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sexta-feira, 23 de abril de 2010

A MENTE


A MENTE, AQUÍ E AGORA






“O passado é um sonho, o futuro um mistério. Vive!”
Oscar Wilde

A quietude tem muitas dimensões. Uma é o silêncio; é o extremo oposto ao som, é a ausência de som. A segunda dimensão é a ausência de movimento: é o extremo oposto ao movimento. A mente é movimento do mesmo jeito que a mente é som. O som viaja e a mente também. A mente está em movimento constante, nunca permanece quieta. Não podes imaginar uma mente quieta. Não existe uma coisa assim, porque quando há quietude, a mente deixa de existir; quando existe a mente, há movimento.
Qual é então o movimento da mente? Com ele podemos conceber a segunda dimensão da quietude: a ausência de movimento.
Exteriormente sabemos o que o movimento significa: ir dum lugar a outro, dum sitio a outro. De A a B. Se estás em A e vais a B, há tido lugar um movimento. Assim, exteriormente à mente, movimento quer dizer cambiar de lugar no espaço. Se não há espaço, não te podes mover. Necessitas espaço para te mover exteriormente. O movimento interno não é no espaço, senão no tempo. Se não tem tempo não podes deslocar-te interiormente. O tempo é um espaço interior: de um segundo passas a outro segundo, deste dia a outro dia, daqui para lá, de agora a depois, no tempo.
O tempo é o espaço interno. Analisa tua mente e verás que sempre te estás movendo desde o passado ao futuro, desde o futuro ao passado. Ou bem, você vai para lembranças do passado ou te deslocas a desejos no futuro. Quando você vai desde o passado ao futuro ou desde o futuro ao passado, somente então empregas o momento presente, porém só como um meio. O presente, para a mente, não é nada mais que a linha divisória entre passado e futuro. Para a mente o presente não é realmente existencial. Somente é uma linha divisória desde a que podes deslocar-te ao passado ou ao futuro. A mente nunca está no presente porque é incapaz de ir ao presente.
Compreende-lo: você é incapaz de mover-te no presente. No presente não existe o tempo. O presente sempre é um único instante. Nunca estás em dois momentos ao mesmo tempo. Somente se vive um instante. Não podes ir de A a B porque somente existe A. Não tem B.
Entende essa qualidade do tempo no presente: sempre se vive um só instante. Tanto si fosses um mendigo como si fosses um Imperador, da igual. Tu depósito temporal é o mesmo, somente de instante a instante, e não podes mover-te nele. Não há lugar onde mover-se e a mente existe somente se há movimento. Por isso a mente nunca emprega o presente, não pode empregar-lo.
Retrocede ao passado. Aí há muitos lugares aos que podes ir. Existe um grande depósito de lembranças: todo teu passado está aí. Ou também podes ir ao futuro. Podes imaginar-lo porque o futuro é, basicamente, tão só o passado projetado. Tem vivido, tem experimentado muitas coisas. As desejas outra vez ou desejas evitar-las: esse é teu futuro. Amaste a alguém: foi luminoso. Então desejas que se repita, por isso projetas no futuro teu desejo de que se repita.
Estiveste enfermo, sofreste e desejas evitar-lo no futuro, por isso projetas não enfermar de novo. De modo que, teu futuro é tão só um passado que tem projetado e assim podes mover-te no futuro. Porém a mente não se encontra satisfeita com o futuro que pertence a esta vida. Projeta céus, projeta vidas futuras. Não está satisfeita com um pequeno futuro, assim que a mente cria tempo mais além da morte. O passado e o futuro são vastos territórios; podes mover-te com facilidade neles. Com o presente não te podes mover. A ausência de movimento implica estar no presente. Esta é a segunda dimensão da quietude. Se puderes permanecer neste instante, tão só aqui e agora, estarás quieto. Não podes estar de nenhuma outra forma. Não existe nenhuma outra possibilidade mais que estar quieto.
Vive agora, e o movimento se deterá porque a mente se deterá. Não penses no passado e não projetes no futuro. Isto que se te está dando é tudo o que tens. Permanece em isto, contenta-te com isto. Este mesmo instante é o único tempo verdadeiramente existencial; não há nada mais. O passado é somente uma memória. Está somente em tua mente, é pó acumulado, experiências acumuladas. Não há passado na existência, não há futuro na existência. A existência é o presente.
Se o homem não estivera nesta Terra não haveria nem passado nem futuro. As flores floresceriam, desde logo, porém no presente. O Sol sairia, mais no presente. A Terra não saberia nada do passado nem sonharia nada no futuro. Não haveria nem passado nem futuro. O passado está na mente, na memória e devido a esta lembrança é projetado ao futuro. Por isso, geralmente dividimos ao tempo em três partes: passado, presente e futuro, mas na realidade o passado e o futuro não são una parte do tempo. São parte da mente, não partes do tempo. O tempo possui uma única divisão, se é que podes chamar-la divisão, e é a do presente.
O tempo é sempre presente. Essas três divisões não são divisões do tempo. O passado e o futuro pertencem à mente, não ao tempo. Ao tempo somente lhe pertence o presente. Porém então é difícil chamar-lo presente porque, lingüisticamente, para nós o presente é algo entre o passado e o futuro. Refere-se ao passado, se refere ao futuro. Se não houvesse passado nem futuro então a palavra «presente» perderia todo seu significado.
Diz-se que Eckhart afirmou que não há tempo, somente o eterno «agora». Existe um «agora» eterno e um infinito «aqui». Quando digo «aí» somente o digo com referencia ao sitio em que estamos, senão, somente haveria «aqui». Se eu não estivera aqui, que lugar seria o «aqui» e que lugar seria o «aí»? Em referencia a mim mesmo, chamo ao lugar mais perto «aqui», e ao que não está perto o chamo «aí». Onde acaba o «aqui» e onde começa o «aí»? Não podemos delimitar-lo. Na realidade todo é um «aqui», um «aqui» infinito.
É devido à mente que dividimos o tempo. Então, todo o que temos vivido se converte no passado e todo o que esperamos viver se converte no futuro e aquilo que está transcorrendo se converte no presente.
Porém não há mente, somente há um infinito «agora», um eterno «agora». «Aqui, agora», é a realidade. «Aí» e «depois» são partes da mente, não partes da realidade.
O conceber a quietude desde uma segunda dimensão significa fazer um esforço para viver momento a momento. Então estarás em quietude, estarás em silencio. No haverá agitação interior, nem movimento, nem oscilações internas. Todo se haverá convertido num remanso de profundo silencio.
Por que esta mente se desloca ao passado e ao futuro? Buda lhe deu o nome de “tanha” a “trishna”, o desejo. Buda diz que, devido a que tem vivido algo, o desejas de novo. Ao desejar-lo, você vai ao futuro. Não desejes e não haverá futuro. É difícil, porque quando a mente experimenta prazer, anela repetir-lo e quando a mente experimenta desconforto não deseja repetir-lo, deseja evitar-lo. Por isto é natural que se crie o futuro e devido a este futuro nos perdemos o presente.
Estás-me escutando, podes simplesmente escutar-me; então não terás mente. Será uma escuta sem mente. Mas se estás escutando e procurando entender ao mesmo tempo, te haverás ido ao futuro. Se estiveres pensando no que se está falando, tem perdido o que se tem dito: tem ido ao futuro. E o presente é algo tão sutil e delicado e tão pequeno e tão atômico, que podes perder-lo num só instante. Um simples gesto, e te o haverás perdido.
Se estiveres escutando, simplesmente escuta. Não penses no que se te está dizendo, não trates de descobrir o significado, porque não podes fazer duas coisas no presente; escutar é suficiente. E se estás somente escutando, estás no presente e a mesma escuta se converte em meditação.
Mahavira há dito que se tem a capacidade de escutar corretamente não necessitas praticar nada mais. Sendo só um shravak, um que escuta adequadamente, atingirás todo o que pode ser atingido. Simplesmente sendo um shravak, um que escuta corretamente, porque simplesmente escutar não é uma simples escuta, é um grande fenômeno. E uma vez que conheces o segredo, podes aplicar-lo em qualquer situação. Comer se converterá em meditação, caminhar se converterá em meditação, dormir será meditação. Qualquer coisa na que estes nesse momento, sem ir ao futuro, serão meditação.
Porém desconhecemos toda atividade na que estamos no presente. O começamos a pensar no passado ou começamos a pensar no futuro. Perdemo-nos o presente continuamente. Isso implica que a Existência se nos escapa sempre. E isto se converte num processo em cadeia; logo se converte num hábito.
Uma noite Mulla Nasrudin caminhava por uma rua. A rua estava solitária e de repente se deu conta de que uns homens a cavalo, uma espécie de tropa se dirigia a ele. Sua mente começou a trabalhar. Pensou que poderiam ser assaltantes, que poderiam matar-lhe. Ou que poderiam ser soldados do Rei e que poderiam levar-lo para que prestasse o serviço militar ou qualquer outra coisa. Assustou-se e quando os cavalos e o barulho que formavam se lhe acercaram, começou a correr e entrou num cemitério e para poder esconder-se se deitou numa fossa aberta. Ao ver a aquele homem correndo, os ginetes, que eram simples viajantes, se deram conta do que havia sucedido. Correram detrás Mulla Nasrudin e se aproximaram ao tumulo em que estava. Ele estava com os olhos fechados como se estivesse morto. « Que te acontece? Porque te há assustado tanto de repente? Que passa?»
Então Mulla Nasrudin se deu conta de que se havia assustado a se mesmo sem motivo. Abriu seus olhos e diz, «É algo muito complexo, muito complicado. Se insistires em perguntar-me porque estou aqui, os direi. “Estou aqui por vossa culpa e vocês estais aqui pela minha».
É um círculo vicioso. Se tiveres desejos, te irás ao futuro e isto criará um círculo vicioso. Quando esse futuro se converta no presente, de novo te irás ao futuro. Hoje pensarei no amanhã; isto se convertera num hábito. E o amanhã nunca chega. Não pode chegar; é impossível. Quando chega é de novo o hoje e crie o hábito de ir-me sempre desde o hoje ao amanhã.
Por isso quando o amanhã chega, chega como o hoje e logo me vou de novo ao amanhã.
É uma corrente! e quanto mais a elabores, mais eficiente te volverás em completar-la. E o amanhã nunca chega. O que chega sempre é o hoje, e com o hoje você não tens nenhuma relação. Estabeleces um mecanismo: devido a que é hoje, te vai. É um hábito muito forte, não somente desta vida, senão de muitas outras vidas. Um tem que acabar com ele, tem que sair dele. Faças o que faças lembra somente uma coisa: permanece no presente em quanto o estejas fazendo. É difícil, árduo, e não vai a atingir-lo de imediato. Tem de romper um hábito muito arraigado. Vai a ser uma dura luta, mas intentá-lo.
O esforço mesmo criará uma distancia, e pelo mesmo esforço vai a saborear, às vezes, momentos do presente. E uma vez conheças o sabor, estás no caminho.
Porém não conheces o sabor do presente. Não o tem provado nunca, nunca tem vivido nele, nunca! O afirmo. E está sempre aqui. É a vida mesma; é tudo o que há na vida.
Jesus falou que estamos simplesmente mortos, sem vida! Um dia passava junto a um pescador justo à saída do sol. O pescador havia lançado suas redes ao lago e Jesus coloca a mão em seu ombro e lhe diz, « Vai a desperdiçar toda tua vida pescando? Posso te ensinar algo melhor para pescar. Te farei um pescador da vida». El pescador mirou a Jesus como se um imã lhe estivera atraindo, logo jogo sua rede e seguiu a Jesus.
Quando acabavam de sair do povoado alguém se lhes acercou correndo e diz ao pescador, «Teu pai ha morto. Acaba de morrer, assim que volta a casa. Aonde vai?»
O pescador pediu permissão; diz a Jesus, «Deixa-me que vou a casa. Voltarei pronto. “Tenho que enterrar a meu defunto pai».
Jesus lhe diz, «Deixa que os mortos enterrem aos mortos. Não tens por que ir; segue-me. Há muitos cadáveres no povoado. “Eles enterrarão ao defunto».
Para Jesus, estamos mortos porque nunca temos saboreado a vida, nunca temos saboreado o presente, o existencial. Vivemos no morto passado e seguimos projetando este passado já morto no futuro. Isto é ao que Shankara denomina maya, ilusão. Shankara tem sido muito mal entendido. Quando Shankara diz que o mundo inteiro é uma ilusão, quer dizer que o «mundo do homem» é uma ilusão, não o mundo em si mesmo.
Não sabemos nada do mundo. Temos criado nosso próprio mundo mental. Tudo o mundo tem seu próprio mundo, este mundo de passado e de futuro, este mundo de lembranças e desejos. Este mundo é falso, ilusório. Por isso quando Shankara diz que este mundo é falso, se refere a «teu mundo», não ao mundo. E quando «teu mundo» deixe de existir, conhecerás ao verdadeiro mundo. E Shankara diz que este é o Braman, que esta é a Verdade, a Verdade absoluta.
É como se estivéssemos vivendo num mundo de sonhos, cada um estando rodeado de seus próprios sonhos, de uma nuvem de sonhos. Tudo o mundo vai envolvido em seus próprios sonhos. E devido a esses sonhos não podemos ver o que é verdadeiro, o que é real. O real está escondido em nossos sonhos.
Esta mente sonhadora é a mente inquieta; a mente não sonhadora é a mente quieta. Porém os desejos criam sonhos. Sonhas pela noite porque desejas durante o dia. Se não desejaras durante o dia não sonharias pelas noites.
Um Buda não sonha, porque os sonhos são desejos e os desejos são sonhos.
Quando surgem durante o dia as chamas desejos; quando aparecem pela noite, as chamas sonhos. Porém tudo desejo é sonho. Por que? Porque tudo desejo radica no futuro, o qual não existe. Tudo desejo é um desejo futuro que não existe. O futuro não existe!
E seguimos sonhando. Devemos acabar com este sonhar. Este sonhar é um movimento, um movimento continua. Estão lotados de sonhos, sonhos destruídos, acabados, que são de novo recriados. Cada dia tem que tirar os velhos e criar uns novos.
Em qualquer momento, em qualquer atividade, trata de estar aqui e agora.
O esforço mesmo é uma barreira, mas se tem de começar com algo. Ao principio terás que fazer um esforço. Ainda o esforço é uma barreira porque o esforço te lança ao futuro. Porém ao principio um há de esforçar-se, logo num segundo nível você vai fazer um «esforço sem esforço», e logo, no terceiro nível, o esforço desaparece e estás no presente.
Caminhas pela rua: trata simplesmente de caminhar, não faças nada mais. Parece simples, mas não é. Parece que todos o fazemos, não é assim! Quando caminhas, tua mente está fazendo mil cosas mais. Acompanha cada passo. Simplesmente caminha.

