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sexta-feira, 9 de abril de 2010

RELOJ DE FAMILIA


Salim




Deitado em seu leito de morte, Salim chama o seu filho mais velho,
tira um antigo relogio do bolso com dificuldade e diz:
- Filha... Esta vendo esta relogio aqui?
- Sim, babai... - responde o filho, com lagrimas nos olhos.
- Ele era da meu bisavô, continuou o pai, depois ela foi bassado para
minha avô... depois para minha babai... depois para mim... e agora
chegou seu vez...

Quer comprar ???

Reloj de Familia.

Postrado en su Lecho de muerte, Samuel llama a su hijo mayor.
Saca un antiguo reloj de su bolsillo con mucha dificultad y dice:
Hijo... ¿estás viendo este antiguo reloj aquí?...
Si papá...- responde el hijo, con lágrimas en los ojos...
El fue de mi bisabuelo, continuó Samuel, después pasó para mi abuelo… luego para mi padre… después para mí… y ahora llegó tu turno…

¿LO QUERÉS COMPRAR?

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO








Un grupo de estudiantes estudiaba las siete maravillas del mundo. Al final del aula, les fue pedido que hiciesen una lista de lo que consideraban las siete maravillas. No obstante existiese algún desacuerdo, prevalecieron los votos:
1) El Taj Mahal
2) La Muralla China
3) El Canal de Panamá
4) Las Pirámides de Egipto
5) El Gran Cañón del Colorado
6) El Empire State Building
7) La Basílica de San Pedro
Al recoger los votos, el profesor notó una estudiante muy quieta. La joven aún no había dado vuelta su hoja. El profesor, entonces, preguntó a ella si tenía problemas con su lista.
Medio avergonzada, la joven respondió: — Sí, un poco. Yo no consigo hacer la lista, porque son muchas las maravillas.
El profesor dijo entonces: — Bueno, dinos lo que tú ya has escrito y tal vez nosotros podamos ayudarte.
La muchacha hesitó un poco, y entonces leyó: — Yo pienso que las siete maravillas del mundo son:
1 — VER
2 — OÍR
3 — TOCAR
4 — PROBAR
5 — SENTIR
6 — PENSAR
7 — COMPRENDER


Português

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO
Um grupo de estudantes estudava as sete maravilhas do mundo. No final da aula, lhes foi pedido que fizessem uma lista do que consideravam as sete maravilhas. Embora houvesse algum desacordo, prevaleceram os votos:
1) O Taj Mahal
2) A Muralha da China
3) O Canal do Panamá
4) As Pirâmides do Egito
5) O Grand Canyon
6) O Empire State Building
7) A Basílica de São Pedro
Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A menina ainda não tinha virado sua folha. O professor, então, perguntou a ela se tinha problemas com sua lista.

Meio encabulada, a menina respondeu: — Sim, um pouco. Eu não consigo fazer a lista, porque são muitas as maravilhas.
O professor disse: — Bem, diga-nos o que você já tem e talvez nós possamos ajudá-la.
A menina hesitou um pouco, então leu: — Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam:
1 — VER
2 — OUVIR
3 — TOCAR
4 — PROVAR
5 — SENTIR
6 — PENSAR
7 — COMPREENDER

Sem Problema





Um praticante Zen foi à Bankei e fez-lhe esta pergunta, aflito:
"Mestre, Eu tenho um temperamento irascível. Sou às vezes muito agitado e agressivo e acabo criando discussões e ofendendo outras pessoas. Como posso curar isso?"
"Tu possuis algo muito estranho," replicou Bankei. "Deixe ver como é esse comportamento."
"Bem... eu não posso mostrá-lo exatamente agora, mestre," disse o outro, um pouco confuso.
"E quando tu a mostrarás para mim?" perguntou Bankei.
"Não sei... é que isso sempre surge de forma inesperada," replicou o estudante.
"Então," concluiu Bankei, "essa coisa não faz parte de tua natureza verdadeira. Se assim fosse, tu poderias mostrá-la sempre que desejasse. Quando tu nasceste não a tinhas, e teus pais não a passaram para ti. Portanto, saibas que ele não existe."

Versão espanhol.

Un practicante Zen fue a ver a Bankei, preocupado, y le hizo esta pregunta:
"Maestro, Yo tengo un temperamento irascible. Soy muchas veces muy agitado y agresivo y acabo creando discusiones y ofendiendo a otras personas. ¿Cómo puedo curar esto?"
"Tu posees algo muy extraño," replicó Bankei. "Déjame ver como es ese comportamiento."
"Bueno... yo no puedo mostrarlo exactamente ahora, maestro," dice el otro, un poco confuso.
"¿Y cuando tu lo mostrarás para mí?" preguntó Bankei.
"No se... es que eso siempre surge de forma inesperada," replicó el estudiante.
"Entonces," concluyó Bankei, "esa cosa no forma parte de tu naturaleza verdadera. Si así fuese, tú podrías mostrarla siempre que lo desees. Cuando tú naciste no la tenias, y tus padres no la pasaron para ti. Por lo tanto, debes saber que ella no existe."

quinta-feira, 8 de abril de 2010


Jardim Zen - A Beleza Natural
Um monge jovem era o responsável pelo jardim zen de um famoso templo Zen. Ele tinha conseguido o trabalho porque amava as flores, arbustos e árvores. Próximo ao templo havia um outro templo menor onde vivia apenas um velho mestre Zen. Um dia, quando o monge estava esperando a visita de importantes convidados, ele deu uma atenção extra ao cuidado do jardim. Ele tirou as ervas daninhas, podou os arbustos, cardou o musgo, e gastou muito tempo meticulosamente passando o ancinho e cuidadosamente tirando as folhas secas de outono.
Enquanto ele trabalhava, o velho mestre observava com interesse de cima do muro que separava os templos. Quando terminou, o monge afastou-se um pouco para admirar seu trabalho.
"Não está lindo?" ele perguntou, feliz, para o velho monge.
"Sim," replicou o ancião, "mas está faltando algo crucial. Me ajude a pular este muro e eu irei acertar as coisas para você."
Após certa hesitação, o monge levantou o velho por sobre o muro e pousou-o suavemente em seu lado. Vagarosamente, o mestre caminhou para a árvore mais próxima ao centro do jardim, segurou seu tronco e o sacudiu com força. Folhas desceram suavemente à brisa e caíram por sobre todo o jardim.
"Pronto!" disse o velho monge," agora você pode me levar de volta."


