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sexta-feira, 14 de agosto de 2009


"La inteligencia de una persona no se mide por sus resultados académicos, ni por los idiomas que hable o el trabajo que tenga. Ser inteligente es simplemente saber ser feliz"

" A inteligencia de uma pessoa não se mede por seus resultados acadêmicos, nem pelos idiomas que fale ou o trabalho que tenha.
Ser inteligente é simplesmente saber ser feliz"

CÂMBIO


Gestão
O tripé da mudança

Mudamos por três razões básicas: idade, necessidade e vontade.

Por que encontramos tantas dificuldades em realizar mudanças, sejam elas pessoais ou profissionais?

Poderíamos discorrer um livro inteiro sobre esse tema (ainda o farei), mas neste artigo vamos ao cerne da questão.

Mudamos por três razões básicas: idade, necessidade e vontade.

Aceitamos com naturalidade o fato de mudarmos a medida que o tempo passa, que a idade avança. Etapas novas vão surgindo. Escalas de valores vão se alterando. Algumas características permanecem e outras se alteram em função do andar da carruagem. São mudanças naturais que a própria vida se encarrega de realizar em nós.

Os outros dois motivos são mais complexos. Diferenças significativas distanciam necessidade (causas externas) de vontade (causas internas).

Por necessidade, chamamos todos os movimentos realizados em função de causas externas: um novo emprego, uma demissão, uma doença, um novo chefe, uma nova tecnologia, o crescimento de um concorrente, um novo produto para um novo mercado. Uma força externa faz com que ações venham a se realizar dentro de nós. Na maior parte das vezes, não gostamos do que está acontecendo, mas somos compelidos a aderir ao movimento. Rompemos nossa homeostase a contragosto. Normalmente, esses movimentos são radicais. Esses motivos externos modelam o tempo, via de regra, com um intervalo menor do que o desejado. Um novo emprego nos obriga a aceitar uma cultura diferente. Uma doença súbita leva-nos a novos hábitos. Uma nova tecnologia surge e nos obriga a adotá-la para não ficarmos fora de mercado. Novas atitudes são tomadas em função do crescimento do concorrente. Ou mudamos, ou a empresa perde mercado. A situação exige velocidade.

Passada a tempestade e os momentos iniciais dessa nova fase, que pode ser de vários meses, vimos que poderíamos ter realizado as mudanças vinculadas aos motivos em questão, sem as dores e contratempos com que a velocidade nos obrigou a fazê-las. Não queríamos ver o problema em si? Não tínhamos coragem de tomar as decisões por sabermos das dificuldades e riscos que iríamos passar? Por que prorrogamos por tanto tempo essas mudanças? Por que precisamos dessa força externa para “obrigar-nos” a mudar? Desculpas?

Faltou algo importante. Um toque mágico, um passo de coragem, um ato de determinação. Uma provocação? Um exemplo bem sucedido a ser seguido? Uma motivação? Quantas perguntas sem respostas....

Por vontade, chamamos todos os movimentos que realizamos através do nosso “eu”. De dentro para fora. A necessidade pode até estar no âmago da questão, servindo como mola propulsora da mudança ou apenas como indicador forte de que devemos mudar. A diferença básica entre a vontade (própria) e a necessidade, é que esta, provindo de razões externas, tende a desaparecer, quando essas forças deixam de atuar. A mudança, ou as mudanças, foram temporariamente dirigidas e pressionadas por uma causa externa. No caso da vontade, precisamos de uma força muito maior do que a anterior. Um movimento interno que nos induz a mudar.

Fazendo outra comparação, podemos dizer que a necessidade atua sobre a cabeça (razão), ao passo que a vontade mexe com o coração (sentimentos). Por esta forma de falar, podemos dizer que a vontade atua sobre uma parte do cérebro, gerando substâncias químicas relacionadas com o prazer, bem estar. Ao passo que a necessidade atua sobre outra parte do cérebro, relacionado à obrigação, dever, cobrança, sem o prazer e o bem estar da anterior.

