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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ImportaRSE - Florianópolis

RSE – Novo livro “Responsabilidad Social Corporativa” (em espanhol)

Autores: Jordi Morrós Ribera e Isabel Vidal Martinez

FC Editorial - 2009

“Seja útil, seja humilde e compartilhe”.

Chris Brogan

“A expressão de Responsabilidade Social Corporativa surge nos anos cinqüenta e sessenta do século XX nos Estados Unidos. No âmbito geográfico da União Européia se desenvolveu a partir da década dos noventa. Se está, por conseguinte, frente a um tema relativamente jovem no que faz referencia à expressão Responsabilidade Social Corporativa, que comporta um novo concepto de empresa afastado do conceito neoclássico de caixa fechada que atua num mercado de competência perfeita.”

As organizações tanto de âmbito público como privado e seus diretivos cada dia temos que ser mais conscientes de que nossos resultados finais podem ver-se afetados pelas boas ou más práticas ao longo da cadeia de produção.

Ao longo do livro os autores nos apresentam exemplos tales como: Grupo Eroski, José García Carrión, Mercadona, Inditex, etc.… Não obstante possa parecer que a RSC é só coisa das grandes empresas, essa afirmação é um grave erro. A RSC, afeta a todos os grupos de interesse.

Também na parte final nos descrevem as normas:

SA8000. Esta norma é utilizada pelas organizações intensivas em mão de obra e que subcontratam a empresas que operam em países em vias de desenvolvimento e com uma legislação mais leve que a que existe, por exemplo, em Espanha.

AccountAbility AA1000. Está focada ao progresso na rendição de contas (AccountAbility) e em estabelecer uma efetiva implicação com seus grupos de interesse.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ImportaRSE - Florianópolis

RSE – AUDIÊNCIAS INTERESSADAS (AI)

Germán Fernández –Bogotá, Colombia

Faz poucos anos alguém fez visíveis a uma série de personagem que incidem no desenvolvimento dos negócios: os stakeholders, ou audiências interessadas (AI). Interessadas em que? No que faz sua empresa ou entidade. E não são só os clientes e fornecedores.

Surgiram demandas desde os mercados sobre condutas das operações empresariais e começaram um desfile de consultores, vários com experiência no papel e não na prática, batendo a porta e fazendo apresentações show sobre os modelos de gestão na RSE e a iminente necessidade de implementação.
Também chegaram as perguntas: que vai amarrado ao plano de negócios; que se está constituído no Balanced Score Card como iniciativa estratégica; que se tem stakeholders engagement (envolver às AI); que se estão prontos para fazer um relatório GRI (Global Reporting Initiative).
Os tempos quando a Responsabilidade Empresarial era pagar impostos e gerar trabalho, se esfumaram. A entrega impessoal de doações e sair na foto passaram a história. Hoje é um dever ser RSE. A empresa é um agente mais da sociedade, um cidadão corporativo que deve acompanhar ao bem estar de sua comunidade.
Agora, se a gestão a reverte como beneficio próprio é válido, porque ao fim e ao cabo, se é uma atividade seria de beneficio real, alguém terá uma melhor qualidade de vida ou bem estar. Mas esse não é o único caminho. O altruísmo per si é tão válido como o anterior, por uma razão também de negócios.

Se há uma sociedade sadia, que cresce num meio ambiente saudável, que tem possibilidades de subsistência justa, haverá um mercado no qual essa mesma empresa, que hoje têm práticas de RSE, poderá fazer seus negócios em cinco, dez ou 100 anos.
Estamos celebrando o 25°aniversario da palavra “sustentabilidade” como conceito associado ao meio ambiente, mas esta se refere a entender que o mundo de hoje nos é emprestado pelas futuras gerações.
Logo de administrar o desenvolvimento de todos os modelos de RSE durante mais de duas décadas, se pode dizer que a decisão sobre como aplicar um plano deste tipo, tem que ver com o compromisso sincero, mensurável e comunicável, que têm o empresário, dono e gestor com as comunidades e com as AI com as quais interatua.