Versão em espanhol
Jardín Zen - La Belleza Natural


Un joven monje era el responsable por el jardín zen de un famoso templo Zen. El había conseguido el trabajo porque amaba las flores, arbustos y árboles. Próximo al templo había otro templo menor donde vivía apenas un viejo maestro Zen. Un día, cuando el monje estaba esperando la visita de importantes convidados, el dio una atención extra al cuidado del jardín. Quitó las hierbas dañinas, podó los arbustos, cardó el musgo, y gastó mucho tiempo pasando meticulosamente el rastrillo y retirando cuidadosamente las hojas secas de otoño.
Mientras él trabajaba, el viejo maestro lo observaba con interés desde arriba del muro que separaba los templos. Cuando terminó, el monje se apartó un poco para admirar su trabajo.
"¿No está lindo?" preguntó, feliz, para el viejo monje.
"Sí," replicó el anciano, "mas está faltando algo crucial. Ayúdame a pasar este muro y yo corregiré las cosas para ti."
Después de cierta vacilación, el monje levantó al viejo por sobre el muro y lo posó suavemente a su lado. Lentamente, el maestro caminó hasta el árbol más próximo al centro del jardín, aseguró su tronco y lo sacudió con fuerza. Las hojas descendieron suavemente con la brisa y cayeron por todo el jardín.
"¡Pronto!" dijo el viejo monje," ahora usted me puede llevar de vuelta."

quarta-feira, 7 de abril de 2010


Por qué palavras?

Um monge aproximou-se de seu mestre - que se encontrava em meditação no pátio do Templo à luz da lua - com uma grande dúvida:
"Mestre, aprendi que confiar nas palavras é ilusório; e diante das palavras, o verdadeiro sentido surge através do silêncio. Mas vejo que os Sutras e as recitações são feitas de palavras; que o ensinamento é transmitido pela voz. Se o Dharma está além dos termos, porque os termos são usados para defini-lo?"
O velho sábio respondeu:" As palavras são como um dedo apontando para a Lua; cuida de saber olhar para a Lua, não se preocupe com o dedo que a aponta."
O monge replicou: "Mas eu não poderia olhar a Lua, sem precisar que algum dedo alheio a indique?"
"Poderia," confirmou o mestre, "e assim tu o farás, pois ninguém mais pode olhar a lua por ti. As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar. A Lua está e sempre esteve à vista. O Dharma é eterno e completamente revelado. As palavras não podem revelar o que já está revelado desde o Primeiro Princípio."
"Então," o monge perguntou," por que os homens precisam que lhes seja revelado o que já é de seu conhecimento?"
"Porque," completou o sábio, "da mesma forma que ver a Lua todas as noites faz com que os homens se esqueçam dela pelo simples costume de aceitar sua existência como fato consumado, assim também os homens não confiam na Verdade já revelada pelo simples fato dela se manifestar em todas as coisas, sem distinção. Desta forma, as palavras são um subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção. E como qualquer adorno, pode ser valorizado mais do que é necessário."
O mestre ficou em silêncio durante muito tempo. Então, de súbito, simplesmente apontou para a lua.

¿Porqué palabras?
Un monje se aproximó de su maestro - que se encontraba en meditación en el patio del Templo bajo la luz de la luna - con una gran duda:
"Maestro, aprendí que confiar en las palabras es ilusorio; y delante de las palabras, el verdadero sentido surge a través del silencio. Pero observo que los Sutras y los recitados son hechos de palabras; que la enseñanza es transmitida por la voz. ¿Si el Dharma está más allá de los términos, porque los términos son usados para definirlo?"
El anciano sabio respondió:" Las palabras son como un dedo apuntando para la Luna; cuida de saber mirar para la Luna, no te preocupes con el dedo que la apunta."
El monje replicó: "¿Pero yo no podría mirar la Luna, sin precisar que algún dedo ajeno la señale?"
"Podrías," confirmó el maestro, "y así tu lo harás, pues nadie más puede mirar la luna por ti. Las palabras son como burbujas de jabón: frágiles e inconsistentes, desaparecen cuando están en contacto prolongado con el aire. La Luna está y siempre estuvo a la vista. El Dharma es eterno y completamente revelado. Las palabras no pueden revelar lo que ya está revelado desde el Primer Principio."
"Entonces," el monje preguntó," ¿por qué los hombres precisan que les sea revelado lo que ya es de su conocimiento?"
"Porque," completó el sabio, "de la misma forma que ver la Luna todas las noches hace que los hombres se olviden de ella por la simple costumbre de aceptar su existencia como hecho consumado, así también los hombres no confían en la Verdad ya revelada por el simple hecho de ella manifestarse en todas las cosas, sin distinción. De esta forma, las palabras son un subterfugio, un adorno para embellecer y atraer nuestra atención. Y como cualquier adorno, puede ser valorizado más de lo que es necesario."
El maestro se quedó en silencio durante mucho tiempo. Entonces, súbitamente, simplemente apuntó su dedo hacia la Luna.

terça-feira, 6 de abril de 2010




AS TRÊS RESPOSTAS.



Esta é uma história narrada por Tolstoy, e reproduzida no livro “Para viver em paz – o milagre da mente alerta” de Thich Nhât Hanh.
É a história de três perguntas do Imperador. Ele poderia continuar a reinar satisfeito, sem risco de cometer nenhuma falha, somente se conseguisse a resposta para as seguintes perguntas:

● - Qual é o tempo mais oportuno para se fazer cada coisa?
● - Quais as pessoas mais importantes com quem trabalhar?
● - Qual a coisa mais importante a ser feita?

