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terça-feira, 6 de outubro de 2009

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Hewlett-Packard, Dell, Johnson & Johnson, Intel e IBM, são

as empresas mais ecológicas de América, segundo 'Newsweek'

MADRID, 5 Oct. (EUROPA PRESS) -

Hewlett-Packard, Dell, Johnson & Johnson, Intel e IBM são as empresas mais ecológicas de América, segundo um ránking elaborado pela revista 'Newsweek' composto por 500 grandes multinacionais do continente.

O 'top ten' das companhias mais sustentáveis se completa com State Street, Nike, Bristol-Myers Squibb, Applied Materials e Starbucks. Ademais, nos primeiros 20 postos aparecem outras companhias destacadas como Cisco Systems, Sun Microsystems, Motorola e McDonald's.

À horas de levar a cabo esta classificação, 'Newsweek' analisou as políticas ecológicas das companhias do continente assim como o impacto médio-ambiental de sua atividade e sua reputação. As empresas também foram selecionadas em função de seus ingressos, sua capitalização do mercado e o número de trabalhadores.

A classificação completa se pode consultar na web 'http://greenrankings.newsweek.com'.

Hewlett-Packard, Dell, Johnson & Johnson, Intel e IBM, las empresas más ecológicas de América, según 'Newsweek'

MADRID, 5 Oct. (EUROPA PRESS) -
Hewlett-Packard, Dell, Johnson & Johnson, Intel e IBM son las empresas más ecológicas de América, según un ránking elaborado por la revista 'Newsweek' compuesto por 500 grandes multinacionales del continente.

El 'top ten' de las compañías más sostenibles se completa con State Street, Nike, Bristol-Myers Squibb, Applied Materials y Starbucks. Además, en los primeros 20 puestos aparecen otras compañías destacadas como Cisco Systems, Sun Microsystems, Motorola o McDonald's.

A la hora de llevar a cabo esta clasificación, 'Newsweek' analizó las políticas ecológicas de las compañías del continente así como el impacto medioambiental de su actividad y su reputación. Las empresas también fueron seleccionadas en función de sus ingresos, su capitalización de mercado y el número de trabajadores.

La clasificación completa se puede consultar en la web 'http://greenrankings.newsweek.com'.

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Liderança empresarial e Responsabilidade Social

Publicado Setembro 30, 2009 por Revista Sinergia

Por Alan Wagenberg [i]

Introdução.

Responsabilidade Social Empresarial e Sustentabilidade (RSE e S) representam hoje em dia um dos majores desafios para o setor privado. A RSE e S vão mais além dumas quantas atividades empresariais e exige o desenvolvimento de inovações e novos modelos de negócios. Trata-se dum cambio de paradigma onde só as empresas que possam adaptar-se a este novo contexto lograrão sobreviver.

Uma grande maioria de gerentes considera que a integração destes conceitos na estratégia corporativa é indispensável para assegurar a continuidade de suas empresas em longo prazo. Sem embargo, este mesmo grupo de gerentes admite também que não sabe como fazer-lo [ii]. Parte do problema radica em que a RSE e S é usualmente percebida como una iniciativa complementaria ou paralela ao funcionamento diário duma empresa. Isto leva a que se subestime o repto que representa a implementação duma estratégia eficiente de RSE e S e ocasiona que não só se desaproveitem seus potenciais benefícios senão que também arrisquem o futuro de suas empresas.

Conseqüentemente é de grande relevância o entender a importância que tem os líderes empresariais no desenvolvimento duma nova visão. Este documento argumenta que a verdadeira RSE e S não se pode lograr sem liderança e o acompanhamento duma cultura organizacional adaptativa e de valores.

A nova ola de inovação

Na sua visão sobre o capitalismo, o economista Joseph Schumpeter escrevia que o crescimento econômico é possível graças ao rol dos empreendedores [iii]. Schumpeter argumentava que uma economia saudável não era uma que se encontrava em equilíbrio senão uma que estivesse em constante rompimento devido ao desenvolvimento e introdução de novas tecnologias.

De acordo a Schumpeter existem ciclos de aproximadamente 50 anos onde inovações criam novas indústrias e destroem outras. Tal são o caso do ferro e os têxteis no século XVIII; o vapor, a estrada de ferro e o ferro a meados do século XIX; e a eletricidade, os químicos, o motor de combustão e a aviação no século XX.