CONSTELAÇÕES FAMILIARES

A Ordem do Amor - Bert Hellinger

Este conjunto de leis naturais, familiares, sociais e espirituais que regem o funcionamento dos núcleos humanos é o que Bert Hellinger chama as Ordens do Amor. A transgressão das Ordens do Amor nas interações humanas será a origem dos conflitos e as discordâncias internas que podem chegar a manifestarem-se como patologias individuais, familiares, grupais ou sociais.

Mais: http://cristinallaguno.blogspot.com/

"Ordens da ajuda” – Bert Hellinger

Reflexões extraídas do livro “A paz se inicia na alma“, editorial Herder, de Bert Hellinger.

“Recolham-se e centrem-se, preparem-se para receber algo novo. Quero dizer algo sobre a desordem mental. Como surge? Por que é que uma pessoa realmente recorre à psicoterapia? Usualmente é porque a pessoa está afastada dos outros. Tão pronto alguém se afasta de seus pais ou dum pai, se perde a energia e a força. A pessoa começa a experimentar os sintomas.

A resolução é na realidade muito singela. Há que restabelecer a conexão quebrada. Como? Que qualidades permitem que o ajudante tenha sucesso? “Primeiro, o ajudante deve estar conectado com seus pais ou seus ancestrais ou com seu destino particular, com sua própria culpabilidade ou com sua morte.”

"Não é o mundo que precisa de paz; são as pessoas.

Quando as pessoas de todo o mundo estiverem em paz com

o interior de si mesmas, então o mundo terá PAZ"

Prem Rawat

A paz significa que se une o que antes estava em oposição. Reconhece-se mutuamente o que antes se havia excluído, o que antes se combateu, feriu, fez a guerra e incluso quis destruir-se, agora deplora as vítimas de ambos os bandos e o dor que mutuamente se infligiram. Que é o que faz a paz? Aqueles que se colocaram por cima de outros e os consideraram de menor valia ou como inimigos, agora podem reconhecer-los como iguais. Valorizam mutuamente o que cada um tem de especial, uns e outros tomam e recebem. A paz entre eles amplia seus limites pessoais, permite a diversidade e o próprio de cada um e facilita o atuar em conjunto. Esta paz começa na alma de cada um. O que antes havíamos rejeitado, marginado e deplorado, agora pode tomar seu lugar; um reconhece seu significado, suas conseqüências e sua contribuição à nosso crescimento e incluso o ama. Isto significa que nos despedimos do ideal da inocência que não pede nem exige que prefira sofrer em lugar de atuar, que prefira ficar criança em lugar de crescer. Esta paz tem sua continuidade na família. Muitas famílias desejam permanecer inocentes, cuidam a sua aparência e escondem, marginam e eliminam todo o que possa afetar sua imagem de inocência. Desta forma se fazem culpados para quedar inocentes. Expulsam a alguns membros da família, se envergonham deles e reprimem sua lembrança porque seu destino trágico lhes dá medo e porque sua lembrança lhes doe. Assim é como esta família se atrofia e se isola. A paz nas famílias não é nada fácil e de alguma maneira é incomoda. Quem deseja a paz e serve à paz está disposta a carregar o difícil, o doloroso, a culpa. A paz da um lugar na alma a todos os membros da família. Inclusive se não são como os outros desejam ou como quiseram que fossem. A paz enfrenta o reto e o conflito que ao final resulta em que se reconhecem como iguais e se ama aos demais e a humanidade. Como podemos promover a paz também em outras áreas? Quiçá ao principio somente em círculos pequenos, entre vizinhos ou no lugar de trabalho, mais adiante também em lugares onde temos maior responsabilidade, numa organização ou bem na política. Num grupo somente podemos promover a paz se respeitamos por um lado a dignidade de todos os participantes, como também, por outro lado, o que têm de especial, o que são e o que fazem, o que contribuíram ao todo. Isto requer que respeitemos também sua culpa e não lhes quitemos a responsabilidade pelas conseqüências de sua culpa. Isto á também parte de sua dignidade. Não é que a paz evite conflitos. Porque no conflito, os participantes demonstram o que é importante para eles e onde se sentem ameaçados. No conflito eles fazem valer o próprio até que tem que admitir onde e em que medida os demais lhes põem limites. Só então será possível que exista equilíbrio e intercambio entre eles. Isto permite que cada um cresça e se enriqueça através do especial que tem o outro. Em tal sentido, o conflito é uma condição para a paz, e a prepara. A paz nunca é completa. A paz perpetua como muitos a sonham seria a absoluta paralisação. Sem embargo, com a paz culmina algo, o que antes tem esgotado às forças em conflito, agora retrocede cheio de paz. Mas temos que permitir que o conflito retroceda; de outro modo depois de solucionado se reativa. E que é o que reativa o conflito novamente?