O Imperador publicou uma declaração, dizendo dar um alto prêmio aquele que fosse capaz de responder às perguntas. Inúmeras pessoas se dirigiram ao palácio oferecendo diferentes respostas.
Em resposta à primeira pergunta alguém aconselho ao Imperador a fazer um planejamento completo, dedicando todas as horas, dias, meses e ano a certas tarefas constantes de programação elaborada e observá-lo ao pé da letra. Só assim teria a oportunidade de fazer cada coisa no tempo certo. Uma segunda pessoa respondeu que seria impossível planejar com antecedência, que deveria deixar todo e qualquer divertimento vão de lado e permanecer atento a tudo, a fim de saber o que fazer na hora certa. Uma terceira disse que o Imperador jamais poderia por si próprio, ter a previsão e competência necessárias para decidir quando fizer cada coisa, e que o que ele realmente precisava era estabelecer um conselho de sábios e agir de acordo ao que for determinado por eles. Uma quarta, em fim, disse que certos assuntos requeriam providencias imediatas, não podendo assim esperar por decisão do conselho, mas se o Imperador quisesse saber dos acontecimentos com antecedência, deveria consultar mágicos e adivinhos.
A resposta à segunda pergunta também não foram satisfatórias. Uma pessoa disse que o Imperador devia depositar toda sua confiança nos administradores, outra nos padres ou monges, outra, nos médicos, e outras, ainda, nos guerreiros
A terceira pergunta trouxe uma variedade similar de respostas. Alguns disseram que a coisa mais importante a fazer era a ciência. Outros falaram em religião. Outros ainda achavam que a coisa mais importante era a arte bélica.
Como nenhuma das respostas satisfez ao Imperador nenhum premio foi concedido.
Após de refletir por várias noites, o Imperador decidiu sair à procura de um eremita que vivia na montanha e que diziam ser um homem iluminado. Sabia-se que ele jamais deixara a montanha e nem recebia ricos e poderosos, apenas os pobres. Ainda assim, o Imperador decidiu ir ao seu encontro para fazer-lhe as três perguntas. Disfarçado de camponês, o Imperador ordenou a seus criados que o esperassem ao pé da montanha enquanto ele subiria sozinho.
Ao chegar ao lugar em que vivia o eremita, o Imperador viu-o lavrando a terra de horta frente a sua pequena cabana. Ao avistar ao forasteiro, o eremita acenou-lhe com a cabeça, continuando a capinar. O trabalho era bastante duro para um homem da aquela idade, e toda vez que enterrava a enxada na terra, para revolvê-la um profundo suspiro acompanhava seu movimento.
Acercando-se dele, o Imperador falou: “Vim até aqui para pedir sua ajuda. Quero que me responda três perguntas:
Qual é o tempo mais oportuno para fazer cada coisa?
Quais as pessoas mais importantes com quem trabalhar?
Qual a coisa mais importante a ser feita?
O eremita ouviu-o atentamente, mas não respondeu. Deu uma palmadinha amistosa no ombro do forasteiro e continuo seu trabalho. O Imperador então disse: “Você deve estar cansado, deixe-me dar uma mão no seu trabalho”. Agradecendo o eremita passou-lhe a enxada e sentou-se no chão para descansar.
Depois de ter cavado dois canteiros, o Imperador parou e, voltando-se para o eremita repetiu as três perguntas. Ao invés de responder, o eremita levantou-se e apontando para a enxada disse: “Porque não descansa agora? Eu posso retomar meu trabalho de novo”.
Mais o Imperador não lhe passou a enxada e continuo a cavar. Assim se passaram as horas, até que o sol começou a se esconder atrás da montanha. O Imperador colocou a enxada de lado e falou para o eremita: “Eu vim até aqui para ver se você seria capaz de responder minhas três perguntas. Mas se não puder responder-las, por favor, me diga, para assim eu voltar para casa”
O eremita perguntou: “Está ouvindo os passos de alguém correndo ali adiante? O Imperador voltou à cabeça e, de repente, à frente de ambos, surgiu de dentro do mato um homem com longa barba branca. Ofegante, o homem tentava cobrir com as mãos o sangue que escorria do ferimento no estômago, avançando em direção ao Imperador antes de tombar ao chão, inconsciente. Abrindo a camisa do homem, o Imperador e o eremita viram que ele havia recebido um corte profundo. O Imperador limpou a ferida, usando sua própria camisa para atá-la, mas o sangue empapou-a inteira depois de poucos minutos. O Imperador então enxaguou a camisa, enfaixando a ferida pela segunda vez, assim continuando até parar de sangrar.
Ao recobrar os sentidos o homem pediu água. O Imperador foi até o rio e trouxe-lhe uma cumbuca de água fresca. Nesse meio tempo a noite já havia descido e o frio se fazia sentir. O eremita ajudou ao Imperador a carregar ao homem até a cabana onde o deitaram sobre a cama. O homem fechou os olhos e adormeceu.
Esgotado por ter passado o dia escalando a montanha e capinando a terra, o Imperador encostou-se contra a porta de entrada e adormeceu. Quando despertou, o dia já estava claro. Por um momento não se lembrava onde estava e para que houvesse ido até ali. Esfregou os olhos e viu um homem ferido que, deitado, também olhava confuso ao redor. Ao ver o Imperador, o homem fixou-o, murmurando com voz fraca:
“Perdoe-me, por favor...”
“O que você fez para que eu o perdoasse?” – respondeu o Imperador.
“Vossa Majestade não me conhece, mas eu o conheço.
Eu era seu inimigo declarado e tinha jurado me vingar por meu irmão ter sido morto na guerra e por minhas propriedades ter sido confiscadas. Quando soube que V.M. vinha sozinho até aqui, resolvi surpreendê-lo no seu caminho de volta e matá-lo. Como não consegui vê-lo após d ter ficado escondido por horas a fio, decidi sair na sua procura. Mas ao invés de encontrar V.M., dei com seus criados que me reconheceram e me feriram. Felizmente consegui escapar e correr até aqui. Se eu não o tivesse encontrado, estaria certamente morto agora. Eu tencionava matá-lo e V.M. salvou a minha vida. Não tenho palavras para expressar quanto estou envergonhado e agradecido. Se eu conseguir me recuperar, juro ser seu servo pelo resto de minha vida e o mesmo ordenarei a meus filhos e netos. “Por favor, dê-me seu perdão”.
O Imperador sentiu uma extraordinária satisfação por ver que havia se reconciliado com um ex-inimigo, tão facilmente. Não só o perdoou como também prometeu devolver-lhe todas as propriedades e mandar seu próprio médico e criados tratarem-no até que se recuperasse totalmente. Depois de ordenar aos criados que acompanhassem o homem até seu lar, o Imperador voltou a ver o eremita. Queria antes de retornar a palácio repetir suas três perguntas por ultima vez. Encontrou o eremita agachado, semeando a terra que haviam preparado no dia anterior. Este, após de ouvir novamente as perguntas do Imperador, disse:
“Mas suas perguntas já foram respondidas”.
“Como assim?” – indagou o Imperador intrigado.
“Ontem, se V.M. não se tivesse compadecido de mim e me ajudado a cavar a terra, teria sido assassinado por aquele homem ao voltar para casa. Por tanto o tempo mais oportuno foi o tempo em que esteve cavando os canteiros, a pessoa mais importante foi eu, e a coisa mais importante a fazer foi me ajudar. Mais tarde, quando o homem ferido apareceu, o tempo mais oportuno foi o tempo em que esteve tratando de seu ferimento, pois sem seu socorro ele teria morrido e V.M. teria perdido a chance de reconciliar-se com ele. Da mesma forma ele foi à pessoa mais importante, e a coisa mais importante foi cuidar de seu ferimento.
“Lembre-se de que só existe um tempo importante e esse tempo é agora. O presente é o único tempo sobre o qual temos domínio. A pessoa mais importante é aquela que esta à sua frente. E a coisa mais importante é fazer essa pessoa feliz”.
Esta estória de Tolstoi parece tirada das escrituras budistas.



