puede “ordenar” y no sólo recomendar una acción deterninada

2. Si existiese obligatoriedad, como ocurre actualmente en el estado estadounidense de Massachussets, las penas para los que no se vacunen son multa, cárcel, despidos del trabajo, …

PELIGROS DE LAS VACUNAS DE LA GRIPE A

Hay tres novedades que hacen que la vacuna de la nueva gripe sea diferente a la de cada año:

1. Son dos inyecciones para la vacuna de la gripe A que se suman a la de la gripe estacional, que también se recomienda. Esto significa que la población se expone a ser inyectado tres veces, lo que nunca antes ha ocurrido

2. La vacuna contiene coadyuvantes más potentes que los utilizados hasta ahora en la vacuna anual. Algunas contienen un coadyuvante llamado AS03 (una combinación de escualeno y polisorbato) que multiplica por diez la respuesta inmunitaria y está relacionado con enfermedades auto inmunitarias graves al cabo de un tiempo como la parálisis ascendente de Guillain-Barre que está previsto afecte a unas 10 personas de cada millón que se vacunen. El escualeno está relacionado con el “síndrome de la guerra del Golfo”.

3. Los laboratorios han conseguido IMPUNIDAD ante las demandas y no tendrán que indemnizar a los afectados con la excusa de que realizan un esfuerzo extraordinario para crear billones de vacunas en tiempo record

REFLEXIÓN DE TERESA FORCADES

En sus declaraciones esta autora no desmiente la teoría de la vacunación como una acción de grupos de poder para reducir a la población mundial, ni tampoco la existencia de estos grupos, aunque no quiere entrar en el tema para no dispersar energías y porque con los datos contrastables ya es suficiente para rechazar la vacuna y la política de la OMS al respecto.

“Si el envío de material contaminado que fabricó la casa Baxter en enero no hubiese sido casualmente descubierto, se habría producido efectivamente la gravísima pandemia con el potencial de causar la muerte de millones de personas que algunos están anunciando. Es inexplicable la falta de resonancia política y mediática de lo que ocurrió en febrero en el laboratorio checo. Aún es más inexplicable el grado de irresponsabilidad demostrado por la OMS, por los gobiernos y por las agencias de control y prevención de enfermedades en declarar una pandemia y promover un nivel de alerta sanitaria máxima sin base real.

Es irresponsable e inexplicable hasta extremos inconcebibles la billonaria inversión de euros obtenidos del erario público destinados a fabricar millones y millones de dosis de vacuna contra una pandemia inexistente, mientras no hay suficiente dinero para ayudar a millones de personas (más de 5 millones sólo en los EEUU) que a causa de la crisis han perdido su trabajo y su casa”

Ella recomienda NO VACUNARNOS:

“Mientras no se aclaren estos hechos, el riesgo de que puedan distribuirse vacunas contaminadas este invierno y el riesgo de que puedan llegar a adoptarse medidas legales coercitivas para forzar la vacunación, son riesgos reales que en ningún caso hay que infravalorar.

En caso de que la gripe siga tan benigna como hasta ahora, no tiene ningún sentido exponerse al riesgo de recibir una vacuna contaminada o de sufrir una parálisis de Guillain-Barré.

En caso de que la gripe se agrave de forma inesperada, como ya hace meses que anuncian sin tener ninguna base científica un número sorprendente de altos cargos – entre ellos la directora general de la OMS –, y de repente empiecen a morir a causa de la gripe muchas más personas de lo que es habitual, aún tendrá menos sentido dejarse presionar para vacunarse, porque una sorpresa así sólo podrá significar dos cosas:

que el virus de la gripe A que ahora circula ha sufrido una mutación

que está circulando otro (u otros) virus.

En ambos casos la vacuna que se está preparando ahora no serviría para nada y, teniendo en cuenta lo que ocurrió en enero con la casa Baxter, pudiera ser que incluso fuera la vía de transmisión de la enfermedad.

SU PROPUESTA es:

Mantener la calma

Tomar precauciones sensatas para evitar el contagio

No dejarse vacunar

Activar los mecanismos legales y de participación ciudadana necesarios para evitar la vacunación obligatoria y la ausencia de responsabilidades de los laboratorios e instituciones en los casos de las personas que sí se vacunen

Y esta es la entrevista concedida a El Periódico de Cataluña el 7 del 10 del 2009:

Ojalá sus palabras sirvan para que predomine el sentido común, para que los ciudadanos no expongan su salud con las vacunas y para que se hunda la estrategia de quienes están detrás de este thriller:

¿Qué hace una monja hablando en internet sobre los peligros de la vacuna de la gripe A?

Nuestra regla prescribe cinco horas de oración y seis de trabajo. Ora et labora.…

Las horas de trabajo las dedico en parte a la investigación médica. Soy doctora en Medicina y en el 2006 publiqué el estudio “Los crímenes de las grandes compañías farmacéuticas”.

¿Cuándo decidió que tenía que hablar sobre la gripe A?

En mayo de este año me pidieron una conferencia sobre la vacuna del papiloma y quedé muy impactada por la falta de base científica de las recomendaciones oficiales. Al cabo de unos días hablé en TV-3 de esa vacuna y a partir de ahí he ido recibiendo peticiones para que opinara sobre la vacuna de la gripe A.

¿La Organización Mundial de la Salud no le merece confianza?

No entiendo los motivos que han llevado a la OMS a actuar de la manera absurda en que lo está haciendo.

¿Absurda?

Sí. En mayo pasado, la OMS cambió la definición oficial de pandemia: pasó de una definición lógica (una pandemia es una infección de alcance global y gran mortalidad) a una definición ilógica (una pandemia es una infección de alcance global).

¿Qué consecuencias tiene ese cambio?

Según la nueva definición de pandemia, la gripe de cada año cumple con creces los requisitos para serlo.

¿Vamos a declarar al mundo en alerta sanitaria cada otoño?

Además de absurdo desde el punto de vista científico, esto tiene graves consecuencias financieras y políticas.

Usted no confía en la vacuna. ¿Por qué?

A diferencia de la vacuna de la gripe de cada año, la vacuna de la gripe A contiene sustancias coadyuvantes tan potentes que pueden llegar a multiplicar por 10 la respuesta inmunitaria normal. Además, se recomienda en dos dosis, a recibir tras la inyección de la gripe estacional, que también contiene coadyuvantes, aunque de potencia menor. Nunca antes se han inyectado estas sustancias tres veces seguidas en la población general, empezando por niños, enfermos crónicos y embarazadas.

¿Qué efectos puede provocar?

La estimulación artificial del sistema inmunitario puede provocar enfermedades auto-inmunitarias.

¿?

El mismo prospecto de dos de las vacunas de la gripe A que ya han sido aprobadas en Europa (Pandemrix y Focetra) indica que se espera que, de cada millón de personas vacunadas, 99 puedan experimentar una enfermedad auto-inmunitaria conocida como parálisis ascendente de Guillain-Barré.