Na medida em que as inovações vão popularizando-se, estas atraem mais investimento e oportunidades as quais estimulam o crescimento econômico. Eventualmente esta bonança econômica chega a um ponto de desaceleração devido à saturação e maduração da tecnologia. Finalmente, a desaceleração se transforma num descenso econômico, o qual é substituído por uma nova ola de inovação que permite o inicio dum novo ciclo. É aqui onde o rol do empreendedor resulta importante, já que graças a ele é que se desenvolvem inovações radicais.

A pesar de que ainda é um pouco prematuro para afirmar que a RSE e S darão inicio a um novo ciclo de inovação, evidentes características sugerem que possui este potencial. No Foro Econômico Mundial, Bill Gates, o fundador de Microsoft, promoveu a idéia dum “capitalismo criativo” o qual busca utilizar as forças do mercado para beneficiar aos pobres [iv].

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem sinalado que a promoção de tecnologias verdes é indispensável para reativar a economia estadunidense, gerar novos empregos e assegurar os interesses de seu país [v].

Por sua parte, o Primeiro Ministro da Grande Bretanha, Gordon Brown, tem sido mais preciso sobre o potencial de RSE e S no futuro de seu país:

“No passado o motor de vapor, o motor de combustão interna e o micro processador transformaram não só a tecnologia, senão também a forma de organização da sociedade e a forma de vida das pessoas. Agora, estamos a ponto de embarcar-nos numa transformação tecnológica similar: uma energia baixa em carbono e eficiência energética. A construção de nossa própria economia de baixo uso de carbono nos oferece a oportunidade de criar milhares de novos negócios Britânicos, centos de milhares de novos trabalhos Britânicos e um novo mercado de exportação do qual a Grande Bretanha pode ser líder mundial” [vi].

Segundo as estimações do mandatário, a energia limpa pode chegar a ter um valor mundial de US$3 trilhões anuais para o 2050 e empregar a mais de 25 milhões de pessoas. Igualmente se podem observar algumas tendências imediatas da RSE e S e sua contribuição à economia mundial. Alguns exemplos são:

Nos Estados Unidos 11% dos ativos baixo assessores de investimentos estão em fundos e investimentos éticos. Esta parte da indústria está crescendo o dobro que o resto dos investimentos clássicos [vii].

As vendas de produtos certificados “comercio justo” nos 2007 ascenderam no mundo a 2.300 milhões de euros. [viii].

O supermercado estadunidense de produtos orgânicos Whole Foods emprega a 41.500 funcionários e têm vendas superiores aos US$5.600 milhões [ix].

Em só três anos a empresa General Electric há gerado vendas de US$14 mil milhões através de ecomagination, um programa orientado à produção de produtos verdes [x].

O investimento em investigação e desenvolvimento de tecnologias limpas se há vindo triplicando nos últimos anos e atualmente supera os US$90 mil milhões [xi].

A produção de bio-combustíveis tem aumentado de US$4.8 mil milhões de galões nos 2000 a US$33 mil milhões em 2008[xii].

Os exemplos anteriores, entre muitos outros, indicam que a RSE e S constitui uma clara oportunidade para as empresas e a economia mundial. Sem embargo as empresas que desejem aproveitar esta oportunidade devem cambiar a maneira em que operam. Estas empresas requerem de líderes que possam desenvolver uma nova visão e uma cultura organizacional que seja adaptativa.

Segundo a “matriz da virtude”, um modelo desenvolvido por Roger Martin, para que uma empresa possa beneficiar-se da RSE e S, esta deve situar-se na fronteira estratégica – a habilidade duma empresa em ir mais alem das expectativas da sociedade graças à introdução de inovações radicais [xiii]. É dizer, uma vantagem competitiva só se pode obter desde uma posição de liderança.

Há varias razões pelas quais outras formas corporativas de “fazer o bem” pelo geral não resultam benéficas. Por exemplo, se uma empresa decide lançar iniciativas custosas que seus competidores não realizam, a empresa se arrisca a ser menos competitiva. Por outro lado, se uma companhia logra que o governo intervenha e introduza leis para solucionar uma determinada situação, isto poderia implicar custos mais altos para toda a indústria. Neste caso, a empresa não receberia nenhum beneficio, já que usualmente este tipo de iniciativa não é visível para o consumidor.

Finalmente se uma empresa decide oferecer melhores salários a seus funcionários isto pode resultar num incremento geral em salários provocando uma fuga de fontes de trabalho a países com mão de obra mais barata. Esta última ação também se faria à costa dos acionistas o qual não resultaria ser sustentável em longo prazo devido a que os acionistas eventualmente começariam a reclamar melhores utilidades.