LAS TRES RESPUESTAS.
Versão Espanhol.

Esta es una historia narrada por Tolstoi, y reproducida en el libro “Para vivir en paz – el milagro de la mente alerta” de Thich Nhât Hanh.
Es la historia de tres preguntas formuladas por el Emperador. Él podría continuar reinando satisfecho, sin riesgo de cometer ninguna falla, solamente si consiguiera la respuesta para las siguientes preguntas:

● - ¿Cual é o tempo más oportuno para hacer cada cosa?
● - ¿Cuales son las personas más importantes con quien trabajar?
● - ¿Cual es la cosa más importante a ser hecha?

El Emperador publicó una declaración, ofreciendo dar un importante premio a aquel que fuera capaz de responder a las preguntas. Innumerables personas se dirigieron al palacio ofreciendo diferentes respuestas.
En respuesta a la primera pregunta alguien aconsejo al Emperador a hacer un planeamiento completo, dedicando todas las horas, días, meses del año a ciertas tareas constantes de programación elaborada y cumplirlas al pié de la letra. Solo así tendría la oportunidad de hacer cada cosa en su tiempo correcto. Una segunda persona respondió que sería imposible planear con antecedencia, que debería dejar cualquier diversión vana de lado y permanecer atento a todo, a fin de saber lo que hacer en el momento correcto. Una tercera dijo que el Emperador jamás podría por sí mismo, tener la previsión y competencia necesarias para decidir cuándo hacer cada cosa, y que lo que él realmente precisaba era establecer un consejo de sabios y actuar de acuerdo a lo que fuera determinado por ellos. Una cuarta, finalmente, dijo que ciertos asuntos requerían de providencias inmediatas, no pudiendo esperar por la decisión del consejo, pero que si el Emperador quisiese saber de los acontecimientos con anticipación, debería consultar a magos y adivinos.
Las respuestas a la segunda pregunta tampoco fueron satisfactorias. Una persona dijo que el Emperador debía depositar toda su confianza en los administradores, otra en los sacerdotes o monjes, otra, en los médicos, y otras, además, en los guerreros.
La tercera pregunta trajo una variedad similar de respuestas. Algunos dijeron que la cosa más importante a hacer era la ciencia. Otros hablaron de religión. Otros todavía creían que la cosa más importante era el arte bélico.
Como ninguna de las respuestas satisfizo al Emperador ningún premio fue concedido.
Después de reflexionar por muchas noches, el Emperador decidió salir en procura de un ermitaño que vivía en la montaña y del que decían que era un hombre iluminado. Se sabía que él jamás dejaba la montaña ni recibía a ricos y poderosos, solo a los pobres. Aún así, el Emperador decidió ir a su encuentro para hacerle las tres preguntas. Disfrazado de campesino, el Emperador ordenó a sus criados que lo esperasen al pié de la montaña mientras él subía solo.
Al llegar al lugar en que vivía el ermitaño, el Emperador lo encontró labrando la tierra de la huerta frente a su pequeña cabaña. Al avistar al forastero, el ermitaño lo saludó con la cabeza, continuando su trabajo. El trabajo era bastante duro para un hombre de aquella edad, y cada vez que enterraba la azada en la tierra, para revolverla un profundo suspiro acompañaba su movimiento.
Acercándose a él, el Emperador habló: “Vine hasta aquí para pedir su ayuda. Quiero que me responda tres preguntas:
- ¿Cuál es el tiempo más oportuno para hacer cada cosa?
- ¿Cuáles son las personas más importantes con quienes trabajar?
- ¿Cuál es la cosa más importante a ser hecha?
El ermitaño lo escuchó atentamente, mas no respondió. Dio una palmadita amistosa en el hombro del forastero y continuó su trabajo. El Emperador entonces dijo: “Usted debe estar cansado, déjeme darle una mano en su trabajo”. Agradeciendo el ermitaño le dio la azada y se sentó en el suelo para descansar.
Después de haber cavado dos canteros, el Emperador paro y, volviéndose para el ermitaño repitió las tres preguntas. En lugar de responder, el ermitaño se levantó y apuntando para la azada dijo: “¿Por qué no descansa ahora? Yo puedo retomar mi trabajo de nuevo”.
Pero el Emperador no le pasó la azada y continuó cavando. Así se pasaron las horas, hasta que el sol comenzó a esconderse atrás de la montaña. El Emperador colocó la azada de lado y dijo para el ermitaño: “Yo vine hasta aquí para ver si usted sería capaz de responder a mis tres preguntas. Mas si no puede responderlas, por favor, dígame, para poder volver a mi casa”
El ermitaño preguntó: “¿Está oyendo los pasos de alguien corriendo allí adelante? El Emperador volvió la cabeza y, de repente, al frente de ambos, surgió de dentro del bosque un hombre de larga barba blanca. Jadeante, el hombre intentaba cubrir con las manos la sangre que escurría de la herida en el estomago, avanzando en dirección al Emperador antes de caer al piso, inconsciente. Abriendo la camisa del hombre, el Emperador y el ermitaño vieron que él había recibido un corte profundo. El Emperador limpió la herida, usando su propia camisa para vendarla, mas la sangre la empapó entera después de pocos minutos. El Emperador entonces escurrió la camisa, vendando la herida por segunda vez, así continuó hasta parar de sangrar.
Al recobrar el sentido el hombre pidió agua. El Emperador fue hasta el rio y le trajo una vasija de agua fresca. En ese tiempo la noche ya había descendido y el frío se hacía sentir. El ermitaño ayudó al Emperador a cargar al hombre hasta la cabaña donde lo acostaron sobre la cama. El hombre cerró los ojos y se adormeció.
Agotado por haber pasado el día escalando la montaña y trabajando la tierra, el Emperador se recostó contra la puerta de entrada y se adormeció. Cuando despertó, el día ya estaba claro. Por un momento no recordaba donde estaba y para que había ido hasta allí. Estregó sus ojos y vio un hombre herido que, acostado, también miraba confuso a su alrededor. Al ver al Emperador, el hombre lo miró, murmurando con voz débil:
“Perdóneme, por favor...”
“¿Que fue lo que usted hizo para que yo lo perdone?” – respondió el Emperador.
“Su Majestad no me conoce, pero yo lo conozco.
Yo era su enemigo declarado y había jurado vengarme por mi hermano haber sido muerto en la guerra y por mis propiedades haber sido confiscadas. Cuando supe que S.M. venia solo hasta aquí, resolví sorprenderlo en su camino de vuelta y matarlo. Como no conseguí verlo después de haber estado escondido por horas, decidí salir en su búsqueda. Pero en lugar de encontrar a S.M., di con sus criados que me reconocieron y me hirieron. Felizmente conseguí escapar y correr hasta aquí. Si yo no lo hubiese encontrado, estaría ciertamente muerto ahora. Yo intentaba matarlo y S.M. salvó mi vida. No tengo palabras para expresar cuanto estoy avergonzado y agradecido. Se yo consigo recuperarme, juro ser su siervo por el resto de mi vida y lo mismo ordenaré a mis hijos y nietos. “Por favor, deme su perdón”.
El Emperador sintió una extraordinaria satisfacción por ver que se había reconciliado con un ex-enemigo, tan fácilmente. No solo lo perdono sino que también prometió devolverle todas las propiedades y mandar a su propio médico y criados a cuidarlo hasta que se recuperase totalmente. Después de ordenar a los criados que lo acompañaran al hombre hasta su hogar, el Emperador volvió a ver al ermitaño. Quería antes de retornar a su palacio repetir sus tres preguntas por última vez. Encontró al ermitaño agachado, sembrando la tierra que habían preparado el día anterior. Este, después de escuchar nuevamente las preguntas del Emperador, dijo:
“Pero sus preguntas ya fueron respondidas”.
“¿Cómo es eso?” – indagó el Emperador intrigado.
“Ayer, si S.M. no se hubiera compadecido de mi y ayudado a cavar la tierra, habría sido asesinado por aquel hombre al volver para casa. Por lo tanto el tiempo más oportuno fue el tiempo en que estuvo cavando los canteros, la persona más importante fui yo, y la cosa más importante a hacer fue ayudarme. Más tarde, cuando el hombre herido apareció, el tiempo más oportuno fue el tiempo en que estuvo curando de su herida, pues sin su socorro él habría muerto y S.M. habría perdido la oportunidad de reconciliarse con él. De la misma forma él fue la persona más importante, y la cosa más importante fue cuidar de su herida.
Recuerde que solo existe un tiempo importante y ese tiempo es ahora. El presente es el único tiempo sobre el cual tenemos dominio. La persona más importante es aquella que está a su frente. “Y la cosa más importante es hacer a esa persona feliz”.
Este relato de Tolstoi parece extraído de las escrituras budistas.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DEEPAAK CHOPRA


"Cristo não era Cristiano, assim como tampouco Buda foi budista nem Mohamed muçulmano"

Deepak Chopra, nesta entrevista que lhe fiz faze um tempo, não se cala e lança sua dura crítica às religiões, a ciência e a psicologia; por sua parte, nos invita a que escutemos o silencio.

"As religiões expulsaram a Deus de sua própria criação e nem sequer incluem noções de cosmologia". Deepak Chopra.