Si eso sucede, las farmacéuticas recibirán denuncias…

Pero en Estados Unidos ya se ha aprobado un decreto que exime a los políticos y las farmacéuticas de toda responsabilidad.

¿Sugiere que las farmacéuticas han trabajado irresponsablemente?

Lo que han hecho es trabajar a favor de sus intereses.

¿Se puede obligar a vacunar a alguien?

En el año 2007, la OMS aprobó una normativa que establece una excepción. En todos los casos excepto uno, la OMS emite recomendaciones, y solo en un caso puede dar órdenes que invaliden la soberanía de los países miembros.

Ese caso es el de la pandemia.

Exacto. En caso de pandemia, la OMS puede obligar por ley a los países miembros a vacunar a una parte de su población o a toda. Los gobiernos de estos países estarían obligados entonces a imponer multas u otras sanciones a los ciudadanos que se nieguen a vacunarse.

¿Cree usted en conspiraciones mundiales?

Creo que hay intereses en juego que no son el bien de la población. ¿Cómo justificar el dinero invertido en la adquisición de vacunas si la gripe A es más benigna que la gripe de cada año? Gastar tanto dinero en vacunas y demás medidas profilácticas sin la suficiente base científica es un escándalo y deben pedirse responsabilidades.

¿Qué le dicen sus compañeras monjas sobre el vídeo y sus afirmaciones?

Una hermana de casi 90 años me objetó que el tema de la gripe A era muy serio y que no podía hablar en contra de la vacuna sin tener argumentos muy bien fundamentados.

¿Y?

Tras leer mi informe, se me acercó a la salida del rezo de vísperas y me dijo simplemente: «Comprendido».

¿No tiene usted miedo?

A veces.

¿Reza mucho?

Tanto como puedo.

GRACIAS A TODOS LOS LECTORES QUE NOS HABÉIS SUGERIDO PUBLICAR ESTE MATERIAL

Sitio oficial: Blog de Teresa Forcades

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martes, octubre 20, 2009

Nueva guía sobre políticas de RSC en Europa



CSR Europe, organización europea que promueve la responsabilidad social corporativa a través de una red conformada por 27 organizaciones nacionales europeas y unas 75 corporaciones multinacionales, presentó "A Guide to CSR in Europe. Country Insights by CSR Europe's National Partner Organisations", una guía sobre las políticas de fomento, prioridades y tendencias relacionadas con la RSC en los países miembros de la Unión Europea.

En esta primera edición de la guía se ofrecen, además, algunos datos interesantes sobre el avance obtenido por los países europeos en responsabilidad social corporativa, entre los que se destaca que Austria, Finlandia, Alemania, Reino Unido, Suecia, Dinamarca y Países Bajos se mantienen a la vanguardia en materia de contratación ambiental, estimándose que para el año 2010 un 50 % de los contratos de compras públicas incluirán criterios y obligaciones medioambientales; por otra parte, se mencionan los sectores de la industria eléctrica y la del mueble como aquellos en donde ésta política de contratación ha tenido un mayor impacto.

La información de cada uno de los países se presenta en un formato de ficha resumen, de manejo muy práctico y con vínculos directos a las fuentes de acuerdo con la siguiente estructura temática:

  • Resumen general del país.
  • Legislación y políticas nacionales de RSC.
  • Indicadores claves de RSC.
  • Principales actores relacionados con la RSC.
  • Medio ambiente: Estrategias y planes nacionales de acción; energía y ecoeficiencia; conciencia ciudadana en medio ambiente.
  • Cadena de suministro.
  • Derechos Humanos.
  • Igualdad de condiciones.
  • Compromiso social.
  • Productos y servicios sostenibles.
  • Mejores prácticas empresariales.
  • Principales cambios en materia de RSC.
  • ¿Qué se está haciendo para promover la RSC?

Fuente: CSR Europe

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Una dosis de sostenibilidad y transparencia

La norma ISO 26000 y las prácticas de responsabilidad social tratan de encaminar el rumbo de la economía global hacia la sostenibilidad. En América Latina, por lo pronto, despiertan expectativas de un mejor medio ambiente y social.

”Las demandas de responsabilidad social de los supermercados europeos son un gran ejemplo”, dice Dante Pesce, director del instituto chileno Vincular y experto en RSE, responsabilidad social empresaria. ”Últimamente, no ha habido ley ni convención que mejorara tanto las condiciones de trabajo de muchos obreros rurales latinoamericanos como la presión de los supermercados que compran la fruta, las flores o el vino de la región”.

Las exigencias de responsabilidad social de las cadenas de supermercados europeos ayudaron a los trabajadores rurales latinoamericanos tanto como la legislación de sus propios.

El experto chileno fue uno de los disertantes del ”Social Responsibility Day” organizado por la revista MiljöAktuellt para profesionales del medio ambiente y el instituto de normalización sueco, SIS, en Estocolmo. Justamente este instituto, con su par brasileño (ABNT), fue el encargado de coordinar por más de cinco años las largas y arduas discusiones para lograr la norma ISO 26000 cuyo texto final ya ha sido redactado.

En Suecia, los criterios de responsabilidad no son nuevos y, en este seminario, las preguntas en torno al estándar ISO 26000 apuntaron más que nada a su integración al modelo de negocios de las empresas suecas y las dificultades prácticas que puede presentar su implementación.

Confirmando lo que dijo Pesce, una ejecutiva de una cadena de tiendas sueca señaló que los efectos de la nueva norma se habrán de ver mejor en el accionar de las empresas suecas fuera del país, fundamentalmente en el trato con los proveedores. ”Con el control que hay aquí y la labor de los sindicatos, no me parece que la ISO 26000 vaya a cambiar mucho las cosas en Suecia. Pero si reforzará el cambio en la relación con las empresas de los países en desarrollo a las que le compramos sus productos”, explicó Filipa Bergin, de Åhlens.

Y una y otra vez, los disertantes se refirieron a casos de fabricantes de China e India que, para poder seguir trabajando con sus clientes suecos o europeos, se han visto impulsados a mejorar sus condiciones de empleo y limitar su impacto ambiental ante el riesgo de perder mercados.

”La RSE no es una novedad en Latinoamérica, y mucho menos en Brasil donde desde hace tiempo muchas empresas cotizan en un índice de sustentabilidad de la bolsa de San Pablo, ISE Bovespa, con una cartera de empresas en la mayoría de los rubros”, dice el brasileño Aron Belinky que ha sido representante por las ONG de los países en desarrollo en la comisión de redacción (IDTF) de la ISO 26000. Belinky es, además, directivo de la agencia de noticias ambientalista EcoPress.

Para Swed.info explica que aun cuando la RSE sea un concepto conocido en América Latina, no significa que sea una práctica extendida:

”Todavía existe la percepción, en muchas empresas y organizaciones, que la RSE tiene que ver con la filantropía y el marketing. Creo que la ISO 26000 tendrá el efecto de poner a la RSE en su lugar: como una forma de hacer negocios que sea sostenible y en acuerdo con la justicia social”.