NOTA: Desejo aclarar que não sou o autor deste artigo. Ignoro quem o foi, ele me chegou faz tempo e via assim... sem autor... de qualquer jeito me pareceu interessante e o compartilho com vocês. Obrigado!!.


LA MENTE, AQUÍ Y AHORA

La quietud tiene muchas dimensiones. Una es el silencio; es el extremo opuesto al sonido, es la ausencia de sonido. La segunda dimensión es la ausencia de movimiento: es el extremo opuesto al movimiento. La mente es movimiento del mismo modo que la mente es sonido. El sonido viaja y la mente también. La mente está en movimiento constante, nunca permanece quieta. No puedes imaginarte a una mente quieta. No existe una cosa así, porque cuando hay quietud, la mente deja de existir; cuando existe la mente, hay movimiento.
¿Cuál es pues el movimiento de la mente? Con él podemos concebir la segunda dimensión de la quietud: la ausencia de movimiento.
Exteriormente sabemos lo que el movimiento significa: ir de un lugar a otro, de un sitio a otro. De A a B. Si estás en A y te vas a B, ha tenido lugar un movimiento. Así, exteriormente a la mente, movimiento quiere decir cambiar de lugar en el espacio. Si no hay espacio, no te puedes mover. Necesitas espacio para moverte exteriormente. El movimiento interno no es en el espacio, sino en el tiempo. Si no hay tiempo no puedes desplazarte interiormente. El tiempo es un espacio interior: de un segundo pasas a otro segundo, de este día a otro día, de aquí para allá, de ahora a después, en el tiempo.
El tiempo es el espacio interno. Analiza tu mente y verás que siempre te estás moviendo desde el pasado al futuro, desde el futuro al pasado. O bien, te vas hacia recuerdos del pasado o te desplazas a deseos en el futuro. Cuando te vas desde el pasado al futuro o desde el futuro al pasado, solamente entonces empleas el momento presente, pero sólo como un medio. El presente, para la mente, no es nada más que la línea divisoria entre pasado y futuro. Para la mente el presente no es realmente existencial. Solamente es una línea divisoria desde la que puedes desplazarte al pasado o al futuro. La mente nunca está en el presente porque es incapaz de ir al presente.
Compréndelo: eres incapaz de moverte en el presente. En el presente no existe el tiempo. El presente siempre es un único instante. Nunca estás en dos momentos al mismo tiempo. Solamente vives un instante. No puedes ir de A a B porque solamente existe A. No hay B.
Entiende esa cualidad del tiempo en el presente: siempre vives un solo instante. Tanto si eres un mendigo como si eres un emperador, da igual. Tu depósito temporal es el mismo, solamente de instante a instante, y no puedes moverte en él. No hay lugar dónde moverse y la mente existe únicamente si hay movimiento. Por eso la mente nunca emplea el presente, no puede emplearlo.
Retrocede al pasado. Allí hay muchos lugares a los que puedes ir. Existe un gran depósito de recuerdos: todo tu pasado está ahí. O también puede irse al futuro. Puedes imaginártelo porque el futuro es, básicamente, tan sólo el pasado proyectado. Has vivido, has experimentado muchas cosas. Las deseas otra vez o deseas evitarlas: ése es tu futuro. Amaste a alguien: fue hermoso. Entonces deseas que se repita, por eso proyectas en el futuro tu deseo de que se repita.
Estuviste enfermo, sufriste y deseas evitarlo en el futuro, por eso proyectas no enfermar de nuevo. De modo que, tu futuro es tan sólo un pasado que has proyectado y así puedes moverte en el futuro. Pero la mente no se encuentra satisfecha con el futuro que pertenece a esta vida. Proyecta cielos, proyecta vidas futuras. No está satisfecha con un pequeño futuro, así que la mente crea tiempo más allá de la muerte. El pasado y el futuro son vastos territorios; puedes moverte con facilidad en ellos. Con el presente no te puedes mover. La ausencia de movimiento implica estar en el presente. Esa es la segunda dimensión de la quietud. Si puedes permanecer en este instante, tan sólo aquí y ahora, estarás quieto. No puedes estar de ninguna otra forma. No existe ninguna otra posibilidad más que estar quieto.
Vive en el ahora, y el movimiento se detendrá porque la mente se detendrá. No pienses en el pasado y no proyectes en el futuro. Esto que se te está dando es todo lo que tienes. Permanece en ello, conténtate en ello. Este mismo instante es el único tiempo verdaderamente existencial; no hay nada más. El pasado es solamente una memoria. Está solamente en tu mente, es polvo acumulado, experiencias acumuladas. No hay pasado en la existencia, no hay futuro en la existencia. La existencia es el presente.
Si el hombre no estuviera en esta Tierra no habría ni pasado ni futuro. Las flores florecerían, desde luego, pero en el presente. El Sol saldría, pero en el presente. La Tierra no sabría nada del pasado ni soñaría nada en el futuro. No habría ni pasado ni futuro. El pasado está en la mente, en la memoria y debido a este recuerdo es proyectado al futuro. Por eso, generalmente dividimos al tiempo en tres partes: pasado, presente y futuro, pero en realidad el pasado y el futuro no son una parte del tiempo. Son parte de la mente, no partes del tiempo. El tiempo posee una única división, si es que puedes llamarla división, y es la del presente.
El tiempo es siempre presente. Esas tres divisiones no son divisiones del tiempo. El pasado y el futuro pertenecen a la mente, no al tiempo. Al tiempo solamente le pertenece el presente. Pero entonces es difícil llamarlo presente porque, lingüísticamente, para nosotros el presente es algo entre el pasado y el futuro. Se refiere al pasado, se refiere al futuro. Si no hubiera pasado ni futuro entonces la palabra «presente» perdería todo significado.
Se dice que Eckhart dijo que no hay tiempo, solamente el eterno «ahora». Existe un «ahora» eterno y un infinito «aquí». Cuando digo «allí» solamente lo digo en referencia al sitio en que estamos, sino, solamente habría «aquí». Si yo no estuviera aquí, ¿qué lugar sería el «aquí» y qué lugar sería el «allí»? En referencia a mí mismo, llamó al lugar más cercano «aquí», y al que no está cercano lo llamó «allí». ¿Dónde acaba el «aquí» y dónde comienza el «allí»? No podemos delimitarlo. En realidad todo es un «aquí», un «aquí» infinito.
Es debido a la mente que dividimos el tiempo. Entonces, todo lo que hemos vivido se convierte en el pasado y todo lo que esperamos vivir se convierte en el futuro y aquello que está transcurriendo se convierte en el presente.
Pero no hay mente, solamente hay un infinito «ahora», un eterno «ahora». «Aquí, hora», es la realidad. «Allí» y «después» son partes de la mente, no partes de la realidad.
El concebir la quietud desde una segunda dimensión significa hacer un esfuerzo para vivir momento a momento. Entonces estarás en quietud, estarás en silencio. No habrá agitación interior, ni movimiento, ni oscilaciones internas. Todo se habrá convertido en un remanso de profundo silencio.
¿Por qué esta mente se desplaza al pasado y al futuro? Buda le dio el nombre de “tanha” a “trishna”, el deseo. Buda dice que, debido a que has vivido algo, lo deseas de nuevo. Al desearlo, te vas al futuro. No desees y no habrá futuro. Es difícil, porque cuando la mente experimenta placer, anhela repetirlo y cuando la mente experimenta incomodidad no desea repetirla, desea evitarla. Por esto es natural que se cree el futuro y debido a este futuro nos perdemos el presente.
