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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ImportaRSE - Florianópolis


Como não poderia ser de outra maneira a tarefa de preservação do clima no planeta encontra algumas dificuldades. Os grandes lideres mundiais, assim como as grandes empresas multinacionais, se encontram em uma intensa briga política para poder apresentar em Copenhague metas e consensos que permitam atingir os objetivos desta reunião.

O economista Chefe para América Latina e Caribe do Banco Mundial, Augusto de la Torre, assegurou hoje que "é necessário convencer o mundo de que a economia deve orientar-se para as energias limpas" e desejou que a cume do clima de Copenhague "dê uma virada" nessa direção.

"Esperamos que depois de Copenhague a energia fóssil seja mais cara", afirmou De la Torre numa entrevista com Efe em Madrid.

"O truque, o coração, o miolo do assunto é que a economia consiga que o combustível fóssil resulte mais caro à economia doméstica. Há que dês- incentivar o uso dessas energias e incentivar as limpas", agregou.

Segundo o Banco Mundial, os principais objetivos que se devem alcançar na capital dinamarquesa são estabelecer a redução de emissões para os países ricos, marcar a redução das economias emergentes e como vão a ser compensadas por isto, e delimitar uma compensação aos países mais pobres que sofrem o câmbio climático e tem que se adaptar.

De la Torre insistiu em que os impactos conseqüentes das conclusões tiradas do cume do clima "têm que ser relativamente rápidos, porque estamos numa carreira contra o tempo".

"Na medida em que o mundo prossiga com um modelo econômico que consuma energias menos limpas e emita gases à atmosfera, o mundo se vai cercar no nível de acumulação em que o clima se pode voltar muito instável”, agregou.

Respeito ao papel de EEUU na responsabilidade climática, de la Torre afirmou que "se espera muito da administração Obama" e diz "estar seguro" de que o novo presidente de Estados Unidos quer levar "apostas ambiciosas" a Copenhague, mas não pode fazer-lo só.

"Há uma grande incerteza sobre se EEUU vai ser capaz de levar uma boa aposta política, mas não é fácil porque agora mesmo se estão levando a cabo muitas reformas sociais que são prioritárias para os estadunidenses como o tema da saúde pública - diz-, e é necessário o apoio do Congresso".

Em quanto à situação de América Latina na reconversão energética mundial, o economista precisou que, "paradoxalmente", as riquezas naturais da região trazem "grandes benefícios", mas também "grandes desafios".

"A riqueza natural pode converter-se num lastro porque em ocasiões gera atitudes antiéticas, problemas institucionais e políticos - digo-. Administrar a riqueza natural requer uma vontade política, de certa disciplina, porque a tendência mais comum é gastar os recursos de maneira quase imediata e logo isso se paga".

Segundo de la Torre, um contraste a essa tendência é Chile, que tem administrado de maneira "muito responsável" o cobre, o que lhe tem permitido aumentar o gasto público em matéria social durante a crise pelas poupanças que havia acumulado.

"Pela outra parte, o petróleo é uma riqueza natural e sua exploração não é amigável com os objetivos do milênio. Até agora América Latina tem tido uma matriz bastante limpa, mas é possível que com os descobrimentos dos combustíveis fóssis tenda a esse modelo mais sujo", agregou.

De la Torre expressou que se Latino América se embarca pronto num labor de adaptação às energias renováveis, "terá uma vantagem comparativa respeito ao resto", e insistiu em que ainda sendo essa transição "muito custosa" também é "inevitável".

As soluções que o Banco Mundial propõe ante a ameaça do câmbio climático se situam nos modelos de tope e comercio sobre o carbono e através de regulações, como a que acaba de adotar EEUU sobre a eficiência dos automóveis.

Segundo explicou, o projeto de lei que está discutindo o Congresso estadunidense para criar um mercado de carbono no país poderia supor que estados como México ou Canadá imitarão a medida, "o que seria um passo importantíssimo para a integração do sistema".

"A solução ao câmbio climático requer uma liderança muito forte dos países ricos e uma autentica convicção de que o mundo vai às energias limpas", destacou De la Torre.