Quando partimos para o campo da necessidade, os resultados podem também gerar prazer quando atingimos os objetivos que estávamos buscando. A origem, porém, é diferente. A mudança causada pela vontade (força interna) nasce e encerra com prazer, ao passo que a causada pela necessidade inicia por obrigação e pode encerrar com prazer.

A base da vontade está intimamente ligada à motivação. Vamos agora examinar a palavra motivação e sua prima-irmã, provocação. Em ambas sobressai o sufixo “ação”. Parte importante em tudo que realizamos em nossas vidas. Já mencionei em outros artigos, mas vale a pena repetir. Existem três tipos de pessoas. As que fazem, as que deixam que os outros façam, resignando-se sejam qual for o resultado e as que choram pelos cantos e reclamam pelas coisas que os outros fizeram e cujos (bons) respingos elas “não tiveram sorte” de receber.

Motivação significa “o ato de motivar”, do latim motivu, que move. Provocação significa “o ato de provocar” do latim provocare, desafiar. Que mais palavras precisamos para realizarmos transformações internas do que as acima mencionadas? Um desafio que nos faz mover. Sem obrigação. Por prazer de superar as dificuldades que possuímos. Por prazer de ver nossa (o) companheira (o) mais feliz. Por prazer de melhorar o ambiente familiar ou profissional. Por prazer de fazer o bem a um (a) amigo (a). Por prazer de entender que devemos mudar para preparar-nos para um futuro melhor. Por prazer de querer viver mais e com mais qualidade de vida. Para sermos mais felizes.

Se entendermos a última frase, estaremos dando um passo importante para realizar nossas mudanças tão esperadas por nós mesmos (e pelos que convivem conosco).

Mudem com prazer para serem mais felizes. Não é a única via, mas certamente todos nós temos que passar por esse difícil caminho da mudança. Decidam, ousem, corram riscos, mas mudem. Para melhor, para serem mais felizes.

Por Rui Carlos Pizzato (autor do livro chamado Fábrica de Sonhos - Editora Nova Prova - Livraria Sulina. E-mail: ruipizzato@brazservice.com.br)
HSM Online
12/08/2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A CRISE ECONÔMICA E O AQUECIMENTO GLOBAL


“Uma causa justa que defender e a esperança de seguir adiante”

Escrito por Rafael Calcines Armas

13 de agosto de 2009

O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, afirmou que o atual Presidente de Estados Unidos se empenha em demonstrar que a crise vai cedendo como fruto de seus esforços para enfrentar o grave problema que Estados Unidos e o mundo herdaram de seu predecessor.

Num artigo intitulado “Uma causa justa que defender e a esperança de seguir adiante”, divulgado pela publicação digital Cuba debate, expressa que "alguns falam de que a crise econômica é o fim do imperialismo; quiçá haveria que prantear-se se não significa algo pior para nossa espécie".

Fidel Castro analisa os efeitos da crise econômica mundial e dos processos de câmbio climático que afetam ao planeta e conclui que "o melhor sempre será ter uma causa justa que defender e a esperança de seguir adiante".

Prensa Latina transmite a continuação o texto do artigo:

Durante as últimas semanas, o atual Presidente dos Estados Unidos se empenha em demonstrar que a crise vai cedendo como fruto de seus esforços para enfrentar o grave problema que Estados Unidos e o mundo herdaram de seu predecessor.

Quase todos os economistas fazem referencia à crise econômica que se iniciou em outubro de 1929. A anterior havia sido ao final do Século XIX. A tendência bastante generalizada nos políticos norte-americanos é a de acreditar que tão pronto os bancos disponham de suficientes dólares para engraxar a maquinaria do aparelho produtivo, todo marchará rumo a um idílico e jamais sonhado mundo.

As diferenças entre a chamada crise econômica dos anos 30 e a atual são muitas, mas me limitarei só a uma das mais importantes.

Desde finais da Primeira Guerra Mundial o dólar, baseado no padrão ouro, substituiu à libra esterlina inglesa devido as imensas somas de ouro que Inglaterra gastou na contenda. A grande crise econômica se produz nos Estados Unidos apenas 12 anos depois daquela guerra.