A lembrança! Por tal motivo, o que passou há que deixar-lo que passe. São especialmente os grupos os que põem em perigo a paz. Se não vemos o outro como pessoa individual, se nos percebemos predominantemente como parte de nosso grupo, e a outra pessoa também a percebemos como parte de seu grupo, nos quedamos cegos frente a quem é individuo. Como parte dum grupo muito facilmente nos afastamos de nós mesmos, como se quedáramos sem sentido, e assim nos dissolvemos no coletivo. Como pode lograr-se a paz entre grupos? Já que os indivíduos são em grande medida impotentes ante as forças coletivas, ainda se conservam sua lucidez, que possibilidades tem? Devem esperar o momento adequado até que a destruição se esgote. Mas podem preparar o caminho à paz num círculo pequeno. Isto, entanto, requer que eles agüentem o conflito, incluso que admitam o conflito como algo inevitável. A maioria das vezes estes conflitos datam de muito tempo atrás, mas seguem atuando nas almas dos descendentes. Nas constelações familiares através dos representantes se logra confrontar aqueles que originalmente participaram no inicio do problema. Ambas as partes se miram nos olhos quiçá pela primeira vez, se olham como seres humanos iguais entre si, com os mesmos direitos e a mesma dignidade, compreendem o que cometeram contra os demais e o que outros têm sofrido por sua causa; juntos começam a chorar pelo perdido, se reconciliam e encontram paz. É então que os descendentes podem também reconciliar-se, podem honrar as vítimas e reparar na sua memória a injustiça anterior se ainda é possível reparar-la. Então podem deixar atrás o passado e obrar de maneira construtiva no presente. Nas constelações familiares, a obra da reconciliação começa na alma individual e na família. Se aí é possível a reconciliação esta pode expandir-se a grupos maiores. Por isso nas constelações familiares permanecemos humildes e conscientes de nossos limites. A Paz profunda e duradoura se subtrai da intenção. Onde a paz se logra a recebemos como um presente.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ImportaRSE - Florianópolis


Como não poderia ser de outra maneira a tarefa de preservação do clima no planeta encontra algumas dificuldades. Os grandes lideres mundiais, assim como as grandes empresas multinacionais, se encontram em uma intensa briga política para poder apresentar em Copenhague metas e consensos que permitam atingir os objetivos desta reunião.

O economista Chefe para América Latina e Caribe do Banco Mundial, Augusto de la Torre, assegurou hoje que "é necessário convencer o mundo de que a economia deve orientar-se para as energias limpas" e desejou que a cume do clima de Copenhague "dê uma virada" nessa direção.

"Esperamos que depois de Copenhague a energia fóssil seja mais cara", afirmou De la Torre numa entrevista com Efe em Madrid.

"O truque, o coração, o miolo do assunto é que a economia consiga que o combustível fóssil resulte mais caro à economia doméstica. Há que dês- incentivar o uso dessas energias e incentivar as limpas", agregou.

Segundo o Banco Mundial, os principais objetivos que se devem alcançar na capital dinamarquesa são estabelecer a redução de emissões para os países ricos, marcar a redução das economias emergentes e como vão a ser compensadas por isto, e delimitar uma compensação aos países mais pobres que sofrem o câmbio climático e tem que se adaptar.