Me estás escuchando, puedes simplemente escucharme; entonces no tendrás mente. Será una escucha sin mente. Pero si estás escuchando y tratando de entender al mismo tiempo, te habrás ido al futuro. Si estás pensando en lo que se te está diciendo, te has perdido lo que se te ha dicho: te has ido al futuro. Y el presente es algo tan sutil y delicado y tan pequeño y tan atómico, que puedes perdértelo en un sólo instante. Un simple gesto, y te lo habrás perdido.
Si estás escuchando, simplemente escucha. No pienses en lo que se te está diciendo, no trates de descubrir el significado, porque no puedes hacer dos cosas en el presente; escuchar es suficiente. Y si estás solamente escuchando, estás en el presente y la misma escucha se convierte en meditación.
Mahavira ha dicho que si eres capaz de escuchar correctamente no necesitas practicar nada más. Siendo sólo un shravak, uno que escucha adecuadamente, lograrás todo lo que puede ser logrado. Simplemente siendo un shravak, uno que escucha correctamente, porque simplemente escuchar no es una simple escucha, es un gran fenómeno. Y una vez que conoces el secreto, puedes aplicarlo en cualquier situación. Comer se convertirá en meditación, caminar se convertirá en meditación, dormir será meditación. Cualquier cosa en la que estés en ese momento, sin irte al futuro, será meditación.
Pero desconocemos toda actividad en la que estamos en el presente. O empezamos a pensar en el pasado o empezamos a pensar en el futuro. Nos perdemos el presente continuamente. Eso implica que la Existencia se nos escapa siempre. Y esto se convierte en un proceso en cadena; luego se convierte en un hábito.
Una noche Mulla Nasrudin caminaba por una calle. La calle estaba solitaria y de repente se dio cuenta de que unos hombres a caballo, una especie de tropa se dirigían hacia él. Su mente comenzó a trabajar. Pensó que podían ser asaltantes, que podían matarle. O que podían ser soldados del rey y que podían llevárselo para que prestara el servicio militar o cualquier otra cosa. Se asustó y cuando los caballos y el ruido que formaban se le acercaron, se puso a correr y entró en un cementerio y para poder esconderse se tumbó en una fosa abierta. Al ver a aquel hombre corriendo, los jinetes, que eran simples viajantes, se dieron cuenta de lo que había sucedido. Corrieron tras Mulla Nasrudin y se acercaron a la tumba en que estaba. El yacía con los ojos cerrados como si estuviera muerto. « ¿Qué te sucede? ¿Por qué te has asustado tanto de repente? ¿Qué pasa?»
Entonces Mulla Nasrudin se dio cuenta de que se había asustado a sí mismo sin motivo. Abrió sus ojos y dijo, «Es algo muy complejo, muy complicado. Si insistís en preguntarme porque estoy aquí, os lo diré. Estoy aquí por vuestra culpa y vosotros estáis aquí por la mía».
Es un círculo vicioso. Si tienes deseos, te irás al futuro y esto creará un círculo vicioso. Cuando ese futuro se convierta en el presente, de nuevo te irás al futuro. Hoy pensaré en el mañana; esto se convertirá en un hábito. Y el mañana nunca llega. No puede llegar; es imposible. Cuando llega es de nuevo el hoy y he creado el hábito de irme siempre desde el hoy al mañana.
Por eso cuando el mañana llega, llega como el hoy y luego me voy de nuevo al mañana.
¡Es una cadena! Y cuanto más la elabores, más eficiente te volverás en completarla. Y el mañana nunca llega. Lo que llega siempre es el hoy, y con el hoy tú no tienes ninguna relación. Estableces un mecanismo: debido a que es hoy, te vas. Es un hábito muy fuerte, no solamente de esta vida, sino de muchas otras vidas. Uno tiene que acabar con él, tiene que salir de él. Hagas lo que hagas recuerda solamente una cosa: permanece en el presente mientras lo estés haciendo. Es difícil, arduo, y no vas a lograrlo de inmediato. Has de romper un hábito muy arraigado. Va a ser una dura lucha, pero inténtalo.
El esfuerzo mismo creará una distancia, y por el mismo esfuerzo vas a saborear, a veces, momentos del presente. Y una vez conozcas el sabor, estás en el camino.
Pero no conoces el sabor del presente. No lo has probado nunca, nunca has vivido en él, ¡nunca!, te lo digo. Y está siempre aquí. Es la vida misma; es todo lo que hay en la vida.
Jesús dijo que estamos simplemente muertos, ¡sin vida! Un día pasaba junto a un pescador justo a la salida del sol. El pescador había lanzado sus redes al lago y Jesús puso la mano en su hombro y le dijo, « ¿Vas a desperdiciar toda tu vida pescando? Puedo enseñarte algo mejor para pescar. Te haré un pescador de la vida». El pescador miró a Jesús como si un imán le estuviera atrayendo, luego tiró su red y siguió a Jesús.
Cuando acababan de salir del pueblo alguien se les acercó corriendo y le dijo al pescador, «Tu padre ha muerto. Acaba de morir, así que vuelve a casa. ¿Adónde vas?»
El pescador pidió permiso; le dijo a Jesús, «Déjame que vaya a casa. Volveré pronto. Tengo que enterrar a mi difunto padre».
Jesús le dijo, «Deja que los muertos entierren a los muertos. No tienes por qué ir; sígueme. Hay muchos cadáveres en el pueblo. Ellos enterrarán al difunto».
Para Jesús, estamos muertos porque nunca hemos saboreado la vida, nunca hemos saboreado el presente, lo existencial. Vivimos en el muerto pasado y seguimos proyectando este pasado ya muerto en el futuro. Esto es a lo que Shankara denomina maya, ilusión. Shankara ha sido muy mal entendido. Cuando Shankara dice que el mundo entero es una ilusión, quiere decir que el «mundo del hombre» es una ilusión, no el mundo en sí.
No sabemos nada del mundo. Hemos creado nuestro propio mundo mental. Todo el mundo tiene su propio mundo, este mundo de pasado y de futuro, este mundo de recuerdos y de deseos. Este mundo es falso, ilusorio. Por eso cuando Shankara dice que este mundo es falso, se refiere a «tu mundo», no al mundo. Y cuando «tu mundo» deje de existir, conocerás al verdadero mundo. Y Shankara dice que éste es el brahmán, que ésa es la Verdad, la Verdad absoluta.
Es como si estuviéramos viviendo en un mundo de sueños, cada uno estando rodeado de sus propios sueños, de una nube de sueños. Todo el mundo va envuelto en sus propios sueños. Y debido a esos sueños no podemos ver lo que es verdadero, lo que es real. Lo real está escondido tras nuestros sueños.
Esta mente soñadora es la mente inquieta; la mente no soñadora es la mente quieta. Pero los deseos crean sueños. Sueñas por la noche porque deseas durante el día. Si no desearas durante el día no soñarías por las noches.
Un Buda no sueña, porque los sueños son deseos y los deseos son sueños.
Cuando surgen durante el día los llamas deseos; cuando aparecen por la noche, los llamas sueños. Pero todo deseo es sueño. ¿Por qué? Porque todo deseo radica en el futuro, el cual no existe. Todo deseo es un deseo futuro que no existe. ¡El futuro no existe!
Y seguimos soñando. Debemos acabar con este soñar. Este soñar es un movimiento, un movimiento continuo. Estás repleto de sueños, sueños destruidos, acabados, que son de nuevo recreados. Cada día hemos de tirar los viejos y crear unos nuevos.
En cualquier momento, en cualquier actividad, trata de estar aquí y ahora.
El esfuerzo mismo es una barrera, pero se ha de empezar con algo. Al principio tendrás que hacer un esfuerzo. Aún el esfuerzo es una barrera porque el esfuerzo te lanza al futuro. Pero al principio uno ha de esforzarse, luego en un segundo nivel uno ha de hacer un «esfuerzo sin esfuerzo», y luego, en el tercer nivel, el esfuerzo desaparece y estás en el presente.
Caminas por la calle: trata simplemente de caminar, no hagas nada más. Parece simple, pero no lo es. Parece que todos lo hacemos, ¡no es así! Cuando caminas, tu mente está haciendo mil cosas más. Acompaña cada paso. Simplemente camina.