Dante Pesce dice que la RSE llegó a Chile de la mano de las empresas exportadoras y de las industrias con grandes necesidades de capital. ¿Es un fenómeno que reconoces?

Si uno mira qué empresas están el ISE Bovespa, se ve claramente que hay varios bancos, muchas mineras y metalúrgicas, empresas de energía y de celulosa y papel. Creo que lo que dice Pesce tiene sentido también en Brasil.

Aron Belinky, de Brasil, fue uno de los representantes latinoamericanos en el grupo de trabajo que redactó el borrador de la norma ISO 26000 sobre responsabilidad social.

Si es una tendencia impulsada desde afuera o por las necesidades de capital… ¿no hay riesgo de que sea un fenómeno pasajero, de que disminuya ahora con la crisis, por ejemplo?

A mí me parece que las prácticas de RSE crecen y continuarán creciendo de manera sostenida. Una señal clara es el gran aumento de la publicación de informes anuales con criterios de sustentabilidad según el GRI (Global Reporting Initiative). Aunque los informes no reflejen las tensiones dentro de las empresas, porque hay diferentes intereses dentro de cada una, creo que la RSE va por el camino adecuado.

¿Pero no tienen ventajas las empresas que no se preocupan por su responsabilidad social?

Pueden tener una ventaja inicial, en términos de costos. Pero en el mediano plazo, las prácticas sustentables rinden, no sólo en materia de eficiencia de costos y mayor competitividad sino en otros aspectos. En la bolsa, las empresas que más crecen son las que tienen prácticas documentadas de RSE.

Nosotros vemos que las encuestas en Brasil, particularmente en mercados con productos similares y en la misma franja de precios, las empresas que respetan el medio ambiente y la justicia social se diferencian positivamente de sus competidores, y eso es una gran ventaja.

¿Son la ISO 26000 y la RSE la solución universal de los problemas?

Con la ISO 26000 se buscó un camino intermedio entre los acuerdos y las convenciones, generales y sobrecargadas (como la declaración de derechos humanos o Agenda 21) y las herramientas prácticas específicas como la ISO 14000. No reemplaza esas referencias para quien esté interesado en la sostenibilidad y la responsabilidad social. En realidad, constituye un puente entre esos niveles. Creemos que se crearan una

variedad de herramientas basada en la ISO 26000 después de que sea publicada.

Un punto sobre el que las ONG quisiéramos más énfasis es el de la responsabilidad de una compañía a través de su esfera de influencia. Está presente, pero debería ir más allá. Por ejemplo, qué responsabilidad tiene una gran empresa sobre lo que hace un proveedor al que le compra toda su producción. A nosotros nos parecía que la responsabilidad del comprador es muy grande, pero no se refleja tanto en el texto.

¿Pero están satisfechos con el texto final?

En Brasil, antes de las negociaciones, las ONG hicimos una agenda esencial con nuestras demandas mínimas. La comparamos con las demandas de otros países latinoamericanos y comprobamos que estábamos en la misma sintonía. Y si comparamos nuestras listas con el texto final constatamos que no hay muchas diferencias. Podemos estar satisfechos.

Una última pregunta: Si una industria va a radicarse en un pueblo y sus directivos dicen que en su gestión aplicarán el estándar ISO 26000 … ¿desaparecen entonces los motivos para preocuparse por el medio ambiente y las condiciones de trabajo?

LA ISO 26000 es una guía de sostenibilidad y uno de sus fundamentos de responsabilidad social es tener contacto con las partes interesadas, incluso el público, los vecinos, las autoridades. La empresa tiene que informar sobre los efectos ambientales de sus actividades y tiene que tener una actitud transparente respecto a la comunidad.

La comunidad tiene que comprometerse también, pero la ISO 26000 lleva esa relación por un buen camino.

De esto se trata:

RSE: Es una nueva forma de hacer negocios en la que la empresa gestiona sus operaciones en forma sustentable en lo económico, social y ambiental, reconociendo los intereses de los distintos públicos con los que se relaciona… considerando el medio ambiente y el desarrollo sustentable de las generaciones futuras (Red internacional Foro Empresa).

ISO 26000: Es un estándar creado para asistir a las organizaciones (N de la R: no solo las empresas) a establecer, implementar, mantener y mejorar los marcos y estructuras de responsabilidad social, ayudar a las empresas a que demuestren su cumplimiento de la responsabilidad social hacia todos sus públicos, promover la transparencia, e incrementar la credibilidad de sus informes.

El nuevo estándar, sin embargo, no será certificable ni podrá ser utilizado como una barrera comercial entre países.

Temas: Brasil, Chile, ISO 26000, Latinoamérica, responsabilidad social, rse

Artículo publicado el 20 Octubre 2009

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Essa pergunta foi à vencedora em um congresso sobre vida sustentável.
Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos....


Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

CONSTELAÇÕES FAMILIARES

Entrevista a Bert Hellinger,

Criador da psicoterapia de constelações familiares

Por Victor M. Amela.- 15/10/2009

"Se tens a tua mãe bem integrada em ti, brilharás!"

Bert Hellinger.

Tenho 83 anos. Nasci na Alemanha, e aí vivo. Viajo por todo o mundo para dirigir oficinas de constelações familiares. Estou casado. Não tenho filhos. Não falo de minhas idéias políticas nem de minhas crenças: em que poderia ser útil isso a alguém?

BH.: A mãe é a conexão à vida

P.- Que se lembra de sua mãe?

BH.: Pode informar-me antes sobre que assuntos lhe interessam tratar nesta entrevista?

P.-De sua psicoterapia. Mas, antes, um pouco de sua vida.

BH.- Minha vida? Melhor falar de assuntos úteis para seus leitores, mais que de circunstancias de minha biografia.

P.- De acordo, mas acredito que conhecer sua vida pode ajudar a entender seu método. ...

P.- Que se lembra de sua juventude durante o nazismo? ...

P.- Tenho lido que o catolicismo de seus pais lhe blindou daquela barbárie.

BH.- Proponha um tema, e centremo-nos nisso.

P.- De acordo: a mãe. Sustem que a figura materna molda nossa psique.

BH.- A mãe está no fundamento da nossa felicidade!

BH.- Se estiveres em boa conexão com tua mãe, brilharás.

P.- Brilharás?

BH.- Se um tem bem integrado psiquicamente a sua mãe, irradiará alegria, a gente o amará, triunfará em sua vida, brilhará...

P.- Pois por isso lhe pergunto por sua mãe.

BH.-Se amarmos a nossos pais tal como são, se dizemos "sim" ao que são e, sobre todo, se estamos contentos de que nos parira nossa mãe, brilharemos de felicidade!

P.- Você foi sacerdote católico, missioneiro entre os zulus durante 16 anos... ...

P.- Que apreendeu aí?

BH.- Jamais vi uma criança zulu desrespeitosa com seus pais, com os mais velhos, seus antepassados... Seria inconcebível para um zulu falar mal de seus pais!