De la Torre insistiu em que os impactos conseqüentes das conclusões tiradas do cume do clima "têm que ser relativamente rápidos, porque estamos numa carreira contra o tempo".

"Na medida em que o mundo prossiga com um modelo econômico que consuma energias menos limpas e emita gases à atmosfera, o mundo se vai cercar no nível de acumulação em que o clima se pode voltar muito instável”, agregou.

Respeito ao papel de EEUU na responsabilidade climática, de la Torre afirmou que "se espera muito da administração Obama" e diz "estar seguro" de que o novo presidente de Estados Unidos quer levar "apostas ambiciosas" a Copenhague, mas não pode fazer-lo só.

"Há uma grande incerteza sobre se EEUU vai ser capaz de levar uma boa aposta política, mas não é fácil porque agora mesmo se estão levando a cabo muitas reformas sociais que são prioritárias para os estadunidenses como o tema da saúde pública - diz-, e é necessário o apoio do Congresso".

Em quanto à situação de América Latina na reconversão energética mundial, o economista precisou que, "paradoxalmente", as riquezas naturais da região trazem "grandes benefícios", mas também "grandes desafios".

"A riqueza natural pode converter-se num lastro porque em ocasiões gera atitudes antiéticas, problemas institucionais e políticos - digo-. Administrar a riqueza natural requer uma vontade política, de certa disciplina, porque a tendência mais comum é gastar os recursos de maneira quase imediata e logo isso se paga".

Segundo de la Torre, um contraste a essa tendência é Chile, que tem administrado de maneira "muito responsável" o cobre, o que lhe tem permitido aumentar o gasto público em matéria social durante a crise pelas poupanças que havia acumulado.

"Pela outra parte, o petróleo é uma riqueza natural e sua exploração não é amigável com os objetivos do milênio. Até agora América Latina tem tido uma matriz bastante limpa, mas é possível que com os descobrimentos dos combustíveis fóssis tenda a esse modelo mais sujo", agregou.

De la Torre expressou que se Latino América se embarca pronto num labor de adaptação às energias renováveis, "terá uma vantagem comparativa respeito ao resto", e insistiu em que ainda sendo essa transição "muito custosa" também é "inevitável".

As soluções que o Banco Mundial propõe ante a ameaça do câmbio climático se situam nos modelos de tope e comercio sobre o carbono e através de regulações, como a que acaba de adotar EEUU sobre a eficiência dos automóveis.

Segundo explicou, o projeto de lei que está discutindo o Congresso estadunidense para criar um mercado de carbono no país poderia supor que estados como México ou Canadá imitarão a medida, "o que seria um passo importantíssimo para a integração do sistema".

"A solução ao câmbio climático requer uma liderança muito forte dos países ricos e uma autentica convicção de que o mundo vai às energias limpas", destacou De la Torre.

Emtanto em outros lugares…

Barack Obama reconheceu as dificuldades que encontram em Washington suas propostas para reduzir as emissões de gases contaminantes geradas por EE UU. Congressistas democratas e republicanos pertos aos lobbies (grupos de pressão) metalúrgicos, industriais e elétricos, e a indústria do automóvel de Detroit se opõem às reduções drásticas que persegue o presidente alegando que aumentarão o preço das contas domésticas.

"Inescusável e imprudente"

Por sua parte, o secretario geral da ONU, Ban Ki-Moon, criticou ontem o rítmo "glacial" ao que se desenvolvem as negociações para reduzir as emissões de gases contaminantes. Ademais, o responsável do organismo internacional afirmou que seria "moralmente inescusável, curto de metas no plano econômico e imprudente politicamente" não alcançar um acordo em Copenhague que substituía ao atual Protocolo de Kyoto. Ainda fica muito por fazer: os rascunhos que circulam pelas Nações Unidas incluem mais de 2.000 emendas que deverão ser convertidas numa linguagem comum que possa ser aprovado na capital dinamarquesa.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

CONSTELAÇÕES FAMILIARES



Constelações Familiares NÃO é psicoterapia

"Constelações Familiares não é psicoterapia, é compreensão e aceitação profunda (...).