Martin conclui dizendo que um dos obstáculos maiores que proíbe que uma empresa se posicione na fronteira estratégica é a falta de visão de seus líderes: “As oportunidades para desenvolver programas e processos que beneficiem à sociedade e recompensem aos acionistas abundam; o que faz falta são imaginação e motivação por parte das empresas e os gerentes”.

Visão e liderança

Existem vários exemplos que demonstram como a falta de visão por parte de líderes executivos pode prejudicar o futuro duma empresa. Em 1970, por exemplo, a empresa de fotocopiadoras Xerox desenvolveu, em seu laboratório de Palo Alto, California, a impressora a laser, o modem, o mouse e o computador pessoal. Sem embargo a empresa nunca comercializou estas novas tecnologias porque seus líderes não consideraram que tinham futuro e, muito menos, que tinham lugar em seu modelo de negócios: a produção e venda de fotocopiadoras.

Um par de anos mais tarde, um jovem chamado Steve Jobs visitou as instalações de Xerox e descobriu as novas tecnologias que a empresa havia desenvolvido. Jobs imediatamente entendeu o potencial destas tecnologias e decidiu fundar Apple com o propósito de comercializar-las. Hoje em dia Apple é uma das empresas mais admiradas mundialmente e seus ingressos superam consideravelmente os de Xerox, a qual esteve a ponto da falência nos anos 80s e 90s quando o computador pessoal e o formato digital reduziram a necessidade de fotocopiar documentos.

Nokia, pelo contrario, tem sido uma empresa que há logrado entender o futuro e o cambio que este exige. A empresa foi fundada em 1865 como uma fábrica de polpa de madeira, ela é atualmente o primeiro fabricante de telefones móveis a nível mundial.

Assim mesmo, o desafio que representa programar uma estratégia eficaz de RSE e S é similar e requere de líderes visionários que logrem entender suas conseqüências, possam desenvolver uma estratégia corporativa e que consigam impulsionar-la em toda a organização. Por isso não resulta surpreendente que, de acordo à revista The Economist, a maioria dos líderes empresariais acreditam que a aceitação da RSE e S por parte de executivos de alto rango é realmente crítica para que esta possa ocorrer efetivamente. Desta forma, uma terceira parte dos principais gerentes do mundo indica que o responsável de assegurar que a RSE e S de resultados deve ser o Presidente da empresa. Outro 26% assina esta responsabilidade à Junta Diretiva [xiv].

A industria da água engarrafada tem sido recentemente vitima de críticas por não ser considerada sustentável. Não só o preço duma garrafa pode resultar sendo 500 vezes mais custoso que a água da torneira [xv], senão que seu impacto negativo no meio-ambiente pode ser desde 90 até 1.000 vezes pior [xvi]. Isto se deve em grande parte a que se requere de 3 a 5 litros de água para gerar um litro de água engarrafada, muitas das marcas são importadas de países distantes, a produção das garrafas requerem grandes quantidades de petróleo, e muitas das garrafas que não são recicladas terminam contaminando o meio ambiente [xvii].

Ainda este setor vem experimentando um crescimento acelerado, vários analistas predizem uma queda nas vendas para este ano. Em grande parte isto se deve a que varias Organizações Não Governamentais (ONGs) tem lançado campanhas em contra do consumo deste produto. Estas campanhas tem sido exitosas em sua maioria e há evidencia que o comprova. Por exemplo, a venda de filtros de água se há disparado, algumas cidades têm proibido a compra de garrafas de água com dinheiro do Estado e múltiples restaurantes estão promovendo o consumo da água da torneira.

A falta de resposta por parte do setor tem oferecido um espaço para que vários empreendedores entrem ao mercado com marcas que vinculam a venda de água engarrafada com projetos sociais ou credenciais ambientais. Um claro exemplo é Belu na Grande Bretanha que vende sua água em garrafas bio- degradáveis (feitas em base a milho) e todos seus ingressos são destinados a facilitar o aceso à água limpa a pessoas que carecem dela em países subdesenvolvidos. Al igual que Belu existem dúzias de novas empresas que entraram ao mercado com modelos similares. Ethos, outra empresa similar, foi adquirida por Starbucks por US$8 milhões em 2005.

Como resultado da má publicidade e os novos concorrentes no mercado, as empresas tradicionais de água engarrafada tiveram que responder com suas próprias iniciativas. Pepsi, por exemplo, anunciou a começos dos 2008 uma sociedade com o ator Matt Damon e a Universidade de Columbia e pensa destinar cerca de US$8 milhões em projetos de água para comunidades pobres em África, China, Índia e Brasil. Coca-Cola também está lançando uma iniciativa similar com o apoio da ONG World Wildlife Fund (WWF).