Emtanto em outros lugares…

Barack Obama reconheceu as dificuldades que encontram em Washington suas propostas para reduzir as emissões de gases contaminantes geradas por EE UU. Congressistas democratas e republicanos pertos aos lobbies (grupos de pressão) metalúrgicos, industriais e elétricos, e a indústria do automóvel de Detroit se opõem às reduções drásticas que persegue o presidente alegando que aumentarão o preço das contas domésticas.

"Inescusável e imprudente"

Por sua parte, o secretario geral da ONU, Ban Ki-Moon, criticou ontem o rítmo "glacial" ao que se desenvolvem as negociações para reduzir as emissões de gases contaminantes. Ademais, o responsável do organismo internacional afirmou que seria "moralmente inescusável, curto de metas no plano econômico e imprudente politicamente" não alcançar um acordo em Copenhague que substituía ao atual Protocolo de Kyoto. Ainda fica muito por fazer: os rascunhos que circulam pelas Nações Unidas incluem mais de 2.000 emendas que deverão ser convertidas numa linguagem comum que possa ser aprovado na capital dinamarquesa.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

CONSTELAÇÕES FAMILIARES



Constelações Familiares NÃO é psicoterapia

"Constelações Familiares não é psicoterapia, é compreensão e aceitação profunda (...).

A essência deste trabalho é tomar a vida como é.

Muitos terapeutas querem corrigir algo ou fazer seguimento.

Não fazemos isso aqui"

Bert Hellinger

Terapia sistêmica

Cada pessoa pertence a um sistema familiar ao que está unido energeticamente, o que inclui a união profunda com os membros que já não estão fisicamente presentes ou com os que se há perdido o contacto direto.

Como qualquer outro sistema, o familiar está regido por umas "leis invisíveis", naturais. Ao ser invisível e, para a maioria inconsciente, as podemos transgredir sem saber-lo.

A transgressão inconsciente destas "leis do Amor" faz que nos identifiquemos com nossos antepassados, tomando responsabilidades que não nos pertencem e criando enredos diferentes da ordem natural. Permanecer nesta inconsciência gera muitas vezes em nossa vida desgraça, insatisfação, sofrimento, enfermidade, fracasso, perdas, bloqueios mentais, dificuldades, acidentes, etc.

O trabalho de Constelações Familiares (CF) pode diminuir o tempo necessário para resolver um tema com qualquer outra terapia convencional de tipo psicológico, já que vai mais além que elas. Por isso é um complemento ideal de qualquer terapia física, mental ou emocional. CF é um método não psicológico, altamente eficaz e rápido na resolução de todo tipo de conflitos.

A conexão com a alma e seus movimentos nos permite ver onde ficou interrompida a ordem natural do amor, e desde essa nova visão, profundamente respeitosa e livre de juízo e crítica, iniciar um processo de profunda cura não só no cliente que participa, senão também em seu entorno.

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América Latina não deve "pagar" o preço de combater o câmbio climático

Autor: Joaquim Utset

América Latina não deve "pagar" o preço dos sacrifícios necessários para combater o câmbio climático, um problema que não tem contribuído a criar e que é responsabilidade das economias ricas, diz hoje a Secretaria Geral da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena.

A responsável do organismo regional lembrou que os países latino-americanos são responsáveis de menos dos 6 por cento das emissões dos gases que causam o aquecimento global, apesar de ter um maior papel no aumento do desmatamento do planeta.

"A questão é quem vai pagar os maiores custos, e não devem ser os países em vias de desenvolvimento, senão que deve haver equidade. Os países desenvolvidos têm o compromisso de ajudar aos que estão em vias de desenvolvimento para levar-los a economias mais baixas em produção de carbono", afirmou Bárcena em declarações a Efe.

A região terá um papel de destaque na cume que se celebra hoje na sede das Nações Unidas para impulsionar as negociações dum novo acordo que substituía ao Protocolo de Kioto quando vença em 2012.

O presidente de Costa Rica, Oscar Arias, está entre o punhado de mandatários que tomarão a palavra durante a cerimônia inaugural do encontro, em tanto que México, Chile e Brasil co-presidirão três das oito mesas redondas nas que posteriormente se dividirão a centena de líderes que assistem ao encontro.