NOTA: Quiero aclarar que no soy el autor de este artículo. Ignoro quién lo fue, pues me llegó hace tiempo y venía así... sin autor... de cualquier forma me pareció interesante y lo comparto con ustedes. Gracias."

quinta-feira, 22 de abril de 2010

INTELIGENCIA





AS CRIANÇAS E A INTELIGENCIA.
Extraído de TAO: O portal dourado. Autor: Osho.

Um místico Sufi, Hasan, estava morrendo. Quando ele estava morrendo um homem perguntou a ele: “Hasan, você nunca nos disse quem foi seu Mestre. Nós lhe perguntamos varias vezes, você sempre, de alguma forma, deu um jeito para não responder. Agora você está deixando o mundo. Por favor, diga-nos quem foi o seu Mestre. Nós estamos muito curiosos.”
Hasan disse: “Eu nunca respondi essa pergunta pela simples razão de que não houve um único Mestre em minha vida, eu aprendi a partir de muitas pessoas. Meu primeiro professor foi uma criancinha.”
Eles ficaram perplexos e disseram: “Uma criancinha! O que você esta dizendo? Você perdeu o juízo porque você esta morrendo? Você enlouqueceu?
Ele disse: “Não, escutem a estória. Eu fui a uma cidade. Embora eu não tivesse conhecido a verdade até àquela época, eu era muito culto, era um erudito. Eu era famoso no país inteiro, até mesmo fora do país o meu nome estava se espalhando. As pessoas começaram a vir a mim achando que eu conhecia a verdade. Eu estava fingindo que a conhecia e estava fingindo sem saber que estava fingindo – eu estava quase inconsciente. Porque as pessoas acreditavam que eu conhecia, elas me convenciam que eu devia estar certo, eu devia estar sabendo, senão porque tantas pessoas viriam a mim? Eu havia me tornado um professor. Sem experimentar qualquer coisa da verdade, sem mesmo entrar em meu próprio mundo interior, eu estava falando ao respeito de grandes coisas. Eu conhecia todas as escrituras, elas estavam na ponta da minha língua”.
“Mas durante três dias eu me estava movendo num país onde ninguém me conhecia, eu estava desejando ardentemente encontrar alguém que me perguntasse algo, para que eu pudesse mostrar o meu conhecimento”.
As pessoas de conhecimento se tornam muito exibicionistas; esse é todo seu prazer. Se uma pessoa de conhecimento tivesse que permanecer em silêncio, ela preferiria cometer suicídio. Se não, qual é o sentido de viver no mundo? Ele tem que exibir seu conhecimento. Somente o homem sábio consegue ser silencioso. Para o sábio, falar é quase um fardo, ele fala porque ele tem que falar. A pessoa de conhecimento fala porque ela não consegue permanecer silenciosa. Existe uma vasta diferença; você pode não ser capaz de percebê-la de fora porque ambos falam. Buda fala, Jesus fala e Hasan também estava falando. E todos eles dizem coisas bonitas. Algumas vezes as pessoas de conhecimento dizem coisas mais sabias do que os sábios, porque os sábios podem falar em contradições, em paradoxos, mas a pessoa de conhecimento é sempre lógica, consistente, ele têm todas as probas e argumentos, ele tem todas as escrituras para apoiá-lo.
Mas durante três dias ele teve que permanecer silencioso. Foi quase como jejuar, ele estava se sentindo faminto – faminto por uma audiência, faminto por alguém. Mas ele não havia deparado com alguém que o conhecesse então ninguém perguntou coisa alguma.
Ele entrou nessa cidade. Estava justamente começando a escurecer, o sol se havia posto há pouco. Uma criancinha estava carregando uma lamparina e ele perguntou à criança: “Meu filho, posso lhe fazer uma pergunta? Para onde você vai levando essa lamparina?
E a criança disse: “Eu estou indo ao templo. Minha mãe me disse para colocar esta lâmpada lá, porque o templo é escuro. E esse tem sido o hábito de minha mãe: sempre colocar uma lâmpada lá na noite para que, pelo menos, o Deus do templo não tenha que viver na escuridão.”
Hasan perguntou à criança: “Você parece ser muito inteligente. Você pode me dizer uma coisa – você mesmo acendeu essa lâmpada?”
A criança disse: “Sim”
Então Hasan disse: “Uma terceira pergunta, a ultima pergunta que eu quero lhe fazer: se você mesmo acendeu a lâmpada, você pode me dizer de onde veio a chama? Você deve tela visto vindo de algum lugar.”
A criança riu e disse: “Eu farei uma coisa – simplesmente observe!” “E ele soprou a chama e disse:” A chama se foi exatamente na sua frente. Você pode me dizer onde ela foi? Você deve ter visto!”
E Hasan ficou completamente mudo. Ele não conseguiu responder. A criança havia mostrado a ele que a sua pergunta, embora parecesse muito relevante, significativa, era absurda. Ele se curvou diante da criança e tocou seus pés.
Ele disse ao indagador: “Aquela criança foi meu primeiro Mestre. Naquele exato momento foi que me dei conta que todas minhas metafísicas, e toda minha filosofia, eram sem sentido. Eu não sabia de nada por mim mesmo. Eu não sabia nem mesmo de onde vem a luz duma lâmpada, para aonde ela vai quando é apagada – eu estava falando sobre quem fez ao mundo, quando ele fez ao mundo! Por causa de aquele momento eu tenho sempre me lembrado da criança. Ele pode ter se esquecido de mim, pode até mesmo não me reconhecer, mas eu não posso me esquecer daquele incidente.
“E desde então milhares de pessoas têm me ensinado. Eu tenho evitado a pergunta diversas vezes, porque não existe uma única pessoa a quem eu possa chamar meu Mestre. Muitos têm sido meus Mestres, eu aprendi a partir de muitas fontes e de cada fonte eu apreendi uma coisa: que a menos que você saiba a partir de sua própria experiência todo conhecimento é fútil”.
“Depois eu abandonei todo o meu aprendizado, todo o meu conhecimento, queimei todas as minhas escrituras. Eu abandonei a idéia de ser um erudito, me esqueci de toda minha fama. Eu comecei a andar como um mendigo, absolutamente desconhecido para qualquer pessoa. E a os poucos, me aprofundando em meditação, descobri minha própria inteligência”.
Mesmo se a sociedade destruir sua inteligência, ela não poderá ser destruída totalmente, ela somente a cobre com muitas camadas de informação.
E essa é toda a função da meditação. Levá-lo mais profundamente para dentro de você mesmo. É um método de cavar no seu próprio ser até ao ponto aonde você chega às águas vivas da sua própria inteligência. Quando você descobrir sua criança novamente, quando você tiver renascido, somente então você irá entender o que eu quero dizer ou enfatizar várias vezes que as crianças são realmente inteligentes.
Porém comece a observar às crianças, as suas respostas – não as suas perguntas, mas sim as suas respostas. Não faça perguntas tolas, pergunte a elas algo imediato que não dependa de informação e veja suas respostas.