Franklin D. Roosevelt, do Partido Democrata, venceu em boa medida ajudado pela crise, como Obama na crise atual. Seguindo a teoria de Keynes, aquele injetou dinheiro na circulação, construiu obras públicas como carreteiras, diques, e outras de inquestionável beneficio, o que incrementou o gasto, a demanda de produtos, o emprego e o PIB durante anos, porém não obteve os fundos imprimindo bilhetes. Os obtinha com impostos e com parte do dinheiro depositado nos bancos. Vendia bônus dos Estados Unidos com interesse garantido, que os faziam atrativos para os compradores.

O ouro, cujo preço em 1929 estava a 20 dólares a onça troy, Roosevelt o elevou a 35 como garantia interna dos bilhetes dos Estados Unidos.

Sobre a base dessa garantia em ouro físico, surgiu o Acordo de Bretton Woods em julho de 1944, que outorgou ao poderoso país o privilégio de imprimir divisas convertíveis quando o resto do mundo estava arruinado. Estados Unidos possuía mais dos 80% do ouro do mundo.

Não necessito lembrar o que viu depois, desde as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, - que acaba de cumprir-se 64 anos do genocídio-, até o golpe de Estado em Honduras e as sete bases militares que o governo dos Estados Unidos se propõe instalarem em Colômbia. O real é que em 1971, baixo a administração de Nixon, o padrão ouro foi suprimido e a impressão ilimitada de dólares se converteu na maior estafa da humanidade. Em virtude do privilégio de Bretton Woods, Estados Unidos, ao suprimir unilateralmente a convertibilidade, paga com papeis os bens e serviços que adquire no mundo. É certo que a cambio de dólares também oferece bens e serviços, mas também o é que desde a supressão do padrão ouro, o bilhete desse país, que se cotizava a 35 dólares a onça troy, há perdido quase 30 vezes seu valor e 48 vezes o que tinha em 1929. O resto do mundo tem sofrido as perdas, seus recursos naturais e seu dinheiro costearam o rearme e sufragado em grande parte as guerras do império. Baste sinalar que a quantidade de bônus subministrados a outros países, segundo cálculos conservadores, supera a cifra de três milhões de milhões de dólares, e a divida pública, que segue crescendo, sobre passa a cifra de 11 milhões de milhões.

O império e seus aliados capitalistas, à vez que competem entre si, hão feito acreditar que as medidas anti crise constituem as fórmulas salvadoras. Mas Europa, Rússia, Japão, Coréia, China e Índia não coletam fundos vendendo bônus do Tesouro nem imprimindo bilhetes, senão aplicando outras fórmulas para defender suas moedas e seus mercados, às vezes com grande austeridade de sua população. A imensa maioria dos países em desenvolvimento da Ásia, África e América Latina é a que paga os pratos quebrados, subministrando recursos naturais não renováveis, suor e vidas.

O TLCAN é o mais claro exemplo do que pode ocorrer com um país em desenvolvimento nas fauces do lobo: nem soluções para os imigrantes nos Estados Unidos, nem permissão para viajar sem visto ao Canadá conseguiu obter México no último Cume.

Adquire, sem embargo, plena vigência baixo a crise o maior TLC a nível mundial: a Organização Mundial do Comercio, que cresceu baixo as notas triunfantes do neoliberalismo, em pleno apogeu das finanças mundiais e os sonhos idílicos.

Por outro lado, a BBC Mundo informou ontem, 11 de agosto, que mil funcionários de Nações Unidas, reunidos em Bonn, Alemanha, declararam que buscam o caminho para um acordo sobre o câmbio climático em dezembro deste ano, mas que o tempo se estava acabando.

Ivo de Boer, o funcionário de maior autoridade das Nações Unidas sobre o Câmbio Climático, diz que só faltavam 119 dias para o Cume e temos "uma enorme quantidade de interesses divergentes, escasso tempo de discussão, um documento complicado sobre a mesa (duzentas páginas) e problemas de financiamento..."

“As nações em desenvolvimento insistem em que a maior parte dos gases que produzem o efeito estufa provém do mundo industrializado."

O mundo em desenvolvimento alega a necessidade de ajuda financeira para lidar com os efeitos climáticos.