Bárcena assinalou que a região tem assumido um papel central nas negociações que deveriam culminar com a firma dum acordo em dezembro, durante a conferencia sobre cambio climático que a ONU celebrará em Copenhague.

Nesse sentido, destacou que os membros da região subscrevem ao principio de que os países que mais devem sacrificar-se são os mais desenvolvidos, responsáveis da imensa maioria das emissões que provocam o efeito estufa.

Economias emergentes como a de China e Índia consideram injusto adotar reduções de emissões que ponham em perigo seu crescimento econômico.

Por sua parte, Washington se resiste a firmar um compromisso se as economias de países em desenvolvimento que pronto superarão a Ocidente na quantidade de emissões absolutas não acedem a recortes específicos.

"Na América Latina existe o consenso de respeitar o conceito de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, que se refere a essa divida histórica dos países desenvolvidos, que cresceram sem nenhum tipo de limitações, como as que agora se trata de impor", sinalou a responsável da Cepal.

Esse é a mensagem que trasladarão no cume de hoje líderes latino-americanos como o presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, quem tem previsto pedir aos países ricos que transfiram suas tecnologias aos pobres "para aliar a preservação do meio ambiente com o desenvolvimento econômico".

México também se tem feito eco dessa mesma petição, pelo que tem proposto a criação dum "fundo verde" financiado em dois terços pelos países desenvolvidos e num terço pelas economias emergentes.

Pese a que ninguém espera que América Latina aumente sua escassa contribuição ao aquecimento global, os países da região também são conscientes de que a economia do futuro girará cada vez mais arredor das energias renováveis e irá perdendo sua dependência dos hidrocarbonetos, segundo a Cepal.

Com a tecnologia adequada, a região tem a capacidade de reduzir até um 30% seu atual consumo de energias ligadas ao dióxido de carbono, o que se traduziria numa poupança anual de milhes de milhões de dólares.

Mas estes projetos de poupança energética deveriam sufragar se com "fundos vindos de fora ou financiamento privado" que aproveite os enormes recursos naturais da região, destacou Bárcena.

"Somos uma região que mais que criar problemas, poderá solucionar-los. Esse é o fundo da questão", agregou a Diretora Executiva da Cepal, que tem previsto apresentar um relatório sobre esta matéria em vésperas da conferencia de Copenhague.

Segundo a ONU, os países ricos deveriam investir anualmente entre 500.000 e 600.000 milhões de dólares durante uma década para que os países em desenvolvimento possam abandonar o petróleo e o carvão em favor das energias renováveis.

Bárcena também ressaltou que outro frente importante para a região neste cume, e particularmente para o Caribe, é a criação dum fundo para financiar projetos de mitigação e adaptação aos efeitos do câmbio climático.

A região caribenha é particularmente vulnerável a fenômenos meteorológicos como as furações, possuidoras duma capacidade destrutiva que ao parecer aumenta pelo aquecimento global.

"Os mais afetados são os países mais pobres, menores e com economias mais difíceis", ressaltou a responsável de Cepal.

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Sustentabilidade como impulsora da inovação

A C. K. Prahalad o conhecemos pela contribuição à Teoria da Base da Pirâmide e a dos Negócios Inclusivos. Fala deles, porque provêm dum dos países que mais potencial tem para provocar câmbios positivos nessa esfera social: a Índia.
Há poucos dias escreveu um artigo para Harvard Business Review

“Why the Sustainability is Now the Key Driver of Innovation?” e a raiz dele, o blog Green Inc. do The New York Times o entrevistou telefonicamente para conhecer como se unem estes dois aspetos (a Inovação e a Sustentabilidade) com seu conhecimento da Base da Pirâmide.
A respeito, Prahalad destacou que considerando que “de três a quatro mil milhões de pobres aspiram sair da pobreza” ingressando na economia formal através das microempresas isso “agregará pressões sobre o meio ambiente que são impossíveis de predizer”, estimando que essa inclusão implique no futuro um maior consumo de recursos como água, energia, matérias-primas e transporte.
O autor diz ademais que “as companhias com visão de futuro, as empresas com boa liderança, devem preparar suas organizações para o inevitável [a sustentabilidade] e converter isso em oportunidades”.
Sobre o artigo escrito para HBR, Martha Belden realizou uma excelente tradução ao espanhol (e mais completa que a versão livre do artigo) no blog EstratégiaRSE que recomendo ler.
Se trata ao tema da sustentabilidade como chave para assegurar a competitividade da empresa.