●A mãe estava preparando a Pedrinho para ir à festa. Quando ela terminou de pentear o seu cabelo, ela endireitou a gola de sua camisa e disse: “Vai agora filho. Divirta-se... e comporte-se!
“Ora mãe, disse Pedro. “Por favor, decida antes de eu ir qual das duas coisas você quer!

●Uma nova placa de transito foi colocada frente à escola. Nela estava escrito: “Dirija devagar. Não mate a um estudante!”
No dia seguinte havia outra placa embaixo dela escrita com uma letra infantil: “Espere pelo professor!”

●Pedrinho chega à casa da escola, com um grande sorriso no rosto.
“Bem querido, você parece muito feliz. Então você gosta dela escola, não é?
“Não seja boba mãe”, responde o menino, “nos não podemos confundir a ida com a vinda”

LOS NIÑOS Y LA INTELIGENCIA.
Extraído de: TAO - O portal dorado. Autor: Osho.

Un místico Sufí, Hasan, estaba muriendo. Cuando él estaba muriendo un hombre le preguntó: “Hasan, usted nunca nos dijo quien fue su Maestro. Nosotros le preguntamos varias veces, y usted siempre, de alguna forma, encontró un modo para no responder. Ahora usted está dejando este mundo. Por favor, díganos quien fue su Maestro. Nosotros tenemos mucha curiosidad.”
Hasan dijo: “Yo nunca respondí a esa pregunta por la simple razón de que no hubo un único Maestro en mi vida, yo aprendí a partir de muchas personas. Mi primer profesor fue un niñito.”
Ellos se quedaron perplejos y dijeron: “¡Un niñito! ¿Que está diciendo usted? ¿Usted perdió el juicio porque está muriendo? ¿Usted enloqueció?
El dijo: “¡No!, ¡no!, escuchen la historia. Yo fui a una ciudad. No obstante todavía, yo no había conocido la verdad hasta aquella época, yo era muy culto, era un erudito. Era famoso en todo el país, y hasta fuera del país; mi nombre estaba divulgándose. Las personas comenzaron a venir a verme creyendo que yo conocía la verdad. Yo estaba fingiendo que la conocía y estaba fingiendo sin saber que estaba fingiendo – yo estaba casi inconsciente. Porque las personas acreditaban que yo sabía, ellas me convencían que yo debía estar acertado, yo debía estar sabiendo, de lo contrario ¿por qué tantas personas vendrían a verme? Yo me había transformado en un profesor. Sin experimentar cualquier cosa de la verdad, sin aún haber entrado en mi propio mundo interior, yo estaba hablando con respecto a grandes cosas. Yo conocía todas las escrituras, ellas estaban en la punta de mi lengua”.
“Pero durante tres días yo me estaba moviendo en un país donde nadie me conocía, yo estaba deseando ardientemente encontrar alguien que me preguntara algo, para que yo pudiese mostrar mi conocimiento”.
Las personas poseedoras de conocimiento se vuelven muy exhibicionistas; ese es todo su placer. Si una persona de conocimiento tuviera que permanecer en silencio, ella preferiría cometer suicidio. Si no, ¿cuál es el sentido de vivir en el mundo? Él tiene que exhibir su conocimiento. Solamente el hombre sabio consigue ser silencioso. Para el sabio, hablar es casi una carga, él habla porque tiene que hablar. La persona de conocimiento habla porque ella no consigue permanecer silenciosa. Existe una gran diferencia; usted puede no ser capaz de percibirlo desde afuera porque ambos hablan. Buda habla, Jesús habla y Hasan también estaba hablando. Y todos ellos dicen cosas bonitas. Algunas veces las personas de conocimiento dicen cosas más sabias que los sabios, porque los sabios pueden hablar de contradicciones, en paradojas, pero la persona de conocimiento es siempre lógica, consistente, ella tiene todas las pruebas y argumentos, ella tiene todas las escrituras para apoyarlo.
Pero durante tres días él tuvo que permanecer silencioso. Fue casi como ayunar, él estaba sintiéndose hambriento – hambriento por una audiencia, hambriento por alguien. Pero él no había deparado con alguien que lo conociera entonces nadie preguntó nada.
Él entró en esa ciudad. Estaba justamente comenzando a oscurecer, el sol se había puesto hacia poco. Un niño estaba cargando una lamparita y el preguntó al niñito: “¿Hijo, puedo hacerte una pregunta? ¿Para dónde vas llevando esa lamparita?
Y el niño respondió: “Yo estoy yendo al templo. Mi madre me dijo que coloque esta lámpara allá, porque el templo es oscuro. Y ese ha sido la costumbre de mi madre: colocar siempre una lámpara allá en la noche para que, por lo menos, el Dios del templo no tenga que vivir en la oscuridad.”
Hasan preguntó al niño: “Tú pareces ser muy inteligente. Me puedes decir una cosa – ¿tú mismo encendiste esa lámpara?”
El niño respondió: “Si”
Entonces Hasan dijo: “Una tercera pregunta, la última pregunta que yo quiero hacerte: si tú mismo encendiste la lámpara, ¿tú me puedes decir de dónde vino la llama? Debes haberla visto viniendo de algún lugar.”
El niño sonrió y le dijo: “Yo haré una cosa – ¡simplemente observe!” “y sopló la llama y le dijo:” “La llama se fue exactamente frente a usted. ¿Usted me puede decir donde fue ella? ¡Usted debe haberla visto!”
Y Hasan quedó completamente mudo. El no consiguió responder. El niño le había demostrado que su pregunta, no obstante pareciera muy relevante, significativa, era absurda. El se curvó delante del niño y toco sus pies.
Él dijo al indagador: “Aquel niño fue mi primer Maestro. En aquel exacto momento fue que me di cuenta que toda mí metafísica, y toda mi filosofía, eran sin sentido. Yo no sabía nada por mí mismo. Yo no sabía siquiera de donde venía la luz de una lámpara, para donde ella va cuando es apagada – ¡yo estaba hablando sobre quien creó al mundo, a quien hizo al mundo! Por causa de aquel momento yo nunca me he olvidado de aquel niño. El puede haberse olvidado de mí, puede hasta no reconocerme, mas yo no puedo olvidarme de aquel incidente.
“Y desde entonces millares de personas me han enseñado. Yo he evitado la pregunta diversas veces, porque no existe una única persona a quien yo pueda llamar mi Maestro. Muchos han sido mis Maestros, yo aprendí a partir de muchas fuentes y de cada fuente yo aprendí una cosa: que a menos que usted aprenda a partir de su propia experiencia todo conocimiento es fútil”.
“Después yo abandoné todo mi aprendizaje, todo mi conocimiento, queme todas mis escrituras. Yo abandoné la idea de ser un erudito, me olvidé de toda mi fama. Comencé a andar como un mendigo, absolutamente desconocido para cualquier persona. Y lentamente, profundizando en la meditación, descubrí mi propia inteligencia”.
Aún si la sociedad destruyera su inteligencia, ella no podrá ser destruida totalmente, ella solamente la cubre con muchas camadas de información.
Y esa es toda la función de la meditación. Llevarlo más profundamente para dentro de usted mismo. Es un método de cavar en su propio ser hasta el punto donde usted llega a la pureza de su propia inteligencia. Cuando usted descubra su niño nuevamente, cuando usted haya renacido, solamente entonces, usted entenderá lo que yo quiero decirle o enfatizar varias veces, que los niños son realmente inteligentes.
Por eso comience a observar a los niños, a sus respuestas – no a sus preguntas, pero sí a sus respuestas. No haga preguntas tontas, pregunte a ellos algo inmediato que no dependa de información y oiga sus respuestas.