P.- Deixou você o sacerdócio católico ao fazer-lhe alguém certa pergunta... ...

"Que é mais importante para você: teus ideais ou as pessoas?", lhe perguntaram.

Refletiu e regressou a Europa faz 30 anos para formar-se em psicoterapia.

BH.- Não falo de mim: não é tema. Pergunte-me algo que seja útil aos que leiam isto, por favor.

P.- Ideou um método psicoterapêutico: as constelações familiares. Que é isso?

BH.- Está disposto a escutar coisas que possam parecer algo esquisitas?

P.- Não será a primeira vez, não tema.

BH.- Quando alguém tem um bloqueio, um conflito, um nó, e quer abordar-lo para resolver-lo, eu o coloco no cenário do talher de psicoterapia, ou bem coloco a alguém dos presentes para que lhe represente...

P.- Embora não se conheçam entre eles?

BH.- Embora não se conheçam, nem ainda o representante saiba nada do representado.

P.- E o que sucede então?

BH.-Que o representante faz algo, olha à algum lado, se move... Se olhas ao chão, está vendo a alguém morto, quer morrer... Coloca aí a outra pessoa que represente ao morto. Os movimentos se sucedem e vão expressando o conflito...

P.- Que mecanismo está operando aí?

BH.- Não busque explicação científica. O certo é que aí se manifestam as forças que nos transpassam. A cada representante lhe invadem as emoções dos representados, o conflito se manifesta nesses movimentos imprevisíveis.

P.- E que papel desempenha você?

BH.- Nenhum. Só sento e observo o que sucede. A figura da mãe é representada sempre em algum momento. Não necessito perguntar, só vejo que passa. No caso de pessoas com fracassos em sua vida pessoal e profissional, sempre é o mesmo: desconexão com a mãe!

P.- Sim?

P.- E pode isso reparar-se?

BH.- Pode. Freqüentemente se reencontra com a mãe, se abraçam, respiram fundo... Têm-se re-conectado! Esses movimentos têm unido o que estava separado.

P.- Nossos fracassos e infelicidade vêm de excisões com a mãe?

BH.- Sim. Muitos empresários fracassam porque reproduzem com sua empresa a mesma relação de rejeição que mantém com a mãe.

P.- E que pinta o pai em tudo isto?

BH.- A mãe nos conecta à vida e o pai nos conduz à vida social.

P.- Que passa com o recém nascido cujos pais se separam?

BH.- Se os pais acordam seguir desempenhando suas respectivas funções de pai e mãe, nada grave.

P.- E se a mãe menospreza a figura do pai ante o filho?

BH.- Se uma mãe menospreza a ou furta a figura do pai, incapacita a seus filhos para o êxito social e semeia em seus filhos uma raiva... que, um dia eles lhe devolverão.

P.- Porque existe hoje tanta criança tirana?

BH.- Tem visto a um menino de dois anos agressivo?: Há absorvido a raiva que sua mãe não assumiu por um aborto... Às vezes o menino capta que papai ou mamãe não quer viver, e é agressivo para atrair sua atenção para a vida.

P.- Porque tantas mulheres assassinadas?

BH.- Vítimas dos homens por centúrias, as mulheres hoje miram aos homens com raiva acumulada... e alguns homens reagem criminalmente a essa mirada.

P.- Aconselhe a uma garota a ponto de parir.

BH.- Desejas parir de verdade? Ou só que te tirem ao neném sem te dar conta? Anestesia e cesárea furtam ao neném sua primeira oportunidade de lutar e sua grande ocasião de obter uma vitoria nesta vida. Poderá uma criatura com este começo impor-se logo na vida e triunfar? Difícil, difícil...

Apontes de Constelações Familiares:

O bom e o mau. Quem é quem?

Há mandatos sociais. Há, em teoria, coisas que se devem fazer e outras que NÃO se devem fazer. Estão os chamados bons e os chamados maus. Estão os que recebem aplausos e os que são sinalados pelos demais. Minha pergunta é: Quem tem a razão? Outra pergunta: Quem é o bom e quem é o mau?

Graças ao trabalho e ao aprendizado que tenho tido a sorte de ver e ter com Constelações Familiares, cada vez me paro menos a pensar nos bons ou os maus das histórias. Cada vez há menos juízos ante o que faz um ou outro. Cada vez há menos pessoas marcadas.

Trato de contemplar cada história com olhos bem abertos e sem deixar-me de maravilhar do grande que é o balanço e a compensação em cada grupo, e de como se cumpre uma e outra vez, especialmente, quando alguém fica excluído da família.

Do lado do “mau”

Quando me contam uma história de alguém “mau”, uma pessoa que se comporta “mal”, uma pessoa que faz “o pior”, um ser humano que “se sai do estabelecido”, meu primeiro pensamento é: A que pessoa de sua família estará representando? Com quem estará embrulhado? De onde provém este suposto mal?

Neste ponto me lembro de Carola Castillo, quem em nossa formação costumava dizer-nos algo assim como que quando lhe mostravam ao bom e ao mau, ela se sentava ao lado do mau, pois quiçá os supostos bons eram mais numerosos e quiçá fazia falta alguém que se sentara junto ao suposto mau, o olhara e lhe dera um lugar.

E é o que regularmente, fazemos com os maus? Os excluímos, os sacamos de nossa vida, os execramos da família, lhes deixamos de falar. E aí começa ou segue o desequilíbrio, dependendo da história.

Por exemplo, se vemos a dois irmãos: um deles trabalha, estuda, é responsável, não se mete com ninguém. O outro é alcoólatra, enfermo, quiçá rouba ou é adicto. Quem é o bom? Resposta rápida: o que não se mete com ninguém. Quiçá o outro seja o excluído, sinalado, execrado, porque é o mau.

Na teoria de Constelações Familiares, quando se trata dos irmãos, se diz que entre eles, sem importar a quantidade, se reparte (por assim dizer-lo), os temas da família, tanto os bons como os menos bons. Sem embargo, pode passar que um deles, geralmente o maior, tome uma maior carga dos problemas; desta maneira, os outros irmãos quedam com menos carga, mais leves.

O anterior, ainda soe estranho, termina sendo um ato de amor, de lealdade. “Por ti, irmão e por minha família, tomo esta carga. Deixo mais leve você, mais livre”. “O tomo eu antes que o tome você”, seriam as palavras do irmão maior.

Com esta mirada e tomando o caso anterior, vale perguntar-se de novo: Quem é o bom e quem é o mau? Quem o faz melhor e quem o faz pior? Quem paga o preço mais alto?

Olhar, assentir e honrar

Baixo esta perspectiva e com o exemplo anterior, há dois aspectos importantes a tomar em conta.

O primeiro, que o irmão “bom”, possa mirar e reconhecer a seu irmão “mau”. Que possa assentir, ainda sendo doloroso, a esse destino. Que possa mirar que graças a esta carga, ele está um pouco melhor. Às vezes é difícil, especialmente, quando há medo, dor, raiva e incluso pode haver uma pergunta intrínseca: Que acontece que eu estou “bem” e meu irmão estão “mal”.