Os autores, Ram Nidumolu, C.K. Prahalad y M.R. Rangaswami, fizeram um estudo de iniciativas de sustentabilidade em 30 grandes empresas como HP, Clorox, Cisco e Fedex. A investigação demonstra que a sustentabilidade é a rama principal das inovações organizacionais e tecnológicas já que ao preocupar-se pelo meio ambiente traz benefícios à companhia em geral.
A busca da sustentabilidade está começando a transformar a competitividade já que forçará às empresas a trocar a maneira em que vêem a seus produtos, tecnologias, processos e modelos de negócio. De acordo ao estudo, isto não representa um caminho fácil, ao contrário, os autores têm dividido esta transformação em cinco etapas de câmbio. Cada etapa possui seus próprios desafios e em cada uma se devem desenvolver novas capacidades para que a empresa siga melhorando. As etapas são as seguintes:
Etapa 1: Ver o respeito das leis como uma oportunidade.
As regulações meio ambientais variam entre regiões, países e inclusive cidades. As companhias que se enfocam em cumprir com as novas normas têm mais tempo para experimentar com materiais, tecnologias e processos e por isso de criar melhores produtos. Ademais as companhias que estão à vanguarda nestes temas são as que identificam oportunidades de negocio antes que seus competidores.
Este tema é crítico para países como os latino-americanos, onde ainda não existem normas claras que exijam as companhias cumprir com certos padrões para diminuir seus resíduos sólidos ou emissões de gases. Sem embargo, cada vez mais governos estão estabelecendo e assegurando-se de que as empresas operem duma maneira responsável.
Etapa 2: Fazer a cadeia de valor sustentável
Uma vez que as companhias têm aprendido a manter o mesmo passo que a regulação, se voltem mais proativas com os temas meio-ambientais. As empresas podem desenvolver operações sustentáveis ao analisar cada uma das partes de sua cadeia de valor. As ferramentas como manejo de carbono, análise do ciclo de vida do produto e seleção de fornecedores ajudam às empresas a identificar os pontos fracos em sua cadeia de valor. Uma vez lograda esta etapa, a companhia é capaz de criar mecanismos que relacionam suas iniciativas de sustentabilidade aos resultados do negócio.
Isto se aplica na América Latina especialmente nas PYMES, que representam à maior parte das empresas nestes países. Algumas PYMES são fornecedoras de grandes empresas, por tanto formam parte de sua cadeia de valor. Se uma empresa multinacional conta com uma planta em certo país, e quer ser responsável deverá revisar que seus sócios e fornecedores também o sejam.
Etapa 3: Desenho de Produtos e Serviços Sustentáveis
Nesta etapa é importante que os gerentes da empresa reconheçam que um grande número de consumidores prefere produtos que não danam ao meio ambiente, e podem tirar vantagem à concorrência ao redesenhar ou criar novos produtos. Para desenhar estes produtos, as empresas devem entender as preocupações do cliente e examinar cuidadosamente o ciclo de vida do produto. Ao mudar-se a novos mercados, tem que trabalhar em conjunto com organizações da sociedade civil.
Etapa 4: Desenvolvimento de novos modelos de negócio
Os novos modelos de negócio bem sucedidos incluem maneiras nobres de gerar ingressos e fornecer serviços em conjunto com outras empresas. O desenvolvimento de novos modelos de negócio requer de explorar distintas alternativas das maneiras atuais de fazer negócio assim como entender de que outras formas podem lograr a satisfação de seus clientes.
No caso da América Latina, cada vez mais empresas estão chegando ao mercado da base da pirâmide. Isto o realiza ao incluir a pessoas comumente excluídas de atividades econômicas como fornecedores, clientes ou inclusive sócios.
Etapa 5: Criação de Plataformas de práticas à futuro
As práticas à futuro trocam os paradigmas existentes. Para desenvolver inovações que dirijam as novas práticas, os executivos deverão questionar todo o que “se da por feito” o que é implícito nas práticas atuais.