●La madre estaba preparando a Pedrito para ir a la fiesta. Cuando ella terminó de peinar su cabello, ella enderezó el cuello de su camisa y le dijo: “Ve hijito. ¡Diviértase... y compórtese!
“Escucha mamá, dijo Pedro. “¡Por favor, decide antes de ir cual de las dos cosas tu quieres que haga!”

●Un nuevo cartel de transito fue colocado frente a la escuela. En él estaba escrito: “¡Conduzca lentamente. No mate a un estudiante!”
Al día siguiente había otro cartel debajo del anterior escrito con una letra infantil: “¡Espere por el profesor!”

●Pedrito vuelve de la escuela, con una gran sonrisa en su rostro.
“Muy bien querido, tu pareces muy feliz. Entiendo que tú gustas de la escuela, ¿no es así?
“¡No sea boba mamá!”, responde el niño, “!nosotros no podemos confundir la ida con la vuelta¡”

quarta-feira, 21 de abril de 2010

SIMPLICIDAD - SIMPLICIDADE


Simplicidad
(Jorge Robledo Ortiz)




Es tan humano este dolor que siento.
Esta raíz sin tallo florecido.
Este recuerdo anclado al pensamiento
Y por toda la sangre repetido,
Que ya ni me fatiga el vencimiento,
Ni me sangra el orgullo escarnecido.
Mi corazón se acostumbró al tormento
De perder la mitad de su latido.
Ya mi rencor no exige la venganza.
Aprendí a perdonar toda esperanza
Como un bello pecado original.
Llevo en las manos tantas despedidas,
Y en lo que fue el amor tantas heridas,
Que me he tornado un hombre elemental

A SIMPLICIDADE - Osho

Às vezes acontece a você sentir-se integrado, em algum raro momento.
Observe o oceano, o seu espírito indomável -- de repente você esquece a sua divisão interior, a sua
esquizofrenia: você relaxa.
Ou então, andando pelo Himalaia, contemplando a neve virgem nos picos das montanhas, de repente uma calma
o envolve e você não precisa ser falso, porque não há ali nenhum outro ser humano para o qual representar.
Você se re-integra. Ou ainda, ouvindo boa música, você se sente integrado.
Sempre que, em qualquer situação, você se torne uno, uma paz, uma felicidade, uma bênção o envolvem,
brotam de dentro de você. Você se sente preenchido.
Não há necessidade de ficar esperando por esses momentos - eles podem transformar-se na sua maneira
natural de viver.
Esses momentos extraordinários podem transformar-se em momentos comuns - este é todo o esforço do Zen.
É possível viver uma vida extraordinária dentro dos limites de uma vida bastante comum: cortando árvores,
rachando lenha, buscando água no poço, é possível estar extremamente à vontade consigo mesmo.
Limpando o chão, preparando a comida, lavando a roupa, você pode estar perfeitamente à vontade - porque
a questão toda é de você atuar com todo o seu ser, desfrutando, realizando-se no que faz.


LA SIMPLICIDAD – by Osho


A veces a usted le sucede el sentirse integrado, en algún raro momento.
Observe el oceano, y su espírito indomable -- de repente usted olvida su división interior, su
esquizofrenia: usted se relaja.
O entonces, andando por el Himalaia, contemplando la nieve virgen en los picos de las montañas, de repente una calma lo envuelve y usted no precisa ser falso, porque no hay allí ningún otro ser humano para el cual representar.
Usted se reintegra. O aún, oyendo buena música, usted se siente integrado.
Siempre que, en cualquier situación, usted se torne uno, una paz, una felicidad, una bendición lo envuelven,
brotan de dentro de usted. Usted se siente pleno.
No hay necesidad de quedarse esperando por esos momentos - ellos pueden transformarse em su manera
natural de vivir.
Esos momentos extraordinários pueden transformarse en momentos comunes - este es todo el esfuerzo del Zen.
Es posible vivir una vida extraordinária dentro de los limites de una vida bastante comum: cortando árboles,
cortando leña, buscando água en el pozo, es posible estar extremamente cómodo consigo mismo.
Limpiando el piso, preparando la comida, lavando la ropa, usted puede estar perfectamente cómodo - porque
toda la cuestión es que usted actúe con todo su ser, disfrutando, realizándose en lo que hace

El arte de la simplicidad

“Un intelectual es el que explica algo simple de forma difícil y complicada. Un artista es el que explica algo complicado y difícil de forma simple”.

A arte da simplicidade

“Um intelectual é o que explica algo simples de forma dificil e complicada. Um artista é o que explica algo complicado de forma simples”


– Charles Bukowski - escritor

terça-feira, 20 de abril de 2010

SIMPLICIDAD


Simplicidade




Se pudéssemos abandonar a sabedoria e a sagacidade
As pessoas poderiam desfrutar o ser todos iguais;
Se pudéssemos abandonar o dever e a justiça
Tudo poderia basear-se nas relações de amor ou amizade;
Se pudéssemos abandonar o artifício e o proveito
A corrupção e o roubo poderiam desaparecer.
Embora assim, semelhantes remédios só tratariam os sintomas
Por tanto são inadequados.
A gente necessita remédios pessoais:
Revela teu autentico eu,
Abraça tua natureza original,
Abandona teu próprio interesse,
Controla teu desejo.

Lao Tse – Tao Te Ching
Simplicidad

Si pudiésemos abandonar la sabiduría y la sagacidad
La gente podría disfrutar el ser todos iguales;
Si pudiésemos abandonar el deber y la justicia
Todo podría basarse en las relaciones de amor o amistad;
Si pudiésemos abandonar el artificio y el provecho
La corrupción y el robo podrían desaparecer.
Aún así, semejantes remedios solo tratarían los síntomas
Por tanto son inadecuados.
La gente necesita remedios personales:
Revela tú auténtico yo,
Abraza tu naturaleza original,
Abandona tu propio interés,
Controla tu deseo.
Lao Tse - Tao Te Ching

“El arte de vivir consiste, únicamente, en proceder con sencillez”.
“A arte de viver consiste, unicamente, em proceder com simplicidade”.

SIMPLICIDAD - SIMPLICIDADE

Nada es más simple que la grandeza; de hecho, ser simple debe ser grande. Ralph Waldo Emerson
Nada é mais simples que a grandeza; de fato, ser simples deve ser grande.

La simplicidad es la gloria de la expresión. Walt Whitman
A simplicidade é a gloria da expressão.

Abrace la simplicidad, reduzca el egoísmo, tenga pocos deseos. Lao-tze
Abrace a simplicidade, reduza o egoísmo, tenha poucos desejos.

Adoro placeres simples. Son el refugio pasado de lo complejo. Oscar Wilde
Adoro prazeres simples. São o refugio passado do complexo

El arte del arte, la gloria de la expresión y el sol de la luz en las letras, es la simplicidad. Walt Whitman

A arte da arte, a gloria da expressão e o sol da luz nas letras, é a simplicidade.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

PATRICIA MAY









"El ser humano es el universo que florece en la reflexión. Lleva en sí una historia de millones y millones de años, de estrellas y piedras, de continentes y mares, de instinto, de búsqueda.