Ban Ki-moon, secretario geral das Nações Unidas, declarou que: "Se não se tomam medidas urgentes para combater os câmbios climáticos podem levar à violência e a distúrbios em massa a todo o planeta."

“O câmbio climático intensificará as secas, inundações e outros desastres naturais."

“A escassez de água afetará a centos de milhões de pessoas. A desnutrição vai arrasar grande parte dos países em desenvolvimento."

Num artigo do The New York Times o passado nove de agosto se explicava que: "Os analistas vem no câmbio climático uma ameaça para a seguridade nacional."

"Semelhantes crise -continua o artigo- provocadas pelo clima puderam derrocar governos, estimular movimentos terroristas ou desestabilizar regiões completas, afirmam analistas do Pentágono e de agencias de inteligência que pela primeira vez estão estudando as implicações do cambio climático na seguridade nacional."

"...Se volve muito complicado rapidamente', diz Amanda J. Dory, Secretaria de Defensa Adjunta para Estratégia, que trabalha com um grupo do Pentágono destinado a incorporar o câmbio climático à planificação da estratégia nacional de seguridade. “

Do artigo de The New York Times se deduz que ainda no Senado não todos estão convencidos de que se trata de um problema real, ignorado totalmente até agora pelo governo dos Estados Unidos desde que se aprovou faz 10 anos em Kyoto.

Alguns falam de que a crise econômica é o fim do imperialismo; quiçá haveria que perguntar-se se não significa algo pior para nossa espécie.

A meu juízo, o melhor sempre será ter uma causa justa que defender e a esperança de seguir adiante.

Fidel Castro Ruz

Agosto 12 de 2009

Modificado (13 de agosto de 2009)

PIERRE HUPPERTS


O TANGO DA SUSTENTABILIDADE

No princípio de novembro, Pierre Hupperts se sentou a tomar um café comigo em Buenos Aires para conversar acerca do “tango da sustentabilidade”, sua última obra.

Em sua opinião, tango e sustentabilidade se vinculam devido a que empresários, gerentes de marketing, comunicadores, organismos estatais e organizações sociais devem aprender a dançar com o consumidor e o cidadão para seduzir-los. A idéia é que essa sedução não é o fim, senão o meio para que comprem os produtos mais sustentáveis e responsáveis.

Esta visão pode ser enxergada como uma arma de duplo fio, porque criar consciência no consumidor implica logo auto exigir-se para satisfazer sua crescente demanda de sustentabilidade nos produtos. Mas na realidade não é senão a ferramenta mais efetiva duma empresa: educar consumidores seduzir-los, para logo vender - lhe a consumidores conscientes, responsáveis (e, por tanto, mais fieis às marcas responsáveis).

A edição do livro -quiçá devido à tradução ou à edição final dos textos- não é a melhor. E até a idéia de compilação pode fazer perder de vista a idéia dum todo. Esso só faz que eu, que pude conversar com Hupperts sobre as idéias que volca no papel e pude perguntar sobre algumas idéias soltas, me encontrei com grande vantagem a respeito de outros leitores. Sem embargo, há algo que vai capturar sem dúvidas a quem se interessam não só por saber senão por aplicar práticas responsáveis, e tem que ver com o pragmatismo que se vislumbra em cada uma das idéias abordadas. Esta claridade é precisamente uma das vantagem que se adjudica o autor em sua vida de consultor: a de haver tido a experiência de trabalhar em grandes empresas e conhecer a ciência certa que é o que pensa um empresário e quais são suas expectativas em torno à RSE.

No primeiro capítulo, se define concisamente a introdução à RSE - lugar comum em todas as obras sobre o tema-, como uma solução que cria valores em três níveis da organização: o econômico, o da reputação e o da sinergia in company.

O interessante, é que desde o enunciado de que a RSE não pode ser uma prática estática, porque a realidade de cada país e cada empresa influí, Hupperts se encarrega de demonstrar com exemplos práticos, de empresas reais, como cada idéia pode ser implementada com êxito. Os passos que enumera são cinco:

- Determinar a visão, missão e ambição respeito à RSE
- Desenvolver uma estratégia empresarial para a RSE, que incluía os objetivos a curto e longo prazo e as atividades concretas.
- Armar um sistema de monitorado.
- Inventariar as expectativas e desejos/exigências dos stakeholders.
- Estabelecer uma estratégia e um plano de comunicação (interno e externo).