Ao questionar o “status quo”, as pessoas fizeram câmbios para melhorar o funcionamento da empresa.
No artigo se encontram exemplos concretos da aplicação de cada uma destas etapas. Cabe recalcar que em sua maioria são empresas em países desenvolvidos, e que talvez a agenda para os países em desenvolvimento não seja a mesma, por suas prioridades e necessidades. Sem embargo, se uma empresa quer se manter competitiva a nível global, deverá buscar incluir o tema da sustentabilidade.
Para ler mais sobre o artigo visite: Harvard Business Review
Fonte: Leciones Aprendidas

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

ImportaRSE - Florianópolis

A Empresa do Novo Testamento

Escrito, 18 de Setembro, 2009 por Julen.

Eu já vivi da empresa. Terminei de estudar e desembarquei numa empresa. Primeiro uma bolsa (o passei bem), logo um contratinho, após um projeto falido de aprendizagem e assim jogamos para adiante. Sempre em redor das empresas. Como estagiário, como empregado, como sócio cooperativista, como proprietário. Empresa como meio através da qual levar a cabo uma atividade profissional. Como, se não. É que há outra forma?

E estudei e li livros e mais livros sobre management. Gurus de verdade, gurus de mentiras, predicadores, fanáticos, vendedores de fumaça, receitas para a felicidade no trabalho. As prateleiras sempre estavam cheias de livros com títulos desenhados para que tua vista se detivesse neles. Alguns inclusive não se recatavam em utilizar termos sagrados: bíblias modernas com as que praticarem a Fé contemporânea. Empresa como lugar sagrado onde uns geram riqueza e outros perdem a vida. Empresa como axioma.

Entre tanto, nestes vinte anos de trabalho, a sociedade de consumo tem ganhado a partida. Seus padrões hão arrasado ruas centrais do primeiro mundo: lugares desenhados para a compra. Marketing e publicidade como reis da festa. E comprar se converte no gérmen da felicidade. Igrejas substituídas por centros comerciais, que diriam os carecas de Funky Business. Diversão para não pensar. O ato compulsivo de compra como grande êxito da empresa moderna. Êxito desenhado, por suposto, para que sejas mais feliz e qual criança caprichosa consiga tua balinha justo ao passar pela caixa. Tu só tens que comprar, deixa o demais em nossas mãos.

Da uma olhada, por exemplo, às ofertas das operadoras de telecomunicações. Os grampos, com grandes letras, enchem a cena. A letra pequena do contrato, em câmbio, te diz como será teu futuro. Mas ambos preferem não ler essas condições porque isso não conduz à felicidade. É nesse preciso momento de consumir, quando o novo iPhone chega a tuas mãos, quando você é feliz. E esse mesmo ato, que só vais poder levar-lo a cabo umas contadas vezes ao longo de tua vida, é o que te vai a provocar angústia. Porque o Deus todo poderoso empresa não descansa e vai colocar no mercado um aparelho melhor. E tu não tens. Aí te ferras.

A empresa do antigo testamento já não vende. Esse modelo poderoso, que atua com raiva, que castiga e ordena, não vende num mundo feliz. Hoje todo é mais sutil na empresa do novo testamento. Gera seus símbolos, se dispersa, atua em múltiplas frentes, está deslocada, usa as redes sociais na Internet. É agora sei que sem nenhuma dúvida, onipresente. Não podes evitar enfrentar-la cada dia. O mundo se ha privatizado: tuas comunicações dependem dela, teus movimentos, teu prazer, tua ausência de dor, tua cultura, teu amor. Não podemos sair do sistema empresa. O engloba tudo. E cobra porque se sabe poderosa. Exige à universidade que lhe entregue determinado tipo de produto pessoa. Exige aos governos que deixem de gastar dinheiro em serviços ineficientes para abrir novos oceanos azuis. Exige a seus trabalhadores que se impliquem emocionalmente, que se fundam numa mística comunhão de interesses.