Pode também se dar o seguinte pensamento: “Eu quero que meu irmão esteja bem”. E detrás desta frase há um desrespeito ao destino do outro. Não se reconhece sua carga e se lhe critica. É paradoxal e é o que sinala a teoria de Constelações Familiares.

A mirada que brinda solução entre estes dois irmãos é que o que está “bem” possa mirar e honrar o seu “irmão mau”, que possa assentir a seu destino. “Irmão, agora posso mirar-te e posso mirar o que fazes por mim. Honro teu destino, com amor e dor. E farei o melhor que possa com minha vida. Graças por tomar esta carga por mim e por nossa família”, puderam ser suas palavras de resolução.

Com esta resolução, não só pode trocar a relação entre estes dois irmãos, senão também pode evitar as repetições nas seguintes gerações.

Sair do embrulho

Pessoalmente, acredito que assentir ao destino dum ser amado pode ser difícil e incluso doloroso, especialmente tratando-se dum destino com mais carga. Como assentir ao câncer dum familiar? Como dizer SIM a um acidente dum ser querido? Como honrar o destino dum adicto ao que amo?

O anterior requeira de força, de valentia, de dignidade. É um desafio à arrogância, a nossa necessidade de querer cambiar o que lhe sucede ao outro e só olhar-lo sem intenção.

Agora bem, como dizia ao princípio deste texto, ao olhar um caso de vítimas e perpetradores, trato de observar quem falta e a quem poderia estar representando o cliente o que pode estar olhando o que os demais membros de sua família não vêem.

Imaginemos o mesmo “irmão mau”, o que está enfermo, é adicto ou alcoólatra. Este poderia estar imitando o destino de um perpetrador de sua família ou poderia estar fazendo acerto por uma vítima de sua família que foi excluída pela dor.

Uma solução possível para o sistema está em trazer à constelação uma vítima e seu perpetrador da família com a que trabalhamos. Sem importar necessariamente a geração com a que trabalhemos, ou se temos a informação exata do que sucedeu nessa família.

Só quando a vítima e seu perpetrador possam encontrar-se, o sistema terá um pouco mais de paz. E esta pessoa, embrulhada em seu sistema, terá um pouco mais de liberdade para escolher o que decida desde outro lugar, com menos carga.

“Agora posso mirar-los. Junto em meu coração e em minha alma a todas as vítimas e perpetradores de meu sistema. Não posso fazer nada por vocês, é muita carga para mim. Por favor, olhem com carinho se o faço diferente a vocês, se deixo de ser o perpetrador ou a vítima, se sou um pouco feliz. Por favor.”

Cada família é perfeita. Cada qual faz o melhor que pode com seu destino. Às vezes a carga é mais pesada, às vezes mais leve. E sempre estamos unidos aos nossos, mais além de quem seja o bom ou o mau. Todos cabem. Todos têm um lugar.

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"O crescimento da população faminta é intolerável. Temos os meios econômicos e técnicos para fazer desaparecer a fome. O que falta é uma vontade política mais forte para erradicar-la"

Jacques Diouf – Diretor da FAO. -

ALIMENTAÇÃO: Crise econômica mundial, um golpe no estômago

Por Eli Clifton

Crédito: Julio Angulo/IPS

WASHINGTON, 16 oct (IPS) - A crise econômica global agravou a fome e a desnutrição nos países mais pobres, com dramáticas conseqüências para a seguridade internacional e a estabilidade política, segundo os informes conhecidos esta sexta feira, Dia Mundial da Alimentação.

Mais de 1.000 milhões de pessoas sofrem fome crônica em todo o mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

A cifra inclui a 643 milhões de pessoas em Ásia do Pacífico, 265 milhões em América Latina e o Caribe, 42 milhões em Meio Oriente e África septentrional mais 15 milhões em países industrializados.

"A conclusão mais comovedora do informe é que mais de 1.000 milhões de pessoas sofrem fome", diz a IPS a porta-voz do PMA Bettina Luescher.

"Isto é incrível e nos tomou de improviso."

A tendência à alça da desnutrição leva um decênio, e se mantém constante tanto no período de baixos preços e prosperidade econômica, a princípios da presente década, como na atual fase de encarecimento e caída do produto bruto, segundo o estudo das agencias da Organização das Nações Unidas (ONU).

Todo isto deixa em evidencia problemas no "sistema mundial de governança da seguridade alimentaria", agrega.

"Os líderes mundiais reagiram à crise financeira e econômica mobilizando exitosamente milhares de milhões de dólares num curto período. Agora se requerem ações igualmente fortes para combater a fome e a pobreza", diz o diretor geral da FAO, Jacques Diouf.

"O crescimento da população faminta é intolerável. Temos os meios econômicos e técnicos para fazer desaparecer a fome. O que falta é uma vontade política mais forte para erradicar-la", agregou.

Diouf chamou a "investir na agricultura dos países em desenvolvimento", a qual resulta "essencial não só para derrotar a fome e a pobreza senão também para assegurar o crescimento econômico, a paz e a estabilidade do mundo".

A FAO destacou que a situação que atualmente afrontam os países mais pobres do mundo se deteriorou ainda mais pela crise econômica.

Populações já vulneráveis á inseguridade alimentaria sofrem cada vez mais dificuldades, dado o encarecimento da comida e a caída das remessas dos emigrantes, do emprego e dos salários.

"Aqueles que têm menos responsabilidade na crise financeira são os mais afetados. Primeiro são golpeados pelos altos preços dos alimentos e logo pela crise", diz Luescher.

Nas últimas duas décadas, se afiançou a integração dos países em desenvolvimento à economia global, o qual aumentou sua vulnerabilidade aos vaivens financeiros.

"As 17 maiores economias latino-americanas, por exemplo, receberam 184.000 milhões de dólares em fluxos financeiros em 2007, cifra que se reduzo a 89.000 milhões em 2008 e que se prevê que volte a cair à metade, a 43.000 milhões, ao cabo de 2009", indica o estudo do PMA.

"Isto implica uma redução do consumo, e para alguns países de baixo ingresso e déficit alimentaria isso significa reduzir as muito necessárias importações de comida, equipamento sanitário e medicamentos", agrega.

Outro informe conhecido esta sexta feira, elaborado pelo não governamental Instituto para a Investigação de Políticas Alimentarias Internacionais (IFPRI, por suas siglas em inglês), constata tendências similares às do estudo da FAO e o PMA, e detalha a situação de regiões e países em seu habitual Índice Global da Fome (IGH).

O relatório destaca o lento avance na tarefa para reduzir a fome, evidente na caída do IGH em apenas um quarto desde 1990, e adverte que a situação em 33 países é "extremamente alarmante".

O IFPRI também detectou avances importante no sudeste asiático, Meio Oriente, África septentrional e América Latina. A incidência da fome segue sendo elevada, em cambio, em Ásia meridional e África subsaariana.