Com esse marco conceitual claro e determinado, o resto das apreciações parece muito mais simples de compreender. Por exemplo, com a exposição que faz á interação entre RSE e branding e à necessidade de inovar para logo comunicar e assim posicionar uma marca.

Dita exposição, que alude a passos concatenados, introduz a metáfora da sedução que há no típico baile argentino e que devemos encontrar na RSE como modelo de gestão ideal. A sedução passa, então, por mostrar-lhe aos empresários quais são os passos a seguir dentro desta cultura, para que possam aplicar-la sendo conscientes de que os mercados do futuro não são outros que os dos produtos e serviços responsáveis.

Martín R. Santos

Fonte:Revista Sinergia

RSE - Chile


9º Encontro Internacional de AçãoRSE


"As novas 4P dos Negócios no Século XXI:


Permanência = Pesos (Reais) + Pessoas + Planeta “

Novamente Casa de Piedra será cenário do encontro anual de Responsabilidade Social Empresarial internacional que Acción RSE organiza já por 9° ano consecutivo, e que se realizarão os dias 1 e 2 de setembro baixo o título de:

"As novas 4P dos Negócios no Século XXI: Permanência=Pesos+Pessoas+Planeta".

O evento reunirá os destacados personagens internacionais, tales como Stephen Howard, CEO de Business in the Community; Robert de Jongh, Diretor Regional para América Latina do Serviço Holandês de Cooperação ao Desenvolvimento (SNV); John Harris, Chief Wellness Officer e Sênior Vice President de Healthways, EE.UU., e Florencio Ceballos, Diretor Executivo de Telecentre Canadá. Por sua parte, uma ventena de destacados representantes do mundo empresarial e acadêmico chileno, darão o marco teórico e pratico (ver programa mais abaixo).

A temática tratada girará em torno a temas tão importantes como "Negócios e RSE num ano de crises", "Combatendo a pobreza com Negócios Inclusivos", "O Voluntariado Corporativo e seu impacto na comunidade", "Ética, Transparência e Governo Corporativo", "Saúde da mente, do corpo e da alma", e a visão teórica e prática de "Câmbio Climático e Eficiência Energética: ameaças e oportunidades em Chile". Ademais se realizarão seis oficinas práticas que se desenvolverão de maneira paralela ao seminário.

Tudo isto, com o fim de demonstrar que a RSE é um modelo de gestão de negócios que integra os aspectos financeiros, das pessoas e do meio ambiente para alcançar a sustentabilidade. O evento também aponta a criar um espaço de discussão entre os atores líderes da economia, com o fim de estabelecer os desafios e as oportunidades que a RSE oferece às Empresas, assim como gerar uma instancia de reflexão e diálogo sobre o desenvolvimento da RSE num mundo em crise econômica e ética. Não menos importante é reconhecer à RSE como uma alternativa viável para incorporar aos sectores marginados á cadeia de valor das empresas, e entender as qualidades que predominarão nas pessoas dos negócios exitosos do século XXI. Por último, se pretende sensibilizar e mobilizar as empresas sobre a importância de incorporar em sua estratégia de negócios medidas concretas para combater o Aquecimento Global. O 9º Seminário Internacional de RSE é, em definitiva, um cenário de aprendizado e intercambio de boas práticas através da exposição de casos concretos das companhias, de oficinas práticas sobre metodologias e da Expo RSE.

Expo RSE
Se trata duma feira nacional de produtos, serviços, tecnologias, soluciones e experiências do mundo da RSE. Esta instancia se ha transformado num lugar de encontro e intercambio de boas práticas e conhecimento entre empresas privadas, públicas, ONGs, instituições sem fines de lucro e estabelecimentos educacionais.