A essência deste trabalho é tomar a vida como é.

Muitos terapeutas querem corrigir algo ou fazer seguimento.

Não fazemos isso aqui"

Bert Hellinger

Terapia sistêmica

Cada pessoa pertence a um sistema familiar ao que está unido energeticamente, o que inclui a união profunda com os membros que já não estão fisicamente presentes ou com os que se há perdido o contacto direto.

Como qualquer outro sistema, o familiar está regido por umas "leis invisíveis", naturais. Ao ser invisível e, para a maioria inconsciente, as podemos transgredir sem saber-lo.

A transgressão inconsciente destas "leis do Amor" faz que nos identifiquemos com nossos antepassados, tomando responsabilidades que não nos pertencem e criando enredos diferentes da ordem natural. Permanecer nesta inconsciência gera muitas vezes em nossa vida desgraça, insatisfação, sofrimento, enfermidade, fracasso, perdas, bloqueios mentais, dificuldades, acidentes, etc.

O trabalho de Constelações Familiares (CF) pode diminuir o tempo necessário para resolver um tema com qualquer outra terapia convencional de tipo psicológico, já que vai mais além que elas. Por isso é um complemento ideal de qualquer terapia física, mental ou emocional. CF é um método não psicológico, altamente eficaz e rápido na resolução de todo tipo de conflitos.

A conexão com a alma e seus movimentos nos permite ver onde ficou interrompida a ordem natural do amor, e desde essa nova visão, profundamente respeitosa e livre de juízo e crítica, iniciar um processo de profunda cura não só no cliente que participa, senão também em seu entorno.

ImportaRSE - Florianópolis

América Latina não deve "pagar" o preço de combater o câmbio climático

Autor: Joaquim Utset

América Latina não deve "pagar" o preço dos sacrifícios necessários para combater o câmbio climático, um problema que não tem contribuído a criar e que é responsabilidade das economias ricas, diz hoje a Secretaria Geral da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena.

A responsável do organismo regional lembrou que os países latino-americanos são responsáveis de menos dos 6 por cento das emissões dos gases que causam o aquecimento global, apesar de ter um maior papel no aumento do desmatamento do planeta.

"A questão é quem vai pagar os maiores custos, e não devem ser os países em vias de desenvolvimento, senão que deve haver equidade. Os países desenvolvidos têm o compromisso de ajudar aos que estão em vias de desenvolvimento para levar-los a economias mais baixas em produção de carbono", afirmou Bárcena em declarações a Efe.

A região terá um papel de destaque na cume que se celebra hoje na sede das Nações Unidas para impulsionar as negociações dum novo acordo que substituía ao Protocolo de Kioto quando vença em 2012.

O presidente de Costa Rica, Oscar Arias, está entre o punhado de mandatários que tomarão a palavra durante a cerimônia inaugural do encontro, em tanto que México, Chile e Brasil co-presidirão três das oito mesas redondas nas que posteriormente se dividirão a centena de líderes que assistem ao encontro.

Bárcena assinalou que a região tem assumido um papel central nas negociações que deveriam culminar com a firma dum acordo em dezembro, durante a conferencia sobre cambio climático que a ONU celebrará em Copenhague.

Nesse sentido, destacou que os membros da região subscrevem ao principio de que os países que mais devem sacrificar-se são os mais desenvolvidos, responsáveis da imensa maioria das emissões que provocam o efeito estufa.

Economias emergentes como a de China e Índia consideram injusto adotar reduções de emissões que ponham em perigo seu crescimento econômico.

Por sua parte, Washington se resiste a firmar um compromisso se as economias de países em desenvolvimento que pronto superarão a Ocidente na quantidade de emissões absolutas não acedem a recortes específicos.

"Na América Latina existe o consenso de respeitar o conceito de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, que se refere a essa divida histórica dos países desenvolvidos, que cresceram sem nenhum tipo de limitações, como as que agora se trata de impor", sinalou a responsável da Cepal.