Como neste e muitos outros casos parte do problema radica em que os líderes destas companhias não lograram situar-se na fronteira estratégica já seja por falta de imaginação, entendimento do tema, visão ou simplesmente lentidão.

Ainda que este tipo de iniciativas gere benefícios para algumas pessoas, dificilmente o farão para seus acionistas. Isto se deve a que estes projetos tem sido uma tática defensiva o qual não agrega nenhum valor à marca ou ao produto. Tampouco cria nenhum nível de diferenciação com o que outros competidores já estão realizando. Em outras palavras, estas empresas perderam sua liderança e atualmente se encontram replicando as ações de uns pequenos, mas inovadores empreendedores. Eventualmente a maioria do setor responderá com iniciativas similares ao ponto que o consumidor chegará a esperar que todo o sector responda de esta mesma maneira.

Como forma de comparação, uma empresa que há logrado entender as implicações da RSE e S tem sido a empresa de bananas Chiquita. Desde seus começos em 1870 a empresa desenvolveu uma má reputação. Escândalos como a massacre de seu sindicato colombiano por parte do exército militar em 1928 ou seu apoio ao derrocamento do governo de Jacobo Arbenz Guzmán em Guatemala nos anos 50 eram usuais. Ainda chegando aos 90, a empresa continuava sendo acusada de corrupção, de por em perigo as vidas de seus trabalhadores, de contaminar o médio-ambiente e de empregar tácticas para terminar com seus sindicatos.

Não obstante, hoje em dia, Chiquita é um modelo exemplar de RSE e S. Este cambio foi realizado graças à visão que teve o Gerente Geral para Costa Rica de Chiquita, David McLaughlin. Em 1992, como resposta à crítica recebida, McLaughlin decidiu entrar em diálogo com a ONG Rainforest Alliance e logo utilizou duas das fincas da empresa para realizar um programa piloto em base a standard meio ambientais e sociais. Isto incluía o monitoramento e controle de qualidade da água, a distribuição de equipes de proteção e seguridade para os empregados, projetos de reciclado e a redução de agroquímicos. O programa piloto resultou exitoso e Chiquita decidiu aplicar os mesmos padrões em seus 110 fincas (e outras fincas independentes) para o qual investiu US$20 milhões. A empresa também começou a publicar em seu informe anual de responsabilidade social o progresso do programa. Por sua parte, Rainforest Alliance se comprometeu a certificar o cumprimento destes stándard brindando-lhe maior credibilidade á empresa.

Como resultado do programa, Chiquita há logrado incrementar a produtividade de seus cultivos nuns 27% ao mesmo tempo em que tem obtido uma redução de custos dos 12% e uma redução no uso de pesticidas dos 26% [xviii].

O compromisso que assumiu Chiquita ao decidir ser uma empresa socialmente mais responsável lhe há obrigado a cambiar sua cultura organizacional. Os gerentes são agora responsáveis por critérios tangentes e de longo prazo que criam valor para a empresa, o meio ambiente e a sociedade. Para lograr isto a empresa há tido que ser mais transparente na forma que opera e se há visto na necessidade de manter relações abertas e freqüentes com diferentes grupos de interesse que antes não tinha em conta.

Uma cultura organizacional adaptativa e ética

É importante notar que ainda se a empresa logra desenvolver uma visão em torno da RSE e S, a falta de liderança também afetará os resultados devido a que a organização não terá alinhado sua cultura organizacional e seus empregados e não haverá pessoas que ficaram designadas de serem os responsáveis de programar a estratégia. Esta visão geraria limitados resultados. A criação duma cultura organizacional que seja adaptativa, que integre valores positivos e que promova a transparência é essencial para que uma nova visão e estratégia possam ser implementadas efetivamente.

De acordo a uma investigação realizada por Richard S. Gallagher, as culturas organizacionais que tem seus valores bem definidos e que se adaptam aos câmbios constantes do mercado são as mais exitosas. Sua investigação revela que, no período de uma década, os ingressos de este tipo de empresas cresceram quatro vezes mais rápido que aquelas empresas que não possuíam estas características [xix].

Outra investigação realizada por John P. Kotter e James L. Heskett também encontrou uma relação direta entre a cultura organizacional e o desempenho econômico duma empresa. Seu estudo demonstra que a cultura organizacional influi para bem ou para má no desempenho econômico das empresas [xx].