Em sua 3ª versão, a Expo RSE reunirá a numerosas organizações expositoras, os que compartirão com os principais atorem do mundo empresarial, governamental e trabalhista sua visão da RSE. La participação na Expo RSE está aberta a todo tipo de organizações que desenvolvam a RSE nos âmbitos econômico, social y/o médio ambiental, tais como empresas que querem dar a conhecer seus projetos e experiências na RSE; companhias que oferecem bens e serviços relacionados com a RSE; fundações e organizações que ofereçam às empresas projetos, serviços e/ou produtos em torno à RSE, assim como entidades universitárias e corporações dedicadas ao estudo do desenvolvimento sustentável.

Programa

Martes 1 de setembro de 2009
Casa Piedra

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

NOTICIAS RSE.-


MÃE, A PETROBRAS ME AMA?

Entidades governamentais e não-governamentais, como a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo e o Movimento Nossa São Paulo, entraram com uma ação contra as campanhas por acreditarem que não correspondem à realidade. Em uma delas, a Petrobras afirma que respeita o meio ambiente e que investe em energias renováveis. Segundo a ação encaminhada ao órgão de regulamentação, "essa postura que é transmitida (pela empresa) por meio da publicidade não condiz com os esforços para uma atuação social e ambientalmente correta".

O principal problema contestado pelas entidades é a produção de óleo diesel pela estatal. O combustível comercializado pela Petrobras contém 500 partes por milhão de enxofre (ppm S) para as regiões metropolitanas e 2.000 ppm S para o interior, o que o caracteriza como um dos piores do mundo. O enxofre é altamente cancerígeno e, se transformado em dióxido, reage com a água dos pulmões provocando hemorragias.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), por meio da resolução 315/2002, determina que, a partir de 1º de janeiro de 2009, o diesel vendido no país deverá conter, no máximo, 50 ppm S. Na defesa contra a determinação do Conar, a Petrobras e a agência DPZ, responsável pelos anúncios, argumentaram que a resolução do Conama não determina a diminuição da quantidade de enxofre no combustível, e que a empresa atua de forma "lícita e regulamentada", além de o produto não ser o único responsável pela poluição veicular.

Sérgio Pontes, da área de abastecimento da Petrobras, afirmou que a qualidade do ar na capital paulista "é aceitável e que as mortes são de outra natureza".

O médico e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP Paulo Saldiva, contudo, tem uma opinião diferente: "Para nós, médicos, a qualidade do ar não é aceitável. Nosso estudo segue a metodologia recomendada pela Organização Mundial de Saúde, que é taxativa ao declarar a morte de 2 milhões de pessoas em todo o mundo por causa da poluição atmosférica".

"O resultado do julgamento é um marco na história do Conar, que optou por não compactuar com a morte de 3 mil pessoas por ano só na capital paulista", comemorou Oded Grajew, representante do Movimento Nossa São Paulo.

Ministério Público quer que a Petrobras venda diesel com menos enxofre
Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil



São Paulo - O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) e o governo do estado estão processando a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) pelo descumprimento de lei e norma que determinam a distribuição de diesel do tipo S-50 com menos enxofre, a partir de janeiro de 2009.

De acordo com comunicado do MPF, o órgão foi incluído no último dia 22 como autor da ação civil pública proposta pelo estado de São Paulo em dezembro. No processo, a Petrobras e a ANP são acusadas de não tomarem as medidas necessárias para se adequarem à sexta fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), do Ministério do Meio Ambiente.

Para o MPF, a ANP foi omissa, pois demorou a divulgar a resolução que obriga a Petrobras a produzir e distribuir o diesel com menos enxofre, menos poluente.

No comunicado, o órgão informa que a “ANP, que deveria ter estabelecido essa norma até o dia 1° de janeiro de 2005, veio a publicá-la somente no dia 17 de outubro de 2007”.

Já a Petrobras, ainda segundo o MPF, estaria usando o atraso da ANP como desculpa para não distribuir o combustível.

“A Petrobras já informou que não irá cumprir a resolução 315/2002 [do Conama, que determina a adoção do combustível] e deve isso ao atraso da regulamentação da norma por parte da ANP”, informa o comunicado.

O argumento, no entanto, não é válido, diz o MPF. A adoção do combustível está prevista em norma de 2002.

O MPF diz também que a Petrobras já produz um tipo de diesel que contém ainda menos enxofre do que o solicitado, mas que este está sendo exportado ou usado para composição outros combustíveis.