Esse é a mensagem que trasladarão no cume de hoje líderes latino-americanos como o presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, quem tem previsto pedir aos países ricos que transfiram suas tecnologias aos pobres "para aliar a preservação do meio ambiente com o desenvolvimento econômico".

México também se tem feito eco dessa mesma petição, pelo que tem proposto a criação dum "fundo verde" financiado em dois terços pelos países desenvolvidos e num terço pelas economias emergentes.

Pese a que ninguém espera que América Latina aumente sua escassa contribuição ao aquecimento global, os países da região também são conscientes de que a economia do futuro girará cada vez mais arredor das energias renováveis e irá perdendo sua dependência dos hidrocarbonetos, segundo a Cepal.

Com a tecnologia adequada, a região tem a capacidade de reduzir até um 30% seu atual consumo de energias ligadas ao dióxido de carbono, o que se traduziria numa poupança anual de milhes de milhões de dólares.

Mas estes projetos de poupança energética deveriam sufragar se com "fundos vindos de fora ou financiamento privado" que aproveite os enormes recursos naturais da região, destacou Bárcena.

"Somos uma região que mais que criar problemas, poderá solucionar-los. Esse é o fundo da questão", agregou a Diretora Executiva da Cepal, que tem previsto apresentar um relatório sobre esta matéria em vésperas da conferencia de Copenhague.

Segundo a ONU, os países ricos deveriam investir anualmente entre 500.000 e 600.000 milhões de dólares durante uma década para que os países em desenvolvimento possam abandonar o petróleo e o carvão em favor das energias renováveis.

Bárcena também ressaltou que outro frente importante para a região neste cume, e particularmente para o Caribe, é a criação dum fundo para financiar projetos de mitigação e adaptação aos efeitos do câmbio climático.

A região caribenha é particularmente vulnerável a fenômenos meteorológicos como as furações, possuidoras duma capacidade destrutiva que ao parecer aumenta pelo aquecimento global.

"Os mais afetados são os países mais pobres, menores e com economias mais difíceis", ressaltou a responsável de Cepal.

ImportaRSE - Florianópolis

Sustentabilidade como impulsora da inovação

A C. K. Prahalad o conhecemos pela contribuição à Teoria da Base da Pirâmide e a dos Negócios Inclusivos. Fala deles, porque provêm dum dos países que mais potencial tem para provocar câmbios positivos nessa esfera social: a Índia.
Há poucos dias escreveu um artigo para Harvard Business Review

“Why the Sustainability is Now the Key Driver of Innovation?” e a raiz dele, o blog Green Inc. do The New York Times o entrevistou telefonicamente para conhecer como se unem estes dois aspetos (a Inovação e a Sustentabilidade) com seu conhecimento da Base da Pirâmide.
A respeito, Prahalad destacou que considerando que “de três a quatro mil milhões de pobres aspiram sair da pobreza” ingressando na economia formal através das microempresas isso “agregará pressões sobre o meio ambiente que são impossíveis de predizer”, estimando que essa inclusão implique no futuro um maior consumo de recursos como água, energia, matérias-primas e transporte.
O autor diz ademais que “as companhias com visão de futuro, as empresas com boa liderança, devem preparar suas organizações para o inevitável [a sustentabilidade] e converter isso em oportunidades”.
Sobre o artigo escrito para HBR, Martha Belden realizou uma excelente tradução ao espanhol (e mais completa que a versão livre do artigo) no blog EstratégiaRSE que recomendo ler.
Se trata ao tema da sustentabilidade como chave para assegurar a competitividade da empresa.