Eventualmente a RSE e S só pode florescer quando existe uma cultura de valores. Não é suficiente com ter regras e leis escritas. O código de ética de 64 páginas de Enron foi distribuído a todos seus empregados e sinalava os valores da empresa: respeito, integridade, comunicação e excelência. El código incluía una carta firmada pelo Presidente de Enron, Kenneth Lay, que dizia:

“Queremos estar orgulhosos de Enron e que sua reputação seja reconhecida por ser justa e honesta”.

Em seu momento a revista Fortune a designou a empresa mais inovadora dos Estados Unidos e também a citava em sua lista dos 100 melhores empregadores. Um ano mais tarde a empresa se converteu no fracasso e fraude empresarial maior da historia dos Estados Unidos culminando na perda de milhares de milhões de dólares para seus acionistas e na perda de emprego de 22.000 trabalhadores.

Em “A Ética de Enron”, os autores Sims e Brinkmann afirmam que em quanto Enron exibia um código de ética e uma fachada de responsabilidade social empresarial “instrumentalizada”, foram à cultura e a liderança da companhia os que contribuíram a seu colapso [xxi]”. Por exemplo, Enron avaliava a seus empregados unicamente baseada em logros financeiros, inclusive em avaliações realizadas por colegas. A companhia tenha uma política onde os empregados com rendimentos mais baixos eram despedidos cada ano. Isto, não só criava um ambiente de desconfiança no trabalho, senão que também uma mentalidade de ganhar sem importar o custo.

Sims y Brinkmann também relatam que os executivos de Enron influenciavam o comportamento de seus empregados. Incluso eles promoveram em seus empregados atitudes desonestas ao eles mostrarem abertamente sua indiferença com certas regras ou decisões não éticas. Os autores concluem:

“Uma má moralidade nos níveis administrativos mais altos, pode ser suficiente para criar um clima ético autodestrutivo e que um conjunto de ferramentas de RSE e ética nos negócios bem definidos não podem nem parar nem compensar tais processos”.

A verdadeira RSE e S

Segundo uma análise realizada pela revista The Economist, nos últimos três anos as companhias que tem outorgado maior importância à RSE e S em seus modelos empresariais tem registrado porcentagens de ingressos maiores que aquelas que não têm feito [xxii]. Na maioria dos casos, estas companhias solem incluir as decisões da RSE e S em sua junta diretiva.

Por tudo o anterior se pode afirmar que a RSE e S constitui uma oportunidade única para as empresas. A RSE e S sem embargo só pode trazer benefícios para as empresas si se encontra integrada em sua estratégia. Para que isto possa suceder é necessário que os altos executivos entendam primeiro os riscos e benefícios que a RSE e S possa representar para suas empresas e que estes desenvolvam uma resposta ante eles.

O repto é grande e só os líderes com visão e capacidade para criar uma cultura organizacional que este disposta a cambiar, lograram ser exitosas no futuro. Como dizia o guru de gerencia Peter Drucker: “a melhor forma de predizer o futuro é criando-lo”.

[i] Alan Wagenberg é consultor de Responsabilidade Social Empresarial e atualmente é Diretor de Investigação para GoodBrand & Company.

[ii] “Shaping the New Rules of Competition: UN Global Compact Participant Mirror”. McKinsey&Company, Julio de 2007.

[iii] Schumpeter, Joseph. “Capitalism, Socialism and Democracy”. Harper Perennial, 1975.

[iv] Weber, Tim. “Gates wants creative capitalism”. BBC, 24 de Enero de 2008.

[v] Obama, Barak “Primer discurso ante el Congreso”. Discurso realizado el 25 de Febrero de 2009.

[vi] Brown, Gordon. “Discurso sobre el cambio climático”. Discurso realizado el 19 de Noviembre de 2007. Disponible en: http://www.number-10.gov.uk/output/Page13791.asp

[vii] “Report on Socially Responsible Investing Trends in the United States”, Social Investment Forum, 2007

[viii] Fairtrade Labelling Organizations. “Reporte Anual 2006-2007”.

[ix] “Annual Ranking of America’s largest corporations”. Revista Fortune. 2007.

[x] Layne, Rachel y Leigh, Karen. “GE’s Immelt calls for U.S. emission limits at governors meeting”. Bloomberg. 23 de Febrero de 2008.

[xi] UNEP, “Year Book”, 2008.

[xii] Tramoyo ,Philippe. “Review on The Biofuel Market”. Lifescience, Marzo 12 de 2008.