Os países onde se registraram as melhoras mais destacáveis foram Kuwait, Tunísia, Fiji, Malásia e Turquia, e as piores situações em Angola, Etiópia, Gana, Nicarágua e Vietnam.

No lado oposto do espectro se encontram Burundi, Chad, República Democrática do Congo, Eritréia, Etiópia e Serra Leona.

A maioria dos países com IGH mais elevado sofreram guerras ou conflitos violentos que agravaram a pobreza e a inseguridade alimentaria, segundo o IFPRI.

Este informe coincide com da ONU ao sinalar o vínculo entre a crise financeira e a instabilidade alimentaria como um problema complexo.

O IFPRI também enfatizou em que combater a fome mundial é um passo crucial no caminho rumo à equidade de gênero.

A preocupação pela seguridade alimentaria é compartida não só pela ONU e as organizações não governamentais especializadas, senão também por instituições caritativas como a Fundação Bill e Melinda Gates, que investem milhares de milhões de dólares em projetos de saúde pública e desenvolvimento em alguns dos países mais pobres.

"Melinda e eu acreditamos que ajudar aos pequenos agricultores mais pobres para que produzam melhores coletas e logrem aceder aos mercados é a ferramenta mais poderosa para reduzir a fome e a pobreza", diz Bill Gates ao anunciar um projeto de 120 milhões de dólares com esse objetivo.

"A próxima Revolução Verde deve ser mais verde que a anterior", agregou o empresário. "Deve ser guiada pelos pequenos agricultores e adaptada às circunstancias locais, assim como ser ambiental e economicamente sustentável." (FIN/2009)

ALIMENTACIÓN: Crisis económica mundial, un golpe en el estómago

Por Eli Clifton

Crédito: Julio Angulo/IPS

WASHINGTON, 16 oct (IPS) - La crisis económica global agravó el hambre y la desnutrición en los países más pobres, con dramáticas consecuencias para la seguridad internacional y la estabilidad política, según dos informes conocidos este viernes, Día Mundial de la Alimentación.

Más de 1.000 millones de personas sufren hambre crónica en todo el mundo, según la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) y el Programa Mundial de Alimentos (PMA).

La cifra incluye a 643 millones de personas en Asia del Pacífico, 265 millones en América Latina y el Caribe, 42 millones en Medio Oriente y África septentrional y 15 millones en países industrializados.

"La conclusión más conmovedora del informe es que más de 1.000 millones de personas sufren hambre", dijo a IPS la portavoz del PMA Bettina Luescher. "Esto es increíble y nos tomó de improviso."

La tendencia al alza de la desnutrición lleva un decenio, y se mantuvo constante tanto en el periodo de bajos precios y prosperidad económica, a principios de la presente década, como en la actual fase de encarecimiento y caída del producto bruto, según el estudio de las agencias de la Organización de las Naciones Unidas (ONU).

Todo esto deja en evidencia problemas en "el sistema mundial de gobernanza de seguridad alimentaria", agrega.

"Los líderes mundiales reaccionaron a la crisis financiera y económica movilizando exitosamente miles de millones de dólares en un corto periodo. Ahora se requieren acciones igual de fuertes para combatir el hambre y la pobreza", dijo el director general de la FAO, Jacques Diouf.

"El crecimiento de la población hambrienta es intolerable. Tenemos los medios económicos y técnicos para hacer desaparecer el hambre. Lo que falta es una voluntad política más fuerte para erradicarla", agregó.

Diouf llamó a "invertir en la agricultura de los países en desarrollo", la cual resulta "esencial no sólo para derrotar al hambre y la pobreza sino también para asegurar el crecimiento económico, la paz y la estabilidad del mundo".

La FAO destacó que la situación que actualmente afrontan los países más pobres del mundo se deterioró aun más por la crisis económica.

Poblaciones ya vulnerables a la inseguridad alimentaria sufren cada vez más dificultades, dado el encarecimiento de la comida y la caída de las remesas de los emigrantes, del empleo y de los salarios.

"Aquellos que tienen menos responsabilidad en la crisis financiera son los más afectados. Primero son golpeados por los altos precios de los alimentos y luego por la crisis", dijo Luescher.

En las últimas dos décadas, se afianzó la integración de los países en desarrollo a la economía global, lo cual aumentó su vulnerabilidad a los vaivenes financieros.

"Las 17 mayores economías latinoamericanas, por ejemplo, recibieron 184.000 millones de dólares en flujos financieros en 2007, cifra que se redujo a 89.000 millones en 2008 y que se prevé que vuelva a caer a la mitad, a 43.000 millones, al cabo de 2009", indica el estudio del PMA.

"Esto implica una reducción del consumo, y para algunos países de bajo ingreso y déficit alimentario eso significa reducir las muy necesarias importaciones de comida, equipamiento sanitario y medicamentos", agrega.

Otro informe conocido este viernes, elaborado por el no gubernamental Instituto para la Investigación de Políticas Alimentarias Internacionales (IFPRI, por sus siglas en inglés), constata tendencias similares a las del estudio de la FAO y el PMA, y detalla la situación de regiones y países en su habitual Índice Global del Hambre (IGH).

El reporte destaca el lento avance en la tarea para reducir el hambre, evidente en la caída del IGH en apenas un cuarto desde 1990, y advierte que la situación en 33 países es "extremadamente alarmante".

El IFPRI también detectó avances importantes en el sudeste asiático, Medio Oriente, África septentrional y América Latina. La incidencia del hambre sigue siendo elevada, en cambio, en Asia meridional y África subsahariana.

Los países donde se registraron las mejoras más destacables fueron Kuwait, Túnez, Fiji, Malasia y Turquía, y las peores situaciones en Angola, Etiopía, Ghana, Nicaragua y Vietnam.

En el lado opuesto del espectro se ubican Burundi, Chad, República Democrática del Congo, Eritrea, Etiopía y Sierra Leona. La mayoría de los países con IGH más elevado sufrieron guerras o conflictos violentos que agravaron la pobreza y la inseguridad alimentaria, según el IFPRI.

Este informe coincide con el de la ONU al señalar el vínculo entre la crisis financiera y la inestabilidad alimentaria como un problema complejo.

El IFPRI también enfatizó en que combatir el hambre mundial es un paso crucial en el camino hacia la equidad de género.

La preocupación por la seguridad alimentaria es compartida no sólo por la ONU y las organizaciones no gubernamentales especializadas, sino también por instituciones caritativas como la Fundación Bill y Melinda Gates, que invierten miles de millones de dólares en proyectos de salud pública y desarrollo en algunos de los países más pobres.

"Melinda y yo creemos que ayudar a los pequeños agricultores más pobres para que produzcan mejores cosechas y logren acceder a los mercados es la herramienta más poderosa para reducir el hambre y la pobreza", dijo Bill Gates al anunciar un proyecto de 120 millones de dólares con ese objetivo.

