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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

CONSTELACIONES FAMILIARES


Este es un escrito de Bert Hellinger, creador del método de "Constelaciones Familiares":

¿Qué es más propio de la vida que alegrarse de ella? Quien se alegra de la vida la toma como es. Se alegra del origen de la vida, por el cual le fue regalada. Es decir, se alegra en primer lugar de sus padres y antepasados y, más allá de éstos, del gran contexto del que la vida depende y que la sostiene. Y se alegra de todo lo que forma parte de la vida, lo que la fomenta, la mantiene y la proyecta, y transmite a quienes están a su lado y vendrán después de él.
Aprecia la vida.
Quien se alegra de la vida, también se alegra de la vida de los demás. Aprecia también sus vidas y desea que crezcan, se expandan y alcancen la plenitud. Sirve a sus vidas con la suya propia, y toma sin recelo lo que esas otras vidas dan a la suya. Su vida se enriquece con la de ellos, y viceversa.
Pero la vida crece también con la resistencia. Sin resistencia no hay crecimiento. Forma parte de las condiciones de la vida. En lugar de obviar la resistencia uno la supera creciendo y, fortalecido por la lucha, se alegra todavía más.
No obstante, nuestra vida también tiene un final o, más exactamente, deja espacio a otras vidas. Si tenemos afecto a la nueva vida, le dejamos espacio de buena gana, nos retiramos en el momento oportuno, nos alegramos de lo nuevo, lo bendecimos y estamos reconciliados con el final de nuestra propia vida.



Português
Que é mais próprio da vida que se alegrar dela? Quem se alegra da vida a toma como é. Alegra-se da origem da vida, pelo qual lhe foi presenteada. É dizer, se alegra em primeiro lugar de seus pais e antepassados e, mais além destes, do grande contexto do que a vida depende e o que a sustem. E se alegra de tudo o que forma parte da vida, o que a fomenta, a mantém e a projeta, e transmite a quem está ao seu lado e virão depois dele.
Aprecia a vida.
Quem se alegra da vida, também se alegra da vida dos demais. Aprecia também suas vidas e deseja que cresçam, se desenvolvam e alcancem a plenitude. Serve a suas vidas com a vida própria, e toma sem receio o que essas outras vidas dão à sua. Sua vida se enriquece com a deles, e vice-versa.
Porém a vida cresce também com a resistência. Sem resistência não há crescimento. Forma parte das condições da vida. Em lugar de obviar a resistência um a supera crescendo e, fortalecido pela luta, se alegra ainda mais.
Embora, nossa vida também tem um final ou, mais exatamente, deixa espaço a outras vidas. Se tivermos afeto à nova vida, lhe deixamos espaço de boa gana, nos retiramos no momento oportuno, nos alegramos do novo, o abençoamos e estamos reconciliados com o final de nossa própria vida.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

DESTINOLOGIA


Introdução à Destinologia
Segundo Lic. Juan Carlos Basco
Versão: Oscar Ricardo García.


A Destinologia procura o bem estar das pessoas.
A Destinologia se erige, num novo instrumento conceitual para o estudo e a transformação de nossa história emocional.
Como todo modelo de conhecimento nascente, a Destinología tem como objetivo o estudo de nosso passo pela vida, nosso destino construído como um “programa mental” que se concreta no encontro entre o novo e o velho, entre o que trazemos como “paradigma pessoal” internalizado e as exigências da realidade exterior.
Outro objetivo fundamental da Destinología é a possibilidade de operar sobre a subjetividade das pessoas afetadas de sofrimentos existenciais (fracassos, problemas de casais, familiares, laborais, etc.) com a finalidade de contribuir para a troca dos destinos negativos.
O estudo de nosso destino como “programa mental” resulta novidade porque até o momento, as diversas disciplinas humanísticas como as psicanálises e a psicologia, somente tem posto em relevo as questões comunicacionais, mentais, emocionais, os sintomas penosos, e tem se descuidado o aspecto existencial das pessoas, é dizer, o destino singular de cada sujeito.
O estudo da sociedade por parte da sociologia não permite senão vislumbrar o destino duma sociedade, como sua cultura para a Antropologia. A psicologia se encarrega da mente, a história emocional, mas não estuda o destino dum sujeito em termos de “programa mental”, construído em base a modelos familiares, predições paternas, o “Oráculo familiar”, como “projeto de vida potencial”, os protótipos de condutas que logo se plasmam no destino duma pessoa e que quando é penoso, origina o sofrimento, etc.
Em todo caso, a Destinología pode se considerar como uma disciplina complementária das disciplinas humanísticas e seu fim primordial radicam no estudo de nosso destino como um programa mental e com a possibilidade de contribuir à troca das histórias penosas.
Imbuído dos conhecimentos teóricos sobre nosso destino, sobre nosso “programa psíquico”, sobre suas origens e conformação atual, o destinólogo (facilitador) concorda com o consulente (a pessoa que deseja revisar e trocar seu destino) os encontros (que podem ser em qualquer local onde se possa dialogar em forma amena) sobre a dinâmica da assistência e orientação do seu destino. Uma vez totalizado, interpretado, deduzido, reflexionado e construído o destino do consulente, em mutuo acordo com ele, o Destinólogo realiza a “Devolução” da história desde seu ponto de vista particular.
O consulente “troca” -em tudo ou em parte- se considera que deve fazer-lo ou tem todo o direito de analisar que aspecto de sua vida lhe convém trocar.
Existirão casos “não trocáveis”, sem dúvida, porém saber “a própria verdade contida em nosso programa mental” resulta imprescindível para poder cambiar. .
Como novo “modelo” explicativo e de troca de nossa subjetividade, a Destinología tem criado seu próprio operador que é o Destinólogo.
É quem processa e reconstrói os programas mentais, para “devolver” uma história mutuamente vista, como um “destino programado”. Daí a novidade e o interesse para quem esteja interessado no conhecimento profundo do seu próprio destino.
O estudo de nosso destino, até agora, relegado à filosofia, quando não ao pensamento vulgar e mágico, encontra um novo sentido desde a ciência (humana) .
Por fim, um campo do saber científico e humanista, à vez teórico e prático, como a Destinología, que se ocupa de estudar nosso “programa mental”, os paradigmas pessoais como modelos do mundo e do destino internalizados, as profecias familiares, o “roteiro inconsciente”, entre outros aportes.
Em quanto ao nível teórico em que foram formuladas suas idéias principais (em processo de construção) podemos dizer que se trata de uma linguagem simples, com poucos tecnicismos, o qual facilitará a compreensão deste novo campo do saber orientado à compreensão e troca de nosso destino-.
Em soma, o novo modelo explicativo e de troca da subjetividade e seu destino, denominado “Destinología”, pode resultar uma novidade para contribuir ao estudo e as possibilidades de melhora de nossa vida numa sociedade em crise profunda com seus valores mais fundamentais

Introducción a la Destinología
Según Juan Carlos Basco

La Destinología busca el bienestar de las personas.
La Destinología se erige, en un nuevo instrumento conceptual para el estudio y la transformación de nuestra historia emocional.
Como todo modelo de conocimiento naciente, la Destinología tiene como objetivo el estudio de nuestro paso por la vida, nuestro destino construido como un “programa mental” que se concreta en el encuentro entre lo nuevo y lo viejo, entre lo que traemos como “paradigma personal” internalizado y las exigencias de la realidad exterior.
Otro objetivo fundamental de la Destinología es la posibilidad de operar sobre la subjetividad de las personas aquejadas de sufrimientos existenciales (fracasos, problemas de parejas, familiares, laborales, etc.) con la finalidad de contribuir para el cambio de los destinos negativos.
El estudio de nuestro destino como “programa mental” resulta novedoso porque hasta el momento, las diversas disciplinas humanísticas como el psicoanálisis y la psicología, solamente han puesto de relieve las cuestiones comunicacionales, mentales, emocionales, los síntomas penosos, y han descuidado el aspecto existencial de las personas, es decir, el destino singular de cada sujeto.
El estudio de la sociedad de parte de la sociología no permite sino vislumbrar el destino de una sociedad, como su cultura para la Antropología. La psicología se encarga de la mente, la historia emocional pero no estudia el destino de un sujeto en términos de “programa mental”, construido en base a modelos familiares, predicciones paternas, el “Oráculo familiar”, como “proyecto de vida potencial”, los prototipos de conductas que luego se plasman en el destino de una persona y que cuando es penoso, conlleva el sufrimiento, etc.
En todo caso, la Destinología puede considerarse como una disciplina complementaria de las disciplinas humanísticas y su fin primordial radica en el estudio de nuestro destino como un programa mental y con la posibilidad de contribuir al cambio de las historias penosas.
Imbuido de los conocimientos teóricos sobre nuestro destino, sobre nuestro “programa psíquico”, sobre sus orígenes y conformación actual, el destinólogo acuerda con el consultante (la persona que desea revisar y cambiar su destino) los encuentros (que puede ser en cualquier lugar donde se pueda dialogar en forma amena) sobre la dinámica de la asistencia y orientación de su destino. Una vez totalizado, interpretado, deducido, reflexionado y construido el destino del consultante, en mutuo acuerdo con él, el Destinólogo realiza la “Devolución” de la historia desde su punto de vista particular.
El consultante “cambia”-en todo o en parte- si considera que debe hacerlo o tiene todo el derecho de analizar qué aspecto de su vida le conviene cambiar.
Existirán casos “incambiables”, sin duda, pero saber “la propia verdad contenida en nuestro programa mental” resulta imprescindible para poder cambiar. .
Como nuevo “modelo” explicativo y de cambio de nuestra subjetividad, la Destinología ha creado su propio operador que es el Destinólogo.
Es quien procesa y reconstruye los programas mentales, para “devolver” una historia entrevista como un “destino programado”. De ahí la novedad y el interés para quienes estén interesados en el conocimiento profundo de su propio destino.
El estudio de nuestro destino, hasta ahora, relegada a la filosofía, cuando no al pensamiento vulgar y mágico, encuentra un nuevo sentido desde la ciencia (humana) .
Por fin, un campo del saber científico y humanista, a la vez teórico y práctico, como la Destinología, que se encarga de estudiar nuestro “programa mental”, los paradigmas personales como modelos de mundo y de destino internalizados, las profecías familiares, el “guión inconsciente”,, entre otros aportes.
En cuanto al nivel teórico en que fueron formuladas sus ideas principales-en proceso de construcción-podemos decir que se trata de un lenguaje simple, con pocos tecnicismos, lo cual facilitará la comprensión de ésta nuevo campo del saber orientado a la comprensión y cambio de nuestro destino-.
En suma, el nuevo modelo explicativo y de cambio de la subjetividad y su destino, denominado “Destinología”, puede resultar una novedad para contribuir al estudio y las posibilidades de mejora de nuestra vida en una sociedad en crisis profunda en sus valores más fundamentales

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

CONSTELACIONES FAMILIARES




Desentrañando secretos de familia.