Os autores, Ram Nidumolu, C.K. Prahalad y M.R. Rangaswami, fizeram um estudo de iniciativas de sustentabilidade em 30 grandes empresas como HP, Clorox, Cisco e Fedex. A investigação demonstra que a sustentabilidade é a rama principal das inovações organizacionais e tecnológicas já que ao preocupar-se pelo meio ambiente traz benefícios à companhia em geral.
A busca da sustentabilidade está começando a transformar a competitividade já que forçará às empresas a trocar a maneira em que vêem a seus produtos, tecnologias, processos e modelos de negócio. De acordo ao estudo, isto não representa um caminho fácil, ao contrário, os autores têm dividido esta transformação em cinco etapas de câmbio. Cada etapa possui seus próprios desafios e em cada uma se devem desenvolver novas capacidades para que a empresa siga melhorando. As etapas são as seguintes:
Etapa 1: Ver o respeito das leis como uma oportunidade.
As regulações meio ambientais variam entre regiões, países e inclusive cidades. As companhias que se enfocam em cumprir com as novas normas têm mais tempo para experimentar com materiais, tecnologias e processos e por isso de criar melhores produtos. Ademais as companhias que estão à vanguarda nestes temas são as que identificam oportunidades de negocio antes que seus competidores.
Este tema é crítico para países como os latino-americanos, onde ainda não existem normas claras que exijam as companhias cumprir com certos padrões para diminuir seus resíduos sólidos ou emissões de gases. Sem embargo, cada vez mais governos estão estabelecendo e assegurando-se de que as empresas operem duma maneira responsável.
Etapa 2: Fazer a cadeia de valor sustentável
Uma vez que as companhias têm aprendido a manter o mesmo passo que a regulação, se voltem mais proativas com os temas meio-ambientais. As empresas podem desenvolver operações sustentáveis ao analisar cada uma das partes de sua cadeia de valor. As ferramentas como manejo de carbono, análise do ciclo de vida do produto e seleção de fornecedores ajudam às empresas a identificar os pontos fracos em sua cadeia de valor. Uma vez lograda esta etapa, a companhia é capaz de criar mecanismos que relacionam suas iniciativas de sustentabilidade aos resultados do negócio.
Isto se aplica na América Latina especialmente nas PYMES, que representam à maior parte das empresas nestes países. Algumas PYMES são fornecedoras de grandes empresas, por tanto formam parte de sua cadeia de valor. Se uma empresa multinacional conta com uma planta em certo país, e quer ser responsável deverá revisar que seus sócios e fornecedores também o sejam.
Etapa 3: Desenho de Produtos e Serviços Sustentáveis
Nesta etapa é importante que os gerentes da empresa reconheçam que um grande número de consumidores prefere produtos que não danam ao meio ambiente, e podem tirar vantagem à concorrência ao redesenhar ou criar novos produtos. Para desenhar estes produtos, as empresas devem entender as preocupações do cliente e examinar cuidadosamente o ciclo de vida do produto. Ao mudar-se a novos mercados, tem que trabalhar em conjunto com organizações da sociedade civil.
Etapa 4: Desenvolvimento de novos modelos de negócio
Os novos modelos de negócio bem sucedidos incluem maneiras nobres de gerar ingressos e fornecer serviços em conjunto com outras empresas. O desenvolvimento de novos modelos de negócio requer de explorar distintas alternativas das maneiras atuais de fazer negócio assim como entender de que outras formas podem lograr a satisfação de seus clientes.
No caso da América Latina, cada vez mais empresas estão chegando ao mercado da base da pirâmide. Isto o realiza ao incluir a pessoas comumente excluídas de atividades econômicas como fornecedores, clientes ou inclusive sócios.
Etapa 5: Criação de Plataformas de práticas à futuro
As práticas à futuro trocam os paradigmas existentes. Para desenvolver inovações que dirijam as novas práticas, os executivos deverão questionar todo o que “se da por feito” o que é implícito nas práticas atuais.

Ao questionar o “status quo”, as pessoas fizeram câmbios para melhorar o funcionamento da empresa.
No artigo se encontram exemplos concretos da aplicação de cada uma destas etapas. Cabe recalcar que em sua maioria são empresas em países desenvolvidos, e que talvez a agenda para os países em desenvolvimento não seja a mesma, por suas prioridades e necessidades. Sem embargo, se uma empresa quer se manter competitiva a nível global, deverá buscar incluir o tema da sustentabilidade.
Para ler mais sobre o artigo visite: Harvard Business Review
Fonte: Leciones Aprendidas

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