"La próxima Revolución Verde debe ser más verde que la anterior", agregó el empresario. "Debe ser guiada por los pequeños agricultores y adaptada a las circunstancias locales, así como ser ambiental y económicamente sustentable." (FIN/2009)

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A seguir uma breve explicação da...

Nanotecnologia

Comentários de Paulo R. Martins.

A Nanotecnologia pode ser apresentada em duas formas. Na primeira delas, esta tecnologia se caracteriza através de dois aspectos principais. O primeiro deles se refere ao prefixo nano, que é indicador de medida. Um nano significa a bilionésima parte de um metro, ou seja, 10-9 metros. Portanto, nanotecnologia se refere somente à escala e não a objetos, como por exemplo a biotecnologia, onde o prefixo bios significa vida.

O segundo aspecto é que nanotecnologia se refere a uma série de técnicas utilizadas para manipular a matéria na escala de átomos e moléculas que para serem enxergadas requerem microscópios especiais (STM e SPM).

Para que os leitores possam exercitar as respectivas imaginações podemos indicar que um único fio de cabelo humano tem a dimensão de 80.000 nm (nanômetros) de espessura, enquanto que 1 nm contém 10 átomos de hidrogênio colocados lado a lado. A conhecidíssima molécula de DNA tem o tamanho de aproximadamente 2,5 nm de largura, enquanto que um glóbulo vermelho tem 5.000 nm de diâmetro.

A segunda forma de apresentarmos a nanotecnologia se refere a considerar primeiro a nanociência como o estudo dos princípios fundamentais de moléculas e estruturas com uma dimensão entre 1 a 100 nm (nanômetros). A nanotecnologia seria então a aplicação destas moléculas e nanoestruturas em dispositivos nanométricos.

As partículas nano embora sendo do mesmo elemento químico se comportam de forma distinta - em relação as partículas maiores - em termos de cores , propriedades termodinâmicas , condutividade elétrica, etc . Portanto, o tamanho da partícula é de suma importância porque muda a natureza das interações das forças entre as moléculas do material e assim, muda os impactos que estes processos ou produtos nanotecnológicos tem no meio ambiente, a saúde humana e a sociedade como um todo.

Mas como se criam as nanoestruturas com objetivos industriais? O leitor deve fixar a compreensão de que duas são as técnicas para se criarem nanoestruturas , com variados níveis de qualidade, velocidade e custos. Elas são conhecidas como "Botton-up" (baixo para cima) e "Top-down" (cima para baixo). É preciso realçar que nos anos recentes a tendência de convergência entre estas técnicas esta em curso.

No que toca a técnica "Botton-up" ela proporciona a construção de estruturas átomo por átomo ou molécula por molécula mediante três alternativas à saber:

a.- síntese química (chemical Synthesis) , em geral utilizada para produzir matérias primas, nas quais são utilizadas moléculas ou partículas nano;

b.. auto-organização ( self assembly). Nesta técnica, os átomos ou moléculas organizam-se de forma autônoma por meio de interações físicas ou químicas construindo assim nanoestruturas ordenadas. Diversos sais em formas de cristais são obtidos por esta técnica;

c.. organização determinada (positional assembly). Neste caso, átomos e moléculas são deliberadamente manipulados e colocados em determinada ordem, um por um.

Em relação a técnica "Top-down" (cima para baixo) esta tem por objetivo reproduzir algo, porém em menor escala que o original e com maior capacidade de processamento de informações, como em um chip por exemplo. Isto é feito mediante dois caminhos: engenharia de precisão ou litografia. A indústria de semicondutores realiza isto nos últimos 30 anos.

A idéia de que a matéria é composta por átomos já tem cerca de 2400 anos, quando o filósofo grego Demócrito defendia esta tese. Mas somente no final da década de 50 do século passado é que temos um fato que marca o inicio da Nanotecnologia em nossos tempos. O físico norte americano Richard Phillips Feynman (11/5/1918 -15/2/1988) faz uma conferência no dia 29 Dezembro de 1959 ,as 15h, em uma reunião da Sociedade Americana de Física realizada no Instituto de Tecnologia da Califórnia - Caltech- , denominada "There's Plenty of Room at the Bottom " (Há muito espaço lá em baixo) A primeira publicação desta conferência se deu em fevereiro de 1960 no Caltech's Engineering and Science , O texto completo encontra-se disponível neste site http://www.zyvex.com/nanotech/feynman.html .

Nesta palestra Feynman afirmava que "Os princípios da física não falam contra a possibilidade de se manipular as coisas átomo por átomo". Apontou também para o que seria, a seu ver, a principal barreira para a manipulação na escala nanométrica: a impossibilidade de vê-la.

A IBM , 23 anos após a palestra de Feynman , em 10 de Agosto de 1982, consegue a patente do denominado Microscópio de Varredura de Tunelamento Eletrônico (Scanning Tunneling Microscope - STM) que permite a visualização de imagens em tamanho nano. A partir deste microscópio outro foi desenvolvido, levando o nome de Microscópio de Microssondas Eletrônonicas de Varredura (Scanning Probe Microcospes - SPM), que permite visualizar e manipular átomos e moléculas

O termo Nanotecnologia foi primeiro utilizado pelo Prof. Norio Taneguchi, da Universidade de Ciência de Tókio. Ele usou este termo para descrever a fabricação precisa de novos materiais com tolerâncias nanométricas.

Nos anos 80 este termo adquire nova conotação devido à publicação do livro (1986) de K.Eric Dexler intitutado "Engines of Criation - The New Era of Nanotecnology". Em 1992, com a publicação da tese de doutorado deste mesmo autor, defendida no Massachusetts Institute of Technology - MIT - e cujo título é "Nanosystems: Molecular Machinery, Manufacturing and Computation" a nanotecnologia ganha novo impulso na comunidade científica.

A bibliografia em nanotecnologia já é bastante intensa e heterogênea. Para uma síntese do debate podemos utilizar o trabalho de Wood (2003, cap. 4) Em grandes blocos o debate pode ser referenciado em termos dos que acreditam ser a nanotecnologia portadora de radical descontinuidade, enquanto os opositores a esta idéia advogam que a nanotecnologia apresenta somente uma continuidade evolucionária de outras tecnologias. Entre estes dois extremos também temos vários autores.

Entre os defensores da radical descontinuidade podemos citar K.Eric Dexler, Jamie Dinkelacker, The Foresight Institute,Bill Joy, Glenn Harlan Reynolds, Damien Broderick, Mark Suchman. A este conjunto de autores poderíamos denominá-los de "nano-otimistas".

No campo oposto temos os evolucionaristas, cujos expoentes entre outros estão George Mwhitesides, Richard E. Smalley, Philip Ball, Denis laveridge, Gary Stix. Estes podem ser denominados de "nanopessimistas". Entre os dois grupos acima comentados estão às instituições promotoras da nanotecnologia e os comentadores da tecnologia.