As empresas do novo testamento têm construído um estranho paraíso. O tem feito com seu esforço e determinação. Heinz Dieterich o recolhe muito bem na Aldeia Global a partir do exemplo de Matsushita (hoje Panasonic é um exemplo avaliado por gurus como John P. Kotter). Não a chama fé senão o “espírito da fome”. É a determinação, a fé cega, o dispor dum sentido para tua vida. Em palavras de Masaharu Matsushita:

“O espírito da fome não se refere a um estomago ou um moedeiro vazio, senão à necessidade de usar a sabedoria e inteligência própria até seus máximos níveis, porque no atual mercado de alta competitividade, nosso objetivo tem que consistir em chegar ao nível mais alto. Quando achamos chegado a ser o número um em Japão, então temos que aspirar a voltar-nos o número um no mercado mundial. Uma vez que temos alcançado este nível, não podemos descansar. Temos que trabalhar para ser ainda melhores”.

Relaxa e desfruta. Tranqüilidade. As empresas têm pensado em tudo: têm já escritos seus relatórios de responsabilidade social corporativa e cavalgam a lombos do capitalismo filantrópico. Em nome da melhoria continuada, a inovação e as pesquisas de satisfação, amem.

A imagem está tomada de http://www.zemos98.org/spip.php?article294

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Cambio climático:

que é?,

que fazemos? (I)

Desde 7 ao 18 de dezembro deste ano, os países do mundo, se encontrarão na cume de Copenhague 2009, para negociar um novo Protocolo que substitua em 2012 ao de Kyoto.

O fim último é traçar uma rota que conduza a uma estratégia global que logre atender o problema do cambio climático, o qual é sem dúvida o principal problema ambiental de caráter global.

Conceitos básicos

“Cambio Climático” ou “Aquecimento Global”, são frases que ultimamente escutamos a miúdo, mas Que significam?

Para entender o conceito de Câmbio Climático, é importante conhecer as seguintes definições básicas:

1) Atmosfera: É uma envoltura gasosa que rodeia a terra. De não existir, ou de ser muito tênue, como sucede na Lua, por exemplo, os câmbios diários de temperatura seriam enormes. É dizer, que a particular composição de nossa atmosfera atua como uma capa protetora contra as radiações que chegam do espaço, por uma parte; e por outra, ajuda ao planeta a conservar o calor que possibilita a vida sobre a terra.

2) Gases de Efeito Estufa: O metano, o óxido nitroso e o dióxido de carbono (CO2), existem de maneira natural em nossa atmosfera. Se lhes chama gases de efeito estufa. Em níveis equilibrados, atuam como o vidro duma estufa: capturam parte da energia do sol e ajudam a criar um clima adequado para a vida no planeta. Existem outros gases de efeito estufa, gerados pelos processos industriais, como o hidrofluorocarbono, o perfluoruro de carbono e o hexafluoruro de sulfuro.

O Aquecimento Global

Conhece-se como aquecimento global ou cambio climático o incremento progressivo da temperatura do ar e da água dos oceanos, como conseqüência da acumulação dos gases de efeito estufa, particularmente do CO2 e o metano.

A origem deste problema foi o incremento da presença de gases de efeito estufa na atmosfera. A vegetação do planeta é a encarregada de absorver o CO2 e produzir oxigeno. Mas pelos processos industriais e a queima de combustíveis fosseis, os seres humanos temos aumentado permanentemente a quantidade de ditos gases que se descarregam em nossa atmosfera.

Atualmente a natureza não da conta para processar-los; a situação se agrava ademais pelo desmatamento e queima de grandes extensões de bosques. Temos cada vez menos plantas para processar o CO2, e este se acumula cada vez mais na atmosfera.

Como conseqüência, nossa atmosfera é cada vez mais espessa. Na medida em que se volta mais grossa, a atmosfera captura muita energia irradiada que, de outro modo, haveria escapado ao universo.

Este excesso de energia acumulado eleva perigosamente a temperatura do ar e dos oceanos. Em isto consiste a crise ambiental conhecida como cambio climático ou aquecimento global.

Ambiente em Letras é una publicação da Fundação Terra Viva

A reprodução do conteúdo está autorizada.

www.tierraviva.org

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RSE en Espanha.