“El corazón de aquel que ha comprendido que lo presente está en resonancia con lo pasado, tanto en lo bueno como en lo malo, late en sintonía con el mundo”. Bert Hellinger.

Las constelaciones familiares realizan una función de ordenamiento de la energía del sistema familiar. Así es como definiría esta técnica, restablece el orden familiar a través del amor.
Se trata de que a través del inconsciente estamos ligados a nuestros padres, y ellos a los suyos, etc. Si algo falló en nuestros abuelos, la energía queda bloqueada y no fluye, con lo que nosotros la vivimos también aunque no seamos conscientes.
La constelación familiar actualiza los desequilibrios ocultos existentes en nuestro árbol genealógico. Por ejemplo, si hay algún miembro de la familia que está olvidado o apartado porque los demás niegan su existencia, todo el sistema familiar sufre una presión enorme a nivel inconsciente.
Las muertes inexplicables, las normas de la familia transgredidas, la homosexualidad rechazada, los miedos profundos, los acosos sexuales sufridos, etc. de nuestros progenitores se trasladan y se transmiten a los descendientes hasta que de alguna forma no se resuelvan aceptando su existencia.
Las constelaciones familiares identifican el conflicto y lo sacan a la luz, con la consiguiente sanación.
La base está en que la familia es una unidad en sí misma. Si el sistema familiar tiene alguna parte desequilibrada, todas las partes quedan afectadas. Es la fuerte sensación de pertenencia a un grupo al que no puedes fallar; haces lo que sea para que sobrevivir y seguir perteneciendo al grupo.
En otras palabras, la conciencia y la psique se transmite de generación en generación. Existe una conciencia de clan. La liberación de la persona pasa por el reconocimiento de sus lazos ancestrales.
Como dice Bert Hellinger
“No somos individuos separados, en el fondo estamos unidos. Es, sin duda, en ese nivel donde se produce una comunicación de alma a alma… El alma sobrepasa al individuo por mucho”.
Es el amor el sanador de todo el movimiento que restablece el orden familiar, el contacto de alma a alma.
Realización de una constelación familiar
Expongo las palabras del mismo Bert Hellinger, el cual explica cómo se lleva a cabo una constelación familiar.
“Es un trabajo de grupo. Trabajo en público, en una gran sala. El constelado, aquella persona que quiere resolver un problema, acepta subirse a un escenario y yo voy a escenificar, literalmente, su problema introduciendo a su alrededor distintos personajes que representarán los miembros de su familia. Normalmente, suelen ser los padres, hermanos y hermanas… y el propio paciente. Escoge, entre el público, a las personas que van a encarnar a sus seres más cercanos.
Evidentemente, estas personas no saben nada del paciente ni de su familia. Después de atribuir los papeles, el paciente coloca, en el escenario, a cada uno en el lugar que le parece más justo. La persona que representa a la madre, por ejemplo, se coloca frente a la que representa al hijo y ésta, a su vez, da la espalda a la hermana. El paciente determina la orientación de sus miradas, las distancias entre ellos y lo hace de manera intuitiva. Después, se coloca en un lugar apartado y observa en silencio.
A través de la constelación, es fácil verificar, tanto sensorial como emocionalmente, que las personas escogidas para encarnar a los miembros de la familia del paciente se sienten realmente como sus representados. No saben por qué, pero les afecta. A veces, adoptan incluso de forma intuitiva la voz, el vocabulario, los gestos y los tics de los representados. ¡Y se trata de personas a las que nunca han conocido!
La construcción de esta primera constelación refleja cómo el paciente percibe la situación. El lugar que ocupan los vectores, sus reacciones, todo permite discernir los problemas en directo. Entonces, la persona que conduce una constelación consigue fácilmente sentir cuál sería el paso siguiente que resultaría definitivo.”
Es importante señalar que lo que actúa realmente no es el terapeuta, sino la realidad emergente de la situación que se representa.
Constelaciones familiares y psicogenealogía
Anne Ancelin Schützenberger introdujo la psicogenealogía o dimensión transgeneracional hace más de 30 años por el síndrome del aniversario, y la popularizó en Francia.
“No somos tan libres como creemos, pero tenemos la posibilidad de conquistar nuestra libertad y de salir del destino familiar repetitivo de nuestra historia si comprendemos los complejos lazos que se han tejido en nuestra familia y descubrimos los dramas secretos, las palabras que nunca se dijeron y los duelos inacabados“.
Chantal Rialland es presidenta de la Asociación de psicoterapeutas en psicogenealogía. Transcribimos una de sus convicciones:
“El niño recibe los fantasmas de sus padres, pero también los de sus abuelos, tíos y tías. La familia proyectará en nosotros deseos corporales, sexuales, afectivos, intelectuales, etc.”
Obviamente, esta proyección es totalmente inconsciente: de repente, el niño tiene que ser el encargado de recuperar los sueños perdidos, se le pide que triunfe donde otros han fracasado o que perpetúe los modelos estrella de la família.”

CONSTELACIONES FAMILIARES


O AMOR QUE NOS FAZ ENFERMAR, O AMOR QUE SANA
Bert Hellinger em Paris, 3-4-5-X- 2005.
Bert Hellinger trabalha para ajudar a viver.
Com tomada de consciência sobre como levar a vida de outra forma, como se sentir completo, como ter sucesso nas relações.
Quando trabalha com uma pessoa mantém o olhar sobre o grupo.