Deepaak Chopra entrevistado por Ignácio Escribano

El bracelete se assuma com cautelosa suntuosidade debaixo a manga do paletó negro de colo Mao. Como titilando, contra o castanho mate de sua pele bronzeada. O pulso esquerdo, em cambio, está vacante. Deepak Chopra não usa relógio.
-Por quê?
-“Não sei - responde um pouco se rindo e outro tanto com rosto de... vai fazer o que?... -.
“Nunca experimentei a necessidade de medir o tempo; é mais, a verdade é que não acredito em sua existência”.
A agenda vertiginosa, ao menos, não parece intimidar no mais mínimo a esta sorte de “poeta-profeta da medicina alternativa”, a quem a revista Time distinguiu, em 1999, entre “Os 100 principais ícones e heróis do século XX”.
Com a distensão dum dia feriado (ou “mais aborrecido que bailar com a irmã”, como me falaria um taxista antes de chegar ao lugar da entrevista, num camarim do teatro Opera em Buenos Aires), o guru da medicina ayurvédica se expressa em sintonia com o Dalai Lama:
“Se queremos trocar o mundo temos que começar por nós mesmos”.
E destaca que em meio das turbulências que atravessa o homem moderno, mais que nunca, é fundamental que aprendamos a sossegar nossa mente; já seja por meio da meditação, a ioga ou como mais a gosto se sinta um.
Para Chopra, é fundamental que nessa abstração do incessante ruído cotidiano um se possa perguntar-se, genuinamente, quem sou, que desejo nesta vida.
“Do contrario, seguiremos hipnotizados pelos condicionamentos impostos desde fora; à máscara social, por medo à rejeição, lhe gosta a aprovação, e quando um se transforma em elo de essa hipnose sociocultural deixa de ser quem verdadeiramente é”, adverte o autor de “As sete leis espirituais do sucesso, Cura quântica e outra boa quantidade de best sellers.
“Isso, desligar a radio e a TV!”, assente, com uma leve inclinação de cabeça. E confessa, ademais, não compartir no absoluto “essa idéia tão naif do pensamento positivo” (positive thinking), que em ocasiones lhe costumam atribuir.
“Acredito, sim - aclara-, no exercício de ver a realidade de maneira criativa, algo que só se logra conectando-se com um mesmo no mais profundo dos silêncios.
“Claro que, primeiro, há que saber que se está buscando e quais são as possibilidades que nos oferece cada situação, por mais trágica que pareça.”
Na vacuidade do recinto, sua voz grossa, algo monótona, traz certas reminiscências desse som surdo, constante e de fundo (drone), tão característico da música indiana.
“Então, ajá! -exclama, interrompendo seu discurso uniforme com um forte chasqueio de mãos-, desde esse silencio, que tem sido a fonte de inspiração das grandes comedias, pensamentos filosóficos e descobrimentos da humanidade, brotam respostas originais, e um se encontra em condições de superar a adversidade”.
Segundo Chopra, a costume de condenar, criticar e se queixar não serve mais que para perturbar a própria mente; pelo que nos invita a transformar essa energia “mal gastada” num ato feraz. Como participar junto a quem estão fazendo tarefas concretas pelo bem da comunidade.
“Esse já é um bom começo -alenta- E, neste sentido, considero dum valor extraordinário as alianças estratégicas entre meios de comunicação, instituições científicas, líderes espirituais e indústrias de entretenimento. Depois de tudo, aí está esse 10 por cento da população que marca as tendências: desde roupa, carros ou políticos de moda, até cada minúcia do fazer cotidiano.”
Agora, a que se deve o tremendo peso de apenas uns poucos? “Basicamente, ao alto desenvolvimento de seu potencial criativo; isso os faz pioneiros nos mais diversos âmbitos da cultura”, explica.
Bem plantado em seus sapatos negros fechados Prada, desses que se vem cômodos mais elegantes, Chopra não se surpreende pelo fenômeno das salas de espetáculos portenhas lotadas de bote a bote, inclusive em tempos de recessão econômica.
“É outra demonstração de que as necessidades básicas do ser humano permanecem inalteráveis em tempos críticos; a poesia mesma, que é a linguagem da alma, tem sobrevivido a todas as revoluções”, reflete o médico indiano que soube amalgamar, e transmitir, a quinta-essência da física quântica, a saúde, a arte e os ensinos da antiga tradição védica.
“É mais - agrega-, com a poesia se pode influenciar positivamente a toda uma população; neste sentido, o ex-presidente da República Checa, Václav Havel, que é poeta e dramaturgo, tem sido um líder visionário”.
Chopra reconhece haver descoberto a poesia, “essa fonte inesgotável de paixão, amor e inspiração”, na obra do poeta bengali Rabindranath Tagore.