“O ser humano é o universo que floresce na reflexão. Leva em se uma história de milhões e milhões de anos, de estrelas e pedras, de continentes e mares, de instinto, de busca.”

“El ser humano es el universo que se mira a sí mismo y, sorprendido, se da cuenta de que existe. Allí comienza la historia de un ser errante en busca del paraíso”.

“O ser humano é o universo que se olha a se mesmo e, surpreendido, se da conta de que existe. Aí começa a história dum ser errante em busca do paraíso”.

“Una historia de creación, libertad y soledad."

“Uma história de criação, liberdade e solidão”

Patricia May

Espiritualidad para la humanidad, para hacer los cambios...
...para gestar un nuevo mundo necesitamos concebir y vivir lo humano en una mayor altura y profundidad. Necesitamos una visión respecto de quiénes somos, de dónde venimos y a dónde vamos que nos dignifique, que nos muestre la vastedad de lo que somos, que nos abarque desde el cuerpo al Espíritu y nos permita tener una nueva comprensión del sentido de vivir. Es vital que lleguemos a entendernos como algo más que egos en lucha por prevalecer, que dibujemos un paisaje colectivo que dé cabida a nuestra nostalgia de unidad, de paz, de entrega, de confianza y poder creativo para gestar un mundo mejor.

Espiritualidade para a humanidade, para fazer os câmbios...
...para gestar um novo mundo necessitamos conceber e viver o humano numa maior altura e profundidade. Necessitamos uma visão respeito de quem somos de onde vimos e aonde vamos que nos dignifique, que nos mostre a vastidão do que somos, que nos abarque desde o corpo ao Espírito e nos permita ter uma nova compreensão do sentido de viver. É vital que cheguemos a entender-nos como algo mais que egos em luta por prevalecer, que desenhemos uma paisagem coletiva que de cabida a nossa nostalgia de unidade, de paz, de entrega, de confiança e poder criativo para gestar um mundo melhor.

Patricia May
"Da cultura do ego à cultura da alma"

domingo, 18 de abril de 2010

A MENTE


Da cultura do ego à cultura da alma




É o título dum livro de Patrícia May, antropóloga chilena.. Tem-me parecido muito esclarecedor, ajudado a compreender muitas coisas que estão acontecendo, dentro e ao meu redor, sendo além do mais muito esperançado a respeito do caminho que estaríamos transitando como humanidade. Faz-me feliz ademais, sentir-me realmente parte de todo isto...
Traduzo-lhes aqui uma seção do livro:

OS DESENVOLVIMENTOS EMERGENTES DA CONSCIÊNCIA

A Consciência da consciência

Um número crescente de pessoas está manifestando um novo aspecto da Mente, a Consciência da consciência, que é capaz de observar os processos do próprio pensamento.
Trata-se duma meta-consciência, intra-psíquica em que não só nos perguntamos que conhecemos, senão que desde onde conhecemos desde que experiências, emoções, conceitos observamos; ou seja, quais são os filtros através dos quais construímos a realidade.
Neste nível nos experimentamos num nível de serenidade, claridade, equanimidade que nos permite sermos testemunhas ou observadores de nós mesmos mais além das ansiedades e aflições mentais de nossa psique, é como se pudéssemos ascender a um alto morro onde o céu é puro e o ar fresco e pudéssemos ver o vale donde se desenvolve nossa vida com total claridade.
Isto nos permite por em dúvida nossa maneira de ver ao mundo, nossos rolos mentais, obsessões, pensamentos repetitivos e ver até que ponto construímos nossa realidade através da lente com a qual observamos e interpretamos o mundo.
Desde aqui as pessoas começam a se - fazer cargo delas mesmas, a prestar atenção a seus pensamentos, ao fluxo de suas idéias, começãm a compreender como moldam sua vida. Dão-se conta, por exemplo, que sempre tem olhado desde o papel da vítima e tem gerado relações, posições laborais, realidades de vida que uma e outra vez lhe fazem sentir-se ou ser efetivamente abusado por outros; ou percebem de como certas crenças tem moldado sua vida, “a vida é difícil e dolorosa”, por exemplo. Aí começa o trabalho de liberação dos pensamentos limitantes ou danosos.
Recém aí somos donos de nós mesmos e criadores de nossa própria vida.
Com a auto-reflexão estamos culminando a primeira etapa de nossa viagem, ser plenamente autoconscientes.
A Mente Transcendente
Nestes níveis profundos, a pessoa começa a experimentar algo até então desconhecido. Um nível interior de silêncio, onde não há idéias compulsivas nem anseios, nem ruído mental-emocional; senão uma nova claridade, harmonia e a certeza que somos seres espirituais numa vivência física, que o vivido tem um sentido e que há um fim maior pelo qual estamos vivos.
Assim começará uma abertura a aspetos antes insuspeitados de si mesmo, a realidades indeterminadas, intangíveis, inascíveis que ao mesmo tempo a levarão a entrar em contato com a intuição que lhe fala de interconexão, duma Grande Harmonia, de Totalidade na qual todo existe e se manifesta já não como uma crença, senão como uma íntima vivência de pertencer e estar conduzido por uma consciência maior que transcende sua individualidade.
O Eu integral
Ante esta nova visão, a pessoa necessitará harmonizar-se. Desde o Observador tomará consciência que seu corpo, emoção e razão estão bloqueadas, exacerbadas ou desequilibradas e começará uma etapa de trabalho integral que abarcará seu corpo, suas emoções, seu pensamento e a sombra reprimida pelo ego racional que até então predominava.
A pessoa buscará trabalhar em consciência de suas falências: buscara grupos, terapeutas, leituras; novos conhecimentos que lhe ajudem a sanar e integrar todos os aspectos de si. Contatará com sua luz e com sua sombra, com uma valentia e um novo brio para ver-se e enfrentar-se consigo mesma, o que lhe dará sentido a cada vivência, a cada momento de sua vida. O cotidiano cobrará encanto e o mundo aparecerá radiante ante um ser humano que há despertado à sentir, vibrar, que começa a se sentir sintonizado com a natureza, com os demais seres humanos, com tudo, incluindo a dor.
Assim como na fase anterior o ser humano vive desde a razão e desde aí estrutura ao mundo e dirige sua vida, aqui todos os aspetos do eu estarão incluídos e pulsando ao ritmo integrador da Mente Inclusiva.
Corpo, emoção e razão por vez primeira na história da autoconsciência pulsarão harmonicamente numa dança conduzida pela Consciência Integradora e Sabia. Assim a pessoa começa a se identificar com um novo Eu: integrador, inclusivo, amoroso, forte, criativo e conceberá a razão, a emoção e ao corpo como canais e veículos de expressão de algo Maior ao serviço do Todo.
Com um corpo desbloqueado, com a bio- energia circulando harmonicamente, com uma riqueza emocional viva, com uma razão e lógica atuante e com um eixo estabilizador no centro da psique, terá a pessoa integral ou íntegra. Este caminho já o está percorrendo um grupo crescente de seres humanos.
Mente sistêmica: O Eu Planetário
Na medida em que o ser humano vai deixando a couraça aprisionadora do ego e vai-se relacionando com os demais em forma fluida – já não desde a imagem, o status, o rol, senão que desde si mesmo integral – onde não há nada que fingir ou esconder, onde não há imagens que guardar porque a pessoa se tem conhecido e aceitado e assim aceita também aos demais, se vão gerando relações definidas pela rede, onde há uma retroalimentação sadia, sem possessões, nem grupos excludentes, onde a informação circula e, devido à interconexão, as pessoas podem vincular-se com uma trama de relações que ultrapassam o tempo e o espaço.
Abre-se um novo nível de Consciência que opera a um nível global, de sínteses que vê aquilo que une e liga à diversidade de expressões, culturas, pensamentos, orientações religiosas e se relaciona com visões globais que buscam o bem em geral. A consciência se expande do“nós” a “todos nós”, o mundo inteiro, a aldeia global.
Mente holística: o Eu Cósmico
Neste nível de consciência o Eu vive como um veículo ou um canal de serviço e aporte ao Todo, não como uma postura intelectual ou algo forçado, senão como algo completamente natural,
O sentido da própria vida é servir a um projeto que abarca à terra inteira e a todos os seres. Vive-se numa profunda responsabilidade rumo ao processo evolutivo como um Todo. A consciência se conecta com o planeta como uma totalidade. Faz-se o transito desde a Consciência planetária à Cósmica, se entendem as finas redes que entretecem as conexões entre os níveis da Alma, a mente, a emoção e o estado concreto das coisas no mundo.
Intui-se uma Ética universal. Intui-se uma Totalidade que se manifesta em tudo isto, do qual tudo emana e se vai a uma concepção Monista da Divindade, como a Vida de todas as vidas, como a Presença imanente, transcendente e inclusiva de toda a manifestação em todos os níveis.
Neste estágio se começa a entrar na Consciência Pura, Total, na Alma.
Para lá vamos....