ONDE COMEÇA A FELICIDADE?
Como se manifesta a vida? Como ser um ser vivo? De que modo vivemos felizes ou infelizes?
Ao estar vinculados.
Viver significa estar vinculado. Uma vida feliz significa estar num vínculo de amor. Uma vida desgraçada significa que um vínculo não se conseguiu.
Onde começa a vida feliz? Com que vínculo? Onde começa o amor? Onde começa a desgraça? Onde começa a carência?
Junto à mãe.
A relação com a mãe é a clave para uma vida realizada.
EXERCÍCIO
Olha tua mãe, ao seu lado, teu pai, estão juntos e olhas primeiro à mãe.
Lembra-te quiçá deste vínculo com tua mãe
Uma lembrança muito profunda
Quando estavas em seu seio
Quando você era um com ela
Suas emoções eram tuas emoções
Seus medos eram teus medos
Suas alegrias eram tuas alegrias
Seu amor era teu amor
Sua dor era tua dor
Fazias um com ela
Essa felicidade não podia durar, fazia falta viver a separação, nossa experiência fundamental, de felicidade e infortúnio.
E descobrimos um novo modo de ser, às vezes unida e separada, às vezes vinculada e distinta, agora frente ela.
E sentimos essa felicidade, com seu olhar, e agora vamos crescendo muito lentamente,
Cada vez um pouco mais longe, unidos pelo olhar e separados.
Cada vez que perdemos o vínculo em tanto seguimos crescendo volvemos a essa união de antes da separação e logo a esse outro momento quando aprendemos a separação e o amor,
E quando nos sentimos outra vez totalmente vinculados seguimos crescendo, muito lentamente, muito devagar.
PSICOSIS
Um comportamento psicótico vem duma dinâmica que concerne a toda a família, a todos da mesma maneira.
Por tanto se trabalha com todo o sistema, se busca a origem do problema e se resolve na origem. Isto é o que sana o sistema.
Quando duas pessoas que tinham que estar unidas não estão, uma pessoa, em cada geração seguinte, representa a essas duas pessoas unidas. É o psicótico.
INTRINCAÇÃO
Quando alguém está numa intrincação, se situa ao lado dum antepassado, tira lhe da intrincação ( afasta-o fisicamente do passado). Na intrincação, o morto espera algo do vivo, lhe atrai à morte para que faça, resolva algo em seu lugar.
Às vezes, numa constelação é necessário um esforço incrível para resistir-se à atração da morte, do morto que incluso se pode enfadar.
Uma vez que ninguém já se intromete no assunto inconcluso, os dois mortos podem resolver o problema e alcançar a paz.
A intrincação se baseia em duas fantasias infantis:
- o amor que pode tudo,
- o poder sobre a vida e a morte.
Inclinar-se ante o Destino permite reduzir esse poder.
Por que existe a desordem? A desordem nasce quando se exclui alguém, não o olha por medo ao seu destino. Em tanto que a criança não tem medo a esses destinos tão duros e se atreve a olhar aos que os demais não temos olhado.
O não ser olhado cria uma força nociva no sistema. O Eu de outro se faze com o Eu da pessoa e lhe impede viver seu próprio destino.
Os que querem matar são as crianças.
Detrás de tudo isto há outra força. Frente a ela não há diferença entre vida longa ou vida curta, se alguém morre no lugar de outro ou não. É horrível ou não? Podemos nos imiscuir nessa força ou podemos assentir a todos estes destinos, sem medo até onde nos leva. E é quando algo pode trocar. Algo se mostra então, algo que vai servir à vida dum modo especial: a respeito ao destino dos que nos precederam.
Depois se lhe pode rogar Por favor, ao Destino. Assim sim se pode ajudar
Muitos são presos da olhada tradicional da psicoterapia que só olha ao individuo. Freud cria um movimento importante, porém ao seguir-lhe a miúdo só se pensa numa só pessoa e assim o cliente acredita que sua vida só tem a ver com o que ele há vivido, em tanto que a maior parte dos problemas são tomados de alguém do sistema.
OS REPROCHES ÀS CONSTELAÇÕES FAMILIARES
O reproche às Constelações Familiares, no debate atual, vem dos que as praticam como se foram uma terapia individual
A ENFERMEDADE
Muitas enfermidades representam um vínculo com um excluído que volve nas lembranças a través da enfermidade. Pelo tanto devemos trocar nosso trato à enfermidade, não desfazer-nos dela senão, em nosso coração estamos desfazendo-nos também do excluído.
Devemos então permitir que esse excluído se manifeste de outra maneira. Graças à enfermidade olhamos ao excluído, o levamos em nosso coração. A enfermidade então pode ir-se, já que o sistema voltou a encontrar sua ordem.
Por tanto primeiro tomar a enfermidade em nosso coração. Logo olhar onde antes a enfermidade olhava, e o tomamos também em nosso coração. Então algo troca em nós e na família.
A MÃE
Sem mãe não há casal. Para os que procuram parceira sem encontrar-la, primeiro analizar à mãe.
Ninguém pode fugir nem de sua mãe nem de sua pátria.
Observar se o cliente está na luta ou na desolação. A luta se situa na origem, com a mãe. O terapeuta não deve se deixar crucificar pela mãe.
É inútil trabalhar sobre a relação do casal em tanto um dos dois não esteja em harmonia com sua mãe.
A PERCEPÇÃO
A percepção está conectada com a sabedoria. A percepção nos diz se algo é possível ou não.
EXERCÍCIO COM UM ACÚFENO
Escuta com o ouvido do acúfeno.(zumbido)
O que ouves... A que distância está?
É a voz dum homem, duma mulher? De que idade?
Quais são as palavras detrás do acúfeno?
Diga à pessoa - agora te escuto.
Tem ouvido algo?
Agora olha à pessoa, e detrás dela há alguém. Pouco a pouco te retiras, deixas aos dois.
EXERCÍCIO: A VIDA PLENA
Lembras como de criança estavas totalmente no presente. Lembra de criança, o que olhavas te completava e não pensavas em nada mais.
Teus descobrimentos estão neles, você é isso, cheio do que está descobrindo,
Teus desejos estão totalmente neles
Teu movimento, você é um com ele, te enche, quando andas, corres, nadas...
Teus desejos, tudo o que vive, miras, sentes, faz um contigo, não cabe outra coisa, tudo te preenche, estás totalmente presente. Esso é a vida cabal.
E essa criança totalmente presente a integras ao teu presente.
Isso é a vida plena, a plenitude.
OS PROBLEMAS NÃO EXISTEM
Os problemas começam no pensamento, estão sempre ligados ao passado. No presente não há problemas. O passado se cola ao presente.
Sem passado não há problemas.
O terapeuta que trabalha sobre o passado faz perder o presente.
A purificação interior consiste em liberar-se do passado, deixar-lo atrás.
As imagens internas são as que dão a permissão para não atuar. O que não atua deve algo a sua mãe, ou terminou com a vida, entre outras razões.
A maioria dos problemas são fantasias, os sonhamos. Só basta acordar.
Quase todos os problemas se resolvem tomando um desvio.
O MOVIMENTO DA ALMA
Quando se põe um representante sem fazer nada, o movimento da alma vai sempre à mesma direção: reunir o que tem sido separado, devolver ao excluído, até que a família esteja de novo completa e unida. No recolhimento existe um amor distinto, novo, o amor adulto.
Entreguemo-nos ao movimento da alma. A Consciência Coletiva Inconsciente Familiar, a Alma, tem um movimento fundamental: une o que foi separado e libera aos vivos.
O amor cego é o que cria os problemas nas famílias, substituindo, interferindo, indo contra a vida com seu pensamento todo-poderoso, de estar por cima da vida e da morte.
O sistema não permite nenhuma exclusão. Em caso duma exclusão um descendente retoma seus sentimentos até que alguém o olhe com amor.
O CAMPO ESPIRITUAL
Toda a família pertence a esse campo, e cada um entra em ressonância com ele. Ninguém pode sair deste campo, e não podemos nos desfazer de ninguém que pertença ao campo.
Todos os que têm sido rejeitados ou olvidados exercem um grande poder sobre os descendentes.
Este campo que conhece a alma maior atua em cada um da mesma maneira: devolve à família aos que foram excluídos. Nosso trabalho está em ressonância com essa alma, com esse campo.
Como aceder à força completa? À integridade? Ao amor adulto? Dando a cada um seu lugar em nosso coração.
ENCONTRAR A SOLUÇÃO
Não se trata de orientar a constelação à solução, senão levar para o princípio dum movimento de amor para alguém.
AS DIMENSÕES DO AMOR
Conhece-se o amor através de nossas emoções, dos sentimentos primeiro para com os pais, logo para com o resto da família, mais tarde através das emoções mais intensas da relação do casal.
O amor está na base de todas as relações plenas. Às vezes se trata dum amor cego, quer algo do outro que pode ir mais além das forças desse outro; também o que se espera com respeito ao amor está sobre dimensionado, sobre tudo com respeito aos pais, a mãe.
O que se espera da mãe supera às vezes toda medida humana e às vezes quando esse mesmo adulto encontra dificuldades em sua vida as atribui a seus pais, lhes faz sentirem-se culpados delas. Pensam: Tomara meus pais houvessem sido diferentes...
E o que vai passar com seu cônjuge? Vai ter com ele a mesma exigência, e é a catástrofe.
As fantasias que estão detrás disto: os pais são Deus. Deus é um pai/mãe perfeito.
Todos os que têm realizado algo grande hão tido uma infância difícil.
A mente é rápida e a alma é lenta. Os câmbios são lentos. Como tudo o que está em crescimento.
O ERRO É DIVINO
Tudo o que tem permitido avançar à humanidade, ao mundo, tem sido possível graças a que havia algo incompleto, imperfeito.
A criatividade só pode existir quando se reconhece algo incompleto e se inicia um movimento para preencher-lo.
Quando se lota, o movimento e a criatividade se descontinuam.
O que é perfeito é imóvel.
Sem ausência de plenitude não há progresso.
Se imaginarmos que a força que está detrás da vida é perfeita, então já nada pode trocar.
Pelo que o Divinamente Criativo é incompleto e se pode equivocar. Suas condições para existir são as resistências. Tudo o que é criativo tem como raiz um conflito, um erro, é a condição necessária para que a força criativa se possa desenvolver. O conflito é divino. O erro é divino.
O movimento criador é incompleto e se põe em movimento quando se reconhece que algo do anterior é incompleto.
OS PAIS IMPERFEITOS
As exigências aos pais são contra a vida, do desejo de evoluir, de ser criativo. Só podemos evoluir graças a que nossos pais tem sido imperfeitos.
As dificuldades são a fonte da força que nos faz atuar e evoluir.
Por tanto, abençoados os que tiveram pais imperfeitos!
O mesmo se aplica ao terapeuta que tem medo de cometer um erro. É uma das crenças do terapeuta, que o terapeuta não deve se equivocar, deve ser perfeito. Os pacientes que se enfadam com o terapeuta, quando descobrem a imperfeição do terapeuta, são os que se estancam na criança ressentida, em vez de aproveitar a força e a liberdade que dá essa imperfeição. Não querem tomar a seus pais tal e como são não tem nenhuma energia, não a querem tomar.
Na relação terapêutica, aí onde se dá transferência -contra transferência, a criança no terapeuta se vincula com os pais no cliente.
GANHO ESPIRITUAL
É um ganho espiritual o liberar-se do amor infantil prepotente que quer morrer pelos demais.
O crescimento, o desenvolvimento espiritual consiste em nós por a um nível em que olhamos e respeitamos a todos, a cada um e o seu destino. Depois, olhamos nosso destino, captamos um sinal e fazemos então algo que nos é próprio, ao serviço de nosso destino.
Por tanto em vez de morrer-mos, devemos realizar nosso futuro, realizar algo ao serviço da vida.
A um perpetrador: Deixo a culpabilidade com você, com todas as conseqüências. Respeito tua grandeza.