“Este frágil recipiente o tem vaziado uma e outra vez para encher-lo eternamente de vida nova… Passam os séculos, e tu continuas vertendo, e ainda há espaço para encher”, escreve Tagore, em Gitanjali, aludindo à pletórica qualidade do desapego: essa atitude frente à vida, com selo bem oriental, que não deveria se confundir com a apatia ou a insensibilidade.
¬“Não obstante, quando não se ha vivido plenamente com paixão, o desapego costuma ser sintoma de medo e inseguridade; primeiro -sugere Chopra- há que sentir o sabor da paixão. Vocês os latinos são conhecidos em tudo o mundo por seu sangue quente. Sintam toda a paixão que possam! Faz pouco estive na Espanha. Aí vivem melhor que nos Estados Unidos.
Que têm cambiado? “Expressam seu espírito; algo que não é possivel quando se tem baixa auto-estima”.
Deepak Chopra encarna um personagem controvertido. Deste lado do canal de Suez “peca” por transcender a rigidez da mente ocidental que, como descreve Jung num prólogo do I Ching, todo o seleciona, pesa, peneira, classifica e separa; para a austeridade oriental, provavelmente sejam excessivos tantos dígitos em seu haver.
Em 1994, a revista Forbes o definiu como “o último duma serie de gurus que têm prosperado combinando ciência, psicologia e hinduísmo pop”.
Como for, seria ocioso deter-se nos dardos das diatribes que nem ao mesmo Chopra parecem estropiar-lhe o sonho.
“As mesmas sociedades científicas que até faz pouco concebiam aspectos meramente materialistas e tecnológicos estão cambiando radicalmente - observa-; de fato, cada vez mais faculdades nos Estados Unidos e o resto do mundo me solicitam cursos sobre medicina ayurvédica”.
O autor de Conhecer a Deus: A viagem da alma rumo ao mistério dos mistérios, insiste na transcendência do silencio: “É o ponto desde o qual a consciência humana cruza os limites quânticos; é dizer, abandona o mundo material e se submerge numa região composta de energia e informação, mais além do tempo e o espaço”.
“Aí, onde só existe amor, compaixão, intuição, criatividade e uma genuína sensação de conexão, a espiritualidade impõe suas próprias leis, que lhe pertencem ao campo da sabedoria. As religiões, que expulsaram a Deus de sua própria criação, nem sequer incluem noções de cosmologia e evolução; e isso só as volve demasiado primitivas”, dispara Chopra, sem nenhum esforço por se reprimir. E, sem vacilar, remata:
“Cristo não era Cristiano, assim como tampouco Buda foi budista ou Mohammed muçulmano; a religião, que tem feito de Deus um chefe tribal, não é mais que uma mera institucionalização, bem poderia dizer-se diabolicamente fundamentadas, das verdades reveladas por Deus a cada um destes homens santos. Por isso digo que as religiões, separatistas e amedrontadoras por natureza, são sinônimas de dogma, poder, ideologia e minuciosos sistemas de manipulação”.
As psicoterapias, principalmente as de origem freudiana, tampouco quedam a salvo da aspereza de seus comentários.
“É curioso todas as pessoas que se seguem analisando depois de mais de vinte e até trinta anos, e que, além disso, se voltam dependentes do terapeuta”, se surpreende Chopra.
Mais benévolo com as escolas jungianas, “que ao ter em conta a existência dum inconsciente coletivo permitem um aproximação muito mais aprofundado do ser”, prognostica que a espiritualidade passará a ser o eixo central na incessante busca do conhecer te a você mesmo.
“Nada mais fascinante que ver como a psicologia confunde seus limites com o espírito”, ironiza.
Atualmente, a física quântica, que revela o universo como uma rede indivisível no qual todo está conectado, vai fundindo em lenta alquimia ciência com espiritualidade. “Embora, isso ainda não tem acontecido”, sinala.
Em íntima analogia com aquele fragmento do Xadrez borgiano, que reza:
“Deus move ao jogador, e este, a peça.
Que deus detrás de Deus a trama empeça
De pó e sonho e tempo e agonias?”
Chopra, ao igual que Einstein, também quer “conhecer os pensamentos de Deus”, porque “os demais são detalhes”. E desde a milenária concepção indiana condensada na palavra lila, que em sánscrito significa jogo e vida à vez, reconhece:
“É certo que no fragor cotidiano não sempre resulta singelo ou alentador, mas a vida é e seguirá sendo um jogo, ainda nos piores momentos. Assim são as regras: as forças criativas são tão necessárias como as da inércia. Do contrario, sem dualidade, seria a nada”.
“Queremos permanecer presos no melodrama deste mundo de valores opostos?”, pergunta Chopra, sem rodeios.
“A decisão de se transformar num guerreiro cósmico, como Arjuna, o príncipe do Bhagavad Gita, e formar parte da energia criadora, depende de cada um - diz-. E não para proveito pessoal, senão pelas forças do universo mesmo. Só então sentiremos paixão por este jogo divino chamado vida”.