Na ação, o MPF pede que seja expedida uma liminar para que a Petrobras apresente, em 60 dias, as medidas necessárias para a distribuição do diesel S-50 para todos os postos de combustível do país, produzido pela própria empresa ou importado.

O MPF solicita que “caso não seja possível atingir todas as bombas, que pelo menos uma bomba de cada posto receba o combustível e que o preço dele não seja superior a 0,027 dólar (cerca de R$ 0,05) por litro de qualquer outro combustível”.

Caso a decisão não seja cumprida, o MPF sugere que a estatal pague multa diária a partir de 1° de janeiro de 2009. O valor seria repassado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda de acordo com MPF, um inquérito civil foi aberto para apurar atos de improbidade administrativa que podem ter causado o descumprimento da lei e norma sobre o diesel S-50.

A Agência Brasil procurou a Petrobras, mas a empresa não respondeu à reportagem.

A ANP informou na tarde de hoje (29) ainda não foi comunicada oficialmente sobre a existência da ação e por isso não iria se pronunciar.

pOLUIÇÃO

Lobby do enxofre vence, e óleo diesel brasileiro continuará envenenado

| 3/11/2008 |
Na madrugada de quinta para sexta-feira, dias 30 e 31 de outubro, reuniram-se na capital paulista representantes do Ministério Público Federal de São Paulo, do governo federal, da Petrobras e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, entre outros atores envolvidos com a controversa questão. Acertaram a continuidade do envenenamento gradual e silencioso da população brasileira.

A turma assinou um documento no qual o poder público reconhece o argumento que vinha sendo utilizado pelas fabricantes e pela Petrobras para se oporem à redução significativa da quantidade de enxofre misturado ao óleo diesel comercializado no Brasil, o de que não tiveram tempo para se adaptar às mudanças — ainda que o prazo alegadamente exíguo tenha sido de nada menos do que sete longos anos.

Atualmente, o diesel queimado nas ruas das capitais brasileiras libera 500 partículas de enxofre por milhão no ar que se respira. Nas cidades do interior, permite-se 2 mil partes por milhão (ppm). Em 2002, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou a resolução 315, segundo a qual todo o diesel comercializado em território nacional deveria ter no máximo 50 partes de enxofre por milhão — o chamado diesel S-50 — a partir do dia 1º de janeiro de 2009.

Agora, uma vez assinado o acordo, a utilização obrigatória do diesel S-50 valerá apenas para os ônibus das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Nas outras cidades paulistas e fluminenses, assim como no interior, no Distrito Federal e nas capitais dos outros 24 estados do país, o limite de enxofre liberado descerá de 2 mil para 1.800 ppm, e no longínquo ano de 2014 será reduzido para 500 ppm.

Depois de consumado o acerto entre governo, poluentes e ministério público, só em 2011 o diesel S-50 passará a ser obrigatório nas bombas de Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e para as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio, da Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos.

Em suma, adiou-se em até cinco anos a drástica e urgente redução do enxofre que sai dos escapamentos de ônibus e caminhões diretamente para as vias respiratórias dos habitantes das cidades. Isso apesar de o ministro Carlos Minc, diante da pressão da Petrobras e das fabricantes de motores pelo adiamento, ter dito e repetido em um passado não muito distante que a lei seria cumprida.

Talvez fosse o caso de decorar as bombas de óleo diesel com avisos que poderiam ser inspirados naquelas imagens presentes nos maços de cigarro: uma perna necrosada, um feto abortado ou quem sabe um pulmão tomado pelo câncer.

Afinal, o Ministério da Saúde não adverte, o do Meio Ambiente finge que não é bem assim, mas a verdade é que o enxofre também causa doenças cardiovasculares, problemas respiratórios, aborto e câncer, com o agravante de que o veneno liberado pelos escapamentos não respeita as áreas reservadas para não fumantes. Milhares de brasileiros morrem todos os anos por inalarem passivamente o enxofre soprado pelos canos de descarga.

Falando ao site Planeta Sustentável, o coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, Paulo Saldiva, foi categórico ao comentar o acordo da semana passada: “uma decisão como essa só é imaginável em um cenário em que a vida humana não vale nada”. Ele calcula que 15 mil pessoas vão morrer nos próximos 30 anos porque se jogou no lixo o que já estava decidido.