INVESTIGAR
Investigar o passado é voltar ao passado em vez de deixar-lo em seu lugar. É imiscuir-se, com uma faca na mão, sem respeito, sem amor e interromper a força para o futuro.
O SINTOMA
Nos sintomas hereditários o desejo dos ancestrais é que esse sintoma se detenha com eles. O amor infantil deseja imitar os seus pais, para assim sentir-se mais vinculado, sentir mais pertencia. Não vê o amor de seus pais que desejam outra coisa para ele. O amor infantil não vê o amor dos pais para os filhos. É um amor duma só direção.
Então o amor adulto consiste em fazer algo novo, distinto, deixar de imitar, com a permissão dos pais.
A desvantagem com respeito à imitação é que isso implica a independência, menos vínculo, e ser maior, crescer.
É difícil desfazer-se da imitação.
Com uma enfermidade crônica te pôs ao serviço de tua família.
A pergunta é: para onde vai essa fidelidade?
A enfermidade pode representar a alguém a quem não se lhe olhou.
A felicidade é sempre um pouco incompleta, senão é a morte.
Quando os pais se preocupam pelos filhos o põem pior para esses filhos.
Se preocupar por alguém é imiscuir-se em seu destino, querer substituir a Deus e é um jeito de passar ao lado de nossa própria vida.
O EU (ICH)
Onde está o Eu? No corpo ou fora? Dispomos de nosso corpo, lhe fazemos dano como se O EU estivera no exterior. Está na alma?
No amor ou na rejeição onde está o Eu?
Se rejeitar um duelo quem rejeita, a alma, o Eu? O Eu. Porém onde está?
Nossa mente, nossa razão, o Eu está frente a elas?
Quando a consciência nos empurra, o Eu segue à consciência.
Nas intrincações, um Eu maior está obrando, um Super Eu que põe o Eu a seu serviço.
Nos movimentos sociais, políticos, populares, coletivos, o Eu desaparece e um Super Eu se põe a dirigir-lo todo. São os momentos e movimentos nos que os indivíduos renunciam a seu Eu a favor dum conjunto maior.
A PURIFICAÇÃO DO EU
O Eu, para que seja individual e pessoal, necessita uma purificação, necessita se desprender, se desprender dos pais.
Um se faz mais sóbrio, o Eu troca, se vai vinculando, se vai fazendo amor. E os Eus vão crescendo, assumindo o próprio e respeitando o do outro.
Assim se chega ao Eu purificado.
No final cada um estará só, vinculado com seu próprio Eu.
Quando se respeita ao Eu do outro, sem imiscuir-se, cada um pode crescer dentro do seu Eu, e a relação está cheia de respeito. Isso é o verdadeiro amor.
Qual é a finalidade do Eu?
O Eu é em nós o mais divino que existe.
Em nosso Eu o divino se revela, fora do corpo, fora da alma, fora da mente.
Está acima de tudo isto.
Este Eu é a imagem dum Eu divino, obrando em cada Eu individual, em cada um dum modo distinto.
Baixo a influência deste Eu divino todo Eu individual segue sendo um Eu individual e vai sendo uma manifestação particular do Eu divino.
A última purificação do Eu é quando se abandona ao Eu maior, se funde nele, de algum modo é um com ele, não no ser, só no movimento. Então se realiza a unidade total do Eu com o Eu divino. Isso é a entrega mais avançada, última, e a liberdade mais avançada, última.
MOVIMENTO DE AMOR
O Eu divino, o Eu criador se faz visível e alcançável nos movimentos da alma. A força que anima aos representantes é o Eu criador, o que provoca um movimento, um movimento que sempre vai ao mesmo sentido: é um movimento de amor que une. E esse Eu é amor puro.
Entregar se a esse movimento não pode danar a ninguém, traz a verdadeira felicidade.
ABORTOS
No caso de aborto terapêutico a mãe está num dilema. Não há solução boa para ela e para o filho.
É necessário ir mais além das fronteiras do bem e do mal, da culpabilidade e da expiação, dos limites da psicoterapia e se situar ao nível do destino, dum último Eu, do amor puro. Dentro dos limites do bem e do mal não existe mais que a desgraça.
Ninguém é livre. Não importa o que decida o Eu, as conseqüências serão imprevisíveis.
Num aborto a mãe está mais vinculada que o pai porque ademais de perder um filho perde algo do seu corpo.
No caso de aborto voluntário não há solução dentro das Constelações, não há solução para a mãe principalmente, tampouco para o pai, nem para o filho abortado, nem para os demais filhos.
O filho abortado só estará em segurança com seu destino.
EXPIAÇÃO
A necessidade irresistível de equilibrar ganâncias e perdas faz que a alma se sinta bem com a compensação e a expiação. Quando mato alguém, se quero morrer Eu também é para livrar-me de minha culpabilidade, é para expiar.
Na expiação um só se olha a si mesmo, está desprovido de amor.
Pelo contrário olhar ao outro com amor e fazer frente à culpabilidade e às conseqüências de minha falta isso dá força, a força de fazer o bem, e produz um efeito de reconciliação.
O MEDO
O medo, igual que o desejo, cria um campo energético de necessidade, de espera de algo. O que se espera, para bem ou para mal, está presente no campo e alguém o tem que realizar. É o medo o que cria essa necessidade de que alguém faça algo mau.
Para contra-restar à força criativa do medo criar um campo benevolente, olhando ao problema com amor.
Exemplo: visualizar um monstro e lhe dar como presente algo bom.
INCUBADORA
A criança prematura em incubadora vive uma dor muito profunda de afastamento, dor que volta mais tarde em sua vida de adulto, cada vez que quer ir para alguém seu movimento de amor se interrompe, cada vez que ama alguém entra em movimento circular de ir para e voltar ao princípio, volvendo ao sentimento de abandono profundo que viveu no momento de nascer.
VISUALIZAÇÃO PARA CRIANÇAS PREMATURAS
Imagina que tomamos teu caminho de vida, passando de novo pela incubadora.
Cada vez que há algo duro faz uma parada.
Estás na incubadora.
Faz uma parada:
Te sentes mantido por tua mãe, colhido e sustido por ela. Sente a incubadora, à vez sentes que estas sustido por tua mãe e teu pai com amor.
Muitas pessoas te miraram então com amor, cuidaram de ti, e sobreviveste.
Segue teu caminho, muito devagar, mês a mês, ano após ano.
Quando algo não vai, fazes uma parada para te sentir sustido por tua mãe e ficas com ela até sentir te bem de novo.
O parto é o primeiro movimento interrompido.
Para restabelecer o contato perdido com os pais se pode refazer o nascimento, ou terapia primal, ou terapia de contenção logo diga as frases da oração ao amanhecer da vida e logo faz-lhe andar por seu caminho de vida.
PSICOTERAPIA
A finalidade da psicoterapia é unir o que foi separado, servir ao amor que serve à vida.
É importante que cada psicoterapeuta reconheça suas particularidades, sua unicidade e lhe diga sim, sem comparar. Estar em acordo com nossa unicidade nos permite vincular-nos com o que é diferente, apreender deles, lhe dar algo. Permite criar um vínculo humano no que cada um ganha.
POLITICA
Em política se entra em competência, em rivalidade com os demais por poder, por dinheiro.
Que acontece neles?
Podem reconhecer a unicidade de cada um, reconhecer que cada um atua ao serviço duma força maior e com umas capacidades particulares.
Isto permitiria um serviço mais profundo.
LIBERDADE
A liberdade é vazia; é um sentimento agradável porém tão vazio que não dura toda a vida. Quando começa o amor, desaparece a liberdade.
ENFERMIDADE DO NERVO OPTICO
Olharei em tanto me seja permitido
Desfrutarei de ver em tanto me seja permitido.
Como conservar a vista durante mais tempo?
Olhando com amor, olhar dizendo sim ao destino.
Olhar ao presente e se alegrar do momento presente, em vez de pensar no futuro.
Rabindranath Tagore
Baixo a forma de minha mãe, o incognoscível me abraçava
Já que quis a vida, sei que quererei à morte
A MORTE
A imagem do inconsciente é que na morte estamos reunidos com a mãe, por tanto com uma mãe viva.
A alguém que deseja seguir a sua mãe na morte:
“quando morras não encontrarás mais que ossos, tua mãe não estará. Sentir-te-ás desamparado como nunca. Verás tua vida, desesperando-te por não poder trocar algo, por fazer algo distinto do que tem feito em vida, concertar algo. Na morte um está realmente só. Os mortos estão em paz? Os mortos querem acabar algo que deixaram sem fazer”.
E se morres será demasiado tarde.
A morte mais importante, mais difícil é quiçá a que vêm depois.
O trabalho por realizar, trabalho de amor, de reunificação mais difícil é quiçá o que acontece depois da morte.
Bert Hellinger na Ecole Bert Hellinger de París. 3-4-5 de outubro 2005
Traduçaõ ao português de Oscar Ricardo García.