Versão em espanhol.

"Cristo no era cristiano, así como tampoco Buda fue budista ni Mohammed musulmán"
Deepak Chopra, en esta entrevista que le hice hace un tiempo, no se calla y lanza su dura crítica a las religiones, la ciencia y la psicología; por su parte, nos invita a que escuchemos el silencio.
"Las religiones expulsaron a Dios de su propia creación y ni siquiera incluyen nociones de cosmología". Deepak Chopra.
Deepaak Chopra entrevistado por Ignacio Escribano
El brazalete se asoma con cautelosa suntuosidad bajo la manga del saco negro de cuello mao. Como titilando, contra el castaño fosco de su piel bronceada. La muñeca izquierda, en cambio, está vacante. Deepak Chopra no usa reloj.
-¿Por qué?
-“No lo sé -responde, un tanto riéndose y otro tanto con cara de qué se le va a hacer-.
“Nunca sentí la necesidad de medir el tiempo; es más, la verdad es que no creo en su existencia”.
La agenda vertiginosa, al menos, no parece intimidar en lo más mínimo a esta suerte de “poeta-profeta de la medicina alternativa”, a quien la revista Time distinguió, en 1999, entre “Los 100 principales iconos y héroes del siglo XX”.
Con la distensión de un día feriado (o “más tranquilo que bailar con la prima”, como me diría un tachero antes de llegar al lugar de la entrevista, en un camarín del teatro Opera), el gurú de la medicina ayurveda se expresa en sintonía con el Dalai Lama:
“Si queremos cambiar el mundo tenemos que empezar por nosotros mismos”.
Y subraya que en medio de las turbulencias que atraviesa el hombre moderno, más que nunca, es fundamental que aprendamos a sosegar nuestra mente; ya sea por medio de la meditación, el yoga o como más a gusto se sienta uno.
Para Chopra, es fundamental que en esa abstracción del incesante ruido cotidiano uno pueda preguntarse, genuinamente, quién soy, qué quiero en esta vida.
“De lo contrario, seguiremos hipnotizados por los condicionamientos impuestos desde afuera; a la máscara social, por miedo al rechazo, le gusta la aprobación, y cuando uno se transforma en eslabón de esa hipnosis sociocultural deja de ser quien verdaderamente es”, advierte el autor de Las siete leyes espirituales del éxito, Curación cuántica y otro buen puñado de best sellers.
“¡Eso!, desenchufar la radio y el televisor”, asiente, con una leve inclinación de cabeza. Y confiesa, además, no compartir en absoluto “esa idea tan naïf del pensamiento positivo” (positive thinking), que en ocasiones le suelen atribuir.
“Creo, sí -aclara-, en el ejercicio de ver la realidad de manera creativa, algo que sólo se logra conectándose con uno mismo en el más profundo de los silencios.
Claro que, primero, hay que saber qué se está buscando y cuáles son las posibilidades que nos ofrece cada situación, por más trágica que parezca.”
En la vacuidad del recinto, su voz gruesa, algo monótona, trae ciertas reminiscencias de ese sonido sordo, constante y de fondo (drone), tan característico de la música india.
“Entonces, ¡ajá! -exclama, interrumpiendo su discurso uniforme con un fuerte chasquido de manos-, desde ese silencio, que ha sido la fuente de inspiración de las grandes comedias, pensamientos filosóficos y descubrimientos de la humanidad, brotan respuestas originales, y uno se encuentra en condiciones de superar la adversidad”.
Según Chopra, la costumbre de condenar, criticar y quejarse no sirve más que para perturbar la propia mente; por lo que invita a transformar esa energía “malgastada” en un acto feraz. Como participar junto a quienes están haciendo tareas concretas por el bien de la comunidad.
“Ese ya es un buen comienzo -alienta- Y, en este sentido, considero de un valor extraordinario las alianzas estratégicas entre medios de comunicación, instituciones científicas, líderes espirituales e industrias de entretenimiento. Después de todo, allí está ese 10 por ciento de la población que marca las tendencias: desde ropa, autos o políticos de moda, hasta cada minucia del quehacer cotidiano.”
Ahora, ¿a qué se debe el tremendo peso de apenas unos pocos? “Básicamente, al alto desarrollo de su potencial creativo; eso los hace pioneros en los más diversos ámbitos de la cultura”, explica.
Bien plantado en sus zapatos negros abotinados Prada, de esos que se ven cómodos pero elegantes, Chopra no se sorprende por el fenómeno de las salas de espectáculos porteñas rebalsadas de bote a bote, incluso en tiempos de recesión económica.
“Es otra demostración de que las necesidades básicas del ser humano permanecen inalterables en tiempos críticos; la poesía misma, que es el lenguaje del alma, ha sobrevivido a todas las revoluciones”, reflexiona el médico indio que supo amalgamar, y transmitir, la quintaesencia de la física cuántica, la salud, el arte y las enseñanzas de la antigua tradición védica.
“Es más -añade-, con la poesía se puede influir positivamente a toda una población; en este sentido, el ex presidente de la República Checa, Václav Havel, que es poeta y dramaturgo, ha sido un líder visionario”.
Chopra reconoce haber descubierto la poesía, “esa fuente inagotable de pasión, amor e inspiración”, en la obra del poeta bengalí Rabindranath Tagore.