[xiii] Martin, Roger. “The Virtue Matrix: Calculating the Return on Corporate Responsibility”. Harvard Business Review, 2002.

[xiv] “Doing good: Business and the sustainability challenge”. The Economist Intelligence Unit, 2008.

[xv] Smithers Rebecca. “Restaurants urged to serve free tap water”. The Guardian, 11 de Febrero de 2008

[xvi] Lewis Smith, “Bottled water industry is bordering on the immoral, says minister”. The Times, 16 de Febrero de 2008.

[xvii] Ritson, Mark. “Bottled water beware: Tap is back” Marketing. 24 de Octubre de 2007.

[xviii] Morgan, Guy “Chiquita and the Rainforest Alliance: A fruitful relationship”. Boston College. Corporate Citizen, 2006.

[xix] Gallagher, Richard. “The Soul of an Organization. Kaplan Business, 2002.

[xx] Kotter, John P. y Heskett James L. “Corporate Culture and Performance”. Free Press, 1992.

[xxi] Sims, Ronald R. y Brinkmann Johannes. “Enron Ethics”. Journal of Business Ethics, 45: Pg. 243-256, 2003.

[xxii] “Doing good: Business and the sustainability challenge”. The Economist Intelligence Unit, 2008.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

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A RSE deve e pode ser rentável

Diferente de USA e Europa, os programas de responsabilidade social em América Latina ainda navegam num mar de confusão entre a filantropia e o “queremos que nos percebam bons.” Terrível erro. Qual é o resultado? Que à chegada da crise ou com a primeira troca de diretiva, muitos programas sociais se esgotam porque não podem demonstrar rentabilidade.
Nestes tempos, a olhos de muitos diretivos, a visão é clara: programa que não seja rentável deve ser eliminado; o que nos leva à pergunta
É a RSE rentável?
Para que sobreviva e tenha futuro, deve sê-lo. Vejamos alguns exemplos:
Caso Starbucks
: Acredita você que suas práticas de comércio justo são só uma iniciativa de bom coração? Sabia que com elas robustecem uma lucrativa e virtuosa cadeia de produção?
Caso Google: Pensa que os enormes painéis solares de suas oficinas são só para combater o aquecimento global? Sabia que com eles, tão só nos 2007, se pouparam 30% de seu gasto em energia?
Caso DHL
: Acreditam que o “dar de graça” todos os envios aos assistentes do Cume de Copenhague sobre câmbio climático, é altruísmo? Sabia que todos seus pacotes e envelopes poderão ser brandeados com a inscrição: ”Sócio Oficial de Logística” ligando assim sua marca ao evento?
Caso McDonald’s
: Acredita que suas aparições em Great Place to Work são só vaidade? Tem pensado que a força laboral da cadeia é netamentejuventude e por tanto devem mostrar-se como uma opção real para quem desejam um primeiro emprego?
Então... Porque em Latino América nos causa coceira escutar que a RSE
deve ser rentável? A RSE não é romantismo, é uma forma de gestão e deve como sinala Michael Porter, estar inserta no core business e a estratégia parapoder prevalecer; implicando com isto, cruzar os interesses e objetivos da organização com as necessidades da comunidade e/ou o meio ambiente; quando isto acontece, programa de alto beneficia para a sociedade e as companhias, se produzem; então é possível falar duma visão de negócios com futuro. Antes disso, só há boas intenções.
Fonte: El
Economista, “Responsables de la RSE

La RSE debe y puede ser rentable

1 Octubre 2009

A diferencia de E.U. y Europa, los programas de responsabilidad social en América Latina aún navegan en un mar de confusión entre la filantropía y el “queremos que nos perciban buenos.” Terrible error. ¿Cuál es el resultado? Que a la llegada de la crisis o con el primer cambio de directiva, muchos programas sociales se vienen abajo porque no pueden demostrar rentabilidad.

En estos tiempos, a ojos de muchos directivos, la visión es clara: programa que no sea rentable, debe ser eliminado; lo que nos lleva a la pregunta ¿Es la RSE rentable?

Para que sobreviva y tenga futuro, debe serlo. Veamos algunos ejemplos:

Caso Starbucks ¿Cree usted que sus prácticas de comercio justo son sólo una iniciativa de buen corazón? ¿Sabía que con ellas robustecen una redituable y virtuosa cadena de producción?

Caso Google ¿Piensa que los enormes paneles solares de sus oficinas son sólo para combatir el calentamiento global? ¿Sabía que con ellos, tan sólo en el 2007, se ahorraron 30% de su gasto en energía?