Versão em espanhol

EL AMOR QUE NOS HACE ENFERMAR, EL AMOR QUE SANA
Bert Hellinger en París, 3-4-5-X- 2005 .
Bert Hellinger trabaja para ayudar a vivir.
Con tomas de conciencia sobre cómo llevar la vida de otra forma, como sentirse colmado, como tener éxito en las relaciones.
Cuando trabaja con una persona mantiene la mirada sobre el grupo.
¿DÓNDE EMPIEZA LA FELICIDAD?
¿Cómo se manifiesta la vida? ¿Cómo ser un ser vivo? ¿De qué modo vivimos felices o infelices?
Al estar vinculados.
Vivir significa estar vinculado. Una vida feliz significa estar en un vínculo de amor. Una vida desgraciada significa que un vínculo no se consiguió.
¿Dónde empieza la vida feliz? ¿Con qué vínculo? ¿Dónde empieza el amor? ¿Dónde empieza la desgracia? ¿Dónde empieza la carencia?
Junto a la madre.
La relación con la madre es la clave para una vida realizada.
EJERCICIO
Mira a tu madre, a su lado, tu padre, están juntos y miras primero a la madre.
Te acuerdas quizás de este vínculo con tu madre
Un recuerdo muy profundo
Cuando estabas en su seno
Cuando eras uno con ella
Sus emociones eran tus emociones
Sus miedos eran tus miedos
Sus alegrías eran tus alegrías
Su amor era tu amor
Su dolor era tu dolor
Hacías uno con ella
Esa felicidad no podía durar, hacía falta vivir la separación, nuestra experiencia fundamental, de felicidad y desdicha.
Y descubrimos un nuevo modo de ser uno, a la vez unido y separado, a la vez vinculado y distinto, ahora enfrente de ella.
Y sentimos esa felicidad, con su mirada, Y ahora vamos creciendo muy despacio,
Cada vez un poco más lejos, unidos por la mirada y separados.
Cada vez que perdemos el vínculo mientras seguimos creciendo volvemos a esa unión de antes de la separación y luego a ese otro momento cuando aprendimos la separación y el amor,
Y cuando nos sentimos otra vez totalmente vinculados seguimos creciendo, muy despacio, muy despacio.
PSICOSIS
Un comportamiento sicótico viene de una dinámica que concierne a toda la familia, a todos de la misma manera.
Por lo tanto se trabaja con todo el sistema, se busca el origen del problema y se resuelve en el origen. Esto es lo que sana el sistema.
Cuando dos personas que tenían que estar unidas no lo están, una persona, en cada generación siguiente, representa a esas dos personas unidas. Es el sicótico.
INTRINCACIÓN
Cuando alguien está en una intrincación, se sitúa al lado de un antepasado, se le saca de la intrincación (se le aleja físicamente del pasado). En la intrincación, el muerto espera algo del vivo, le atrae hacia la muerte para que haga, resuelva algo en su lugar.
A veces, en una constelación hace falta un esfuerzo increíble para resistirse a la atracción de la muerte, del muerto que incluso se puede enfadar.
Una vez que ya nadie se inmiscuye en el asunto inconcluso, los dos muertos pueden resolver el problema y alcanzar la paz.
La intrincación se basa en dos fantasías infantiles: - el amor que lo puede todo, - el poder sobre la vida y la muerte.
Inclinarse ante el Destino permite reducir ese poder.
¿Por qué existe el desorden? El desorden nace cuando se excluye a alguien, no se le mira, por miedo a su destino. Mientras que el niño no tiene miedo a esos destinos tan duros y se atreve a mirar a los que los demás no han mirado.
El no-ser-mirado crea una fuerza nociva en el sistema. El yo de otro se hace con el yo de la persona y le impide vivir su propio destino.
Los que quieren matar son los niños.
Detrás de todo esto hay otra fuerza. Frente a ella no hay diferencia entre vida larga o vida corta, si alguien muere en el lugar de otro o no. ¿Es horrible o no? Podemos inmiscuirnos en esa fuerza o podemos asentir a todos estos destinos, sin miedo de hasta dónde nos lleva. Y es cuando algo puede cambiar. Algo se muestra entonces, algo que va a servir a la vida de un modo especial: el respeto al destino de los que nos precedieron.
Después se le puede rogar Por favor al Destino. Así sí se puede ayudar
Muchos son presa de la mirada tradicional de la psicoterapia que sólo mira al individuo. Freud creó un movimiento importante, pero al seguirle a menudo sólo se piensa en una sola persona y así el cliente cree que su vida sólo tiene que ver con lo que él ha vivido, mientras que la mayor parte de los problemas son tomados de alguien del sistema.
LOS REPROCHES A LAS CONSTELACIONES FAMILIARES
Los reproches a las Constelaciones Familiares, en el debate actual, vienen de los que las practican como si fueran una terapia individual
LA ENFERMEDAD
Muchas enfermedades representan un vínculo con un excluido que vuelve en los recuerdos a través de la enfermedad. Por lo tanto debemos cambiar nuestro trato a la enfermedad, no deshacernos de ella sino, en nuestro corazón nos estamos deshaciéndonos también del excluido.
Debemos entonces permitir que ese excluido se manifieste de otra manera. Gracias a la enfermedad miramos al excluido, lo llevamos a nuestro corazón. La enfermedad entonces puede irse, ya que el sistema ha vuelto a encontrar su orden.
Por lo tanto primero tomar la enfermedad en nuestro corazón. Luego mirar hacia donde antes la enfermedad miraba, y lo tomamos también en nuestro corazón. Entonces algo cambia en nosotros y en la familia.

LA MADRE
Sin madre no hay pareja. Para los que buscan pareja sin encontrarla, primero tomar a la madre.
Nadie puede huir ni de su madre ni de su patria.
Observar si el cliente está en la lucha o en la desolación. La lucha se sitúa en el origen, con la madre. El terapeuta no debe dejarse crucificar por la madre.
Es inútil trabajar sobre la relación de pareja mientras uno de los dos no esté en armonía con su madre.
LA PERCEPCIÓN
La percepción está conectada con la sabiduría. La percepción nos dice si algo es posible o no.
EJERCICIO CON UN ACÚFENO
Escucha con el oído del acúfeno.
Lo que oyes ¿a qué distancia está?
Es la voz ¿de un hombre, de una mujer? ¿De qué edad?
¿Cuáles son las palabras detrás del acúfeno?
Di a la persona ahora te escucho.
¿Has oído algo?
Ahora mira a la persona, y detrás de ella hay alguien. Poco a poco te retiras, les dejas a los dos.
EJERCICIO: LA VIDA PLENA
Recuerdas como de niño estabas totalmente en el presente. Recuerda, de niño, lo que miras te llena y no piensas en nada más.
Tus descubrimientos, estás en ellos, eres ello, lleno de lo que estás descubriendo,
Tus deseos, estás totalmente en ellos
Tu movimiento, eres uno con él, te colma, cuando andas, corres, nadas...
Tus ganas, todo lo que vives, miras, sientes, hace uno contigo, no cabe otra cosa, todo te colma, estás totalmente presente. Eso es la vida plena.
Y ese niño totalmente presente lo integras a tu presente.
Eso es la vida colmada, la plenitud.
LOS PROBLEMAS NO EXISTEN
Los problemas empiezan en el pensamiento, están siempre ligados al pasado. En el presente no hay problemas. El pasado se pega al presente.
Sin pasado no hay problemas.
El terapeuta que trabaja sobre el pasado hacer perder el presente.
La purificación interior consiste en liberarse del pasado, dejarlo atrás.
Las imágenes internas son las que dan el permiso para no actuar. El que no actúa debe algo a su madre, o ha terminado con la vida, entre otras razones.
La mayoría de los problemas son fantasías, los soñamos. Sólo basta despertar.
Casi todos los problemas se resuelven tomando un desvío.
EL MOVIMIENTO DEL ALMA
Cuando se pone un representante sin hacer nada, el movimiento del alma va siempre en la misma dirección: reunir lo que ha sido separado, devolver al excluido, hasta que la familia esté de nuevo completa y unida.
En el recogimiento existe un amor distinto, nuevo, el amor adulto.
Entreguémonos al movimiento del alma. La Conciencia Colectiva Inconsciente Familiar, el Alma, tiene un movimiento fundamental: une lo que ha sido separado y libera a los vivos.
El amor ciego es el que crea los problemas en las familias, reemplazando, inmiscuyéndose, yendo contra la vida con su pensamiento todopoderoso, de estar por encima de la vida y la muerte.
El sistema no permite ninguna exclusión. En caso de una exclusión un descendiente retoma sus sentimientos hasta que alguien lo mire con amor.
EL CAMPO ESPIRITUAL
Toda la familia pertenece a ese campo, y cada uno entra en resonancia con él. Nadie puede salir de este campo, y no nos podemos deshacer de nadie que pertenezca al campo.
Todos los que han sido rechazados olvidados ejercen un gran poder sobre los descendientes.
Este campo que sabe, el alma más grande, actúa en cada uno de la misma manera: devuelve a la familia a los que fueron excluidos. Nuestro trabajo está en resonancia con esa alma, con ese campo.
¿Cómo acceder a la fuerza completa? ¿A la integridad? ¿Al amor adulto? Dando a cada uno un lugar en nuestro corazón.
ENCONTRAR LA SOLUCIÓN
No se trata de orientar la constelación hacia la solución, sino llevar hacia el principio de un movimiento de amor hacia alguien.
LAS DIMENSIONES DEL AMOR
Se conoce al amor a través de nuestras emociones, de los sentimientos primero para con los padres, luego para con el resto de la familia, mas tarde a través de las emociones más intensas de la relación de pareja.
El amor está en la base de todas las relaciones plenas. A veces se trata de un amor ciego, quiere algo del otro que puede ir más allá de las fuerzas de ese otro; también lo que se espera con respeto al amor está sobredimensionado, sobre todo con respecto a los padres, a la madre.
Lo que se espera de la madre supera a veces toda medida humana y a veces cuando ese mismo adulto encuentra dificultades en su vida las achaca a sus padres, les hace sentirse culpables de ellas. Piensan Ojala mis padres hubiesen sido distintos...
¿Y qué va a pasar con su cónyuge? Va tener con él la misma exigencia, y es la catástrofe.
Las fantasías que están detrás de esto: los padres son Dios. Dios es un padre/madre perfecto.
Todos los que han realizado algo grande han tenido una infancia difícil.
La mente es rápida y el alma es lenta. Los cambios son lentos. Cómo todo lo que está en crecimiento.
EL ERROR ES DIVINO
Todo lo que ha permitido avanzar a la humanidad, al mundo, ha sido posible gracias a que había algo incompleto, imperfecto.
La creatividad sólo puede existir cuando se reconoce algo incompleto y se inicia un movimiento para colmarlo.
Cuando se colma, el movimiento y la creatividad se detienen.
Lo que es perfecto es inmóvil.
Sin incomplenitud no hay progreso.
Si imaginamos que la fuerza que está detrás de la vida es perfecta, entonces ya nada puede cambiar.
Por lo que lo Divinamente Creativo es incompleto y se puede equivocar. Sus condiciones para existir son las resistencias. Todo lo que es creativo tiene como raíz un conflicto, un error, es la condición necesaria para que la fuerza creativa se pueda desarrollar. El conflicto es divino. El error es divino. El movimiento creador es incompleto y se pone en movimiento cuando se reconoce que algo de antes es incompleto.
LOS PADRES IMPERFECTOS
Las exigencias hacia los padres van en contra de la vida, del deseo de evolucionar, de ser creativo. Sólo podemos evolucionar gracias a que nuestros padres han sido imperfectos. Las dificultades son la fuente de la fuerza que nos hace actuar y evolucionar.
Por lo tanto, ¡dichosos los que han tenido padres imperfectos!
Lo mismo se aplica al terapeuta que tiene miedo de cometer un error. Es una de las creencias del terapeuta, que el terapeuta no se debe equivocar, debe ser perfecto. Los pacientes que se enfadan con el terapeuta, cuando descubren la imperfección del terapeuta, son los que se estancan en el niño resentido, en vez de aprovechar la fuerza y la libertad que da esa imperfección. No quieren tomar a sus padres tal y como son, no tienen ninguna energía, no la quieren tomar.
En la relación terapéutica, allí donde se da transferencia-contra transferencia, el niño en el terapeuta se vincula con los padres en el cliente.
LOGRO ESPIRITUAL
Es un logro espiritual el liberarse del amor infantil prepotente que quiere morirse por los demás.
El crecimiento, el desarrollo espiritual consiste en ponernos a un nivel en el que vemos y respetamos a todos, a cada uno y su destino.Después, miramos a nuestro destino, captamos una señal y hacemos entonces algo que nos es propio, al servicio de nuestro destino.
Por lo tanto en vez de morirnos, debemos realizar nuestro futuro, realizar algo al servicio de la vida.
A un perpetrador: Dejo la culpabilidad contigo, con todas las consecuencias. Respeto tu grandeza.
INVESTIGAR
Investigar el pasado es volver al pasado en vez de dejarlo en su sitio. Es inmiscuirse, con un cuchillo en la mano, sin respeto, sin amor e interrumpir la fuerza hacia el futuro.
EL SINTOMA
En los síntomas hereditarios el deseo de los ancestros es que ese síntoma se detenga con ellos. El amor infantil desea imitar a sus padres, para así sentirse más vinculado, sentir más pertenencia. No ve el amor de sus padres que desean otra cosa para él. El amor infantil no ve el amor de los padres para los hijos. Es un amor de una sola dirección.
Entonces el amor adulto consiste en hacer algo nuevo, distinto, dejar de imitar, con el permiso de los padres.
La desventaja con respeto a la imitación es que eso conlleva la independencia, menos vínculo, y ser más grande, crecer.
Es difícil deshacerse de la imitación.
Con una enfermedad crónica te pones al servicio de tu familia.
La pregunta es ¿hacia dónde va esa fidelidad?
La enfermedad puede representar a alguien al que no se le miró.
La felicidad es siempre un poco incompleta, sino es la muerte.
Cuando los padres se preocupan por los hijos lo ponen peor para esos hijos.
Preocuparse por alguien es inmiscuirse en su destino, querer sustituir a Dios y es un modo de pasar al lado de nuestra propia vida.
EL YO (ICH)
¿Dónde está el Yo? ¿En el cuerpo o fuera? Disponemos de nuestro cuerpo, le hacemos daño como si el YO estuviera al exterior. ¿Está en el alma?
En el amor o en el rechazo ¿dónde está el Yo?
Si rechazo un duelo ¿quién rechaza, el alma, el Yo? El Yo. Pero ¿dónde está?
Nuestra mente, nuestra razón, ¿el Yo está frente a ellas?
Cuando la conciencia nos empuja, el Yo sigue a la conciencia.
En las intrincaciones, un Yo más grande está obrando, un Superyó que pone el Yo a su servicio.
En los movimientos sociales, políticos, populares, colectivos, el Yo desaparece y un Superyó se pone a dirigirlo todo. Son los momentos y movimientos en los que los individuos renuncian a su Yo a favor de un conjunto mayor.
LA PURIFICACIÓN DEL YO
El Yo, para que sea individual y personal, necesita una purificación, necesita desprenderse, desprenderse de los padres.
Uno se hace más sobrio, el Yo cambia, se va vinculando, se va haciendo amor. Y los Yoes van creciendo, asumiendo el propio y respetando el del otro.
Así se llega al Yo purificado.
Al final cada uno estará sólo, vinculado con su propio Yo.
Cuando se respeta al Yo del otro, sin inmiscuirse, cada uno puede crecer dentro de su Yo, y la relación está llena de respeto. Eso es el verdadero amor.
¿Cuál es la finalidad del Yo?
El Yo es en nosotros lo más divino que exista.
En nuestro Yo lo divino se revela, fuera del cuerpo, fuera del alma, fuera de la mente.
Está encima de todo ello.
Este Yo es la imagen de un Yo divino, obrando en cada Yo individual, en cada uno de un modo distinto.
Bajo la influencia de este Yo divino todo Yo individual sigue siendo un Yo individual y va siendo una manifestación particular del Yo divino.
La última purificación del Yo es cuando se abandona al Yo más grande, se funde en él, de algún modo es uno con él, no en el ser, sólo en el movimiento. Entonces se realiza la unidad total del Yo con el Yo divino. Eso es la entrega más avanzada, última, y la libertad más avanzada, última.
MOVIMIENTO DE AMOR
EL Yo divino, el Yo creador se hace visible y alcanzable en los movimientos del alma. La fuerza que anima a los representantes es el Yo creador, el que provoca un movimiento, un movimiento que siempre va en el mismo sentido: es un movimiento de amor q ue une. Y ese Yo es amor puro.
Entregarse a ese movimiento no puede dañar a nadie, trae la verdadera dicha.