“Este frágil recipiente lo has vaciado una y otra vez para llenarlo eternamente de vida nueva… Pasan los siglos, y tú continúas vertiendo, y todavía hay espacio para llenar”, escribe Tagore, en Gitanjali, aludiendo a la pletórica cualidad del desapego: esa actitud frente a la vida, con sello bien oriental, que no debería confundirse con la apatía o la insensibilidad.
¬“No obstante, cuando no se ha vivido plenamente con pasión, el desapego suele ser síntoma de miedo e inseguridad; primero -sugiere Chopra- hay que sentir el sabor de la pasión. Ustedes los latinos son conocidos en todo el mundo por su sangre caliente. ¡Sientan toda la pasión que puedan! Hace poco estuve en España. Allí viven mejor que en los Estados Unidos.
¿Qué ha cambiado? Expresan su espíritu; algo que no es posible cuando se tiene baja la autoestima”.
Deepak Chopra encarna un personaje controvertido. De este lado del canal de Suez “peca” por trascender la rigidez de la mente occidental que, como describe Jung en un prólogo del I Ching, todo lo selecciona, pesa, tamiza, clasifica y separa; para la austeridad oriental, acaso sean excesivos tantos dígitos en su haber.
En 1994, la revista Forbes lo definió como “el último de una serie de gurús que han prosperado combinando ciencia, psicología e hinduísmo pop”.
Como fuere, sería ocioso detenerse en los dardos de las diatribas que ni a él mismo Chopra parecen estropearle el sueño.
“Las mismas sociedades científicas que hasta hace poco concebían aspectos meramente materialistas y tecnológicos están cambiando radicalmente -observa-; de hecho, cada vez más facultades en los Estados Unidos y resto del mundo me solicitan cursos sobre medicina ayurvédica”.
El autor de Conocer a Dios: El viaje del alma hacia el misterio de los misterios, insiste en la trascendencia del silencio: “Es el punto desde el cual la consciencia humana cruza los límites cuánticos; es decir, abandona el mundo material y se sumerge en una región compuesta de energía e información, más allá del tiempo y el espacio”.
“Allí, donde sólo existe amor, compasión, intuición, creatividad y una genuina sensación de conexión, la espiritualidad impone sus propias leyes, que le pertenecen al campo de la sabiduría. Las religiones, que expulsaron a Dios de su propia creación, ni siquiera incluyen nociones de cosmología y evolución; y eso sólo las vuelve demasiado primitivas”, dispara Chopra, sin ningún esfuerzo por reprimirse. Y, sin vacilar, remata: “Cristo no era cristiano, así como tampoco Buda fue budista o Mohammed musulmán; la religión, que ha hecho de Dios un jefe tribal, no es más que una mera institucionalización, bien podría decirse diabólicamente fundamentadas, de las verdades reveladas por Dios a cada uno de esos hombres santos. Por eso digo que las religiones, separatistas y amedrentadoras por naturaleza, son sinónimo de dogma, poder, ideología y minuciosos sistemas de manipulación”.
Las psicoterapias, principalmente las de origen freudiano, tampoco quedan a salvo de la aspereza de sus comentarios.
“Es llamativa toda la gente que se sigue analizando después de más de veinte y hasta treinta años, y que, encima, se vuelve dependiente del terapeuta”, se sorprende Chopra.
Más benévolo con las escuelas jungianas, “que al tener en cuenta la existencia de un inconsciente colectivo permiten un acercamiento mucho más profundo del ser”, pronostica que la espiritualidad pasará a ser el eje central en la incesante búsqueda del conócete a ti mismo.
“Nada más fascinante que ver cómo la psicología confunde sus límites con el espíritu”, ironiza.
Actualmente, la física cuántica, que revela el universo como una red indivisible en el cual todo está conectado, va fundiendo en lenta alquimia ciencia con espiritualidad. “No obstante, eso todavía no ha ocurrido”, señala.
En íntima analogía con aquel fragmento del Ajedrez borgiano, que reza:
“Dios mueve al jugador, y éste, la pieza.
¿Qué dios detrás de Dios la trama empieza
De polvo y sueño y tiempo y agonías?”
Chopra, al igual que Einstein, también quiere “conocer los pensamientos de Dios”, porque “lo demás son detalles”. Y desde la milenaria concepción hindú condensada en la palabra lila, que en sánscrito significa juego y vida a la vez, reconoce:
“Es cierto que el fragor cotidiano no siempre resulta sencillo o alentador, pero la vida es y seguirá siendo un juego, aún en los peores momentos. Así son las reglas: las fuerzas creativas son tan necesarias como las de la inercia. De lo contrario, sin dualidad, sería la nada”.
“¿Queremos permanecer atrapados en el melodrama de este mundo de valores opuestos?”, pregunta Chopra, sin rodeos.
“La decisión de transformarse en un guerrero cósmico, como Arjuna, el príncipe del Bhagavad Gita, y formar parte de la energía creadora, depende de cada uno -dice-. Y no para provecho personal, sino por las fuerzas del universo mismo. Sólo entonces sentiremos pasión por este juego divino llamado vida”.

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