Versão Espanhol

De la cultura del ego a la cultura del alma

Es el título de un libro de Patricia May - antropóloga chilena-, que estoy leyendo. Me ha parecido muy esclarecedor, ayudado a comprender muchas cosas que están ocurriendo, dentro y alrededor mío, siendo además muy esperanzador respecto del camino que estaríamos transitando como humanidad. Me hace feliz además, sentirme realmente parte de todo esto...
Les copio aquí una sección del libro:

LOS DESARROLLOS EMERGENTES DE LA CONCIENCIA

La Conciencia de la conciencia

Un número creciente de personas está manifestando un nuevo aspecto de la Mente, la Conciencia de la conciencia, que es capaz de observar los procesos del propio pensamiento.
Se trata de una meta conciencia, intrapsíquica en que no sólo nos preguntamos qué conocemos, sino que desde dónde conocemos, desde qué experiencias, emociones, conceptos observamos; o sea, cuáles son los filtros a través de los cuales construimos la realidad.
En este nivel nos experimentamos en una serenidad, claridad, ecuanimidad que nos permite ser testigos u observadores de nosotros mismos más allá de las ansiedades y aflicciones mentales de nuestra psiquis, es como si pudiéramos ascender a un alto monte donde el cielo es puro y el aire fresco y pudiéramos ver el valle donde se desenvuelve nuestra vida con total claridad.
Esto nos permite poner en duda nuestra manera de ver el mundo, nuestros rollos mentales, obsesiones, pensamientos repetitivos y ver hasta qué punto construimos nuestra realidad a través del lente con el cual observamos e interpretamos el mundo.
Desde aquí las personas comienzan a hacerse cargo de sí mismas, a prestar atención a sus pensamientos, al flujo de sus ideas, comienzan a comprender cómo modelan su vida. Se dan cuenta, por ejemplo, que siempre han mirado desde el papel de la víctima y han generado relaciones, posiciones laborales, realidades de vida que una y otra vez le hacen sentirse o ser efectivamente abusada por otros; o se percatan de cómo ciertas creencias han modelado su vida, “la vida es difícil y dolorosa”, por ejemplo. Ahí comienza el trabajo de liberación de los pensamientos limitantes o dañinos.
Recién aquí somos dueños de nosotros mismos y creadores de nuestra propia vida.
Con la auto reflexión estamos culminando la primera etapa de nuestro viaje, ser plenamente autoconscientes.
La Mente trascendente
En estos niveles profundos, la persona comienza a experimentar algo hasta entonces desconocido. Un nivel interior de silencio, donde no hay ideas compulsivas ni ansiedades, ni rollos, ni ruido mental-emocional; sino una nueva claridad, armonía y la certeza que somos seres espirituales en una vivencia física, que lo vivido tiene un sentido y que hay un fin mayor por el cual estamos vivos.
Así comenzará una apertura hacia aspectos antes insospechados de sí mismo, hacia realidades indeterminadas, intangibles, inasibles que al mismo tiempo la llevarán a entrar en contacto con la intuición que le habla de interconexión, de una Gran Armonía, de Totalidad en la cual todo existe y se manifiesta, ya no como una creencia, sino como una íntima vivencia de pertenecer y estar conducido por una conciencia mayor que trasciende su individualidad.
El yo integral
Ante esta nueva visión, la persona necesitará armonizarse. Desde el Observador tomará conciencia que su cuerpo, emoción y razón están bloqueadas, exacerbadas o desequilibradas y comenzará una etapa de trabajo integral que abarcará su corporalidad, sus emociones, su pensamiento y la sombra reprimida por el ego racional que hasta entonces predominaba.
La persona buscará trabajar en conciencia de sus falencias: buscará grupos, terapeutas, lecturas; nuevos conocimientos que le ayuden a sanar e integrar todos los aspectos de sí. Contactará con su luz y con su sombra, con una valentía y un nuevo brío para verse y enfrentarse consigo misma, lo que le dará sentido a cada vivencia, a cada momento de su vida. Lo cotidiano cobrará encanto y el mundo aparecerá radiante ante un ser humano que ha despertado a sentir, vibrar, que comienza a sentirse sintonizado con la naturaleza, con los demás seres humanos, con todo, incluyendo el dolor.
Así como en la fase anterior el ser humano vive desde la razón y desde allí estructura el mundo y dirige su vida, aquí todos los aspectos del yo estarán incluidos y pulsando al ritmo integrador de la Mente Inclusiva.
Cuerpo, emoción y razón por vez primera en la historia de la autoconciencia pulsarán armónicamente en una danza conducida por la Conciencia Integradora y Sabia. Así la persona comienza a identificarse con un nuevo Yo: integrador, inclusivo, amoroso, fuerte, creativo y concebirá a la razón, la emoción y al cuerpo como canales y vehículos de expresión de algo Mayor al servicio del Todo.
Con un cuerpo desbloqueado, con la bioenergía circulando armónicamente, con una riqueza emocional viva, con una razón y lógica actuante y con un eje estabilizador en el centro de la psiquis, tendremos a la persona integral o íntegra. Este camino ya lo están haciendo un grupo creciente de seres humanos.
Mente sistémica: El Yo Planetario
En la medida que el ser humano va dejando la coraza aprisionadora del ego y se va relacionando con los demás en forma fluida – ya no desde la imagen, el estatus, el rol, sino que desde un sí mismo integral – donde no hay nada que fingir o esconder, donde no hay imágenes que guardar porque la persona se ha conocido y aceptado y así acepta también a los demás, se van generando relaciones definidas por la red, donde hay una retroalimentación sana, sin posesiones, ni grupos excluyentes, donde la información circula y, debido a la interconexión, las personas pueden vincularse con una trama de relaciones que traspasan el tiempo y el espacio.
Se abre un nuevo nivel de Conciencia que opera a un nivel global, de síntesis que ve aquello que une y liga a la diversidad de expresiones, culturas, pensamientos, orientaciones religiosas y se relaciona con visiones globales que buscan el bien en general. La conciencia se expande del “nosotros” a “todos nosotros”, el mundo entero, la aldea global.
Mente holística: el Yo Cósmico
En este nivel de conciencia el Yo se vive como un vehículo o un canal de servicio y aporte al Todo, no como una postura intelectual o algo forzado, sino como algo completamente natural,
El sentido de la propia vida es servir a un proyecto que abarca a la tierra entera y a todos los seres. Se vive en una profunda responsabilidad hacia el proceso evolutivo como un Todo. La conciencia se conecta con el planeta como una totalidad. Se hace el tránsito desde la Conciencia planetaria a la Cósmica, se entienden las finas redes que entretejen las conexiones entre los niveles del Alma, la mente, la emoción y el estado concreto de las cosas en el mundo.
Se intuye una Ética universal. Se intuye una Totalidad que se manifiesta en todo esto, de lo cual todo emana y se va hacia una concepción Monista de la Divinidad, como la Vida de todas las vidas, como la Presencia inmanente, trascendente e incluyente de toda la manifestación en todos los niveles.
En este estadio se comienza a entrar en la Conciencia Pura, Total, en el Alma.
Hacia allá vamos....

sábado, 17 de abril de 2010

PENSAMENTOS - PENSAMIENTOS




PENSAMENTOS

Os pensamentos não surgem da nada.
Há uma terra em que crescem. Em nossa mente
há ódio, medo, preocupação, incompreensão.
E um pensamento pode surgir de ditos territórios.
Porém também em nossa mente existe o vasto
território da compaixão, da compreensão.
Tu podes entrar no Reino de Buda, no
Reino de Deus, dentro de tua mente. Destes
territórios brotarão então maravilhosos
pensamentos na línea do Reto Pensar.

Thich Nhat Hanh

PENSAMIENTOS

Los pensamientos no surgen de la nada.
Hay una tierra en la que crecen. En nuestra mente
hay odio, miedo, preocupación, incomprensión.
Y un pensamiento puede surgir de dichos territorios.
Pero también en nuestra mente existe el vasto
territorio de la compasión, de la comprensión.
Tu puedes entrar en el Reino de Buda, en el
Reino de Dios, dentro de tu mente. De estos
territorios brotarán entonces maravillosos
pensamientos en la línea del Recto Pensar.

LA RECOMENDACIÓN DIARIA

  LA RECOMENDACIÓN DIARIA resistencia a los antimicrobianos , mejor que  resistencia antimicrobiana   Resistencia a los antimicrobianos , no...