ABORTOS
En el caso de aborto terapéutico la madre está en un dilema. No hay solución buena a la vez para ella y para el hijo.
Es necesario ir más allá de las fronteras del bien y del mal, de la culpabilidad y de la expiación, de los límite de la psicoterapia y situarse al nivel del destino, de un último Yo, del amor puro. Dentro de los límites del bien y del mal no existe más que la desgracia.
Nadie es libre. No importa lo que decida el Yo, las consecuencias serán imprevisibles.
En un aborto la madre está más vinculada que el padre porque además de perder un hijo pierde algo de su cuerpo.
En caso de aborto voluntario no hay solución dentro de las Constelaciones, no hay solución para la madre principalmente, tampoco para el padre, ni para el hijo abortado, ni para los demás hijos.
El hijo abortado sólo estará en seguridad con su destino.
EXPIACIÓN
La necesidad irresistible de equilibrar ganancias y pérdidas hace que el alma se sienta bien con la compensación y la expiación. Cuando mato a alguien, si quiero morir yo también es para librarme de mi culpabilidad, es para expiar.
En la expiación uno sólo se mira a sí mismo, está desprovisto de amor.
Por el contrario mirar al otro con amor y hacer frente a la culpabilidad y a las consecuencias de mi falta eso da fuerza, la fuerza de hacer el bien, y produce un efecto de reconciliación.
EL MIEDO
El miedo, igual que el deseo, crea un campo energético de necesidad, de espera de algo. Lo que se espera, para bien o para mal, está presente en el campo y alguien lo tiene que realizar. Es el miedo lo que crea esa necesidad de que alguien haga algo malo.
Para contrarrestar la fuerza creativa del miedo crear un campo benevolente, mirando al problema con amor.
Ejemplo: visualizar un monstruo y regalarle algo bueno.
INCUBADORA
El niño prematuro en la incubadora, vive un dolor muy profundo de separación, dolor que vuelve más tarde en su vida de adulto, cada vez que quiere ir hacia alguien su movimiento de amor se interrumpe, cada vez que ama a alguien entra en movimiento circular de ir hacia y volver al principio, volviendo al sentimiento de abandono profundo que vivió en el momento de nacer.
VISUALIZACIÓN PARA NIÑOS PREMATUROS
Imagina que tomamos tu camino de vida, pasando de nuevo por la incubadora.
Cada vez que hay algo duro haces un alto.
Estás en la incubadora.
Haces un alto:
Te sientes mantenido por tu madre, cogido y sostenido por ella. Siente la incubadora, a la vez sientes que eres sostenido por tu madre y tu padre con amor.
Mucha gente te miró entonces con amor, cuidaron de ti, y sobreviviste.
Sigue tu camino, muy despacito, mes a mes, año tras año.
Cuando algo no va, haces un alto para sentirte sostenido por tu madre y quédate con ella hasta sentirte bien de nuevo.
El parto es el primer movimiento interrumpido.
Para restablecer el contacto perdido con los padres se puede rehacer el nacimiento, o terapia primaria, o terapia de contención, luego decir las frases de la oración al amanecer de la vida y luego hacerle andar por su camino de vida.
PSICOTERAPIA
La finalidad de la psicoterapia es unir lo que fue separado, servir al amor que sirve la vida.
Es importante que cada psicoterapeuta reconozca sus particularidades, su unicidad y le diga sí, sin comparar. Estar en acuerdo con nuestra unicidad nos permite vincularnos con los que son diferentes, aprender de ellos, darles algo. Permite crear un vínculo humano en el que cada uno gana.
POLITICA
En política se entra en competencia, en rivalidad con los demás por poder, por dinero.
¿Qué ocurre en ellos?
Pueden reconocer la unicidad de cada uno, reconocer que cada uno actúa al servicio de una fuerza más grande y con unas capacidades particulares.
Esto permitiría un servicio más profundo.
LIBERTAD
La libertad es vacio; es un sentimiento agradable pero tan vacío que no dura toda la vida.. Cuando empieza el amor, desaparece la libertad.
ENFERMEDAD DEL NERVIO ÓPTICO
Miraré mientras me sea permitido
Disfrutaré de ver mientras me sea permitido.
¿Cómo conservar la vista durante más tiempo?
Mirando con amor, mirar diciendo sí al destino.
Mirar el presente y alegrarse del momento presente, en vez de pensar en el futuro.
Rabindranath Tagore
Bajo la forma de mi madre, lo incognoscible me abrazaba
Ya que quise la vida, sé que querré a la muerte
LA MUERTE
La imagen del inconsciente es que en la muerte estamos reunidos con la madre, por lo tanto con una madre viva.
A alguien que desea seguir a su madre en la muerte: cuando te mueras no encontrarás más que huesos, tu madre no estará. Te sentirás sola como nunca. Verás tu vida, desesperándote por no poder cambiar algo, por hacer algo distinto de lo que has hecho en vida, arreglar algo. En la muerte uno está realmente sólo. ¿Los muertos están en paz? Los muertos quieren acabar algo que dejaron sin hacer.
Y si te mueres será demasiado tarde.
La muerte más importante, más difícil es quizás la que viene después.
El trabajo por realizar, trabajo de amor, de reunificación más difícil es quizás el que ocurre después de la muerte.