Caso DHL ¿Cree que el “regalar” todos los envíos a los asistentes de la Cumbre de Copenhague sobre cambio climático, es altruismo? ¿Sabía que toda su paquetería podrá ser brandeada con la leyenda:”Socio Oficial de Logística” ligando así su marca al evento?

Caso McDonald’s ¿Cree que sus apariciones en Great Place to Work son sólo vanidad? ¿Ha pensado que la fuerza laboral de la cadena es netamente juventud y por tanto deben mostrarse como una opción real para quienes desean un primer empleo?

Entonces ¿Por qué en Latinoamérica nos causa escozor escuchar que la RSE debe ser rentable? La RSE no es romanticismo, es una forma de gestión y debe, como señala Michael Porter, estar inserta en el core business y la estrategia para poder prevalecer; implicando con ello, cruzar los intereses y objetivos de la organización con las necesidades de la comunidad y/o el medio ambiente; cuando esto ocurre, programas de alto beneficio para la sociedad y las compañías, se producen; entonces es posible hablar de una visión de negocios con futuro. Antes de eso, sólo hay buenas intenciones.

Fonte: El Economista, “Responsables de la RSE”, Finanzas personales, p. 32

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Os 25 pioneiros da Responsabilidade social, segundo a revista TIME

O passado 10 de setembro, a Revista TIME realizou uma edição especial sobre o tema “Responsabilidade”. Já o havia dito Barack Obama durante sua assunção à presidência dos Estados Unidos em janeiro: “Estamos ante uma Nova Era, a Era da Responsabilidade”.
A sociedade norte-americana captou essa mensagem, e também o fizeram os meios de comunicação. Em Estados Unidos surgiu uma firme decisão política por impulsionar sectores e indústrias que contribuíam a seu “Ser Sustentável” como Nação.
Nove meses depois desse proclama, como si se gestasse um embrião, sai à luz este interessante dossiê que inclui uma entrevista com o matrimônio Obama, uma introdução à “Revolução Responsável”, um “como fazer as coisas de outra maneira” e “21 formas de fazer Serviço”.
Para TIME os 25 pioneiros da Responsabilidade são:
•Reciclye Bank, o Banco de Reciclado é um projeto que há envolvido a 1 milhão de pessoas em 20 Estados que pretende “fazer economicamente atrativo reciclar”.
•Living Goods, outorga microcréditos a mulheres de Uganda para ajudar a melhorar sua qualidade de vida.
•Huw Kingston logrou que Bundanoon, um pequeno povoado de Australia, se converta na primeira cidade do mundo em deixar de vender água engarrafada.
•Starbucks, e seu caminho a converter-se no “café ético” do mundo.
•Cadbury, outra marca que aposta por usar matéria prima com critérios decomercio justo, ademais de impulsionar iniciativas para racionalizar seu consumo de recursos naturais.
•Sonal Shah, esta mulher proveniente do mundo das corporações está a cargo do escritório de Inovação e Participação Cidadã da Casa Branca, com um orçamento de U$S 50 milhões para impulsionar iniciativas inovadoras.
•Rebecca Hosking converteu a sua cidade natal -Modbury, na Inglaterra- na primeira em trocar as bolsas de plástico pelas de tela e reutilizáveis.
•Kickstart faz 18 anos criaram “bombas de rego” para fomentar a agricultura nos países pobres de África.
•Daxu, uma cozinha para contribuir a evitar o desmatamento e mitigar o câmbio climático em China
•PeaceWorks, uma empresa de Daniel Lubetzky que se propõe fazer negócios com o único beneficio de contribuir à paz entre nações inimistadas.
•Embrace, incubadoras sustentáveis para nenéns da Índia, desarrolhada por uma equipe de investigação da Universidade de Stanford.
•Better World Books, um sistema que rastreia os livros menos freqüentados nas bibliotecas de universidades e colégios para vendê-los por Internet e ajudar com estes fundos a ensinar a ler a novas pessoas.
•A Donna Redmond, uma mulher que tem como objetivo abrir um mercado de alimentos no Sul de Chicago que se encontrem livres de pesticidas, para fomentar uma alimentação mais saudável.
•Nidan, uma organização na Índia que desde 1995 nucleia a trabalhadores ambulantes e informais para organizá-los em cooperativas e gerar negócios desde a Base da Pirâmide.
•Walmart, a aposta dum gigante para passar de ser um modelo de negócios “cruel” a um “sustentável”.
•Cleanfish, trabalha para que a cadeia de valor da indústria pesqueira de São Francisco seja mais “eco-consciente”, conectando entre sim os seus integrantes.
•Acumen é uma empresa de investimento em capitais de risco… mas em projetos sustentáveis e em países onde geralmente ninguém quer investir.
•D.light Design, una empresa que vende lâmpadas de energia solar em países pobres e em zonas que geralmente carecem de energia elétrica.
•Katie Fewings é a criadora das “Bodas Éticas” que ajuda aos noivos a oferecer a seus invitados produtos de comercio justo e até vestir-se com prendas orgânicas para oferecer uma boda mais responsável.
•Ashoka, a rede de empreendedores sociais maior do mundo que iniciou seu trabalho em 1980 da mão de Billy Drayton.
•Amy Domini, assessora a executivos para que invistam em fundos éticos e sustentáveis. Sua filosofia de investimento ética é simples: “O futuro do planeta é tão importante como um informe de ganâncias”.
•Melissa Schweisguth, é experta em sustentabilidade e declara viver sua vida de acordo a seus valores. Ajuda a empresas a reduzir seu rastro de carbono e a tomar consciência dos resíduos e seu reciclado.
•GAP, a raiz dum problema de trabalho infantil nos 90 cambiou o foco de sua política de negócios pela da responsabilidade. Baixou um 20% suas emissões de carbono e estabeleceu canais de diálogo com os fornecedores.
•General Electric, está apostando todo a sua línea verde de negócios: eco-imagination.
•Interface é una fábrica de alfombras que desde que decidiu realizar um plano ambiental para sua cadeia de valor não só aumentou seus lucros senão que proporcionou “uma visão” para a companhia.
Fonte: RSE Online. Blog de RSE em www.rseonline.com.ar