As entidades promotoras encontram-se localizadas em diversos governos e em indústrias, como por exemplo, o Departamento de Comércio e Indústria da Inglaterra, Direção de Tecnologias Industriais da Comissão Européia, National Nanotechnology Initiative e National Science Foundation, ambos do governo Norte Americano.

Entre os comentadores de tecnologia podemos indicar o mais importante deles que é a ONG Canadense denominada ETCGroup. Debra R. Rolinson do laboratório de pesquisa naval/USA e Vick Colvin da Rice University/USA completam esta pequena lista de comentadores.

Deste rol de autores e instituições indicados vamos detalhar um pouco mais as contribuições do Prof. Mark Suchman e do ETCGroup. Estas idéias encontram-se expostas de maneira ampla em Martins (2005, p.255-263) e Grupo TEC (2005)

Para Mark. Suchman (2002,p.95-99) existem dois tipos de nanotecnologia. As que proporcionam descontinuidades tecnológicas discretas (nanates) e as que têm um caráter desrruptivo, revolucionário (nanites). No primeiro caso a sociedade tem experiência anterior em lidar com este desenvolvimento tecnológico. No segundo caso não existe experiência prévia por parte da sociedade.

Por nanates, o primeiro caso, devemos entender as tecnologias que manipulam estruturas em nanoescala de substâncias em macroescala. Ou dito de outra forma, substâncias em macroescalas que são manipuladas por tecnologias que interferem nas suas nanoestruturas. Então essas são as nanates e que segundo o referido autor estão referenciadas aos nanomateriais. Exemplos: polímeros resistentes usados em cintos de segurança, em pneus, membranas ultrafinas para filtros, e as nanates encontram-se ligadas às engenharias químicas e de materiais.

Por nanites devemos entender tecnologias que constróem mecanismo em nanoescala para serem usados em ambiente de macroescala. Nanites está referenciada à nanomáquinas. Exemplos de nanites: são sistemas de vigilância em miniatura, equipamentos para exploração de minas também em pequena dimensão. Nanites encontra-se ligado a engenharia mecânica e a robótica.

Segundo este autor, pode-se afirmar que de maneira geral as nanates não colocam desafios sem precedentes para a nossa sociedade. No particular poderá ocorrer que algum novo material possa colocar alguma mudança sem precedente. Como exemplo pode ser citado à possibilidade que algum novo material a ser utilizado em balas de revólveres, usados em pequenas armas e que seja capaz de penetrar, por exemplo, em um tanque de guerra, então ai seria realmente um material que teria grande impacto. Ou células fotovoltaicas que teriam que venha acabar com a necessidade de petróleo como fonte de energia. Nestes casos as mudanças seriam sem precedentes.

Agora vamos às implicações sociais da nanites. Segundo o Mark C. Suchman, nanites irá confrontar a sociedade com questões políticas profundas, sem precedentes. Ao permitir que os humanos manipulem o mundo numa dimensão sem precedente. As nanomáquinas abrem uma nova fronteira em que não há regulamentação para tornar segura e produtiva esta atividade. Nanites apresentam qualidades e propriedades distintas que irão gerar novas questões de responsabilidade e controle. Estas estarão ligadas a três itens. - O primeiro deles é a invisibilidade. Embora seja diretamente ligada à nanotecnologia, a invisibilidade estará ligada a primeira construção complexa e engenheirada de forma intencional, tornando-se, portanto um cúmplice dos propósitos humanos para uma série de atividades para as quais foram produzidas. - O segundo item é a locomoção. Embora seja menos inerente à nanotecnologia do que a invisibilidade, terá um efeito intenso nas questões das barreiras, a locomoção de partículas, já que as nanopartículas poderão ultrapassar cercas, muros, pele humana, células, etc.. - E a terceira coisa é a auto-replicação. Isto não é uma propriedade inerente a nanomáquinas. A criação de nanites auto-replicáveis será a prova mais difícil da revolução da nanotecnologia.

"A auto-replicação é importante do ponto de vista econômico para a produção em massa de nanomáquinas. Portanto, esta propriedade de se auto-replicar acaba por se tornar significativa. Por outro lado, são colocadas profundas dúvidas sobre a capacidade de previsão e controle por parte dos humanos sobre as nanomáquinas, que poderão se multiplicar sem controle, sem terem como serem desligadas. A invisibilidade, a locomoção e a auto-replicação poderão ser potencializadas se nanites possuírem a capacidade de operar de forma autônoma e se auto-modificarem"(Martins, 2005, p.259).

As controvérsias relativas à nanotecnologia podem ser captadas nos diversos trabalhos do ETCGroup, em especial no seu mais recente trabalho (2005)

"Nanotecnologia: Os Riscos da Tecnologia do Futuro", onde uma síntese dos diversos problemas são apresentados, a começar pelo impacto desta tecnologia nas economias dos países do hemisfério sul, na vida das pessoas, na segurança ,na saúde humana, no meio ambiente nos direitos humanos, nas políticas sociais, na agricultura, nos alimentos. Este trabalho apresenta quem tem o controle desta tecnologia e a quanto chega os investimentos nesta tecnologia (US$8,6 bilhões).

Em suas recomendações o ETCGROUP nos afirma que "Ao permitir que produtos da nanotecnologia cheguem ao mercado na ausência de debate público e sem regulamentação, os governos, o agronegócio e as instituições científicas já comprometeram o potencial das tecnologias em escala nanométrica de serem utilizadas de forma benéfica. O fato de não haver, atualmente, em qualquer parte do mundo, normas de regulamentação para avaliar novos produtos em escala nanométrica na cadeia alimentar representa uma inaceitável e culposa negligência. (....) Devem ser tomadas medidas para restaurar a confiança nos sistemas alimentares e para se ter certeza de que as tecnologias em escala nanométrica, se introduzidas, sejam feitas sobre rigorosos padrões de saúde e segurança." (Grupo ETC, 2005, P.157-158)

Referências Bibliográficas

Comissão Européia. Nanotecnologias. Inovações para o Mundo de amanhã. Direção Geral de Investigação, Bruxelas, 2004.

Grupo ETC. Nanotecnologia. Os riscos da tecnologia do futuro. L&PM Editores . Porto Alegre, 2005.

Martins, Paulo R. (coord) Nanotectnologia, Sociedade e Meio Ambiente I Seminário Internacional. Associação Editorial Humanitas, São Paulo, 2005.

Martins, Paulo R. (coord) Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente - II Seminario Internacional. São Paulo , Xama V.M. Editora, 2006

The Royal Society. Nanoscience and Nanotechnologies: opportunities and incertanties. The Royal Society Publications. London, 2004.

Suchman, M.C. Social Science and Nanotechnology. In Nanotechnology: Revolutionary Opportunities & Societal Implications. EC-NSF 3rd Join Workshop on Nanotechnology. Lecce, Italy, 31 January - 1 February, 2002.

Wood, Stephen et all. The Social and Economic challenges of Nanotechnology. ESRC, London , 2003.

http://alainet.org/active/11923=es


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