Bert Hellinger en la Ecole Bert Hellinger de París. 3-4-5 de octubre 2005
Transcripción y traducción al español de Brigitte Champetier de Ribes

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

DESTINOLOGIA


“A CIENCIA DE NOSSO DESTINO”. A força do destino?
Em 1970 aparecia um livro escrito pelo premio Nobel de Medicina, o francês Jacques Monod:
“O azar e a necessidade”.
Nele, converte em lema de seu livro ao pensamento de Demócrito…
“tudo o que existe no mundo é fruto do azar e a necessidade”.
O texto, uma reflexão desde a ciência do mundo e o ser humano, se converteu num “best seller” e suscitou numerosos debates. O motivo: sua defesa de que a vida é um simples acidente na historia da natureza.
Monod o diz mais poeticamente:
“O homem vive num mundo estranho; um mundo que é surdo a sua música, e tão indiferente as suas esperanças como os seus sofrimentos e seus crimes”.
O ser humano é acidental e supérfluo: estamos neste mundo de casualidade – se os dinossauros não tiveram desaparecido não estaríamos aqui – e o universo não se importa de que permaneçamos ou nos extingamos. Claro que outros pensam que o azar é simplesmente uma desculpa que temos inventado para aquilo que não encontramos explicação, que tudo tem um motivo para acontecer, que as casualidades não são tais.
Existe o destino?
Antes de formular esta pergunta haveria que decidir o que ele é.
Definir-lo, como faz a Real Academia Espanhola, como a
“força desconhecida que se acredita obra sobre os homens e os acontecimentos”
não é dizer grande coisa.
Que ou quem é essa força irresistível?
Porque deve interferir na vida do ser humano?
Diz-se que todo tem um motivo... mas qual?
Que razão há para quem morre ao cair uma rocha dum morro num dia de chuva?
Ou quem gana o Megasena de Natal?
Não será que nos negamos a aceitar a aleatoriedade do mundo?
É bem conhecido em psicologia que o ser humano necessita encontrar razões para o que acontece. Se não as vê as procura, e se não as encontra, as inventa.
Não será a crença no destino uma forma de deixar tudo atado e bem fundeado?
O conceito de destino sempre há estado relacionado com o sobrenatural.
A conexão é evidente: se nosso futuro está predeterminado, alguém deve haver-lo feito.
Digamos Deus ou a energia vibratória multidimensional.
Os gregos, e com eles os romanos, deixaram muito claro quem tecia o futuro dos seres humanos:
as Moiras – em Roma, as Parcas–.
Elas, no momento do nascimento, decidiam os atos e o momento da morte de tuda pessoa. O destino grego sempre esteve impregnado de fado, de fatalidade, algo que há persistido até nossos dias:
“ninguém fala do destino quando ganha, senão justamente quando perde”.
A contrapartida nórdica são as Nornas, três velhas bruxas malévolas que decidem o futuro dos homens com as runas e que vivem baixo as raízes do Yggdrasil, um fresno cujas ramas e raízes mantém unidos aos diferentes mundos que compõem a mitologia escandinava.
O porvir é tremendamente sombrio. Acorde à mentalidade guerreira da sociedade viking, onde morrer na batalha era um destino digno de admiração, o fim do mundo estava predeterminado por uma grande e última batalha: Ragnarok.
Dela se sabia que ia acontecer, quem ia a lutar e o destino de cada um dos participantes na batalha. No Völuspá (As profecias da adivinha), se narra a historia do mundo, desde sua criação até sua destruição.
Conhecemos nosso destino, porém não podemos evitar-lo: esta crença está perfeitamente refletida nas bruxas de MacBeth, na ópera de Verdi “A força do destino” - baseada na obra que marcou o começo do romantismo espanhol, Don Álvaro ou a força do destino, do Duque de Rivas– ou A ponte de São Luis Rey, do norte americano Thornton Wilder: cinco viageiros se encontram com um mesmo destino, cinco pessoas diferentes, em viagens motivadas por razões diferentes, cruzam a ponte mais bonita do Peru no meio-dia do fatídico 20 de Julio de 1714 em que se caiu.
Casualidade?
Foi o azar quem juntou a essas 5 pessoas no ponte?
Ou foi Deus?
Ao destino, as vezes, o invocamos porque necessitamos de Justiça. Se olharmos a nosso redor descobrimos que o mundo é tudo menos justo:
“Deus ajuda aos maus quando são mais que os bons”.
Mas em nosso foro interno necessitamos que ao final existisse algum tipo de justiça divina que ponha as coisas em seu lugar e que nos recompense o esforço. Esta mensagem é habitual na psicologia pop e em vendedores de felicidade como Andrew Matthews:
“A Criação é justa. O que semeamos é o que coletamos”.
Desejosos como estamos de recompensa, não é de estranhar que estas mensagens se convertam em super vendas.
Em questões do destino estamos muito influenciados pela cultura grega, cujo paradigma é Édipo. Se olharmos a outras culturas podemos encontrar-nos com uma variedade de posicionamentos:
Os judeus não acreditam na predestinação.
Yaveh há criado ao homem livre de escolher seu próprio destino, é a única criatura do universo que goza do livre alvedrio, para escolher seguir –ou não– o caminho de Deus.
Totalmente diferente ocorre entre os muçulmanos.
O sexto e último pilar da fé é a crença no destino
(Al-Qadr): “acreditar no destino significa acreditar em Deus; é o que decide e cria os acontecimentos e as criaturas de acordo com seu conhecimento prévio e absoluto”.
A crença num destino tampouco se pode separar da psicologia. Assim, um dos cursos cognitivos da depressão é o fatalismo: a indefensibilidade ante os acontecimentos se interpreta em função de que esse é o destino. De fato, uma das técnicas terapêuticas usadas em seu tratamento é combater essa idéia fazendo ver ao paciente que certo problema foi devido a certo conjunto particular de situações. Um exemplo tem sido os trabalhos da psicóloga Susan Blackmore sobre coincidências entre crentes e incrédulos em fenômenos paranormais. Neles Blackmore há posto de manifesto que os crentes estimam a probabilidade das coincidências mais baixas do que na realidade são, o que lhes permite interpretar-las como sinales do destino.
Exista ou não, quiçá o melhor seja aplicar à própria vida este dito que se atribui ao filósofo Bertrand Russell:
“Para ser feliz há que ter a força suficiente para trocar as coisas que podes trocar, resignação para aceitar as que não vão poder trocar e sabedoria para distinguir a diferencia”.
(Publicado en Muy Interesante)

DESTINOLOGIA –

“LA CIENCIA DE NUESTRO DESTINO”.
¿La fuerza del destino?
En 1970 aparecía un libro escrito por el premio Nobel de Medicina francés Jacques Monod: “El azar y la necesidad”.
En él, convierte en lema de su libro el pensamiento de Demócrito…
“todo lo que existe en el mundo es fruto del azar y la necesidad”.
El texto, una reflexión desde la ciencia del mundo y el ser humano, se convirtió en un “best seller” y suscitó numerosos debates. El motivo: su defensa de que la vida es un simple accidente en la historia de la naturaleza. Monod lo dijo más poéticamente: “El hombre vive en un mundo extraño; un mundo que es sordo a su música, y tan indiferente a sus esperanzas como a sus sufrimientos y sus crímenes”.
El ser humano es accidental y superfluo: estamos en este mundo de chiripa –si los dinosaurios no hubieran desaparecido no estaríamos aquí– y al universo le importa un bledo que permanezcamos o nos extingamos. Claro que otros piensan que el azar es simplemente una excusa que hemos inventado para aquello que no encontramos explicación, que todo tiene un motivo para suceder, que las casualidades no son tales.
¿Existe el destino? Antes de plantear esta pregunta habría que decidir qué es.
Definirlo, como hace la Real Academia Española, como una “fuerza desconocida que se cree obra sobre los hombres y los sucesos” no es decir gran cosa.
¿Qué o quién es esa fuerza irresistible?
¿Por qué debe interferir en la vida del ser humano?
Se dice que todo tiene un motivo. ¿Pero cuál? ¿Qué razón hay para quien muere al caerle una maceta un día de viento?
¿O a quien le toca el gordo de Navidad?
¿No será que nos negamos a aceptar la aleatoriedad del mundo?
Es bien conocido en psicología que el ser humano necesita encontrar razones para lo que sucede. Si no las ve las busca, y si no las encuentra, las inventa.
¿No será la creencia en el destino una forma de dejar todo atado y bien atado?
El concepto de destino siempre ha estado relacionado con lo sobrenatural. La conexión es evidente: si nuestro futuro está predeterminado, alguien debe haberlo hecho. Llamémoslo dios o energía vibratoria multidimensional. Los griegos, y con ellos los romanos, dejaron muy claro quienes tejían el futuro de los seres humanos: las Moiras –en Roma, las Parcas–.
Ellas, en el momento del nacimiento, decidían los actos y el momento de la muerte de toda persona. El destino griego siempre estuvo impregnado de hado, de fatalidad, algo que ha persistido hasta nuestros días: “nadie habla de destino cuando gana, sino justamente cuando pierde”.
La contrapartida nórdica son las Nornas, tres viejas brujas malévolas que deciden el futuro de los hombres con las runas y que viven bajo las raíces del Yggdrasil, un fresno cuyas ramas y raíces mantienen unidos los diferentes mundos que componen la mitología escandinava.
El porvenir es tremendamente sombrío. Acorde a la mentalidad guerrera de la sociedad vikinga, donde morir en la batalla era un destino digno de admiración, el fin del mundo estaba predeterminado por una gran y última batalla: Ragnarok.
De ella se sabía qué iba a suceder, quién iba a luchar y el destino de cada uno de los participantes en la batalla. En el Völuspá (La profecías de la adivina), se narra la historia del mundo, desde su creación hasta su destrucción.
Conocemos nuestro destino pero no podemos evitarlo: esta creencia está perfectamente reflejada en las brujas de MacBeth, en la ópera de Verdi “La forza del destino” –basada en la obra que marcó el comienzo del romanticismo español, Don Álvaro o la fuerza del sino, del Duque de Rivas– o El puente de San Luis Rey, del norteamericano Thornton Wilder: cinco viajeros se encuentran con un mismo destino, cinco personas diferentes, en viajes motivados por razones diferentes, cruzan el puente más bonito del Perú al mediodía del fatídico 20 de Julio de 1714 en que se vino abajo.
¿Casualidad?
¿Fue el azar quien juntó a esas 5 personas en el puente?
¿O fue Dios?
El destino, a veces, lo invocamos porque necesitamos de Justicia. Si miramos a nuestro alrededor descubrimos que el mundo lo es todo menos justo: Dios ayuda a los malos cuando son más que los buenos.
Pero en nuestro fuero interno necesitamos que al final exista algún tipo de justicia divina que ponga las cosas en su sitio y que nos recompense el esfuerzo. Este mensaje es habitual en la psicología pop y en vendedores de felicidad como Andrew Matthews: “La Creación es justa. Lo que sembramos es lo que cosechamos”. Deseosos como estamos de recompensa, no es de extrañar que esos mensajes se conviertan en superventas.
En cuestiones del destino estamos muy influidos por la cultura griega, cuyo paradigma es Edipo. Si miramos hacia otras culturas podemos encontrarnos con una variedad de planteamientos: los judíos no creen en la predestinación.
Yaveh ha creado al hombre libre de elegir su propio destino, es la única criatura del universo que goza de libro albedrío, para escoger seguir –o no– el camino de Dios.
Totalmente diferente sucede entre los musulmanes. El sexto y último pilar de la fe es la creencia en el destino (Al-Qadr): “creer en el destino significa creer en Dios; es el que decide y crea los acontecimientos y las criaturas de acuerdo con su conocimiento previo y absoluto”.
La creencia en un destino tampoco se puede separar de la psicología. Así, uno de los sesgos cognitivos de la depresión es el fatalismo: la indefensión ante los sucesos se interpreta en función de que ése es el destino. De hecho, una de las técnicas terapéuticas usadas en su tratamiento es combatir esa idea haciendo ver al paciente que cierto problema ha sido debido a cierto conjunto particular de situaciones. Un ejemplo han sido los trabajos de la psicóloga Susan Blackmore sobre coincidencias entre creyentes y escépticos en fenómenos paranormales. En ellos Blackmore ha puesto de manifiesto que los creyentes estiman la probabilidad de las coincidencias más bajas de lo que en realidad son, lo que les permite interpretarlas como señales del destino.
Exista o no, quizá lo mejor sea aplicar a la propia vida este dicho que se atribuye al filósofo Bertrand Russell: “Para ser feliz hay que tener la fuerza suficiente para cambiar las cosas que puedes cambiar, resignación para aceptar las que no vas a poder cambiar y sabiduría para distinguir la diferencia”.