Mas a procuradora Ana Cristina Bandeira Lins não vê as coisas desta forma — pelo menos, não mais. Ela participou da reunião da semana passada que enterrou a resolução 315 do Conama, ainda que há poucos meses tenha garantido à sociedade brasileira que a norma não cairia por pressão alguma. Agora, depois de ceder, justificou-se dizendo o seguinte sobre o trato do governo e do MP com o lobby do veneno:

“Construímos uma política pública sobre a emissão de poluentes”.

Afinal, políticas públicas existem para garantir o bem estar dos cidadãos ou para matá-los lentamente? Como a questão do enxofre no diesel brasileiro pode ir parar no Tribunal de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), talvez eles decidam por nós.

(Hugo Souza)

08/07/2009 -O Globo – Gostaria de saber o que a Petrobras tem a comentar sobre a notícia que foi veiculada hoje em alguns jornais de que a Prefeitura de SP estaria entrando com uma representação na OEA contra o governo brasileiro por conta do atraso na distribuição de um diesel menos poluente?.

Portal UOL – Gostaria de saber a posição da Petrobras sobre a decisão da prefeitura paulista e entidades ambientalistas de entrarem com uma representação contra o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA) por desrespeito aos direitos humanos e violação de pactos internacionais por ter postergado a distribuição de diesel menos poluente para abastecer a frota brasileira..

A Petrobras não tem conhecimento de qualquer representação contra o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA) referente à questão do diesel. Não é verdadeira a afirmação que a Companhia “postergou a distribuição de diesel menos poluente.”

A Petrobras reafirma que nunca descumpriu a Resolução 315 do Conama, que determinava limites para as emissões veiculares. Por meio de um acordo negociado pelo Ministério Público Federal e diversas entidades, com a orientação do Ministério do Meio Ambiente, ficou acertado, em outubro de 2008, um cronograma para a distribuição de diesel com baixo teor de enxofre.

Dessa forma, a partir de janeiro de 2009, os ônibus urbanos da cidade do Rio de Janeiro e de São Paulo passaram a receber o diesel 50, com baixo teor de enxofre. Em maio, o combustível foi fornecido para todos os veículos a diesel das áreas metropolitanas de Fortaleza, Recife e Belém. Em agosto, será a vez de Curitiba ter o combustível para suas frotas de ônibus. Em janeiro de 2010, o combustível será fornecido para os ônibus urbanos de Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e da região metropolitana da Cidade de São Paulo. Em janeiro de 2011, o diesel S-50 estará disponível na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro.

Em janeiro de 2011, o combustível será fornecido também aos ônibus urbanos das outras três regiões metropolitanas do Estado de São Paulo (Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos).

É importante ressaltar que não é apenas o diesel que influencia a qualidade do ar. Primeiro, porque o enxofre impacta somente o material particulado. A qualidade do ar é afetada por vários outros fatores. Além disso, o diesel de 50 ppm de enxofre só é efetivo quando utilizado em motores com tecnologia avançada. Os benefícios em termos de material particulado ainda são pequenos nos motores atuais.

Assim, mesmo sem as tecnologias automotivas mais eficientes ambientalmente, a Petrobras começou a distribuir o diesel S-50 para o mercado brasileiro,desde janeiro de 2009. Os motores com a nova tecnologia somente estarão disponíveis a partir de janeiro de 2012.

Agora, senhora, você tem parte do histórico veiculado na meia do Brasil,

Olhe nos olhos a seu filho e lhe responda...

terça-feira, 11 de agosto de 2009





V Curso de Ética y RSE en el Agro

Comenzará el 30/9 bajo la organización de Eticagro y la Universidad de Bologna. La modalidad es virtual y la experiencia de participar es más que enriquecedora (eso va a modo de consejo). Más info: http://bit.ly/H3vA5

LA RECOMENDACIÓN DIARIA

  LA RECOMENDACIÓN DIARIA resistencia a los antimicrobianos , mejor que  resistencia antimicrobiana   Resistencia a los antimicrobianos , no...