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Novo paradigma empresarial. RSE.
Estamos imersos na chamada Sociedade do Conhecimento. Os câmbios sociais, econômicos, técnicos…, estão pondo sobre a mesa a necessidade dum novo paradigma organizacional centrado na responsabilidade, na ética empresarial, em outra maneira de ser e fazer empresa…O paradigma tradicional de gestão e organização de empresas se está vendo ante graves dificuldades para sobreviver nestes tempos de câmbios constantes e de crise econômica derivada por um paradigma imoral de fazer negócios e por uma falta de responsabilidade.
A Responsabilidade Social da Empresa (RSE) é um conceito que se pode posicionar dentro dum novo paradigma não só de fazer negócios, senão de ser empresa. A Responsabilidade Social incide no papel e na importância das organizações para a construção da sociedade e para o desenvolvimento das pessoas. Em 2001 a União Européia publicou um documento, popularmente chamado Livro Verde da Responsabilidade Social, e que têm por título "Fomentar um marco europeu para a responsabilidade social das empresas". Nesse texto se entende a RSE "como a integração voluntária, por parte das empresas, das preocupações sociais e meio-ambientais em suas operações comerciais e suas relações com seus interlocutores." (União Européia, 2001)
É desejável o compromisso das empresas na comunidade, pela influencia que tem, e assim como no devem ser penalizadas aquelas que não se comprometam sim que devem ser premiadas aquelas que o façam. Com o tempo, cada vez mais, a Responsabilidade Social Empresarial vai ser uma fonte de vantagem competitiva.
O dito até agora, fala de Responsabilidade Social, como um aspecto mais da gerencia, tratando-lha como um recurso, convertendo-lho num objeto. Sem embargo, quando aqui se fala de empresas socialmente responsáveis, queremos falar da RSE como um valor, como algo que defina a organização e se integre em seus processos de decisão, em sua estratégia, em sua cultura empresarial… refletindo assim uma maneira de ser empresa e não simplesmente de fazer negócio.
Francisco Álvaro

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ImportaRSE - Florianópolis


VII Conferencia Interamericana sobre RSE

El Banco Interamericano de Desarrollo (BID) impulsa la VII Conferencia Interamericana sobre RSE a celebrarse del 1 al 3 de diciembre en el hotel Conrad en Punta del Este, Uruguay. En esta oportunidad el lema del encuentro, tal vez el más importante de RSE en la región junto a la Conferencia Ethos, será "Afrontando los retos con responsabilidad" y tendrá como eje analizar la RSE en el contexto de la crisis internacional como como instrumento de desarrollo. La Conferencia está organizada por el BID, el FOMIN, la Presidencia de la República del Uruguay y la organización promotora de RSE Deres. Acceda desde aquí a laagenda actualizada e inscríbase en la Conferencia. Además, links a la cobertura realizada por ComunicaRSE en los últimos cinco encuentros.

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