domingo, 31 de janeiro de 2010

CONSTELAÇÕES FAMILIARES

HONRAR NOSSOS ANCESTRAIS...
A Alicia e Oscar, meus pais...


“Em tempos de câmbios bruscos e inesperados como os atuais, a humanidade pretende (embora pareça o contrário) como tem sido ao longo da história, guiar-se pela busca da identidade por cima dos interesses mais imediatos”

“A busca dos ancestrais é hoje um símbolo do despertar espiritual ao que assistimos. Não é simples curiosidade. É algo muito mais profundo porque por meio disto procuramos nossa identidade e nossa pertencia”

Nossa sociedade se foi tornando pouco respeitosa com seus ancestrais. Não importa como foram eles, o certo é que merecem nossa atenção e respeito, pois tiveram as virtudes ou defeitos que tiveram, o certo é que eram seres humanos que nos legaram parte deles mesmos por herança genética, ademais de muitas outras maneiras. Eles nos foram abrindo caminho como sabiam, entendiam ou podiam. Sem eles, nós não estaríamos aqui. Eles merecem nossa consideração e carinho, pelo que foram, pelo que poderiam haver sido, e pelo que são: nossos antepassados.

A importância de nossos antepassados é fundamental e hoje são muitas as vias psicológicas que assinalam a influência deles em nós.
O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, em seu livro "Lembranças, Sonhos, Pensamentos" expõe o seguinte:
“Quando trabalhava no quadro genealógico compreendi claramente a curiosa vinculação do destino que me une aos antepassados. Tenho a viva impressão de que estou baixo a influência de coisas ou interrogantes que ficaram sem resposta para meus pais e avôs. Muitas vezes me pareceu que numa família existia um karma impessoal que se transmitia de pais para filhos. Me pareceu sempre, como se tivesse de dar resposta a questões que se lhes formularam a meus antepassados, sem que eles pudessem responder-las, ou como se deveria terminar ou prosseguir coisas que o passado deixou inconclusas. A este respeito é muito difícil saber se estas questões têm um caráter mais pessoal ou mais geral (mais coletivo). A mim me parece que se trata do segundo. Um problema coletivo aparece sempre -emquanto não se reconhece como tal - como problema pessoal e desperta num caso dado a ilusão de que no terreno da psique pessoal algo não está certo. De fato, a esfera pessoal se encontra alterada, porém não necessariamente no fundamental, senão muito mais secundariamente a conseqüência duma transformação insuportável da atmosfera social. Por tanto, a causa da desordem deve buscar-se em tal caso não no âmbito pessoal, senão mais bem na situação coletiva. Esta circunstância tem tido muito pouco em conta a psicoterapia até nossos dias”.
Hoje volta a tomar relevância no mundo da psicologia, graças a diferentes psicoterapeutas, esta valorização da árvore genealógica do que formamos parte, e são horas de prestar-lhes o reconhecimento que merecem: Alejandro Jodorowsky, com sua Psicogenealogía; Bert Hellinger, com suas Constelações Familiares; e tantos outros que tem aportado e seguem aportando uma via de solução para grandes problemas através do amor da família.


HONRAR A NUESTROS ANCESTROS...
A Alicia y Oscar, mis padres...

“En tiempos de cambios bruscos e inesperados como los actuales, la humanidad tiende (pese a que parezca lo contrario) como lo ha sido a lo largo de la historia a guiarse por la búsqueda de la identidad por encima de los intereses más inmediatos”

“La búsqueda de los ancestros es hoy un símbolo del despertar espiritual al que asistimos. No es simple curiosidad. Es algo muy profundo por que por medio de ello buscamos nuestra identidad y nuestra pertenencia”

Nuestra sociedad se ha ido volviendo poco respetuosa con sus ancestros. No importa cómo fueran éstos, lo cierto es que merecen nuestra atención y respeto, pues tuvieran las virtudes o defectos que tuvieran, lo cierto es que eran seres humanos que nos legaron parte de sí mismos por herencia genética, además de otras muchas maneras. Ellos nos fueron abriendo el camino como sabían, entendían o podían. Sin ellos, nosotros no estaríamos aquí. Ellos merecen nuestra consideración y cariño, por lo que fueron, por lo que podrían haber sido, y por lo que son: nuestros antepasados.

La importancia de nuestros antepasados es fundamental y hoy son muchas las vías psicológicas que señalan la influencia de ellos en nosotros.
El psiquiatra suizo Carl Gustav Jung, en su libro "Recuerdos, Sueños, Pensamientos" expone lo siguiente:
“Cuando trabajaba en el cuadro genealógico comprendí claramente la curiosa vinculación del destino que me une a los antepasados. Tengo la viva impresión de que estoy bajo la influencia de cosas o interrogantes que quedaron sin respuesta para mis padres y abuelos. Muchas veces me pareció que en una familia existía un karma impersonal que se transmitía de padres a hijos. Me lo pareció siempre, como si hubiera de dar respuesta a cuestiones que se les plantearon a mis antepasados, sin que ellos pudieran responderlas, o como si debiera terminar o proseguir cosas que el pasado dejó inconclusas. A este respecto es muy difícil saber si estas cuestiones tienen un carácter más personal o más general (más colectivo). A mí me parece que se trata de lo segundo. Un problema colectivo aparece siempre -mientras no se le reconoce como tal - como problema personal y despierta en un caso dado la ilusión de que en el terreno de la psique personal algo no está en regla. De hecho, la esfera personal se halla alterada, pero no necesariamente en lo fundamental, sino mucho más secundariamente a consecuencia de una transformación insoportable de la atmósfera social. Por lo tanto, la causa del desarreglo debe buscarse en tal caso no en el ámbito personal, sino más bien en la situación colectiva. Esta circunstancia la ha tenido muy poco en cuenta la psicoterapia hasta nuestros días”.

Hoy vuelve a tomar relevancia en el mundo de la psicología, gracias a diferentes psicoterapeutas, esta valoración del árbol genealógico de los que formamos parte, y es hora de darles el reconocimiento que se merecen: Alejandro Jodorowsky, con su Psicogenealogía; Bert Hellinger, con sus Constelaciones Familiares; y tantos otros que han aportando y siguen aportando una vía de solución para grandes problemas a través del amor de la familia.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010




Refletir...





"Nada te puedo dar que no exista ya en tu interior. No te puedo proponer ninguna imagen que no sea tuya... Sólo te estoy ayudando a hacer visible tu propio universo"
- Herman Hesse –
“Nada te posso dar que não exista já em teu interior. Não te posso propor nenhuma imagem que não seja tua... Só estou ajudando fazer visível teu próprio universo”

LA RECOMENDACIÓN DIARIA

  LA RECOMENDACIÓN DIARIA resistencia a los antimicrobianos , mejor que  resistencia antimicrobiana   Resistencia a los antimicrobianos , no...