Espanha pouparia mais de um milhão de toneladas de CO2 ao ano trocando os eletrodomésticos antigos, segundo um estudo

MADRID, 18 Set. (EUROPA PRESS) -

Espanha poderia poupar mais de um milhão de toneladas de emissões de CO2 ao ano substituindo os eletrodomésticos de mais de dez anos, que demandam uma grande quantidade de energia, por outros mais modernos e eficientes energeticamente, segundo um estudo de Electrolux.

O trabalho foi realizado em 22 países europeus e destaca os efeitos benéficos para o meio ambiente que tem os eletrodomésticos eficientes, graças a seu menor consumo de água e eletricidade.

Segundo Electrolux, a economia anual em termos econômicos que alcançaria Espanha com esta medida seria de cerca de 175 milhões de euros, e em termos energéticos, de quase 1.400 milhões de kWh. Esta quantidade é equivalente ao gasto que se geraria se todos os imóveis da mostra deixassem ligada uma lâmpada de 60 w durante dois meses.

"Os eletrodomésticos atuais, com maior eficiência energética, utilizam uma parte muito pequena da energia que gastam os eletrodomésticos de mais de dez anos. A potencial poupança que se reflexa no estudo indica que a substituição de eletrodomésticos joga um papel fundamental no desenvolvimento sustentável", afirma o vice-presidente de Meio Ambiente de Electrolux, Henrik Sundström.

CENER e Miyabi ganharam um concurso nacional para desenvolver procedimentos de certificação energética de prédios

Os edifícios do país terão que contar com esta certificação, que será similar à dos eletrodomésticos, num prazo de seis anos

PAMPLONA, 18 Set. (EUROPA PRESS) -

O consorcio formado por CENER e Miyabi há resultado adjudicatário no concurso público convocado pelo Ministério de Indústria para desenvolver procedimentos de certificação energética de edifícios na Espanha.

Através deste procedimento se qualificará energeticamente os blocos de vivendas, oficinas e serviços já construídos no país, segundo informou hoje em roda de imprensa a diretora geral de Empresa do Governo de Navarra, Begoña Urien, quem destacou que esta medida "contribuirá a diminuir as emissões de CO2".

Urien, que compareceu junto ao diretor geral do CENER, Javier Armendáriz, e o diretor de Miyabi, Miguel Ángel Pascual, explicou que a este concurso público, convocado pelo Ministério de Indústria, através do IDEA, concorreu um total de 17 agrupações formadas por empresas, centros tecnológicos e universidades de Espanha.

A diretora geral da Empresa destacou o "impacto espetacular" que produzirão estes procedimentos de certificação energética que têm "uma grande transcendência social, econômica e ambiental por diferentes aspectos", já que, "incidirá nas medidas de uso eficientes da energia neste âmbito".

Em concreto, segundo expressou Urien, esta certificação energética será similar à que já existe para os eletrodomésticos, dividida em níveis, e entrará em vigor ao final de 2009 ou a princípios de 2010.

O procedimento, no que ainda estão trabalhando CENER e Miyabi, estará finalizado para dentro de seis meses. A partir da publicação no BOE da normativa que está ultimando o Governo central que obriga aos edifícios já existentes a contar com esta certificação, os imóveis terão um prazo de seis anos para realizar este procedimento, o que servirá, segundo o diretor do CENER, para "reduzir substancialmente o uso ineficiente e demolidor" da energia que se realiza em alguns edifícios.

Para a diretora de Empresa, a adjudicação a CENER e Miyabi dos procedimentos de certificação "reforça a posição de liderança de Navarra em matéria de energias renováveis e poupança", dois dos pilares "fundamentais" da "política energética do Executivo foral durante os últimos anos".

FERRAMENTA INFORMÁTICA

O diretor de Miyabi, Miguel Ángel Pascual, explicou que o procedimento de certificação se baseia numa ferramenta informática "prática, rápida e simples" que permitirá obter a qualificação energética do edifício e realizar um estudo das medidas de poupança energética mais eficiente em cada caso.

Graças a isto, os profissionais do setor poderão, de forma imediata, realizar um estudo das medidas mais eficientes sobre o edifício objeto para melhorar sua qualificação e diminuir suas emissões de CO2. Assim, a aplicação se volta uma guia dinâmica de recomendações concretas para o edifício em questão.


LA RECOMENDACIÓN DIARIA

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